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CriminalidadeChina

FBI acusa Coreia do Norte do maior roubo da história em criptomoedas

1 de novembro de 2026

Investigadores afirmam que grupo TraderTraitor, parceiro de Pyongyang, foi o autor do ataque que drenou US$ 6,3 bilhões da maior corretora de criptoativos do mundo. Binance diz ter coberto 95% dos prejuízos.

Binance e criptomoedas
Binance disse já ter recuperado 95% dos ativos roubadosFoto: Romain Doucelin/NurPhoto/picture alliance

A Coreia do Norte está por trás do ataque hacker que levou ao maior roubo de criptomoedas da história, afirmou o FBI neste domingo (1/11), dois dias após o crime ter sido divulgado. Na sexta, cerca de 6,3 bilhões de dólares foram roubados da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo. O incidente causou uma queda no valor de mercado das principais moedas virtuais.

Os ativos roubados incluíam bitcoin, ethereum e stablecoins, como o tether e o USD Coin, cujos valores estão atrelados a moedas tradicionais.

Em um comunicado, a agência de segurança americana confirmou as suspeitas de investigadores particulares e analistas de que um grupo parceiro de Pyongyang, chamado TraderTraitor, seria o responsável pelo roubo. O TraderTraitor também é autor de outro roubo, que causou um rombo de 1,5 bilhão na plataforma Bybit, em fevereiro de 2025.

"O Departamento Federal de Investigação (FBI) está divulgando informações indicando que a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da corretora de criptomoedas Binance, em ou por volta de 29 de outubro de 2026", afirmou o comunicado.

O FBI acrescentou que havia observado que "membros do grupo TraderTraitor" estavam convertendo ativos roubados em Ethereum e esperava que esses ativos fossem lavados posteriormente por meio de conversões utilizando serviços de finanças descentralizadas e de troca instantânea. A agência afirmou estar instando entidades do setor privado "a bloquear transações com ou derivadas de endereços que os membros do grupo TraderTraitor estejam usando para lavar esses ativos roubados".

Acredita que os ataques cibernéticos venham ajudando a Coreia do Norte a financiar o programa de armas.

Trump levanta dúvidas sobre envolvimento norte-coreano

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida a participação da Coreia do Norte no ataque cibernético. "Não estou preocupado. Estamos nos informando sobre o caso. Não sabemos se é a Coreia do Norte", disse o presidente a repórteres em sua residência na Flórida no final do sábado.

Trump costuma se referir com orgulho às cúpulas que realizou com o líder norte-coreano Kim Jong-un durante seu primeiro mandato.

O especialista em criptomoedas Ari Redbord disse à agência de notícias Associated Press que espera que os hackers dividam os ativos roubados em partes e tentem lavá-los por meio de corretoras menores para evitar a identificação, um processo que pode se estender por meses.

"Nesse caso, trata-se de um assalto a banco na velocidade da internet", disse Redbord, diretor de políticas da empresa de inteligência em blockchain TRM Labs. "No entanto, também podemos rastrear e localizar esses fundos em tempo real para conduzir investigações, interromper as atividades e recuperar os recursos", acrescentou. "É apenas um esse jogo de gato e rato."

Binance cobre prejuízos

A maior corretora de criptomoedas do mundo retomou os saques de bitcoin neste domingo (1/11) e informou que os outros seguirão em fases, após cobrir 95% dos 6,3 bilhões de dólares em tokens roubados da plataforma.

A Binance, fundada na China, informou na página de status logo pela manhã que os saques planejados haviam começado. A primeira fase abrange 15 criptoativos, incluindo bitcoin, ether, XRP e dogecoin.

De acordo com a corretora, 6 bilhões de dólares em criptomoedas roubadas foram cobertos, usando recursos da empresa para comprar tokens de reposição. Os 5% restantes dos tokens roubados consistem em ativos que são menos líquidos e podem levar mais tempo para serem obtidos nas quantidades necessárias.

fcl (reuters, afp, ap, dw)

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