Guarda costeira japonesa abre investigação para apurar causas do desaparecimento. Descoberta em 1987, ilha pode ter sido consumida pelo mar.
Foto: Getty Images/M. Roberts
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Uma ilha que pertence ao Japão desapareceu sem que ninguém percebesse. O desaparecimento foi confirmado nesta sexta-feira (02/11) pela guarda costeira do país. Uma investigação foi aberta para determinar se o pequeno pedaço de terra foi consumido pelo mar.
Descoberta em 1987 pela guarda costeira, a ilha foi chamada de Esambe Hanakita Kojima. Sua área total nunca foi medida, no entanto, sua maior elevação era de 1,4 metro acima do nível do mar. O pedaço de terra era visível do extremo norte da ilha de Hokkaido, no norte do país.
"Não é impossível que uma pequena ilha simplesmente seja desgastada por elementos", afirmou uma porta-voz da guarda costeira. "O desaparecimento da ilha pode afetar um pouco as águas territoriais do Japão", acrescentou.
O Japão investe muitos recursos para proteger suas ilhas exteriores, principalmente o atol Okinotorishima no Pacífico, devido a interesses em suas zonas econômicas exclusivas (ZEEs). O país está envolvido em disputas com os vizinhos China e Coreia do Sul sobre a soberania de várias ilhas na região.
Propenso a terremotos e condições meteorológicas severas, o Japão não somente perde territórios devido a desastres naturais, como também ganha. Em 2015, uma faixa de terra de 300 metros emergiu do mar e se ligou à costa de Hokkaido.
Inicialmente, o fenômeno gerou temores sobre atividades sísmicas misteriosas, mas geólogos disseram que a faixa de terra provavelmente foi resultado de um deslizamento que empurrou para cima a superfície submersa.
Em 2013, uma ilha vulcânica surgiu a cerca de mil quilômetros do sul de Tóquio, engolindo uma ilha que havia na região e aumentando seu território.
Fiji já foi sinônimo de paraíso tropical, mas o arquipélago está ameaçado de desaparecer por causa do aquecimento global. O fotógrafo Aaron March nasceu nas ilhas e captura em imagens a natureza frágil de seu país.
Foto: DW/A. March
Paraíso ameaçado
O recife de coral da ilha de Mamanuca, em Fiji, é um destino ideal para quem gosta de mergulhar com snorkel. Mas o mergulho na água límpida para ver peixes coloridos está virando raridade. Devido ao aumento da temperatura do oceano, os recifes de corais em Fiji estão morrendo. A perda do frágil ecossistema tem um efeito decisivo para a pesca e o turismo – duas importantes fontes de renda do país.
Foto: DW/A. March
Erosão na praia
As tempestades e o aumento do nível do mar lavaram grande parte da costa no sul da ilha Viti Levu. As palmeiras, que deveriam ajudar a proteger a praia da erosão, têm as raízes expostas à medida que o oceano se aproxima da terra. Para lutar contra as mudanças climáticas e resistir melhor ao seu impacto, os moradores de Namatakula fundaram um grupo ambiental.
Foto: DW/A. March
Luta contra as mudanças climáticas
Quando viram que o nível do mar começou a subir e que as tempestades estavam acabando com a praia, os moradores de Namatakula criaram, em 2017, um projeto em que jovens da comunidade enfrentam o problema. O grupo se concentra na limpeza e mecanismos de preservação, como o plantio de árvores. Membros deste projeto participam da COP23 em Bonn, na Alemanha.
Foto: DW/A. March
Deslocamento de uma vila
Em fevereiro de 2016, o ciclone Winston atingiu a vila de Vunisavisavi, na segunda maior ilha de Fiji, lavando grande parte da costa e destruindo prédios. Desde então, o oceano continua avançando sobre a terra. Os campos são rotineiramente inundados com água salgada, e as casas desabaram nas enchentes. Muitas famílias abandonaram seus lares ou foram transferidas para terrenos mais altos.
Foto: DW/A. March
Mudança para locais mais altos
Sepesa Kilimo Waqairatavu é um dos moradores de Vunisavisavi que pensa em se mudar para uma área mais alta. Alguns parentes dele se mudaram depois que suas casas foram danificadas em 2016. Mas Sepesa ainda está em dúvida, pois, embora o deslocamento para o interior da ilha garanta uma maior proteção, ele ficaria longe da vila e também do mar, já que a pesca é sua principal fonte de renda.
Foto: DW/A. March
Papel dos ancestrais
Muitos anciãos de Vunisavisavi se recusaram a deixar suas casas, pois acreditam que os antepassados lhes confiaram a proteção da terra. Mas Maria Lolou, de 85 anos, a residente mais antiga da pequena vila, decidiu se mudar para um terreno mais alto com a família em maio de 2016. Na foto, ela aparece com a bisneta no novo lar, financiado por um programa americano de ajuda ao desenvolvimento.
Foto: DW/A. March
Desaparecimento de uma atração turística
A Costa dos Corais é um destino muito popular para quem passa as férias na ilha de Viti Levu. A área é conhecida por seus recifes de corais extensos e pouco profundos, facilmente acessíveis a partir da costa. Mas as temperaturas elevadas da água danificaram gravemente o coral. Em alguns locais, ele nem existe mais.
Foto: DW/A. March
Ilhas artificiais
À medida que a erosão começou a destruir as praias, e os recifes de coral começaram a desaparecer, os administradores de Fiji buscaram novas formas de atrair turistas. Uma solução são ilhas artificiais, como a Fantasy Island. A dragagem de canais e a conversão de áreas improdutivas à beira mar acabou atraindo uma série de resorts de cinco estrelas.