Em cúpula sobre Ucrânia, 27 países-membros da União Europeia concordaram com plano de ampliar gastos militares em 800 bilhões de euros; Hungria foi única a não assinar declaração de apoio ao país invadido pela Rússia.
Chefe de Estado ucraniano, Volodimir Zelenski, foi recebido calorosamente pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der LeyenFoto: Frederic Sierakowski/European Union
Após ter sido repreendido e taxado de ingrato em Washington por não aceitar de pronto um cessar-fogo nos termos de Trump, Zelenski fez questão de expressar sua gratidão aos líderes europeus: "Não estamos sozinhos. Não são apenas palavras – nós sentimos isso."
Von der Leyen falou aos repórteres de um "momento decisivo" para a Europa e a Ucrânia: "A Europa enfrenta um perigo claro e presente. portanto tem que ser capaz de se proteger, de se defender, nós temos que colocar a Ucrânia numa posição de se proteger e de pressionar por uma paz duradoura e justa."
Mas, apesar de todos os sorrisos e apertos de mão firmes, enquanto os líderes da UE se reuniam para discutir como aumentar maciçamente seus gastos com defesa e como respaldar a Ucrânia, depois que os EUA suspenderam a ajuda militar e financeira ao país invadido pela Rússia, pelo mundo se desenrolavam acontecimentos alarmantes.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia desprezou uma proposta de cessar-fogo apoiada pela Ucrânia, França e Reino Unido nos últimos dias, enquanto o Kremlin acusou o presidente da França, Emmanuel Macron, de belicismo.
O francês tentou estimular o debate sobre a possibilidade de as armas nucleares de seu país servirem como um fator de dissuasão para outros membros da UE, à medida que os EUA, que têm cerca de 100 ogivas estacionadas no bloco, se desengajam.
Enquanto isso, Trump questionou mais uma vez se os EUA defenderiam os membros da Otan se eles fossem atacados – premissa central da aliança militar ocidental. "Se vocês não pagarem, nós não vamos defender, disse, repreendendo os membros da aliança que não cumprem a meta de gastar 2% do PIB em defesa.
Apesar da aparente mudança de postura dos EUA em relação à Ucrânia, os líderes europeus ainda estão apelando publicamente para a cooperação transatlântica e trabalhando para reverter a situação. Zelenski sinalizou que poderia manter novas conversas com os EUA na segunda semana de março, e ainda há esperança de que os EUA possam suavizar sua postura em relação à Europa.
No entanto, os países da UE estão pensando seriamente em como lidar com a situação sem ter o apoio dos EUA, pela primeira vez em décadas.
União Europeia reiterou seu apoio à Ucrânia em declaração assinada por todos os membros, exceto HungriaFoto: Omar Havana/AP Photo/picture alliance
Investimento pesado em defesa
Em Bruxelas, os 27 líderes da UE deram à Comissão Europeia, o órgão executivo do bloco, sinal verde para seguir em frente com o plano de obter até 800 bilhões de euros (R$ 5,02 trilhões) em investimento adicional na defesa da região, nos próximos anos.
No início desta semana, von der Leyen propôs a suspensão de parte das rígidas regras fiscais da UE, dando aos governos nacionais mais espaço fiscal para gastar em defesa. Ela anunciou ainda a intenção de criar um novo instrumento de empréstimo de 150 bilhões de euros para apoiar aquisições conjuntas entre os Estados-membros da UE, de redirecionar fundos do orçamento da UE e de mobilizar mais capital privado.
De acordo com o plano, a maior parte do dinheiro viria dos Estados-membros, que poderiam assumir mais dívidas do que o normal, especificamente para gastos com defesa, sem serem penalizados. A Comissão Europeia continuará trabalhando na proposta antes de outra cúpula no fim de março.
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Mensagem para Kiev, mas nenhum dinheiro novo – ainda
Zelenski, que conversou com os líderes da UE por uma hora e meia no início das negociações, saiu do encontro com algumas garantias. A UE reiterou seu apoio à Ucrânia mais uma vez numa declaração assinada por todos os membros, exceto a Hungria.
O documento menciona a "prontidão dos Estados-membros em intensificar urgentemente os esforços para atender às necessidades militares e de defesa prementes da Ucrânia, em particular a entrega de sistemas de defesa aérea, munição e mísseis, o fornecimento de treinamento e equipamentos necessários às brigadas ucranianas e outras necessidades que a Ucrânia possa ter".
As conclusões das cúpulas da UE são geralmente aprovadas por unanimidade, mas mesmo antes do encontro, os diplomatas deixaram claro que, , se necessário, seguiriam em frente sem o presidente húngaro Viktor Orbán.
Como regime da UE mais próximo do Kremlin, a Hungria tem se oposto reiteradamente às sanções contra a Rússia e aos pacotes de ajuda para a Ucrânia, na contramão dos outros 26 Estados do bloco. Ela apoiou as recentes aberturas de Trump à Rússia e os esforços para fechar um acordo pelo fim da guerra sem participação da Ucrânia ou da UE.
Apesar dessa resistência, antes das negociações dois diplomatas europeus de alto escalão confidenciaram à DW que a UE poderia oferecer nas próximas semanas uma nova parcela, além dos 30 bilhões de euros já comprometidos com a Ucrânia para 2025.
Ao fim da cúpula, António Costa também indicou que mais dinheiro poderia estar a caminho: "Vários Estados membros já anunciaram suas promessas de até 15 bilhões de euros", afirmou aos repórteres.
Presidente da Hungria, Viktor Orbán, bloqueou esforços da UE para impor sanções à Rússia e ajudar a UcrâniaFoto: Frederic GARRIDO-RAMIREZ/European Union
Medidas prometidas bastarão?
A União Europeia vem debatendo como aumentar seus gastos com defesa há anos. A maioria dos 27 países da UE também são membros da Otan, que tem uma meta de gastos com defesa de 2% do PIB. Entretanto, muitos ficam aquém dessa recomendação. À luz da guinada da Casa Branca, diversos Estados-membros indicaram que aumentarão significativamente seus gastos com defesa.
A reviravolta mais dramática Hungria, com o provável próximo chanceler federal do país, o conservador Friedrich Merz, indicando sua disposição de reescrever a Lei Fundamental alemã, a fim de afrouxar as regras de endividamento e gastar mais com as Forças Armadas.
"Não há mais 'países frugais', quando se trata de defesa", disse alto um diplomata da UE à DW, sob condição de anonimato, à margem das negociações da UE, usando o jargão de Bruxelas para denotar as nações mais cautelosas em assumir dívidas para financiar gastos públicos.
Além disso, as autoridades europeias já deixaram claro que tomarão outras medidas nas próximas semanas. No final de março, a Comissão Europeia apresentará um relatório sobre defesa que poderá delinear mais ideias.
Pontos de dissenção persistem
Foi esse o momento decisivo que Von der Leyen anunciou? Pelo menos, o consenso entre os líderes da UE sobre a necessidade de aumentar enormemente o investimento em defesa foi evidentemente estabelecido, apesar da recalcitrância da Hungria.
"Podemos discordar sobre as modalidades de paz, mas concordamos que devemos fortalecer as capacidades de defesa das nações europeias, e esses esforços devem capacitar os Estados-membros e não os burocratas de Bruxelas", publicou Orbán no X antes da cúpula.
Mas outros tópicos permanecem mais polêmicos. Como o de confiscar os ativos russos congelados no Ocidente para ajudar a Ucrânia, ou a proposta de Macron de considerar o uso de armas nucleares francesas como um elemento dissuasivo em toda a Europa, por exemplo
As mensagens dos EUA podem ser bastante ambíguas, mas a posição da UE ficou clara nesta quinta-feira, pelo menos sem a Hungria: "Estamos com a Ucrânia desde o primeiro dia. Já fornecemos mais de 135 bilhões de euros em ajudas desde 2022", declarou Costa. "Nosso apoio é inabalável, se a guerra continuar, em qualquer negociação de paz futura, na reconstrução, na adesão à União Europeia."
O mês de março em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
Foto: Francisco Seco/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
Foto: STR/AFP
França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
Foto: Ludovic Marin/AP Photo/picture alliance
Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)