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ConflitosOriente Médio

Hamas diz que concorda com cessar-fogo de 60 dias

19 de agosto de 2025

Acordo foi proposto em encontro entre militantes palestinos, Egito e Catar e envolve troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

Tendas na rua entre prédios destruídos
Tendas com palestinos deslocados de suas casas na Cidade de Gaza, bastião do Hamas, segundo Israel Foto: Omar Al-Qattaa/AFP

Membros do Hamas anunciram nesta segunda-feira (18/08) que o grupo extremista concordou com uma proposta de cessar-fogo de 60 dias com Israel, que inclui a devolução de metade dos reféns mantidos em Gaza e a libertação por Israel de prisioneiros palestinos.

O acordo proposto veio após negociações entre o Hamas e autoridades do Egito e do Catar que têm ocorrido no Cairo nos últimos dias. Enquanto isso, no fim de semana, manifestantes tomaram várias ruas de Israel e fizeram greve geral contra a guerra e por um acordo para garantir a libertação dos reféns.

Dos 251 israelenses sequestrados em 7 de outubro de 2023, ainda há 50 reféns em Gaza – acredita-se que 20 deles estejam vivos.

Ainda não houve uma resposta do governo de Israel à proposta do Hamas, grupo considerado terrorista por países como os EUA e a União Europeia. 

Protestos em Tel Aviv pelo fim da guerra e libertação dos reféns em GazaFoto: Ohad Zwigenberg/AP Photo/picture alliance

Ampliação da ofensiva

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem sido pressionado por um acordo após anunciar uma ampliação da ofensiva em Gaza. Ele quer tomar o controle da cidade de Gaza, uma das áreas mais populosas do território palestino, que Israel alega abrigar o principal foco do Hamas.

Os planos de Israel de evacuar os palestinos da cidade à força, em meio à pior fase da crise humanitária em Gaza até o momento, foi um dos motivos para a grande mobilização popular contra o governo deste fim de semana.

Na última rodada de negociações indiretas de cessar-fogo, Israel disse que concordaria em cessar as hostilidades se todos os reféns fossem libertados e o Hamas depusesse as armas. A última exigência foi rejeitada publicamente pelo grupo islâmico até que um Estado palestino seja estabelecido.

Palestinos em fuga

Na Cidade de Gaza, muitos palestinos também têm convocado protestos para exigir o fim de uma guerra que destruiu grande parte do território e para que o Hamas intensifique as negociações para evitar a ofensiva terrestre israelense.

Milhares de palestinos, temendo uma iminente invasão, já deixaram suas casas em várias áreas da cidade.

Como Israel já controla 75% de Gaza, familiares temem que expandir a ofensiva poderia colocar em risco os reféns ainda vivos.

sf (Reuters, AFP, ots)

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