Em entrevista no Dia da Bastilha, presidente francês anuncia que estado de emergência decretado após atentados de Paris chegará ao fim em 26 de julho. Ameaça terrorista, porém, "continua lá", afirma François Hollande.
François Hollande em tradicional desfile no Dia da BastilhaFoto: Reuters/B. Tessier
Anúncio
O presidente francês François Hollande confirmou nesta quinta-feira (14/07) que o estado de emergência decretado após os atentados de 13 de Novembro em Paris terá fim em 26 de julho. O anúncio foi feito durante a comemoração do Dia da Bastilha, data nacional francesa.
"O estado de emergência não pode ser prolongado eternamente", afirmou Hollande em entrevista após o tradicional desfile. "Não faria sentido. Significaria que nós não somos mais uma república, com leis que podem ser aplicadas em todas as circunstâncias."
Segundo ele, a decisão de não estender o decreto tem como razão a aprovação, em maio, de uma lei que inclui meios para "prevenir a ameaça terrorista com eficácia".
O presidente francês reconheceu, porém, que a ameaça terrorista não diminuiu. "A ameaça continua lá, porque ainda temos o mesmo adversário, que está na Síria, no Iraque e também na Europa, e que é o islamismo fundamentalista, o fanatismo", acrescentou ele.
Dessa forma, Hollande anunciou que enviará mais conselheiros militares ao Iraque, no intuito de ajudar o Exército local a recuperar Mossul, reduto iraquiano do grupo "Estado Islâmico" (EI). "Precisamos atacar, e atacar fortemente", afirmou o presidente.
O líder francês também disse que, assim que o torneio de ciclismo Tour de France chegar ao fim no próximo dia 24, a missão militar antiterrorista Sentinelle, que protege centros religiosos e instalações estratégicas em território francês, sofrerá reduções – a missão passará de 10 mil soldados para 7 mil.
Hollande declarou estado de emergência na França na noite de 13 de novembro de 2015, quando uma série de atentados terroristas matou 130 pessoas em Paris. Desde então, o decreto foi prorrogado três vezes pelo Parlamento, incluindo as datas da Tour de France e da Eurocopa.
EK/afp/ap/efe
Selfie com Ronaldo, goleiro de moletom, "Will Grigg's on fire!", vikings nas arquibancadas, um pequeno diabo, a filha de Bale, um grande adeus: os momentos mais memoráveis do torneio na França.
Foto: picture-alliance/dpa/S. Thew
Na na na na na na na...
O canto "Will Grigg's on fire" tornou-se o hino não oficial desta Eurocopa. Inspirado na melodia do sucesso "Freed from Desire", um torcedor compôs uns versos para homenagear o artilheiro da última temporada da 3ª divisão do futebol inglês, Will Grigg. O hit no YouTube foi repetido incessantemente pela torcida norte-irlandesa. E isso que o atacante não atuou por um segundo sequer nesta Eurocopa.
Foto: picture-alliance/dpa/Sampics/S. Pahnke
CR7-Selfie
Torcedores, mulheres e invasores de campo – todos se jogam sobre Cristiano Ronaldo como mariposas rumo à luz (na final, até mariposas de verdade grudaram no craque português). Após o sonolento empate entre Portugal e Áustria, na fase de grupos, um fã invadiu o gramado. Cristiano Ronaldo afastou os seguranças e deixou o invasor tirar uma selfie com ele. Um craque simpático ou um golpe de marketing?
Foto: picture alliance/dpa/S. Suki
Gosto peculiar de Löw
Ah, essas mídias sociais. Elas procuram e acham – sempre. Na estreia da seleção alemã contra a Ucrânia veio à tona o "escândalo da calça". Durante a partida, o treinador Joachim Löw repetidamente colocou a mão dentro da calça – e a cheirou. O gesto atraiu mais interesse do que as corriqueiras manchas de suor nas axilas de suas camisas.
Foto: Reuters/C. Recine
Redenção espetacular
Em campo, a melhor cena foi de Jérôme Boateng. Aos 37 minutos, Yevhen Konoplyanka cruzou a bola na grande área alemã. Na tentativa de limpar a jogada, Boateng se atirou na bola e a desviou para a própria meta. O zagueiro alemão, porém, conseguiu salvar de forma acrobática em cima da linha – e, em vez da bola, Boateng balançou a rede em Lille.
Foto: picture-alliance/dpa/S. Thew
Pirotecnia croata
Nem tudo são flores nesta Eurocopa: pouco antes do apito final, quando a Croácia ainda vencia a República Tcheca por 2 a 1, torcedores croatas arremessaram fogos de artifício no campo. O árbitro interrompeu a partida. Nas arquibancadas, a pancadaria tomava conta da torcida croata. Como consequência, a federação croata recebeu uma multa, e os agressores foram proibidos de adquirir ingressos.
Foto: picture alliance/CITYPRESS24
Sob condicional
A Uefa foi mais dura com a Rússia. Devido aos distúrbios causados por hooligans russos durante e após o jogo contra a Inglaterra no estádio de Marselha, a Federação Russa de Futebol recebeu uma multa ligeiramente superior e sua equipe seguiu no torneio sob ameaça de desqualificação em caso de novos incidentes. A Rússia acabou eliminada na fase de grupos.
Foto: picture-alliance/dpa/EPA/D. Zennaro
Hej då Zlatan – adeus, Zlatan!
"Lenda", "rei" e "deus do futebol" são alguns dos autoproclamados títulos de Zlatan Ibrahimovic. Títulos com a seleção sueca, porém, ele não tem nenhum. A Suécia e seu craque foram eliminados ainda na fase de grupos da Eurocopa, com apenas um ponto conquistado. O jogo contra a Bélgica foi o último de Ibrahimovic com a camisa da seleção sueca.
Foto: picture-alliance/dpa/A. Haider
O recorde do goleiro de moletom
O goleiro que nunca tira suas calças de moletom – nem mesmo numa Eurocopa: Gábor Király, da Hungria, teve dois motivos para celebrar na estreia contra a Áustria. Primeiramente, a vitória surpreendente da seleção húngara por 2 a 0 contra os vizinhos, que eram favoritos. E, com 40 anos e 74 dias, ele se tornou o jogador mais velho da história do torneio, ultrapassando o alemão Lothar Matthäus.
Foto: Reuters/C. Platiau
Bam!
O gol mais bonito da Eurocopa! Nas oitavas de final, contra a Polônia, a Suíça estava atrás no placar. Aos 42 minutos do segundo tempo, Ricardo Rodríguez cruzou a bola na área adversária. No rebote, a cerca de 18 metros da meta polonesa, o ex-atacante do Bayern de Munique Xherdan Shaqiri acertou um voleio no canto direito de Lukasz Fabianski. Golaço! A Suíça, porém, foi eliminada nos pênaltis.
Foto: Reuters/M. Rossi
Ginástica artística de Buffon
Um triunfo contra a Espanha nas oitavas de final é uma conquista e tanto. Após a vitória por 2 a 0, a lenda Gianluigi Buffon resolveu voltar a ser menino. O veterano goleiro italiano tentou se pendurar no travessão, mas perdeu o equilíbrio e se estatelou no gramado. Aos 38 anos, Buffon visivelmente teve dificuldades para se levantar, mas recebeu os aplausos da torcida.
Foto: Reuters/C. Platiau
Jogue suas mãos para o céu...
O que Boateng está fazendo? Aos 33 minutos da segunda etapa, nas quartas de final contra a Itália, um dos melhores zagueiros centrais da atualidade levantou inexplicavelmente os braços no ar e executou um perfeito bloqueio de vôlei: pênalti. Leonardo Bonucci converteu e empatou a partida. Esta não seria a única cobrança de pênalti neste jogo...
Foto: picture-alliance/AA/M. Sohn
Chacota, gozações e risos
Depois do empate em 1 a 1, o jogo foi decidido nos pênaltis. E mais uma vez torcedores, desta vez italianos, perguntam-se: mas o que ele está fazendo? Simone Zaza foi colocado em campo pelo treinador Antonio Conte especialmente para as penalidades. Zaza não correu para a bola, ele trotou como um cavalo adestrado. Só faltou a pirueta. E Zaza ainda desperdiçou a cobrança!
Foto: picture-alliance/dpa/S. Frederic
Glória eterna
O azar de Zaza, embora numa forma não tão humilhante, é compartilhada por três companheiros italianos e três alemães. A série se tornou a decisão de pênaltis mais longa na história das Eurocopas e Copas do Mundo. Sete cobranças foram desperdiçadas. Apenas o 18º pênalti decidiu o duelo. E esse foi convertido por um desconhecido do futebol mundial: Jonas Hector, lateral-esquerdo do Colônia.
Foto: picture alliance/dpa/C. Charisius
Huh-huh-huh
Batidas rítimicas de palmas, que lentamente se tornam mais rápidas, acompanhadas por gritos de "Huh-huh-huh" – é assim que os torcedores da Islândia impulsionam e celebram seus vikings em campo. E exatamente da mesma forma os jogadores se despedem da torcida após cada jogo. Os islandeses impressionaram também esportivamente: como estreantes, alcançaram as quartas de final: ekki slæmt – nada mal!
Foto: Reuters/C. Hartmann
Proibido pisar na grama
O estreante País de Gales chegou à semifinal: uma surpresa até mesmo para os galeses. O astro da equipe, Gareth Bale, celebrou a surpreendente campanha com sua filha Alba Violet no gramado. As imagens não agradaram à Uefa, que argumentou que a Eurocopa não é um evento familiar. No futuro, crianças não serão mais permitidas no gramado. Como se a Uefa não tivesse problemas mais urgentes...
Foto: Getty Images/AFP/D, Meyer
Déjà-vu alemão
Sim, esta não foi a primeira penalidade contra a Alemanha por toque de mão. Como esquecer Boateng nas quartas de final, contra a Itália? Pois bem, na fase seguinte, o capitão Bastian Schweinsteiger repetiu o gesto do companheiro e bloqueou, literalmente, a cabeçada de Patrice Evra. A Alemanha estava melhor na partida, mas não conseguia mandar as bolas às redes. Mas um francês sabe como fazê-lo...
Foto: Reuters/M. Dalder
O pequeno diabo
... ele, Antoine Griezmann, apelidado de "o pequeno diabo" – por sua suposta semelhança com os diabinhos da série animada "le petit diable". Há alguns anos, nenhum clube queria fechar um contrato com o atacante francês. Na Euro 2016, Griezmann eliminou os campeões mundiais com dois gols e, de quebra, tornou-se o artilheiro da competição.
Foto: picture-alliance/dpa/F. Gambarini
O drama
"Eu mereço conquistar o título", disse um confiante Cristiano Ronaldo antes da final contra a anfitriã França. Com oito minutos de bola rolando, ele estava chorando no gramado depois de uma falta de Dimitri Payet não assinalada pela arbitragem. A contusão foi no joelho. CR7 tentou outra vez, mas aos 25 minutos deu o sinal. O craque saiu de campo chorando, na maca. Um choque para os portugueses.
Foto: Reuters/C. Platiau
Sem CR7, mas com a taça
Portugal, que ganhou apenas um dos seus sete jogos durante os 90 minutos, é o campeão da Euro 2016. Graças a um gol de Éder, obviamente na prorrogação. O atacante do clube francês Lille (que ironia!) marcou o gol decisivo aos quatro minutos da segunda etapa do tempo extra. Ufa! É o primeiro título português. Parabéns!