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SaúdeItália

Itália anuncia novas restrições para conter o coronavírus

19 de outubro de 2020

Primeiro-ministro Giuseppe Conte determina que restaurantes fechem no máximo à meia-noite e limitem a seis o número de pessoas por mesa. Governo cogita o fechamento de academias e piscinas públicas.

Muitas pessoas caminham na rua com máscaras
Em Nápoles, uso de máscara é obrigatório nas ruas Foto: Salvatore Laporta/IPA/picture-alliance

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou neste domingo (18/10) novas restrições para conter o crescente número de casos de coronavírus no país.

De acordo com as novas regras, restaurantes terão de indicar a lotação máxima, fechar no máximo à meia-noite e limitar a seis o número de pessoas por mesa. Bares terão de encerrar as atividades às 18h, a menos que possam oferecer serviço de mesa a clientes sentados.

Esportes coletivos amadores estão proibidos e, segundo Conte, o governo cogita o fechamento das academias e piscinas públicas.

As aulas à distância devem ser priorizadas, mas, em caso de ensino presencial, a chegada de alunos às escolas deve ser escalonada para ajudar no distanciamento social.

Conte alertou que a situação é crítica e que todos devem fazer sua parte para conter a doença. Ele pediu que os italianos adotem cuidados máximos. 

"Não podemos perder tempo. Temos de adotar as medidas para evitar um novo confinamento generalizado, que pode colocar a economia gravemente em perigo", justificou o primeiro-ministro em uma coletiva de imprensa no Palácio Chigi, sede do governo, em Roma. 

Conte também concedeu poderes especiais aos prefeitos para que fechem áreas com grande aglomeração de pessoas a partir das 21h e pediu às empresas que motivem seus funcionários a trabalhar de casa

O home office deve ser estendido a 75% dos funcionários do setor público, uma regra recomendada também às empresas privadas. As reuniões de trabalho devem ser feitas preferencialmente por videoconferência. Trabalhar de casa também permitirá reduzir o fluxo de pessoas no transporte público, que deve limitar a lotação, especialmente em horários de pico, para que o distanciamento entre as pessoas possa ser mantido.  

Como parte de um novo pacote de estímulo de 40 bilhões de euros que o governo aprovou em seu orçamento de 2021, Roma criará um fundo de 4 bilhões de euros para compensar as empresas mais atingidas pelas restrições do coronavírus.

As novas restrições foram anunciadas horas depois de a mídia italiana relatar que pelo menos 20 parlamentares do país tiveram resultados positivos para o coronavírus. Esta é a terceira vez em menos de duas semanas que o governo italiano decide reforçar as medidas de prevenção. 

O número de infecções vem aumentando drasticamente nos últimos dias no país. No começo do mês, eram cerca de 2.500 novos casos diários. No domingo, foram 11.705 novas infecções, o maior número desde o começo da pandemia e o quarto dia consecutivo de recordes de contágio. O governo ressalta, porém, que mais testes estão sendo realizados agora do que no começo da pandemia.

A Itália foi o primeiro europeu a ser gravemente atingido pela pandemia, em março, chegando a registrara mais de 900 mortes por dia. No total, a Itália tem 414.241 casos confirmados e 36.543 mortes, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins.

LE/ dpa,efe,lusa,rtr,ots

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