Guardiola reencontra o Barça na semifinal da Champions
Guilherme Becker5 de maio de 2015
À frente do Bayern, Pep enfrenta time que o revelou como jogador e no qual fez carreira como técnico. Desafio será superar série de lesões no elenco e parar trio Neymar-Messi-Suárez, que já fez 108 gols na temporada.
Estreita-se o caminho rumo a Berlim. Nesta quarta-feira (05/05), Barcelona e Bayern de Munique fecham a primeira rodada da semifinal da Liga dos Campeões, na Catalunha, na busca por uma das duas vagas para a decisão — marcada para o Estádio Olímpico da capital alemã, no dia 6 de junho.
Trata-se de um reencontro. Hoje técnico do Bayern, Pep Guardiola vai encarar o time que o revelou para o futebol. Foi pelo Barça que ele sagrou-se campeão da Liga dos Campeões como jogador (em 1992) e como treinador (em 2009 e 2011). Foi pelo Barça que ele liderou os espanhóis a eliminarem os alemães nas quartas de final da temporada 2008/09.
Trata-se de um reencontro, também, porque desde a goleada de 4 a 0 — e um placar agregado de 7 a 0 — na semifinal de 2013, o Barcelona não perde jogando no Camp Nou, pela Liga dos Campeões. Nesta edição, por exemplo, venceu todos os cinco jogos: Apoel, Ajax, Paris Saint-Germain (na fase de grupo e nas quartas de final) e Manchester City.
O Bayern também ganhou os cinco jogos que disputou em Munique: Manchester City, Roma, CSKA, Shakhtar Donetsk e Porto. Com cinco títulos, busca sua 11ª final. O Barça, com seus quatro títulos, tenta chegar a sua oitava decisão.
O desafio bávaro
Basicamente, há dois desafios a serem encarados pelo Bayern. O primeiro é parar o trio Neymar-Messi-Suárez. Juntos, eles já marcaram 108 gols nesta temporada. O segundo é fazer um gol. Nas palavras do próprio Guardiola, voltar da Espanha sem ter balançado as redes complicará muito a situação alemã.
"Precisamos de um gol. Será quase impossível chegarmos à final sem um gol aqui em Barcelona", declarou o treinador.
Partida colocará, frente a frente, dois dos melhores goleiros do mundo atualmente: os alemães Stegen e NeuerFoto: Imago/Getty Images
Parte da esperança de marcar está nos pés — e na cabeça — do centroavante polonês Robert Lewandowski. Com várias lesões no rosto, sofridas na semifinal da Copa da Alemanha, contra o Borussia Dortmund, ele se diz pronto para ir para o jogo. Guardiola já garantiu que o atacante será escalado caso esteja se sentindo bem antes do início da partida.
Löw acredita no Bayern
Mesmo sem poder contar com Robben, Ribery, Alaba e Badstuber, todos contundidos, os bávaros têm elenco. Tanto que o técnico da seleção alemã, Joachim Löw, diz acreditar totalmente na possibilidade de classificação.
"Mas é lógico que o Bayern tem chance. Mesmo que o Barcelona aparente estar em melhor forma, no momento, o Bayern ainda tem, apesar das lesões, ótimos e suficientes jogadores para lidar com esse desafio", declarou Löw ao jornal Bild. "Ainda tem seis campeões mundiais disponíveis, e ele vão disputar o jogo de volta em casa", completou.
Juntos, Suárez, Messi e Neymar já marcaram 108 gols na temporadaFoto: Getty Images/Gonzalo Arroyo Moreno
Prováveis escalações
Barcelona: Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Rakitic, Busquets e Iniesta; Messi, Suárez e Neymar.
Bayern: Neuer; Rafinha, Boateng, Benatia e Bernat; Lahm, Xabi Alonso, Thiago Alcântara; Müller, Lewandowski e Götze.
Arbitragem:O italiano Nicola Rizzoli, auxiliado por seus compatriotas Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini.
Local: Camp Nou, em Barcelona (Espanha).
A Liga dos Campeões é o torneio mais importante da Europa e eletriza há anos os alemães. Os clubes do país já venceram seis vezes. O sétimo já está garantido, só falta saber qual clube vai expor a taça em em sua galeria.
Foto: picture-alliance/dpa
A primeira final
Vencer a Liga dos Campeões não é novidade nem para o Bayern de Munique, que conquista pela quinta vez o troféu, nem para o Borussia Dortmund, que já foi campeão uma vez. Mas uma final exclusivamente alemã era algo inédito. O estádio de Wembley, em Londres, foi o palco do duelo: Bayern 2 x 1 Dortmund.
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Em 1960, show de Puskas
Em 1960, o atacante húngaro Ferenc Puskas fez quatro gols na final contra o Eintracht Frankfurt. Mais de 135 mil torcedores assistiram à goleada que terminou em 7 a 3. O jogo foi disputado no Hampden Park, em Glasgow.
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Domínio bávaro
O Bayern de Munique dominou o torneio em meados dos anos 1970. Em 1974, venceu o Atlético de Madrid. Em 1975, venceu o Leeds United e, em 1976, conquistou o título mais uma vez, vencendo a final contra o Saint-Étienne. Na foto, o goleiro Sepp Maier levanta a taça, e seus companheiros comemoram usando o uniforme do time derrotado.
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Mönchengladbach perde para o Liverpool
Campeão da Bundesliga em 1977, o Borussia Mönchengladbach não conseguiu honrar o domínio alemão ao perder para o Liverpool a final disputada no Estádio Olímpico de Roma. Terry McDermott (dir.) foi insuperável na partida.
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Queda do Bayern na Holanda
Uma grande geração de jogadores ao chão. Karl Heinz Rumenigge, Dieter Hoeneß e Paul Breitner (da esq. para dir.) sentam-se no gramado e lamentam a derrota por 1 a 0 para o Aston Villa no estádio De Kuip, em Roterdã, na Holanda. A hegemonia inglesa se encerraria apenas no ano seguinte.
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Nottingham mantém domínio britânico
O domínio de times da Inglaterra se manteve por seis anos (1977 e 1982). O Hamburgo perdeu para o Nottingham Forest por 1 a 0 em 1980 e não conseguiu quebrar a supremacia. No jogo final, em Madri, o time alemão não foi páreo mesmo utilizando um atacante inglês, Kevin Kogan (dir.).
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Hamburgo em êxtase
Felix Magath marcou logo aos 8 do primeiro tempo, na final contra o Juventus de Turim, em 1983. O atacante do Hamburgo Horst Hrubesch (2° à esq.) bem que tentou ampliar o placar, mas não obteve sucesso e o jogo se manteve 1 a 0. Seria a sexta vez em série que a final da Liga dos Campeões (então Taça dos Campeões) terminaria com o magro placar.
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O milagre do Porto
Na final de 1987, o Bayern de Munique tinha a mão na taça. Aos 32 minutos do segundo tempo fez 1x0, mas logo depois houve uma milagrosa reação do Porto, que empatou com um gol de calcanhar de Rabah Madjer e virou três minutos depois, com Juary Filho. Não seria a última vez que o Bayern sofreria uma virada na final.
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O título em 16 segundos
O Borussia Dortmund já estava vencendo o Juventus de Turim por 2x1 na final de 1997, mas o resultado não era suficiente. Foi quando entrou em campo Lars Ricken, que em apenas 16 segundos marcou mais um gol, garantindo o título para o time da região do Ruhr.
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O jogo só acaba quando termina
O ditado popular valeu como verdadeiro na memória dos fãs do Bayern de Munique. Em 1999, o time bávaro ganhava dos ingleses do Manchester United por 1 a 0. Porém, já nos acréscimos, o inacreditável aconteceu: Teddy Sheringham empatou aos 46 minutos do segundo tempo, e dois minutos depois, Ole Gunnar Solskjaer virou para 2 a 1. Festa do Manchester, lágrimas do Bayern.
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Nos pênaltis
Dois anos após a amarga derrota, o Bayern voltou a disputar uma final de Liga dos Campeões, contra o Valência. Em Milão, o jogo foi para a disputa por pênaltis. O Bayern ganhou por 5 a 4. O treinador do Bayern na época, Ottmar Hitzfeld (dir.), conquistou seu segundo título da Liga, após o de 1997 com o Dortmund.
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Bayer Leverkusen é duas vezes vice
O Bayer Leverkusen teria tido um bom ano em 2002 se chegar duas vezes em segundo lugar fosse considerado algo positivo. Após se tornar vice-campeão da Bundesliga, o Leverkusen "conquistou" também o vice da Liga dos Campeões ao perder para o Real Madrid por 2 a 1 na final disputada em Glasgow, na Escócia.
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Diego Milito, o pesadelo do Bayern
O atacante argentino foi autor dos dois gols da vitória de 2 a 0 do Inter de Milão sobre o Bayern de Munique em 2010. Foi um jogo tático, em que Milito se sobressaiu. Dois anos mais tarde...
Foto: Imago
Derrota em casa
... o Bayern de Munique voltou a perder uma final de Liga dos Campeões, desta vez para o inglês Chelsea, em plena Allianz Arena, na Baviera. O jogo foi até as disputas de pênaltis. Para a tristeza geral do estádio, o Bayern foi derrotado por 4 a 3.