Indícios sugerem culpa dos EUA em ataque a escola no Irã
10 de março de 2026
Análises independentes indicam que míssil de fabricação americana atingiu colégio adjacente a prédios da Guarda Revolucionária. Mais de 160 teriam morrido. Maioria das vítimas era criança.
Abertura de covas para os mortos em bombardeio a escolas de meninas em MinabFoto: Iranian Foreign Media Department/WANA/REUTERS
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Os ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã já causaram ao menos 1.230 mortos, de acordo com dados divulgados na manhã desta terça-feira (10/03), baseados em informações do grupo humanitário Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano.
Um dos mais devastadores bombardeios teria matado 165 alunas e funcionários de escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do país, logo no primeiro dia da guerra. A maioria das vítimas seria de meninas de 7 a 12 anos de idade, segundo fontes iranianas. O incidente foi condenado pela Unesco, agência da ONU para a cultura e a educação, e pela ativista da educação vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai.
Dias após o ocorrido, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assegurou que as forças americanas "não atacariam deliberadamente uma escola" e disse que Washington iria investigar o caso.
Cortejo fúnebre em Minab para vítimas do ataque à escolaFoto: Abbas Zakeri/Mehr News Agency/AP Photo/picture alliance
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia culpado o próprio Irã pelo ataque. "Pelo que vi, isso foi feito pelo Irã", disse a repórteres a bordo do Air Force One.
Questionado nesta segunda-feira sobre o porquê de ele ser a única pessoa em seu governo a fazer tal acusação, Trump disse: "Porque simplesmente não sei o suficiente sobre isso" e acrescentou, em relação à investigação que estaria sendo feita pelo governo americano sobre o incidente, que "seja lá o que o relatório mostrar, estou disposto a conviver com ele".
Análises de imagens
Na sexta-feira, o jornal americano The New York Times noticiou que os EUA provavelmente foram responsáveis pelo ataque, com base em uma análise de imagens de satélite, vídeos e reportagens online.
O jornal e outros veículos de comunicação dos EUA também noticiaram no fim de semana, citando imagens de vídeo da agência de notícias iraniana Mehr News, que a escola foi atingida enquanto um míssil Tomahawk americano aparentemente atingiu uma base naval vizinha da Guarda Revolucionária Iraniana. Segundo o New York Times, os EUA são o único país envolvido neste conflito que possui esse tipo de armamento.
Trump, no entanto, afirmou, falsamente, na segunda-feira que o Irã também teria "alguns" mísseis Tomahawk. Embora a empresa venda o míssil para países aliados como Japão e Austrália, não há evidências que sugiram que o Irã o tenha adquirido.
A sugestão de que um míssil Tomahawk poderia ter sido usado é, segundo o republicano, vaga demais para ser considerada como prova.
Nesta segunda-feira, a senadora americana Jeanne Shaheen e outros representantes do Partido Democrata pediram ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth, que conduzisse uma investigação "completa e imparcial" sobre o incidente. "Análises independentes indicam de forma crível que o ataque pode ter sido realizado por forças americanas", dizia o comunicado. Se confirmado, seria um dos "incidentes mais graves com vítimas civis" em décadas de operações militares dos EUA no Oriente Médio.
Enterro das vítimas do ataque a escola em MinabFoto: Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA/REUTERS
"Ataque foi provavelmente americano"
Novas imagens mostram o que um grupo de investigação especializado afirma ser provavelmente um míssil Tomahawk americano atingindo um complexo no sul do Irã, a poucos metros da escola.
Especialistas entrevistados pela agência de notícias Associated Press (AP), citando análises de imagens de satélite, dizem que a escola, localizada ao lado de uma base da Guarda Revolucionária, provavelmente foi atingida em meio a uma rápida sucessão de bombas lançadas sobre o complexo.
Um oficial americano familiarizado com as deliberações internas sobre o assunto disse à AP que o ataque foi provavelmente americano. O oficial falou em condição de anonimato porque não estava autorizado a comentar publicamente sobre o assunto delicado.
As novas imagens, analisadas inicialmente pelo grupo de investigação Bellingcat, foram feitas no dia em que a escola foi atingida, mas divulgadas no domingo pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr. O vídeo mostra um míssil atingindo um prédio, lançando uma densa coluna de fumaça escura no ar.
A AP conseguiu geolocalizar o vídeo e determinar que ele foi gravado de um local adjacente à escola, enquanto a fumaça já subia das proximidades. Imagens de satélite do complexo são consistentes com os identificadores visuais encontrados no vídeo, incluindo um prédio com telhado plano, redes de energia e veículos.
Trevor Ball, pesquisador da Bellingcat, identificou a munição como um míssil de cruzeiro Tomahawk. Esta é a primeira evidência de uma munição usada no ataque.
Trabalhos de resgate em meio a ruínas após bombardeio a escolaFoto: Abbas Zakeri/Mehr News/WANA/REUTERS
O Comando Central dos EUA reconheceu o uso de mísseis Tomahawk nesta guerra e até divulgou uma foto do USS Spruance, que faz parte do grupo encabeçado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, localizado dentro do alcance da escola, disparando um míssil Tomahawk em 28 de fevereiro.
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Outros indícios
Outros indícios também apontam para um ataque realizado pelos Estados Unidos. Um deles é o início de uma avaliação do incidente pelas Forças Armadas dos EUA. De acordo com as instruções do Pentágono sobre os processos para mitigar danos a civis, uma avaliação é iniciada depois que um grupo de investigadores determina inicialmente que as Forças Armadas dos EUA podem ser culpadas.
Outro fator é a localização da escola – bem ao lado da base da Guarda Revolucionária e perto do quartel de uma unidade naval. As Forças Armadas dos EUA têm se concentrado em alvos navais e reconheceram ataques na região, inclusive um nas proximidades da escola.
Já Israel, que negou ter realizado o ataque, tem se concentrado em áreas mais a oeste do Irã, mais próximas de Israel, e não relatou nenhum ataque ao sul de Isfahan, que é localizada cerca de 800 quilômetros ao norte de Minab.
A falta de imagens dos fragmentos da bomba resultantes da explosão complica qualquer avaliação do incidente. Nenhuma agência independente chegou ao local durante a guerra para investigar.
Janina Dill, especialista em direito internacional da Universidade de Oxford, escreveu no X que, mesmo que o ataque tenha sido um erro de identificação – e o atacante acreditasse que a escola fazia parte da base vizinha da Guarda Revolucionária –, ainda assim seria "uma violação muito grave do direito internacional. Quem ataca tem a obrigação de fazer tudo o que for possível para verificar o status do alvo", escreveu.
Mulher toca caixão de criança coberto de balas durante funeral das vítimas de ataque a colégioFoto: Amirhossein Khorgooei/ISNA/AP Photo/picture alliance
O governo Trump, no entanto, adota um tom diferente em relação ao direito internacional humanitário. Falando sobre a operação dos EUA em uma coletiva de imprensa em 2 de março, Hegseth disse: "Os Estados Unidos, independentemente do que digam as chamadas instituições internacionais, estão desencadeando a campanha de poder aéreo mais letal e precisa da história".
"Nada de estúpidas regras de engajamento", disse ele. "Nada de politicamente correto", acrescentou.
md/cn (AP, Reuters, AFP)
O mês de março em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Vahid Online/UGC
Quatro anos do massacre russo em Bucha, na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, seguram velas votivas durante evento em homenagem às vítimas dos assassinatos em massa cometidos pela Rússia em Bucha, na Ucrânia. O massacre, revelado em março de 2022, deixou pelo menos 1,4 mil civis mortos, entre eles 37 crianças. (31/03)
Foto: Volodymyr Tarasov/Ukrinform/IMAGO
Trump recua e autoriza Cuba a receber petróleo da Rússia
País recebeu navio russo transportando 730 mil barris de petróleo bruto – o primeiro em quase três meses, desde que a suspensão das importações de petróleo venezuelano por decisão do governo americano deixou a ilha comunista à beira do colapso. Passagem teria sido autorizada pela guarda marinha americana para evitar um eventual confronto armado com Moscou, segundo o "The New York Times". (30/3)
Foto: Norlys Perez/REUTERS
Baleia encalhada na costa alemã se liberta pela 2ª vez
A saga de uma baleia-jubarte que encalhou na costa do Mar Báltico, na Alemanha, continuou após ela conseguir se soltar de um banco de areia pela segunda vez. Apesar de já adoecida, ela tentava seguir seu caminho em direção ao Mar do Norte. Contudo, a jornada tem sido dificultada pelo estresse e cansaço do animal, que "ziguezaguea" no oceano. (29/03)
Foto: Daniel Bockwoldt/dpa/picture alliance
Milhares participam de protesto "No Kings" nos EUA
Após edições em junho e outubro de 2025, milhares de pessoas voltaram às ruas em uma nova rodada de protestos contra o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando seu governo de retrocessos democráticos e autoritarismo. Mais de 3 mil atos foram convocados por todo o país e também na Europa. A Casa Branca desqualificou a iniciativa. (28/03)
Foto: Kerem Yucel/AFP
Bolsonaro deixa hospital e vai para prisão domiciliar
Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente deixou a Papudinha em 13 de março, após ser internado com broncopneumonia em um hospital de Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que ele fique em casa por 90 dias para tratar da saúde. (27/03)
Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles/AFP
ONU declara escravidão o mais grave crime contra humanidade
Em medida simbólica, mas histórica, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que classifica o tráfico transatlântico de escravos como o crime mais grave contra a humanidade e exige repatriação de artefatos culturais. A proposta de Gana foi apoiada por 123 países, incluindo o Brasil. Israel, EUA e Argentina votaram contra; Alemanha e outros 51 países se abstiveram. (26/03)
Foto: Bianca Otero/ZUMA/picture alliance
Brasil apresenta caça que atinge duas vezes a velocidade do som
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou, com um champanhe, o primeiro caça supersônico desenvolvido no Brasil. O F-39E Grippen foi exibido no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave foi produzida pela própria Embraer, em parceria com a sueca Saab, e alcança uma velocidade de até 2,4 mil quilômetros por hora, o dobro da velocidade do som. (25/03)
Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Argentina luta por justiça 50 anos após início da ditadura
Uma multidão tomou a Praça de Maio, em Buenos Aires, para honrar as vítimas da ditadura militar argentina, iniciada exatos 50 anos antes. Até hoje, familiares de desaparecidos lutam por justiça. Enquanto isso, o atual presidente, Javier Milei, é acusado por opositores de tentar justificar o terror de Estado ao equipará-lo à violência cometida por guerrilheiros de esquerda. (24/03)
Foto: Luis Robayo/AFP
Morre o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin
O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin morreu aos 88 anos. Jospin exerceu o cargo de chefe de governo de 1997 a 2002 e foi primeiro-secretário do Partido Socialista de 1981 a 1988 e de 1995 a 1997. Também concorreu, sem sucesso, às eleições presidenciais de 1995 e 2002. (23/03)
Foto: Stephane Lemouton/SIPA/picture alliance
Partido de Merz ganha eleições regionais
Conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, venceram as eleições no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. A sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo local. (22/03)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Irã lança ataque contra base no Oceano Índico
O Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico que abriga uma base militar do Reino Unido e dos EUA, segundo informação do "Wall Street Journal". O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os projéteis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã. (21/03)
Foto: Pictures From History/imageBROKER/picture alliance
Ataques matam lideranças da Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito. O regime iraniano classificou a morte como "um ato terrorista traidor às vésperas do último dia do Ramadã", de acordo com um comunicado divulgado pela mídia local. (20/03)
Foto: Tasnim
Belarus liberta presos políticos em troca de fim de sanções
O governo de Belarus libertou 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com os EUA, que tem como contrapartida a suspensão de sanções por parte de Washington. A medida ocorreu após um encontro do presidente belarusso, Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, com um enviado de Trump. Segundo ONGs, há ainda cerca de mil presos políticos em Belarus. (19/03)
Foto: BNS/IMAGO
EUA aliviam sanções à Venezuela em meio à crise do petróleo
Departamento do Tesouro dos EUA flexibiliza sanções para permitir que empresas americanas realizem negócios com a estatal venezuelana PDVSA. Governo de Donald Trump tenta aumentar o fornecimento mundial de petróleo após os danos provocados ao comércio global pela guerra com o Irã. (18/03)
Foto: Matias Delacroix/AP Photo/picture alliance
Irã confirma morte de Ali Larijani, figura central do regime
O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança do país, que havia sido anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele era considerado a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano aos protestos no país. A morte de Larijani é mais importante desde o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. (17/03)
Foto: Marwan Naamani/ZUMA/IMAGO
"Uma Batalha Após a Outra" vence Oscar, e Brasil sai sem prêmio
"Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar de 2026, levando prêmio de melhor longa-metragem e mais cinco estatuetas no fim do domingo. Na categoria de Melhor Filme Internacional, o brasileiro O Agente Secreto não conseguiu repetir o sucesso do ano passado, quando venceu Ainda Estou Aqui. O Brasil saiu sem prêmios, apesar do recorde de indicações. (16/03)
Foto: Patrick T. Fallon/AFP
Comícios de Orbán e de opositor reúnem multidões na Hungria
Milhares participaram de marchas rivais organizadas pelo premiê húngaro Viktor Orbán e seu principal opositor, Peter Magyar, em Budapeste. Ambos impulsionam acusações de interferência estrangeira a um mês das eleições parlamentares do país. Orbán retrata o líder da oposição como um "fantoche" de Bruxelas, enquanto Magyar acusa o premiê de depender de Moscou para permanecer no poder. (15/03)
Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos
Um dos mais influentes pensadores do século 20, Habermas morreu em Starnberg, onde vivia desde 1971. Fiel ao seu ideal cosmopolita de uma democracia aberta, ele permaneceu ativo até os últimos anos, intervindo regularmente no debate público alemão. Defendeu o direito ao asilo durante a crise migratória de 2015 e uma UE unificada diante do avanço do populismo de direita e do nacionalismo. (14/03)
Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images
Assessor de Trump que visitaria Bolsonaro tem visto revogado
Itamaraty justificou medida afirmando que diplomata mentiu sobre agenda no Brasil, e alertou STF sobre risco de "indevida ingerência" em assuntos internos. Darren Beattie supostamente visitaria ex-presidente na prisão e encontraria Flávio, pré-candidato ao Planalto em 2026. (13/03)
Foto: Luis Nova/AP Photo/dpa/picture alliance
Lula zera impostos sobre diesel em reação à guerra no Irã
Medida será acompanhada do aumento de subsídios a produtores e importadores do combustível e de maior taxação do petróleo nacional que é vendido ao exterior. Com isso, expectativa é baratear o diesel em R$ 0,64 por litro. Objetivo é conter uma escalada generalizada da inflação em meio à disparada do petróleo. (12/03)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bomba da 2ª Guerra força evacuação recorde em cidade alemã
Autoridades de Dresden evacuaram 18 mil pessoas após a descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial, a maior operação desse tipo já realizada na cidade. O explosivo de fabricação britânica foi desativado após duas horas de trabalho das equipes de segurança. Foi o quinto artefato encontrado durante obras de reconstrução de uma ponte. (11/03)
Foto: Robert Michael/dpa/picture alliance
Chefe da UE anuncia plano para ressuscitar energia nuclear
Num aceno à expansão do uso da energia nuclear, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um fundo de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para estimular o setor. Ela chamou a redução da indústria de "erro estratégico". Ativistas do Greenpeace interromperam a cúpula sobre o tema, criticando a importação de urânio enriquecido russo pela França e outros países europeus. (10/03)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia. O valor do Brent atingiu os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão. Os preços recuaram após a notícia de que alguns Estados-membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas para aliviar a pressão sobre os mercados. (09/03)
Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP
Apoiadores dos Verdes comemoram resultado em Baden-Württemberg
Sede da indústria automobilística da Alemanha, o estado de Baden-Württemberg viveu uma corrida eletrizante na eleição para o governo local. Após o partido conservador CDU liderar as pesquisas de opinião por várias semanas, as primeiras projeções após o fechamento das urnas deram a vitória aos Verdes. A confirmação do resultado seguiu acirrada até os últimos momentos. (08/03)
Foto: Wolfgang Rattay/REUTERS
Tornados deixam rastro de destruição nos Estados Unidos
O estado de Michigan foi atingido por uma onda de tempestades que deixou mortos, feridos e destruiu cidades. Quatro pessoas morreram na região, que decretou estado de emergência. Mais quatro morreram em Oklahoma. Tempestades da primavera ocorrem normalmente durante aquilo que é conhecido como "época dos tornados", que geralmente começa em diferentes alturas e em diferentes partes dos EUA. (07/03)
EUA e Venezuela concordam em restabelecer laços diplomáticos
Os Estados Unidos e Venezuela concordaram formalmente em restabelecer laços os diplomáticos que estavam rompidos desde o início de 2019. A decisão representa um novo e contundente passo no processo de cooperação entre os dois países iniciado após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro. (06/03)
Foto: Julio Urribarri/Anadolu/picture alliance
Países europeus reforçam missão militar no Chipre
Após Grécia, França e Reino Unido anunciarem o envio de militares ao Chipre na esteira de um ataque de drone iraniano a uma base aérea britânica no país insular, Itália, Espanha e Holanda juntaram-se ao grupo. Também nesta quinta-feira, Paris confirmou ter autorizado a presença "temporária" de aeronaves americanas em bases francesas no Oriente Médio. (05/03)
Foto: Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY/picture alliance
EUA afundam navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
Ambulância com marinheiros resgatados entra em hospital no Sri Lanka, após submarino americano afundar navio de guerra iraniano no Oceano Índico. O país registrou o resgate de 32 tripulantes da fragata Iris Dena, mas outros 148 estavam desaparecidos, com poucas esperanças de serem encontrados. O vice-ministro do Exterior do Sri Lanka afirmou que ao menos 80 morreram no incidente. (04/03)
Foto: AFP/Getty Images
Trump agradece a Merz por "ajuda" da Alemanha com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Trump agradeceu à Alemanha por permitir o acesso de forças americanas a bases no país e
Merz, por sua vez, afirmou que a Alemanha e os EUA compartilham o desejo de se livrar do atual regime iraniano. "Estamos em sintonia em termos de acabar com este regime terrível no Irã", disse. (03/03)
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano. Na madrugada anterior, três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait (foto), país aliado da Casa Branca, e um drone iraniano caiu na pista de pouso de uma base militar britânica no Chipre. (02/03)
Foto: Social Media/REUTERS
Retaliação iraniana atinge países do Golfo em 2º dia de conflito
Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e o Irã retaliou com barragens de mísseis contra o território israelense, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln. Ao menos seis países do Golfo também foram atingidos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait. (1º/03)