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Hollande defende fim de sanções à Rússia em caso de progresso

5 de janeiro de 2015

Presidente da França aposta que próximas negociações internacionais trarão avanços rumo à solução do conflito no leste da Ucrânia. "Uma crise russa não é necessariamente boa para a Europa", diz.

Foto: Reuters/Remy de la Mauviniere/Pool

O presidente francês, François Hollande, disse nesta segunda-feira (05/01) que as sanções do Ocidente à Rússia deveriam ser suspensas caso se consigam avanços no sentido de uma solução para a crise na Ucrânia.

"Acho que as sanções devem parar agora. Elas devem ser suspensas se houver progresso. Se não houver progresso, as sanções vão permanecer", disse o presidente durante uma entrevista à emissora de rádio Inter.

Hollande afirmou esperar que tal progresso seja obtido durante a cúpula sobre a crise ucraniana, a ser realizada no Cazaquistão no próximo dia 15 de janeiro. O encontro deve reunir os presidentes da Ucrânia, Petro Poroshenko, e da Rússia, Vladimir Putin. Além de Hollande, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, também participará da reunião.

As sanções impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos, acompanhadas da queda do preço do petróleo, fizeram com que o rublo caísse cerca de 40% frente ao dólar em 2014. Moscou está pagando um preço alto por seu comportamento, "mas uma crise russa não é necessariamente boa para a Europa", disse Hollande.

As medidas punitivas foram aplicadas depois que Moscou anexou a península da Crimeia, em março do ano passado, e foi acusada de apoiar o conflito separatista no leste ucraniano. Hollande disse que, ao mesmo tempo em que a Europa deve manter as linhas de comunicação com Putin abertas, "ele deve saber onde parar".

"Putin não quer anexar o leste da Ucrânia, ele me disse isso", afirmou o presidente francês, que já conversou com o líder russo diversas vezes. "O que queremos é que ele respeite a integridade territorial da Ucrânia. O que queremos é que ele não apoie os separatistas."

LPF/afp/dpa

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