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CriminalidadeReino Unido

Suspeito de ataque a judeus em Londres é acusado formalmente

1 de maio de 2026

Suspeito de esfaquear dois homens judeus em Londres foi acusado de tentativa de assassinato e de posse de arma branca em local público. Autoridades tratam ataque como antissemita e terrorista.

Policiais andam em área cercada com fita de interdição, com carros da polícia ao fundo
Policiais na área do ataque, no bairro londrino de Golders GreenFoto: Justin Tallis/AFP

O homem de 45 anos suspeito de esfaquear dois cidadãos judeus na última quarta-feira no norte de Londres foi acusado de tentativa de assassinato e de posse de arma branca em local público, informou nesta sexta-feira (01/05) a Polícia Metropolitana da capital britânica (Met, na sigla em inglês).

Trata-se de Essa Suleiman, cidadão britânico nascido na Somália e que chegou ao Reino Unido ainda criança. Ele compareceu à Corte de Magistrados de Westminster, no centro de Londres, onde um juiz apresentou formalmente as acusações – duas de tentativa de assassinato e uma de posse de arma branca – em relação ao ataque ocorrido em plena rua no bairro londrino de Golders Green. As autoridades estão tratando o ataque como antissemita e terrorista.

A comandante da Met, Helen Flanagan, chefe da Unidade Antiterrorismo de Londres, que lidera a investigação, destacou em nota que as forças de segurança estão decididas "a que se faça Justiça para as vítimas e, agora que uma pessoa foi indiciada, peço a todos que evitem qualquer especulação sobre este caso para que a justiça siga seu curso".

Série de ataques

Este incidente antissemita ocorreu após outros ataques nas últimas semanas contra a comunidade judaica no Reino Unido, entre eles o incêndio criminoso de quatro ambulâncias da organização voluntária Hatzola em março, também em Golders Green, pelo qual quatro suspeitos estão sendo processados.

Esta situação obrigou o governo a elevar ontem o nível de ameaça terrorista contra o país de "considerável" (possibilidade de um ataque terrorista) para "grave" (ataque altamente provável).

A ministra do Interior britânica, Shabana Mahmood, pediu à população que se mantenha "alerta" no dia a dia e que relate qualquer preocupação às autoridades policiais.

Cerca de 300 membros da comunidade judaica no Reino Unido se reuniram na noite de quinta-feira em frente à residência do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para exigir um "plano sério" de proteção após os crescentes ataques antissemitas no país.

md (EFE, AFP)

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