Com o conflito iniciado por EUA e Israel contra o Irã ameaçando se arrastar, países questionam a rapidez com que as cadeias de suprimentos, como de energia e fertilizantes, conseguirão se recuperar.
Até mesmo navios de carga estão presos no caos do Estreito de OrmuzFoto: Cn-str/AFP/Getty Images
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Enquanto os otimistas acreditavam que a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã estava prestes a chegar ao fim, após um mês de conflito, eis que surge mais uma reviravolta.
Logo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que as negociações avançavam e que um acordo de cessar-fogo estava próximo, ele ameaçou redobrar os bombardeios contra instalações de energia e industriais iranianas.
Enquanto isso, o Irã está permitindo que um pequeno número de navios passe pelo Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que nega quaisquer negociações reais de cessar-fogo em curso.
Sobre um ponto fundamental a maioria dos especialistas concorda: quanto mais o conflito se prolongar, mais devastador será seu impacto sobre o abastecimento energético mundial, a inflação e a estabilidade econômica. Cada semana adicional de interrupção eleva os custos para consumidores e empresas, enquanto o crescimento desacelera.
O Banco da Reserva Federal de Dallas, parte do sistema do banco central dos EUA, previu no início deste mês que um fechamento de três meses ou mais do estreito causaria uma desaceleração do crescimento do PIB global de 2,9%, em termos anualizados, no segundo trimestre do ano.
Sempre que Ormuz — gargalo para 20% do comércio global de petróleo — reabrir, a velocidade da produção de petróleo e gás e a retomada do tráfego de petroleiros determinará a rapidez com que a economia global poderá se recuperar.
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Protegendo o Estreito de Ormuz
É improvável que as empresas de navegação retomem as travessias pelo estreito
até que os custos de seguro diminuam significativamente e uma operação multinacional de escolta naval confiável esteja em vigor. Isso poderia envolver navios de guerra da Marinha dos EUA, patrulhas aéreas e navios de remoção de minas.
Aliados europeus, incluindo Alemanha, França e Reino Unido, sinalizaram disposição para se juntar às patrulhas assim que os combates cessarem. Japão, Austrália, Coreia do Sul, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Bahrein também manifestaram interesse em participar.
A remoção de minas no estreito por si só pode levar cerca de duas semanas, disse Jennifer Parker, professora adjunta do Instituto de Defesa e Segurança da Universidade da Austrália Ocidental, à Bloomberg.
Assim que Ormuz for considerado seguro para a navegação, o acúmulo de cerca de 1.900 navios parados — metade deles transportando petróleo, gás natural liquefeito (GNL) ou outros produtos químicos — poderá ser escoado em poucos dias ou algumas semanas, desde que a escassez de tripulação possa ser resolvida.
"Neste momento, é essencialmente uma corrida para o mercado", disse à DW Aditya Saraswat, diretor de pesquisa para Oriente Médio e norte da África da consultoria Rystad Energy, com sede na Noruega. Ele acrescentou que o volume retido em Ormuz daria aos produtores do Golfo "um mês de margem" para aumentar a produção.
No entanto, as questões logísticas permanecerão. Antes da guerra, cerca de 130 a 140 navios por dia passavam pelo estreito, mas esse fluxo provavelmente será significativamente mais lento enquanto forem necessárias patrulhas navais.
Porta-contêineres com destino à Europa enfrentam o obstáculo adicional do Estreito de Bab el-Mandeb, na entrada sul do mar VermelhoFoto: Altaf Qadri/AP Photo/picture alliance
Reinício gradual da produção de petróleo e gás
Além da reabertura de Ormuz, os produtores do Golfo precisariam de garantias de que a situação de segurança se estabilizou em todas as suas instalações de petróleo e gás. Mesmo com um acordo de paz rápido, analistas afirmaram que o reinício da produção de petróleo e gás em muitos campos poderia levar várias semanas.
"Um campo [de petróleo] parcialmente fechado leva, em média, cerca de duas a três semanas", disse Saraswat, referindo-se a alguns poços operando em níveis reduzidos. "Com uma paralisação completa, estamos falando de um mês e meio."
Saraswat acrescentou que quanto mais tempo as instalações de petróleo e gás permanecerem paradas, mais minuciosas precisarão ser as inspeções de manutenção antes do reinício.
Aumentar a produção de petróleo e gás é como dar nova vida a um carro velho depois de meses parado. Tubulações, poços, bombas, plantas de processamento e refinarias devem ser cuidadosamente verificados quanto a ferrugem, bloqueios, danos causados pela água e questões de segurança.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), pelo menos 40 instalações energéticas críticas no Golfo foram "gravemente ou muito gravemente danificadas" pelos ataques iranianos. Analistas de energia alertaram que algumas instalações, especialmente as usinas de gás natural liquefeito (GNL), enfrentam prazos de reparo de vários anos.
O Catar afirmou que seu complexo de GNL de Ras Laffan, o maior centro de produção e exportação de GNL do mundo, pode levar até cinco anos para restaurar totalmente as operações.
Antes dos ataques com mísseis iranianos causarem danos extensos, o Catar fornecia cerca de um quinto do GNL mundial. Cerca de 17% da capacidade de exportação da commodity do país agora estará ausente do mercado no longo prazo.
Assim que o petróleo e o gás voltarem a fluir, os produtores aumentarão gradualmente a produção até atingir a capacidade total e resolver possíveis problemas remanescentes nas refinarias e nos dutos. Isso pode levar algumas semanas ou até meses, afirmam analistas do setor petrolífero.
Além do bloqueio no fornecimento do Golfo, a China intensificou as restrições à exportação de ureia e outros fertilizantesFoto: CFOTO/IMAGO
Retomada da produção de fertilizantes e das rotas de cargas
As fábricas de fertilizantes exigirão vistorias semelhantes antes que a produção possa ser retomada. Com o conflito, a segurança alimentar global está ameaçada pela disparada dos preços desses insumos, forçando os agricultores a reduzir o uso de nutrientes essenciais para o solo.
O Golfo é um fornecedor crucial de fertilizantes à base de nitrogênio, respondendo por cerca de 40% da ureia transportada por mar e um quarto das exportações de amônia. Os países árabes do Golfo também são grandes produtores de dois ingredientes usados na produção de fosfato.
De acordo com Josh Linville, vice-presidente de fertilizantes da empresa de serviços financeiros norte-americana StoneX, o fosfato pode se mostrar mais problemático do que os fertilizantes nitrogenados devido aos custos de produção já elevados.
"Mesmo que a oferta comece a melhorar... não acho que possamos suportar uma queda muito maior nos preços antes que [os fabricantes de fosfato] interrompam a produção. Eles não vão produzir com prejuízo", disse Linville ao canal da empresa no YouTube.
Entretanto, o transporte marítimo de contêineres, que leva mercadorias produzidas na região do Golfo e cargas entre a Ásia e a Europa, também está sendo duramente afetado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, com dezenas de embarcações retidas. O tráfego de entrada no megaporto de Jebel Ali, em Dubai, o maior centro de transbordo do Oriente Médio, caiu consideravelmente desde 28 de fevereiro, de acordo com a operadora DP World.
Os porta-contêineres com destino à Europa enfrentam o obstáculo adicional do Estreito de Bab el-Mandeb, na entrada sul do mar Vermelho. O estreito permanece aberto, mas está sendo evitado pela maioria das grandes empresas de navegação devido às novas ameaças dos houthis, apoiados pelo Irã. Os rebeldes, baseados no Iêmen, realizaram ataques a navios em 2023 e 2024 ligados à guerra de Israel em Gaza.
Muitas transportadoras redirecionaram seus serviços pela rota do Cabo da Boa Esperança, na África Austral, aumentando significativamente o tempo e os custos das viagens.
O Instituto de Kiel para a Economia Mundial (IfW), da Alemanha, calculou que os países do Golfo, incluindo o Irã, detêm a maior participação global nas exportações de 50 produtos não minerais essenciais, incluindo aço, diamantes em bruto, ouro em pó e ligas de alumínio. Essas exportações somam US$ 773 bilhões por ano.
Impacto prolongado na inflação global
Mesmo quando o estreito reabrir e a produção do Golfo começar a aumentar, as consequências econômicas globais não desaparecerão da noite para o dia.
Os consumidores sentiram rapidamente os efeitos dos preços mais altos do petróleo nos postos de gasolina, enquanto os impactos da escassez de gasolina e diesel apenas começaram na Austrália, Ásia e África. Espera-se que outras cadeias de abastecimento críticas, de fertilizantes a bens de consumo, passem por escassez nas próximas semanas.
"As perturbações nos preços foram sentidas imediatamente; as perturbações logísticas se tornarão mais relevantes [nos próximos 2 a 3 meses]", disse Peter Klimek, diretor do Supply Chain Intelligence Institute Austria, à DW.
Se a indústria global tiver que reduzir a produção devido à guerra, Klimek alertou para um "cenário de estagflação" caracterizado por preços altos, aumento do desemprego e fraco crescimento econômico, que, segundo ele, pode "levar ainda mais tempo para ser resolvido".
O mês de março em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Vahid Online/UGC
Quatro anos do massacre russo em Bucha, na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, seguram velas votivas durante evento em homenagem às vítimas dos assassinatos em massa cometidos pela Rússia em Bucha, na Ucrânia. O massacre, revelado em março de 2022, deixou pelo menos 1,4 mil civis mortos, entre eles 37 crianças. (31/03)
Foto: Volodymyr Tarasov/Ukrinform/IMAGO
Trump recua e autoriza Cuba a receber petróleo da Rússia
País recebeu navio russo transportando 730 mil barris de petróleo bruto – o primeiro em quase três meses, desde que a suspensão das importações de petróleo venezuelano por decisão do governo americano deixou a ilha comunista à beira do colapso. Passagem teria sido autorizada pela guarda marinha americana para evitar um eventual confronto armado com Moscou, segundo o "The New York Times". (30/3)
Foto: Norlys Perez/REUTERS
Baleia encalhada na costa alemã se liberta pela 2ª vez
A saga de uma baleia-jubarte que encalhou na costa do Mar Báltico, na Alemanha, continuou após ela conseguir se soltar de um banco de areia pela segunda vez. Apesar de já adoecida, ela tentava seguir seu caminho em direção ao Mar do Norte. Contudo, a jornada tem sido dificultada pelo estresse e cansaço do animal, que "ziguezaguea" no oceano. (29/03)
Foto: Daniel Bockwoldt/dpa/picture alliance
Milhares participam de protesto "No Kings" nos EUA
Após edições em junho e outubro de 2025, milhares de pessoas voltaram às ruas em uma nova rodada de protestos contra o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando seu governo de retrocessos democráticos e autoritarismo. Mais de 3 mil atos foram convocados por todo o país e também na Europa. A Casa Branca desqualificou a iniciativa. (28/03)
Foto: Kerem Yucel/AFP
Bolsonaro deixa hospital e vai para prisão domiciliar
Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente deixou a Papudinha em 13 de março, após ser internado com broncopneumonia em um hospital de Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que ele fique em casa por 90 dias para tratar da saúde. (27/03)
Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles/AFP
ONU declara escravidão o mais grave crime contra humanidade
Em medida simbólica, mas histórica, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que classifica o tráfico transatlântico de escravos como o crime mais grave contra a humanidade e exige repatriação de artefatos culturais. A proposta de Gana foi apoiada por 123 países, incluindo o Brasil. Israel, EUA e Argentina votaram contra; Alemanha e outros 51 países se abstiveram. (26/03)
Foto: Bianca Otero/ZUMA/picture alliance
Brasil apresenta caça que atinge duas vezes a velocidade do som
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou, com um champanhe, o primeiro caça supersônico desenvolvido no Brasil. O F-39E Grippen foi exibido no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave foi produzida pela própria Embraer, em parceria com a sueca Saab, e alcança uma velocidade de até 2,4 mil quilômetros por hora, o dobro da velocidade do som. (25/03)
Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Argentina luta por justiça 50 anos após início da ditadura
Uma multidão tomou a Praça de Maio, em Buenos Aires, para honrar as vítimas da ditadura militar argentina, iniciada exatos 50 anos antes. Até hoje, familiares de desaparecidos lutam por justiça. Enquanto isso, o atual presidente, Javier Milei, é acusado por opositores de tentar justificar o terror de Estado ao equipará-lo à violência cometida por guerrilheiros de esquerda. (24/03)
Foto: Luis Robayo/AFP
Morre o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin
O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin morreu aos 88 anos. Jospin exerceu o cargo de chefe de governo de 1997 a 2002 e foi primeiro-secretário do Partido Socialista de 1981 a 1988 e de 1995 a 1997. Também concorreu, sem sucesso, às eleições presidenciais de 1995 e 2002. (23/03)
Foto: Stephane Lemouton/SIPA/picture alliance
Partido de Merz ganha eleições regionais
Conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, venceram as eleições no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. A sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo local. (22/03)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Irã lança ataque contra base no Oceano Índico
O Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico que abriga uma base militar do Reino Unido e dos EUA, segundo informação do "Wall Street Journal". O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os projéteis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã. (21/03)
Foto: Pictures From History/imageBROKER/picture alliance
Ataques matam lideranças da Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito. O regime iraniano classificou a morte como "um ato terrorista traidor às vésperas do último dia do Ramadã", de acordo com um comunicado divulgado pela mídia local. (20/03)
Foto: Tasnim
Belarus liberta presos políticos em troca de fim de sanções
O governo de Belarus libertou 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com os EUA, que tem como contrapartida a suspensão de sanções por parte de Washington. A medida ocorreu após um encontro do presidente belarusso, Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, com um enviado de Trump. Segundo ONGs, há ainda cerca de mil presos políticos em Belarus. (19/03)
Foto: BNS/IMAGO
EUA aliviam sanções à Venezuela em meio à crise do petróleo
Departamento do Tesouro dos EUA flexibiliza sanções para permitir que empresas americanas realizem negócios com a estatal venezuelana PDVSA. Governo de Donald Trump tenta aumentar o fornecimento mundial de petróleo após os danos provocados ao comércio global pela guerra com o Irã. (18/03)
Foto: Matias Delacroix/AP Photo/picture alliance
Irã confirma morte de Ali Larijani, figura central do regime
O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança do país, que havia sido anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele era considerado a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano aos protestos no país. A morte de Larijani é mais importante desde o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. (17/03)
Foto: Marwan Naamani/ZUMA/IMAGO
"Uma Batalha Após a Outra" vence Oscar, e Brasil sai sem prêmio
"Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar de 2026, levando prêmio de melhor longa-metragem e mais cinco estatuetas no fim do domingo. Na categoria de Melhor Filme Internacional, o brasileiro O Agente Secreto não conseguiu repetir o sucesso do ano passado, quando venceu Ainda Estou Aqui. O Brasil saiu sem prêmios, apesar do recorde de indicações. (16/03)
Foto: Patrick T. Fallon/AFP
Comícios de Orbán e de opositor reúnem multidões na Hungria
Milhares participaram de marchas rivais organizadas pelo premiê húngaro Viktor Orbán e seu principal opositor, Peter Magyar, em Budapeste. Ambos impulsionam acusações de interferência estrangeira a um mês das eleições parlamentares do país. Orbán retrata o líder da oposição como um "fantoche" de Bruxelas, enquanto Magyar acusa o premiê de depender de Moscou para permanecer no poder. (15/03)
Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos
Um dos mais influentes pensadores do século 20, Habermas morreu em Starnberg, onde vivia desde 1971. Fiel ao seu ideal cosmopolita de uma democracia aberta, ele permaneceu ativo até os últimos anos, intervindo regularmente no debate público alemão. Defendeu o direito ao asilo durante a crise migratória de 2015 e uma UE unificada diante do avanço do populismo de direita e do nacionalismo. (14/03)
Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images
Assessor de Trump que visitaria Bolsonaro tem visto revogado
Itamaraty justificou medida afirmando que diplomata mentiu sobre agenda no Brasil, e alertou STF sobre risco de "indevida ingerência" em assuntos internos. Darren Beattie supostamente visitaria ex-presidente na prisão e encontraria Flávio, pré-candidato ao Planalto em 2026. (13/03)
Foto: Luis Nova/AP Photo/dpa/picture alliance
Lula zera impostos sobre diesel em reação à guerra no Irã
Medida será acompanhada do aumento de subsídios a produtores e importadores do combustível e de maior taxação do petróleo nacional que é vendido ao exterior. Com isso, expectativa é baratear o diesel em R$ 0,64 por litro. Objetivo é conter uma escalada generalizada da inflação em meio à disparada do petróleo. (12/03)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bomba da 2ª Guerra força evacuação recorde em cidade alemã
Autoridades de Dresden evacuaram 18 mil pessoas após a descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial, a maior operação desse tipo já realizada na cidade. O explosivo de fabricação britânica foi desativado após duas horas de trabalho das equipes de segurança. Foi o quinto artefato encontrado durante obras de reconstrução de uma ponte. (11/03)
Foto: Robert Michael/dpa/picture alliance
Chefe da UE anuncia plano para ressuscitar energia nuclear
Num aceno à expansão do uso da energia nuclear, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um fundo de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para estimular o setor. Ela chamou a redução da indústria de "erro estratégico". Ativistas do Greenpeace interromperam a cúpula sobre o tema, criticando a importação de urânio enriquecido russo pela França e outros países europeus. (10/03)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia. O valor do Brent atingiu os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão. Os preços recuaram após a notícia de que alguns Estados-membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas para aliviar a pressão sobre os mercados. (09/03)
Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP
Apoiadores dos Verdes comemoram resultado em Baden-Württemberg
Sede da indústria automobilística da Alemanha, o estado de Baden-Württemberg viveu uma corrida eletrizante na eleição para o governo local. Após o partido conservador CDU liderar as pesquisas de opinião por várias semanas, as primeiras projeções após o fechamento das urnas deram a vitória aos Verdes. A confirmação do resultado seguiu acirrada até os últimos momentos. (08/03)
Foto: Wolfgang Rattay/REUTERS
Tornados deixam rastro de destruição nos Estados Unidos
O estado de Michigan foi atingido por uma onda de tempestades que deixou mortos, feridos e destruiu cidades. Quatro pessoas morreram na região, que decretou estado de emergência. Mais quatro morreram em Oklahoma. Tempestades da primavera ocorrem normalmente durante aquilo que é conhecido como "época dos tornados", que geralmente começa em diferentes alturas e em diferentes partes dos EUA. (07/03)
EUA e Venezuela concordam em restabelecer laços diplomáticos
Os Estados Unidos e Venezuela concordaram formalmente em restabelecer laços os diplomáticos que estavam rompidos desde o início de 2019. A decisão representa um novo e contundente passo no processo de cooperação entre os dois países iniciado após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro. (06/03)
Foto: Julio Urribarri/Anadolu/picture alliance
Países europeus reforçam missão militar no Chipre
Após Grécia, França e Reino Unido anunciarem o envio de militares ao Chipre na esteira de um ataque de drone iraniano a uma base aérea britânica no país insular, Itália, Espanha e Holanda juntaram-se ao grupo. Também nesta quinta-feira, Paris confirmou ter autorizado a presença "temporária" de aeronaves americanas em bases francesas no Oriente Médio. (05/03)
Foto: Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY/picture alliance
EUA afundam navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
Ambulância com marinheiros resgatados entra em hospital no Sri Lanka, após submarino americano afundar navio de guerra iraniano no Oceano Índico. O país registrou o resgate de 32 tripulantes da fragata Iris Dena, mas outros 148 estavam desaparecidos, com poucas esperanças de serem encontrados. O vice-ministro do Exterior do Sri Lanka afirmou que ao menos 80 morreram no incidente. (04/03)
Foto: AFP/Getty Images
Trump agradece a Merz por "ajuda" da Alemanha com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Trump agradeceu à Alemanha por permitir o acesso de forças americanas a bases no país e
Merz, por sua vez, afirmou que a Alemanha e os EUA compartilham o desejo de se livrar do atual regime iraniano. "Estamos em sintonia em termos de acabar com este regime terrível no Irã", disse. (03/03)
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano. Na madrugada anterior, três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait (foto), país aliado da Casa Branca, e um drone iraniano caiu na pista de pouso de uma base militar britânica no Chipre. (02/03)
Foto: Social Media/REUTERS
Retaliação iraniana atinge países do Golfo em 2º dia de conflito
Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e o Irã retaliou com barragens de mísseis contra o território israelense, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln. Ao menos seis países do Golfo também foram atingidos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait. (1º/03)