Maior festival de música da Europa deixa de lado adereços extravagantes em busca de mais elegância e bom gosto. Caetano Veloso se apresentará ao lado do vencedor do ano passado, de Portugal.
O alemão Michael Schulte canta "You let me walk alone", canção que fala de seus sentimentos após a morte do paiFoto: DW/Silke Wünsch
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Desta vez, o Festival Eurovisão da Canção deixa de lado seus característicos e exagerados efeitos especiais de palco. Afinal da edição de 2018, a ser realizada neste sábado (12/05) em Lisboa, será marcada pela ausência do kitsch.
Aos 63 anos de idade, o maior concurso musical da Europa aprendeu a se vestir com mais elegância. O evento anual costuma ser repleto de trajes extravagantes, efeitos especiais de alta voltagem e canções que facilmente caem no esquecimento. No ano passado, um gorila dançarino que subiu ao palco durante a apresentação do representante da Itália foi o maior exemplo do legado brega do festival.
Em Portugal, os organizadores adotaram um tom mais sóbrio para o Eurovisão 2018, com menos adereços brilhantes e montagens de palco de gosto mais apurado. O país se tronou sede da final deste ano após vencer em 2017, na Ucrânia, com uma performance do cantor Salvador Sobral.
Na final do Eurovisão em Lisboa, Sobral se apresentará ao lado de Caetano Veloso. No ano passado, o brasileiro fez vários elogios ao cantor português e pediu no Facebook que seus dois milhões de seguidores votassem nele na final do concurso.
Caetano divulgou um vídeo nas redes sociais no qual aparece ensaiando ao lado de Sobral a canção Amar pelos dois, que ambos vão apresentar na final do evento.
Mesmo com o tom menos extravagante, o custo do evento gira em torno de 20 milhões de euros. Os organizadores, porém, afirmam que esta é a edição de custos mais baixos desde 2008.
Com apresentações elegantes e um grupo forte de competidores, muitos afirmam que a edição de 2018 será histórica. Abaixo, alguns dos candidatos favoritos para a noite deste sábado, na qual 26 países estarão representados:
Alemanha
Michael Schulte apresenta a poderosa canção You let me walk alone, que fala de seus sentimentos após a morte de seu pai, quando tinha 14 anos.
A israelense Netta Barzilai é uma das favoritas com "Toy"Foto: picture-alliance/NurPhoto/P. Fiuza
Israel
A cantora Netta Barzilai é uma das favoritas com a canção Toy, que já teve mais de 20 milhões de visualizações no canal do Eurovisão no Youtube.
Estônia
Elina Nechayeva's apresentará a canção em italiano La Forza, num estilo ópera pop, com uma performance clássica e elegante.
Chipre
Num estilo próximo ao da cantora Shakira, a cipriota Eleni Foureira trará a canção Fuego, uma poderosa celebração do poder feminino.
França
A canção Mercy do duo Madame Monsieur traz à tona o tema da imigração, ao falar de um bebê refugiado nascido em um navio de resgate.
República Tcheca
O cantor Mikolas Josef quase desistiu da final ao machucar as costas durante os ensaios em Lisboa, mas decidiu seguir adiante com a canção pop Lie to me.
O duo francês Madame Monsieur apresentará a canção "Mercy" Foto: AFP/Getty Images/J. Guez
Finlândia
Saara Aalto, que ficou conhecida ao participar do show de talentos britânico X-Factor, apresentará a canção Monsters. Ela começa a apresentação presa a uma grande roda giratória.
Noruega
Alexander Rybak venceu o Eurovisão de 2009 com a música Fairytale, que liderou as paradas europeias. Agora ele volta ao festival com a música That's how you write a song.
Suécia
Benjamin Ingrosso traz a canção dançante Dance you off, num estilo parecido com o do cantor George Michael, que costuma agradar ao público do Eurovisão.
RC/ap
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Dez impressionantes casas de concerto na Europa
Modernos espaços dedicados à música estão espalhados por todo o continente europeu, de Portugal a Alemanha e Noruega. Além da música, arquitetura ousada encanta visitantes.
Foto: picture-alliance/dpa/C. Gateau
Kilden Performing Arts Centre, Noruega
Na orla de Kristiansand, a fachada de vidro de 100 metros de extensão é coberta por uma parede ondulada de carvalho, dourado e reluzente, semelhante a uma cortina de teatro. Desde 2012, o centro de artes, com seus 165 mil metros quadrados, abriga o Teatro Agder, a ópera Sør e a orquestra sinfônica. O edifício foi projetado por arquitetos noruegueses e finlandeses.
Foto: picture alliance/Arcaid/S. Ellingsen
Philharmonie de Paris, França
O célebre maestro Pierre Boulez e o premiado arquiteto Jean Nouvel tiveram a ideia para esta sala de concertos inaugurada em 2015. A fachada de alumínio é composta por 340 mil motivos de pássaros, que, quando vistos de longe, brilham como escamas de peixe. Os visitantes da filarmônica podem acessar o telhado de 37 metros de altura do edifício, de onde se tem uma bela vista de Paris.
Foto: picture-alliance/dpa/T. Muncke
Sage Gateshead, Inglaterra
Sete pontes atravessam o rio Tyne, ligando Gateshead a Newcastle. A Ponte do Milênio se estende exatamente sobre a sala de concertos Sage Gateshead, que leva o nome de seu patrocinador. Todo o edifício é iluminado. Desenhado por Sir Norman Foster, o prédio foi inaugurado em 2004. O centro de música está aberto 16 horas por dia, 364 dias por ano.
Esta sala de concertos no Porto, com 1,3 mil lugares e que se assemelha a uma caixa gigante, foi projetada pelos arquitetos Rem Koolhaas e Ellen Van Loon, da empresa OMA. Concreto branco e vidro dominam o exterior. O interior é marcado por detalhes coloridos, formas suaves e os típicos azulejos portugueses. O teto de vidro pode ser aberto, e dele é possível ver os telhados do Porto e o Atlântico.
Foto: picture-alliance/dpa/D. Karmann
Palau de les Arts Reina Sofia, Espanha
Em sua cidade natal, Valência, o arquiteto Santiago Calatrava criou uma cidade inteira de artes e ciências: a Cidade das Artes e das Ciências. Aqui, a Ópera fica ao lado do Aquário Oceanográfico, do planetário e do museu da ciência. O design arrojado é dominado pelas duas conchas de aço que formam o telhado. É um edifício ou uma escultura?
Foto: picture-alliance/Arco Images GmbH/J. Moreno
Den Norske Opera og Ballett Oslo, Noruega
O telhado transitável é composto por 36 mil blocos de mármore de Carrara. O salão é suportado por delicadas paredes de vidro. Carvalho com acabamento a óleo – bom para a acústica – define o interior. Construtores de barcos noruegueses experientes deram a forma final à plateia. Quando os artistas no palco fazem uma pausa, os visitantes podem apreciar a deslumbrante paisagem do fiorde.
Quando abriu as portas, a arquitetura incomum do salão – a orquestra fica em um pódio no centro da sala – causou polêmica. Mas a visão do arquiteto Hans Scharoun de um teatro ideal se tornou um modelo para as salas de concerto modernas em todo o mundo. Em 1963, Herbert von Karajan conduziu o concerto de abertura. A Philharmonie é a casa da Orquestra Filarmônica de Berlim.
Foto: picture alliance/Arco Images/Schoening Berlin
Aalto-Theater, Alemanha
Para construir o espaço em Essen, o arquiteto finlandês Alvar Aalto disse ter se inspirado no antigo teatro grego em Delfos. Isso resultou na disposição semicircular dos assentos em frente ao palco e no layout assimétrico do auditório. Apesar de ter projetado a casa de ópera no final dos anos 1950, a construção só começou em 1983. O edifício é considerado um ícone do design moderno clássico.
Foto: Bernadette Grimmenstein
Harpa Concert Hall, Islândia
Entusiasta da luz, Olafur Eliasson projetou o edifício em Reykjavík com uma fachada em forma de favos de mel, feita com de blocos de vidro parcialmente coloridos. De dia, eles dissipam a luz e, à noite, refletem-na de forma colorida, quando o prédio se ilumina ao mudar de cor como se fosse um caleidoscópio. Harpa é o termo local para harpa, assim como o nome do primeiro mês do verão na Islândia.
A Filarmônica do Elba, em Hamburgo, combina um armazém histórico com uma construção de vidro que parece flutuar no ar. Foi projetada pelos arquitetos Herzog & de Meuron. O telhado em forma de onda é uma referência tanto à água que circunda o prédio quanto às ondas sonoras emitidas pela música.