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França sediará encontro antiterrorismo

8 de janeiro de 2015

Autoridades dos principais países europeus e dos Estados Unidos vão se encontrar em Paris para debater medidas de combate ao terrorismo, anuncia ministro francês.

Foto: Miguel Medina/AFP/Getty Images

Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (08/01), em Paris, o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, anunciou que o país sediará um encontro internacional antiterrorismo no próximo domingo.

"Tomei a iniciativa de convidar a Paris, no domingo, os meus homólogos dos países europeus mais afetados [...], assim como o meu colega americano [o procurador-geral] Eric Holder", disse Cazeneuve.

O encontro permitirá aos outros países "mostrarem solidariedade com a França", que sofreu seu pior ataque terrorista em meio século na última quarta-feira, quando 12 pessoas foram mortas durante um atentado ao semanário satírico francês Charlie Hebdo.

"Mas permitirá também a troca de ideias sobre os desafios em comum que os terroristas estão nos impondo e que só podem ser resolvidos no âmbito da União Europeia e além", explicou o ministro.

Cazeneuve acrescentou que nove pessoas já foram presas pela polícia francesa, suspeitas de fazer parte do círculo de convívio dos dois principais acusados pelo massacre em Paris, os irmãos Said e Cherif Kouachi. No início desta quinta-feira, a imprensa francesa havia noticiada a prisão de sete pessoas.

Ministro condena ataques à instituições muçulmanas

Além disso, Cazeneuve condenou "com firmeza a violência ou profanação" de instituições de culto muçulmano, que foram alvos de ataques na França. Na noite e na manhã após o massacre em Paris, mesquitas e salas de orações em Le Mans, no noroeste, e Narbonne, no sul do país, foram alvos de granadas e tiros. Além disso, houve uma explosão proposital numa lanchonete de kebab perto de uma mesquita em Villefranche-sur-Saône, no leste da França.

"Nós não vamos tolerar nenhum ato, nenhuma ameaça visando locais de culto, nem qualquer manifestação hostil contra franceses por causa de sua origem ou religião. Os autores do ataque devem saber que serão procurados, presos e punidos", afirmou Cazeneuve.

Em Bourgoin-Jallieu, um estudante de 17 anos, de origem norte-africana, sofreu abuso racial e foi atingido por um grupo de quatro ou cinco pessoas durante a homenagem de um minuto de silêncio. O Ministério da Justiça emitiu um comunicado aos tribunais para repassarem informações sobre atos de islamofobia que possam surgir no país.

No ataque desta quarta-feira à redação do Charlie Hebdo, famoso por satirizar o islã, 12 pessoas foram mortas. A polícia busca agora pelos suspeitos, identificados como os irmãos parisienses Cherif e Said Kouachi. Outro suspeito de cumplicidade no atentado, o jovem de 18 anos Hamyd Mourad, se entregou à polícia, mas disse ser inocente.

PV/afp/dpa/rtr

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