Música ao acaso: artista compõe jogando dados

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O músico e compositor Edward Chilvers compõe com base em conceitos matemáticos – o que ele chama de música multidimensional. Com uma tabela que parece bastante complexa para um leigo, Edward classificou as escalas musicais mais importantes e os diferentes tons em 96 divisões. A segunda parte do processo é jogar diferentes tipos de dados.
“Eu imaginei uma música multidimensional, e então cheguei em casa e comecei a pensar em como fazer isso fisicamente, como fazer uma música multidimensional, tocar em diferentes velocidades. Comecei a testar quantas variações eu conseguia tocar com apenas uma das mãos, como ela deve se movimentar e como combinar todos esses tipos de regras que surgem de forma natural. É como as regras de harmonia, por exemplo, que surgem naturalmente de acordo com a forma como as notas soam juntas. Uma quinta soa bem, enquanto isso: não. Não é que se decide por isso, simplesmente acontece. Coisas assim são como as leis da natureza. É assim que as harmonias funcionam. E com a polirritmia foi uma descoberta parecida - o que funciona e como funciona”, explica o músico.
A inspiração do britânico vem da natureza que - como a música dele - é repleta de leis e ao mesmo tempo acasos. "Eu me inspiro bastante na beleza da natureza, na simplicidade e complexidade das árvores, nas formas e ondas na água, no canto dos pássaros, nas nuvens...Eu realmente quero que a música reflita a beleza da natureza. Quero que o ouvinte consiga se entregar por completo ao momento presente, experimente de forma profunda a beleza da natureza”, comenta Edward Chilvers.