Irã, EUA e Israel aumentam ataques em 2º dia de conflito
1 de março de 2026
Ataques a navios petroleiros e militares e retaliação no Golfo marcam segundo dia da ofensiva contra o Irã. Trump fala em negociação com nova liderança iraniana, mas prevê operação de quatro semanas.
Ataques a Teerã deverão continuar nos próximos diasFoto: Atta Kenare/AFP
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Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã neste domingo (01/03), e o Irã retaliou com lançamentos de mísseis contra o território israelense e países árabes do Golfo Pérsico, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln.
Já os EUA disseram ter matado 48 líderes da República Islâmica, afundado nove navios militares e danificado o quartel-geral dos militares iranianos no segundo dia do conflito iniciado por ataques coordenados entre Washington e Israel.
Entre os mortos estão o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e o chefe da Guarda Revolucionária, major-general Mohammad Pakpour.
Teerã estabeleceu um conselho de liderança formado pelo presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, o chefe do judiciário, Mohseni Ejei, e o aiatolá Alireza Arafi. O colegiado governará o país de forma interina até a escolha de um novo líder supremo.
A nova liderança prometeu vingança pela morte de Khamenei, mas, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, representantes iranianos o procuraram para retomar as negociações, com o que ele teria concordado.
Contudo, logo depois Trump indicou que os combates podem durar "até quatro semanas".
Três pessoas morreram em ataques que atingiram os Emirados Árabes UnidosFoto: Altaf Qadri/AP Photo/picture alliance
Quatro mortos no Golfo
De fato, a possibilidade de retomada de diálogo não diminuiu as ofensivas. Somente nos países do Golfo, a retaliação iraniana matou quatro pessoas e deixou dezenas de feridos.
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Fortes explosões foram registradas em cidades como Dubai (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar), Manama (Bahrein) e Riad (Arábia Saudita).
A Guarda Revolucionária do Irã diz que mira as bases militares dos EUA no Oriente Médio, mas centenas de mísseis e drones atingiram aeroportos, portos e hotéis. Somente nos Emirados Árabes Unidos foram três mortos. No Kuwait, uma pessoa morreu. Destroços também atingiram Omã e Jordânia.
O assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, classificou os ataques como um erro de cálculo. "Isso isolou o Irã num momento crítico. Sua guerra não é com seus vizinhos", afirmou.
Em nota conjunta, os chanceleres de Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Bahrein pediram que o Irã interrompa os ataques contra seus territórios sob risco de minar a estabilidade regional. Abu Dhabi fechou sua embaixada em Teerã e convocou seus diplomatas.
Irã atinge navios petroleiros; petróleo dispara
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou no domingo que havia atingido também três petroleiros dos EUA e do Reino Unido no Golfo, na tentativa de fazer valer sua proibição de tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A televisão estatal iraniana afirmou que um petroleiro estava afundando após ser atingido quando transitava pelo Estreito de Ormuz.
Proprietários de navios petroleiros e grandes empresas petrolíferas passaram a suspender o transporte de petróleo bruto, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz. Dados de navegação mostram centenas de embarcações ancoradas em águas próximas, e investidores esperam fortes altas nos preços do petróleo bruto nesta segunda‑feira.
O petróleo Brent subiu 10% neste domingo, atingindo 80 dólares o barril, negociado em operações diretas entre trades, fora das bolsas formais. Analistas preveem que os preços podem chegar a 100 dólares o barril quando o mercado for reaberto, nesta segunda-feira.
O transporte aéreo global também sofreu forte impacto, já que a continuidade dos ataques manteve fechados grandes aeroportos do Oriente Médio, incluindo Dubai, o maior hub internacional do mundo, em uma das maiores interrupções da aviação dos últimos anos.
Irã alvejou navios petroleiros para impedir tráfego no Estreito de OrmuzFoto: REUTERS
Três militares americanos mortos
O Irã ainda disse ter disparado quatro mísseis balísticos contra o porta-aviões nuclear americano USS Abraham Lincoln. O navio faz parte da frota militar americana que foi deslocada para a região nas últimas semanas.
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), porém, disse que os mísseis não chegaram perto da embarcação, que continua operacional.
O órgão também confirmou as três primeiras baixas de militares americanos em combate neste domingo, sem dar mais detalhes do incidente. Cinco ficaram gravemente feridos, e "vários outros sofreram ferimentos leves causados por estilhaços e concussões".
Mísseis iranianos também voltaram a atingir Israel. Ao menos dez pessoas morreram e 120 ficaram feridas desde sábado. O maior impacto ocorreu em Beit Shemesh, no centro do país, onde um míssil atingiu uma sinagoga e deixou nove vítimas. Outras 11 pessoas seguem desaparecidas.
Em Tel Aviv, uma pessoa morreu. Ao final do dia, mísseis também foram ouvidos em Jerusalém.
Ataque iraniano deixou nove mortos em sinagoga em IsraelFoto: Leo Correa/AP Photo/picture alliance
Bombardeios atingem escola e hospital em Teerã
Já os ataques israelenses contra Teerã se mantiveram ao longo do dia. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixou claro que a ofensiva militar "aumentará ainda mais nos próximos dias". O Exército israelense convocou quase 100 mil reservistas como parte de sua campanha.
Autoridades iranianas culpam os Estados Unidos e Israel pela morte de ao menos 165 pessoas durante um bombardeio que atingiu uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã.
"Eram meninas que iam à escola para aprender, com esperanças e sonhos em seu futuro. Hoje, suas vidas foram brutalmente interrompidas", comentou a vencedora do prêmio Nobel e ativista em prol da educação de meninas, a paquistanesa Malala Yousafzai.
A agência de notícias iraniana Isna informou que o hospital Gandhi, no norte de Teerã, também foi alvo de ataques. As agências Fars e Mizan publicaram um vídeo, apresentado como sendo do interior das instalações, mostrando destroços no chão entre cadeiras de rodas.
Hospital em Teerã foi atingido por bombardeio Foto: Hossein Beris/Middle East Images/IMAGO
França, Alemanha e Reino Unido preparam "ação defensiva"
França, Alemanha e Reino Unido alertaram o Irã de que estão prontos para adotar ação militar para defender seus interesses e os de seus aliados no Golfo.
"Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados na região, potencialmente permitindo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir, na origem, a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones", comunicaram os três governos.
O primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido voltou atrás e permitiu que os Estados Unidos usem bases britânicas para atingir mísseis iranianos e seus locais de lançamento
Já a França enviará dois navios de guerra ao Mar Vermelho nos próximos dias para integrar uma missão naval da União Europeia na região.
Iranianos se dividiram entre apoio ao regime e celebração pela morte de Ali Khamenei Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu/picture alliance
Futuro da liderança no Irã segue incerto
O futuro do governo iraniano segue incerto. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, disse que um novo líder supremo será escolhido em "um ou dois dias". Ele indicou ainda que Teerã estaria aberto a qualquer "esforço sério de desescalada".
O regime dos aiatolás vive seu maior desafio existencial desde a década de 1980. Dentro do Irã, muitos lamentaram a morte de Khamenei, enquanto outros celebraram sua morte, expondo uma profunda fratura em um país atônito com o súbito desaparecimento do homem que liderou o regime por décadas.
Imagens de Teerã mostraram enlutados reunidos numa praça central, vestidos de preto, segurando fotos de Khamenei e muitos deles chorando.
Mas vídeos publicados nas redes sociais também mostraram alegria e desafio em outras regiões, com pessoas festejando em cidades como Dehloran, Karaj, e Izeh.
Especialistas indicam que, embora sua morte e a de outros líderes iranianos representem um golpe significativo, isso não significaria necessariamente o fim da teocracia do Irã ou da influência da elite da Guarda Revolucionária sobre a população.
A morte do líder supremo também provocou protestos de muçulmanos xiitas no Paquistão, onde a polícia entrou em confronto com manifestantes que romperam o muro externo do consulado dos EUA em Karachi, deixando nove mortos. No Iraque, a polícia lançou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar centenas de manifestantes reunidos do lado de fora da Zona Verde, em Bagdá, onde fica a embaixada dos EUA.
gq/as (Reuters, AP, AFP, OTS)
O mês de março em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Vahid Online/UGC
Quatro anos do massacre russo em Bucha, na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, seguram velas votivas durante evento em homenagem às vítimas dos assassinatos em massa cometidos pela Rússia em Bucha, na Ucrânia. O massacre, revelado em março de 2022, deixou pelo menos 1,4 mil civis mortos, entre eles 37 crianças. (31/03)
Foto: Volodymyr Tarasov/Ukrinform/IMAGO
Trump recua e autoriza Cuba a receber petróleo da Rússia
País recebeu navio russo transportando 730 mil barris de petróleo bruto – o primeiro em quase três meses, desde que a suspensão das importações de petróleo venezuelano por decisão do governo americano deixou a ilha comunista à beira do colapso. Passagem teria sido autorizada pela guarda marinha americana para evitar um eventual confronto armado com Moscou, segundo o "The New York Times". (30/3)
Foto: Norlys Perez/REUTERS
Baleia encalhada na costa alemã se liberta pela 2ª vez
A saga de uma baleia-jubarte que encalhou na costa do Mar Báltico, na Alemanha, continuou após ela conseguir se soltar de um banco de areia pela segunda vez. Apesar de já adoecida, ela tentava seguir seu caminho em direção ao Mar do Norte. Contudo, a jornada tem sido dificultada pelo estresse e cansaço do animal, que "ziguezaguea" no oceano. (29/03)
Foto: Daniel Bockwoldt/dpa/picture alliance
Milhares participam de protesto "No Kings" nos EUA
Após edições em junho e outubro de 2025, milhares de pessoas voltaram às ruas em uma nova rodada de protestos contra o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando seu governo de retrocessos democráticos e autoritarismo. Mais de 3 mil atos foram convocados por todo o país e também na Europa. A Casa Branca desqualificou a iniciativa. (28/03)
Foto: Kerem Yucel/AFP
Bolsonaro deixa hospital e vai para prisão domiciliar
Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente deixou a Papudinha em 13 de março, após ser internado com broncopneumonia em um hospital de Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que ele fique em casa por 90 dias para tratar da saúde. (27/03)
Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles/AFP
ONU declara escravidão o mais grave crime contra humanidade
Em medida simbólica, mas histórica, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que classifica o tráfico transatlântico de escravos como o crime mais grave contra a humanidade e exige repatriação de artefatos culturais. A proposta de Gana foi apoiada por 123 países, incluindo o Brasil. Israel, EUA e Argentina votaram contra; Alemanha e outros 51 países se abstiveram. (26/03)
Foto: Bianca Otero/ZUMA/picture alliance
Brasil apresenta caça que atinge duas vezes a velocidade do som
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou, com um champanhe, o primeiro caça supersônico desenvolvido no Brasil. O F-39E Grippen foi exibido no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave foi produzida pela própria Embraer, em parceria com a sueca Saab, e alcança uma velocidade de até 2,4 mil quilômetros por hora, o dobro da velocidade do som. (25/03)
Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Argentina luta por justiça 50 anos após início da ditadura
Uma multidão tomou a Praça de Maio, em Buenos Aires, para honrar as vítimas da ditadura militar argentina, iniciada exatos 50 anos antes. Até hoje, familiares de desaparecidos lutam por justiça. Enquanto isso, o atual presidente, Javier Milei, é acusado por opositores de tentar justificar o terror de Estado ao equipará-lo à violência cometida por guerrilheiros de esquerda. (24/03)
Foto: Luis Robayo/AFP
Morre o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin
O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin morreu aos 88 anos. Jospin exerceu o cargo de chefe de governo de 1997 a 2002 e foi primeiro-secretário do Partido Socialista de 1981 a 1988 e de 1995 a 1997. Também concorreu, sem sucesso, às eleições presidenciais de 1995 e 2002. (23/03)
Foto: Stephane Lemouton/SIPA/picture alliance
Partido de Merz ganha eleições regionais
Conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, venceram as eleições no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. A sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo local. (22/03)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Irã lança ataque contra base no Oceano Índico
O Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico que abriga uma base militar do Reino Unido e dos EUA, segundo informação do "Wall Street Journal". O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os projéteis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã. (21/03)
Foto: Pictures From History/imageBROKER/picture alliance
Ataques matam lideranças da Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito. O regime iraniano classificou a morte como "um ato terrorista traidor às vésperas do último dia do Ramadã", de acordo com um comunicado divulgado pela mídia local. (20/03)
Foto: Tasnim
Belarus liberta presos políticos em troca de fim de sanções
O governo de Belarus libertou 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com os EUA, que tem como contrapartida a suspensão de sanções por parte de Washington. A medida ocorreu após um encontro do presidente belarusso, Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, com um enviado de Trump. Segundo ONGs, há ainda cerca de mil presos políticos em Belarus. (19/03)
Foto: BNS/IMAGO
EUA aliviam sanções à Venezuela em meio à crise do petróleo
Departamento do Tesouro dos EUA flexibiliza sanções para permitir que empresas americanas realizem negócios com a estatal venezuelana PDVSA. Governo de Donald Trump tenta aumentar o fornecimento mundial de petróleo após os danos provocados ao comércio global pela guerra com o Irã. (18/03)
Foto: Matias Delacroix/AP Photo/picture alliance
Irã confirma morte de Ali Larijani, figura central do regime
O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança do país, que havia sido anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele era considerado a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano aos protestos no país. A morte de Larijani é mais importante desde o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. (17/03)
Foto: Marwan Naamani/ZUMA/IMAGO
"Uma Batalha Após a Outra" vence Oscar, e Brasil sai sem prêmio
"Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar de 2026, levando prêmio de melhor longa-metragem e mais cinco estatuetas no fim do domingo. Na categoria de Melhor Filme Internacional, o brasileiro O Agente Secreto não conseguiu repetir o sucesso do ano passado, quando venceu Ainda Estou Aqui. O Brasil saiu sem prêmios, apesar do recorde de indicações. (16/03)
Foto: Patrick T. Fallon/AFP
Comícios de Orbán e de opositor reúnem multidões na Hungria
Milhares participaram de marchas rivais organizadas pelo premiê húngaro Viktor Orbán e seu principal opositor, Peter Magyar, em Budapeste. Ambos impulsionam acusações de interferência estrangeira a um mês das eleições parlamentares do país. Orbán retrata o líder da oposição como um "fantoche" de Bruxelas, enquanto Magyar acusa o premiê de depender de Moscou para permanecer no poder. (15/03)
Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos
Um dos mais influentes pensadores do século 20, Habermas morreu em Starnberg, onde vivia desde 1971. Fiel ao seu ideal cosmopolita de uma democracia aberta, ele permaneceu ativo até os últimos anos, intervindo regularmente no debate público alemão. Defendeu o direito ao asilo durante a crise migratória de 2015 e uma UE unificada diante do avanço do populismo de direita e do nacionalismo. (14/03)
Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images
Assessor de Trump que visitaria Bolsonaro tem visto revogado
Itamaraty justificou medida afirmando que diplomata mentiu sobre agenda no Brasil, e alertou STF sobre risco de "indevida ingerência" em assuntos internos. Darren Beattie supostamente visitaria ex-presidente na prisão e encontraria Flávio, pré-candidato ao Planalto em 2026. (13/03)
Foto: Luis Nova/AP Photo/dpa/picture alliance
Lula zera impostos sobre diesel em reação à guerra no Irã
Medida será acompanhada do aumento de subsídios a produtores e importadores do combustível e de maior taxação do petróleo nacional que é vendido ao exterior. Com isso, expectativa é baratear o diesel em R$ 0,64 por litro. Objetivo é conter uma escalada generalizada da inflação em meio à disparada do petróleo. (12/03)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bomba da 2ª Guerra força evacuação recorde em cidade alemã
Autoridades de Dresden evacuaram 18 mil pessoas após a descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial, a maior operação desse tipo já realizada na cidade. O explosivo de fabricação britânica foi desativado após duas horas de trabalho das equipes de segurança. Foi o quinto artefato encontrado durante obras de reconstrução de uma ponte. (11/03)
Foto: Robert Michael/dpa/picture alliance
Chefe da UE anuncia plano para ressuscitar energia nuclear
Num aceno à expansão do uso da energia nuclear, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um fundo de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para estimular o setor. Ela chamou a redução da indústria de "erro estratégico". Ativistas do Greenpeace interromperam a cúpula sobre o tema, criticando a importação de urânio enriquecido russo pela França e outros países europeus. (10/03)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia. O valor do Brent atingiu os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão. Os preços recuaram após a notícia de que alguns Estados-membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas para aliviar a pressão sobre os mercados. (09/03)
Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP
Apoiadores dos Verdes comemoram resultado em Baden-Württemberg
Sede da indústria automobilística da Alemanha, o estado de Baden-Württemberg viveu uma corrida eletrizante na eleição para o governo local. Após o partido conservador CDU liderar as pesquisas de opinião por várias semanas, as primeiras projeções após o fechamento das urnas deram a vitória aos Verdes. A confirmação do resultado seguiu acirrada até os últimos momentos. (08/03)
Foto: Wolfgang Rattay/REUTERS
Tornados deixam rastro de destruição nos Estados Unidos
O estado de Michigan foi atingido por uma onda de tempestades que deixou mortos, feridos e destruiu cidades. Quatro pessoas morreram na região, que decretou estado de emergência. Mais quatro morreram em Oklahoma. Tempestades da primavera ocorrem normalmente durante aquilo que é conhecido como "época dos tornados", que geralmente começa em diferentes alturas e em diferentes partes dos EUA. (07/03)
EUA e Venezuela concordam em restabelecer laços diplomáticos
Os Estados Unidos e Venezuela concordaram formalmente em restabelecer laços os diplomáticos que estavam rompidos desde o início de 2019. A decisão representa um novo e contundente passo no processo de cooperação entre os dois países iniciado após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro. (06/03)
Foto: Julio Urribarri/Anadolu/picture alliance
Países europeus reforçam missão militar no Chipre
Após Grécia, França e Reino Unido anunciarem o envio de militares ao Chipre na esteira de um ataque de drone iraniano a uma base aérea britânica no país insular, Itália, Espanha e Holanda juntaram-se ao grupo. Também nesta quinta-feira, Paris confirmou ter autorizado a presença "temporária" de aeronaves americanas em bases francesas no Oriente Médio. (05/03)
Foto: Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY/picture alliance
EUA afundam navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
Ambulância com marinheiros resgatados entra em hospital no Sri Lanka, após submarino americano afundar navio de guerra iraniano no Oceano Índico. O país registrou o resgate de 32 tripulantes da fragata Iris Dena, mas outros 148 estavam desaparecidos, com poucas esperanças de serem encontrados. O vice-ministro do Exterior do Sri Lanka afirmou que ao menos 80 morreram no incidente. (04/03)
Foto: AFP/Getty Images
Trump agradece a Merz por "ajuda" da Alemanha com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Trump agradeceu à Alemanha por permitir o acesso de forças americanas a bases no país e
Merz, por sua vez, afirmou que a Alemanha e os EUA compartilham o desejo de se livrar do atual regime iraniano. "Estamos em sintonia em termos de acabar com este regime terrível no Irã", disse. (03/03)
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano. Na madrugada anterior, três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait (foto), país aliado da Casa Branca, e um drone iraniano caiu na pista de pouso de uma base militar britânica no Chipre. (02/03)
Foto: Social Media/REUTERS
Retaliação iraniana atinge países do Golfo em 2º dia de conflito
Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e o Irã retaliou com barragens de mísseis contra o território israelense, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln. Ao menos seis países do Golfo também foram atingidos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait. (1º/03)