População se vê pressionada entre ataques estrangeiros e violência do regime dos aiatolás. Vítimas fatais do conflito chegam a 430 no Irã, a maioria civis.
População se divide entre críticas a Israel, aos EUA e ao regime dos aiatolásFoto: Fatemeh Bahrami/Anadolu/IMAGO
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Em menos de duas semanas, iranianos testemunharam ataques sem precedentes de Israel e EUA contra o Irã. Mísseis atingiram instalações nucleares e militares, mas também áreas residenciais. Nas redes sociais, muitos dizem viver sob a incerteza do que pode acontecer a seguir, seja pelo risco de um novo ataque estrangeiro, seja pelo medo da repressão imposta pelo regime dos aiatolás.
O Ministério da Saúde do Irã estima que, até o sábado (21/06), pelo menos 430 morreram em consequência dos ataques israelenses, a maioria civis. Mais de 3.500 ficaram feridos, milhares foram obrigados a deixar suas casas.
Após os EUA entrarem ativamente no conflito, as atenções se voltaram para o regime iraniano, cuja complexa estrutura segue na mira do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele já insinuou que uma possível consequência da atual campanha militar seria uma "mudança de regime" no Irã. Muitos iranianos temem que tal pressão externa sobre os aiatolás seja pretexto para os líderes islâmicos intensificarem as táticas violentas contra seus próprios cidadãos.
Muitos iranianos que vivem no exterior usaram as redes sociais para expressar preocupação com seus familiares no país. Alguns consideram deixar permanentemente o Irã, ou enviar seus filhos para nações vizinhas como Turquia ou Armênia nos próximos dias, especialmente se o conflito se exacerbar.
Repressão à população
Proibida de fazer reportagens em solo iraniano ou de transmitir no Irã, a DW recorreu às redes sociais do país para entender o que a população pensa sobre o conflito.
Muitos usuários das acreditam que, se os aiatolás permanecerem no poder, a vingança recairá sobre a própria população. Há relatos de que moradores estão sendo sistematicamente vigiados em postos de controle instalados nas entradas de várias cidades.
"Eles não conseguem enfrentar os aviões de guerra americanos e israelenses no céu, então montaram postos de controle no chão, para o povo", escreveu um usuário nas redes sociais.
Nas redes também há discussões sobre um aumento no número de prisões dentro do Irã sob acusações de "apoio a Israel".
As execuções relacionadas a vínculos com Israel também cresceram. Neste domingo, a agência oficial do judiciário iraniano informou que Majid Masibi foi executado sob acusação de "espionagem para Israel". As autoridades alegaram que ele havia mantido contato com a agência de inteligência israelense Mossad. Uma semana antes, outro indivíduo foi executado sob o mesmo pretexto.
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Retaliação do regime amplia o medo
Após o ataque dos EUA ao centro de enriquecimento nuclear de Fordo, um usuário escreveu que teme o que o regime fará em resposta: "O mundo já era assustador com a República Islâmica no poder. Mas, se o regime sobreviver a esses ataques, o mundo se tornará um lugar ainda mais aterrorizante, muito pior do que antes."
Outros iranianos opinaram de que os ataques militares não bastarão para derrubar os aiatolás. Eles argumentam que apenas um levante popular interno, conduzido pelo próprio povo, pode levar à derrocada do governo.
O regime iraniano vem tentando minimizar os impactos da ofensiva americana, ao mesmo tempo em que comunica ao público que responderá de forma decisiva. O programa nuclear da República Islâmica é tomado internamente como uma fonte de poder e legitimidade.
Meios de comunicação estatais publicaram vídeos alegando que a vida próxima à instalação nuclear de Fordo segue normal e que os moradores continuam suas rotinas. A DW não pôde verificar a autenticidade desses vídeos de forma independente.
Ataque israelense a presídio de Evin, onde Irã aprisiona ativistas políticos, dissidentes e jornalistasFoto: Nikan/Middle East Images/picture alliance
"Eles protegem urânio e poder, nunca os iranianos"
Iranianos que se dispuseram a criticar o regime questionam o enorme custo financeiro para manter o programa nuclear ao longo de décadas, especialmente agora que materiais e infraestrutura estão sendo destruídos.
Muitos argumentam que se, em vez de priorizar ambições militares, as lideranças religiosas tivessem investido esses recursos na criação de empregos ou no desenvolvimento nacional, o Irã não estaria enfrentando uma guerra, e provavelmente desfrutaria de uma posição econômica, social e política mais forte.
O líder pró-democracia iraniano Reza Pahlavi afirmou no X que os ataques foram "resultado da busca catastrófica do regime por armas nucleares, às custas do povo iraniano": "Ali Khamenei e seu regime terrorista em ruínas fracassaram com a nação. A única maneira segura de alcançar a paz é o fim desse regime agora."
Já Masih Alinejad, jornalista e ativista iraniano-americana, argumentou que a instalação nuclear de Fordo "nunca visou produção de energia para fins pacíficos": "Foi construída sob uma montanha para esconder do mundo seu programa nuclear, enquanto o regime dizia a seu próprio povo que não podia sequer oferecer água limpa ou abrigo. Agora, o mesmo regime está em guerra e ainda não construiu um único abrigo antiaéreo. Eles protegem o urânio. Protegem o poder. Nunca protegem os iranianos."
Criticado por muitos do povo, para aiatolás o programa nuclear é símbolo de poder Foto: Maxar Technologies/AP Photo/picture alliance
"Zombaria dos princípios do direito internacional"
Por outro lado, muitos tomaram as ruas de Teerã para protestar contra Israel. Como observado por analistas, as manifestações se partem de um sentimento de defesa nacional e não necessariamente do apoio ao regime dos aiatolás.
Segundo o holandês Grupo para Análise e Medição de Atitudes no Irã (Gamaan), mais de 80% da população alfabetizada iraniana não apoiava a República Islâmica em 2023.
No entanto, defensores do regime continuam ativos. Além de manifestações públicas contra os ataques dos EUA e de Israel, muitos também recorreram às redes sociais. Mohsen Borhani, advogado baseado no Irã, publicou na rede X que o ataque de Trump aos centros nucleares zombou de todos os princípios do direito internacional".
Outros clamam por retaliações contra alvos americanos e argumentam que o Irã agora tem o direito de se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), argumentando que não há mais justificativa para permanecer no acordo global.
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Nota da redação: Este artigo incluía originalmente uma imagem da agência SalamPix, fornecedora de fotos para agências internacionais de imagens. Ela foi removida em 12/03/2026, depois que as agências Picture Alliance e Imago informaram que estavam retirando fotos da SalamPix de seu portfólio devido a preocupações sobre a procedência e possível manipulação.
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)