Israel isola Khamenei ao eliminar seu círculo de poder
17 de junho de 2025
Morte de alguns dos principais conselheiros do líder iraniano fragiliza regime. Trump eleva pressão sobre aiatolá, exige rendição e diz saber onde ele se "esconde", mas que "por ora" ele não será morto.
Cada vez mais isolado: Israel e EUA aumentam pressão sobre aiatolá Ali KhameneiFoto: Iranian Leader Press Office/Handout/Anadolu/picture alliance
Aos 86 anos, ele vê alguns de seus principais conselheiros militares e de segurança serem mortos por ataques aéreos israelenses. Tamanho desfalque pode aumentar o risco de erros estratégicos.
Vários comandantes militares de alto escalão foram mortos desde o inicio dos ataques israelenses ao Irã na última sexta-feira, incluindo os principais conselheiros de Khamenei da Guarda Revolucionária, força militar de elite do Irã e pilar fundamental de sustentação do regime.
Entre os mortos até agora estão Hossein Salami, comandante-geral da Guarda Revolucionária; Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; Amir Ali Hajizadeh, chefe do programa aeroespacial iraniano e responsável pelo programa de mísseis balísticos do Irã; Mohammad Kazemi, chefe de espionagem; Esmail Qaʾani, comandante da brigada Quds, unidade da Guarda Revolucionária responsável por missões no exterior; e Gholam Ali Rashid, vice-comandante das Forças Armadas; e, mais recentemente, o general da Guarda Revolucionária Ali Shadmani, que havia acabado de ser nomeado para substituir Rashid.
A morte de Shadmani foi anunciada pelo exército israelense. O Irã não reconheceu imediatamente a morte do militar.
Além disso, Khamenei também perdeu vários cientistas experientes envolvidos no programa nuclear de Teerã.
Some-se isso ao anúncio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesta terça-feira (17/06) de que os ataques israelenses tiveram "impactos diretos" na planta de enriquecimento de urânio de Natanz, atingindo salas subterrâneas com centrífugas.
O Irã corre um risco "extremamente perigoso" agora de errar em questões de defesa e estabilidade interna, na avaliação de uma fonte de Teerã citada pela agência de notícias Reuters que participa regularmente de reuniões com o líder supremo.
Além dela, a Reuters ouviu outras duas pessoas que participam ou já participaram de reuniões com Khamenei sobre questões importantes, além de mais duas pessoas próximas a autoridades que comparecem regularmente a esses encontros.
Ataques israelenses mataram pelo menos 224 pessoas e feriram mais de 1.200 no IrãFoto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
O círculo de poder do aiatolá
Os conselheiros mortos nos ataques faziam parte do círculo próximo de Khamenei, formado por entre 15 e 20 homens, entre comandantes da Guarda Revolucionária, clérigos e políticos.
O grupo se reúne em ocasiões especiais, antes de tomadas de decisões importantes. Os membros são caracterizados por uma lealdade inabalável ao aiatolá e à ideologia da República Islâmica, disseram as fontes.
No sistema de governo do Irã, o aiatolá é, além de líder religioso, comandante supremo das Forças Armadas com poder de declarar guerra e nomear ou demitir figuras importantes, incluindo comandantes militares e juízes. É dele a palavra final sobre assuntos importantes, embora Khamenei aprecie conselhos, ouça atentamente pontos de vista divergentes e busque com frequência informações adicionais de seus conselheiros.
Preso antes da Revolução Islâmica de 1979 que instaurou o atual regime dos aiatolás, e mutilado por um ataque a bomba antes de se tornar líder em 1989, ele é totalmente comprometido com a manutenção do sistema islâmico de governo e profundamente cético em relação ao Ocidente.
"Duas coisas podem ser ditas sobre Khamenei: ele é extremamente teimoso, mas também extremamente cauteloso. Ele é muito cauteloso. É por isso que ele está no poder há tanto tempo", afirma à Reuters Alex Vatanka, diretor do Programa do Irã no think tank Instituto do Oriente Médio, em Washington.
"Khamenei está muito bem posicionado para fazer a análise básica de custo-benefício que, fundamentalmente, aborda uma questão mais importante do que qualquer outra: a sobrevivência do regime."
Os amplos poderes de Khamenei
O foco na sobrevivência do regime tem sido repetidamente posto à prova, como nas ocasiões em que Khamenei mobilizou a Guarda Revolucionária e a milícia Basij, espécie de polícia da moralidade de Teerã, para reprimir protestos nacionais em 1999, 2009 e 2022.
Embora as forças de segurança sempre tenham conseguido resistir aos manifestantes e reafirmar o poder estatal, anos de sanções ocidentais provocaram uma miséria econômica generalizada que, segundo analistas, pode, em última análise, ameaçar a instabilidade interna.
Os riscos dificilmente poderiam ser maiores para Khamenei, que enfrenta uma escalada no conflito com Israel.
As fontes ouvidas pela Reuters enfatizaram que outros membros do grupo que não foram alvo de ataques israelenses ainda são importantes e influentes, incluindo os principais assessores em questões políticas, econômicas e diplomáticas.
Segundo elas, Khamenei aciona esses conselheiros para lidar com questões à medida que elas surgem, estendendo seu alcance diretamente a uma ampla gama de instituições que abrangem os domínios militar, de segurança, cultural, político e econômico.
Ao operar dessa forma, inclusive junto aos órgãos subordinados ao presidente eleito, o gabinete de Khamenei frequentemente se envolve não apenas nas principais questões de Estado, mas também na execução de iniciativas menores.
O filho de Ali Khamenei, Mojtaba, é visto como um potencial sucessor de seu paiFoto: Morteza Nikoubazl/NurPhoto/picture alliance
Os homens de confiança de Khamenei
Um desses conselheiros seria Mojtaba, um dos filhos do próprio Khamenei. Apontado por alguns como um potencial sucessor de seu pai, o clérigo de médio escalão teria construído laços estreitos com a Guarda Revolucionária, assegurando maior influência sobre o aparato político e de segurança do Irã.
Já Ali Asghar Hejazi, vice-assistente de assuntos de segurança política do gabinete de Khamenei, esteve envolvido em decisões de segurança sensíveis e é frequentemente descrito como o mais poderoso membro da inteligência do Irã.
O chefe de gabinete de Khamenei, Mohammad Golpayegani, assim como os ex-ministros das Relações Exteriores Ali Akbar Velayati e Kamal Kharazi, e o ex-presidente do Parlamento Ali Larijani, continuam sendo pessoas de confiança em temas de diplomacia e de política interna, assim como a questão nuclear.
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Aiatolá cada vez mais isolado
A perda dos comandantes da Guarda Revolucionária, no entanto, dizimou os escalões mais altos de uma organização militar que Khamenei colocou no centro do poder desde que se tornou líder supremo em 1989, com papel fundamental em termos de segurança interna e de estratégia regional.
Enquanto a cadeia de comando do Exército regular passa pelo Ministério da Defesa sob o presidente eleito, a Guarda responde pessoalmente a Khamenei, garantindo o melhor equipamento militar para suas forças terrestre, aérea e marítima, e conferindo a seus comandantes um importante papel no Estado.
Enquanto enfrenta um dos momentos mais perigosos da história da República Islâmica, Khamenei se vê ainda mais isolado pelas perdas recentes de outros conselheiros importantes na região, com a coalizão do chamado "Eixo da Resistência" do Irã sendo massacrada por Israel.
O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que era pessoalmente próximo do líder iraniano, foi morto por um ataque aéreo israelense em setembro do ano passado.
Os houthis também vêm sendo combatidos, inclusive com ataques promovidos pelas Forças Armadas dos EUA, bem como o grupo palestino Hamas, que domina a Faixa de Gaza.
Outro aliado chave de Khamenei, o ditador sírio Bashar al-Assad, foi derrubado do cargo em dezembro passado.
Trump: aiatolá não será assassinado "por enquanto"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou Khamenei nesta terça-feira (17/06) a renunciar, dizendo que os EUA sabem exatamente onde ele estaria "escondido" e que ele não seria assassinado "por enquanto".
"Sabemos exatamente onde o chamado 'líder supremo' está escondido. Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá – não vamos matá-lo, pelo menos não por enquanto", disse Trump em uma publicação no Truth Social. "Mas não queremos mísseis disparados contra civis ou soldados americanos. Nossa paciência está se esgotando."
Irã alegou ter atingido instalações do Mossad nesta terça-feira (17/06), agência de inteligência israelense; Israel não comentouFoto: Ronen Zvulun/REUTERS
Trump disse que queria um "fim real" para o conflito, não apenas uma trégua, e uma "rendição completa" do Irã. "Não estou buscando um cessar-fogo, estamos buscando algo melhor do que um cessar-fogo", disse após interromper sua participação na cúpula do G7 no Canadá.
A fala veio no mesmo dia em que o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, disse que Khamenei poderia ter o mesmo destino do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, deposto por uma invasão americana e enforcado em 2006.
Um dia antes, o premiê israelense Benjamin Netanyahu já havia sinalizado que não descartava assassinar o líder supremo, argumentado que isso poria fim ao conflito.
Os ataques contra o Irã foram deflagrados por Israel sob a justificativa de impedir que a República Islâmica desenvolva armas nucleares – pretensão que o Irã nega ter. Teerã, que é signatário do Tratado Internacional de Não Proliferação, que veta armas nucleares, alega desenvolver a tecnologia somente para fins civis.
Israel, que não é signatária desse tratado, é o único país do Oriente Médio que, acredita-se, dispõe de tais armas – algo que Tel Aviv não nega nem confirma.
Antes de ser bombardeado por Israel, porém, o Irã foi censurado pela AIEA, órgão de fiscalização nuclear da ONU, por descumprir obrigações previstas no tratado pela primeira vez em 20 anos.
Os ataques israelenses mataram pelo menos 224 pessoas e feriram mais de 1.200 no Irã. As mortes incluem comandantes militares de alto escalão e cientistas nucleares.
Em Israel, ao menos 24 pessoas foram mortas e 592 ficaram feridas nos ataques iranianos.
rc/ra (AFP, Reuters, ots)
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
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Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)