Israel detém barco que levava Greta Thunberg e brasileiro
Publicado 9 de junho de 2025Última atualização 9 de junho de 2025
"O show acabou", diz governo de Israel, após tomada de embarcação que seguia para Gaza. Ativistas denunciam "sequestro". Ministro instrui militares a exibirem para ativistas vídeo com atrocidades cometidas pelo Hamas.
Ativistas a bordo do Madleen após embarcação ser interceptada pelos israelensesFoto: Freedom Flotilla Coalition/Handout/REUTERS
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Militares de Israel interceptaram e tomaram o controle na madrugada desta segunda-feira (09/06) de um barco de ajuda humanitária que se encontrava a caminho de Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo, entre eles a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.
Imagens divulgadas pela Flotilha da Liberdade mostraram os ativistas com as mãos para o alto no interior da embarcação, enquanto uma voz ordena em inglês para que eles atirem seus celulares no mar. Fotografias também mostraram militares no convés do navio, distribuindo água e comida para os ativistas.
O governo israelense informou que a embarcação seria levada para o porto de Ashdod, no território de Israel, e os ativistas seriam deportados de volta aos seus países de origem. Os israelenses não esclareceram se eles haviam sido oficialmente presos, se limitando a afirmar que todos estavam "seguros".
O veleiro foi escoltado pela Marinha israelense até Ashdod, onde atracou nesta segunda-feira por volta das 20h45 do horário local (14h45 de Brasília), segundo a agência de notícias AFP. A agência AP informou que os ativistas seriam mantidos em um centro de detenção na cidade israelense de Ramla antes de serem deportados.
A iniciativa Flotilha da Liberdade denunciou, em comunicado, o que chamou de "sequestro". "Os militares israelenses atacaram o [veleiro] Madleen em águas internacionais", diz o texto. "O navio foi abordado ilegalmente, sua tripulação civil desarmada foi sequestrada e sua carga, incluindo fórmula para bebês, alimentos e suprimentos médicos, foi confiscada", disse a iniciativa. "Israel está mais uma vez agindo com total impunidade."
Em uma série de publicações na rede X, o Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou iniciativa da Flotilha da Liberdade, chamando o veleiro Madleen de "iate do selfie" e pintando os ativistas como "celebridades" que tentaram encenar uma "provocação midiática com o único objetivo de ganhar publicidade".
Já o ministro da defesa do país, Israel Katz, parabenizou os militares pela interceptação do barco e disse, por meio do seu porta-voz, que instruiu as Forças de Defesa de Israel (FDI) a exibirem para os ativistas imagens dos ataques de 7 de outubro executados pelo Hamas.
"A antissemita Greta e seus amigos que apoiam o Hamas devem ver exatamente o que a organização terrorista Hamas - que eles passaram a apoiar e a agir em nome dela - realmente é”, disse Katz. "Eles devem ver as atrocidades cometidas contra mulheres, idosos e crianças, e entender contra quem Israel está lutando para se defender."
A ativista Greta Thunberg diante de militar israelense após embarcação ser interceptadaFoto: Israel Foreign Ministry via X/REUTERS
Tentativa de romper bloqueio israelense a Gaza
O veleiro Madleen, com bandeira britânica, havia partido da Sicilia, na Itália, no dia 1° de junho. Segundo os organizadores, a missão tinha o objetivo de "entregar ajuda humanitária, romper o bloqueio israelense e dar visibilidade ao sofrimento contínuo no enclave palestino".
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A bordo estavam 12 ativistas, entre eles a sueca Greta Thunberg, a alemã Yasemin Akar e o brasileiro Thiago Ávila, além da eurodeputada francesa Rima Hassan. Segundo os ativistas a bordo do Madleen, a embarcação estava transportando fórmula infantil, alimentos, fraldas, produtos de higiene para mulheres, kits de dessalinização, suprimentos médicos e próteses infantis.
Ativistas ligados à iniciativa admitiram antes da interceptação que a quantidade de ajuda era simbólica, mas que a iniciativa tentava chamar a atenção para o bloqueio imposto pelos israelenses a Gaza desde o início de março, que vem impedindo a atuação de organizações de ajuda humanitária no enclave palestino devastado pela guerra, onde vivem cerca de 2 milhões de pessoas.
Após uma parada no Egito, o barco prosseguiu no domingo (08/06) para sua etapa final da viagem: a costa de Gaza. No entanto, no mesmo dia, o governo israelense advertiu que não pretendia deixar os ativistas concluírem essa etapa.
"Ordenei às FDI [Forças de Defesa de Israel] que atuem para impedir que o veleiro Madleen chegue a Gaza. À antissemita Greta e seus amigos, digo claramente: regressem, pois não chegarão a Gaza", disse o ministro Katz no mesmo dia. Katz acrescentou que Israel não permitiria que ninguém rompesse o bloqueio naval ao território palestino, alegando que a medida visa impedir o Hamas de importar armas.
No mesmo dia, os ativistas a bordo do veleiro começaram a divulgar vídeos se antecipando à interceptação pelos israelenses. Em uma mensagem, Greta Thunberg disse que, se as pessoas estavam vendo seu vídeo, isso significaria que ela havia sido "interceptada e sequestrada" por "forças que apoiam Israel".
No início de maio, outra tentativa da Flotilha da Liberdade de chegar a Gaza por mar já havia fracassado. Na ocasião, a embarcação Conscience, que havia zarpado de Malta, teve que cancelar sua viagem. Ativistas denunciaram que a embarcação foi danificada por drones e culparam as forças israelenses.
Em publicações nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores de Israel tentou ridicularizar a quantidade de ajuda humanitária de ajuda que estava a bordo do veleiro Madleen. "A pequena quantidade de ajuda que não foi consumida pelas 'celebridades' será transferida para Gaza por meio de canais humanitários reais", disse a pasta.
"Mais de 1.200 caminhões de ajuda entraram em Gaza vindos de Israel nas últimas duas semanas, e cerca de 11 milhões de refeições foram transferidas pela GHF diretamente para os civis em Gaza", acrescentou o ministério.
Recentemente, os israelenses passaram a permitir apenas a atuação de uma obscura organização sem experiência para distribuir alimentos no enclave. Chamada de Fundação Humanitária de Gaza (GHF), ela tem sido criticada por desorganização na distribuição e vem sendo acusada por especialistas da área de ser uma organização de fachada que tem como objetivo forçar a evacuação de palestinos de vastas áreas do enclave. Enquanto isso, organizações de ajuda independente com mais experiência em campo têm sido impedidas de atuar no território.
O veleiro Madleen havia partido da Sícilia rumo a GazaFoto: Freedom Flotilla Coalition/REUTERS
Reações
A interceptação do veleiro Madleen nesta segunda-feira foi criticada por grupos de solidariedade aos palestinos e pelos governos do Irã e Turquia, além da Autoridade Palestina e o Hamas.
Francesca Albanese, relatora especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos, disse: "A jornada de Madleen pode ter terminado, mas a missão não acabou. Todos os portos do Mediterrâneo devem enviar barcos com ajuda e solidariedade para Gaza".
Já o ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, que governa trechos não ocupados da Cisjordânia, agradeceu os ativistas pelos seus "esforços para romperem o cerco na Faixa de Gaza".
"O Ministério das Relações Exteriores e Expatriados aprecia muito os seus esforços, que implicaram elevados riscos no mar, por este nobre objetivo humanitário de apoiar o nosso povo na Faixa de Gaza, sujeito às mais hediondas formas de genocídio, limpeza étnica, perseguição e fome", disse a pasta, em comunicado.
Já o grupo Hamas, que atua na Faixa de Gaza, qualificou a interceptação "terrorismo de Estado" contra ativistas que procuravam "romper o cerco e denunciar o crime de fome" perpetrado por Israel
"A interceptação do navio Madleen no mar, impedindo-o de entregar ajuda simbólica ao nosso povo face a uma guerra genocida, constitui terrorismo de Estado organizado, uma violação flagrante do direito internacional e um ataque a voluntários civis que atuam por razões humanitárias", afirmou o Hamas, grupo que é classificado como terrorista pelos EUA, União Europeia e Israel.
O regime do Irã, por sua vez, acusou Israel de ter praticado um ato de "pirataria".
O governo da Turquia se referiu ao episódio como "um ataque hediondo" e uma "violação do direito internacional". A interceptação do Madleen ocorreu pouco mais de 15 anos depois que os comandos israelenses realizaram um ataque ao Mavi Marmara, um navio que também fazia parte da Flotilha da Liberdade. Na ocasião, dez ativistas, todos de nacionalidade turca, morreram durante a interceptação da embarcação. O episódio provocou tensão nas relações entre a Turquia e Israel.
Já o governo brasileiro divulgou nota em que afirmou acompanhar o caso e instou "o governo isralense a libertar os tripulantes". O Itamaraty também defendeu que Israel "remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante".
jps/ra (ots)
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)