Novo chanceler federal alemão criticou política externa "pouco ambiciosa" de antecessor e prometeu guinada. Até o momento, porém, há poucos indícios de que isso vá acontecer.
Relação sem pé de igualdade: Merz busca contato com Trump, mas não o considera confiávelFoto: Ludovic Marin/REUTERS
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"Germany is back on track" ("A Alemanha voltou aos trilhos"). Há três meses, na apresentação do acordo da nova coalizão de governo em Berlim, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, do partido conservador União Democrata Cristã (CDU), anunciava a intenção de seu governo de conquistar um novo papel para a Alemanha.
Merz acusa o governo anterior, liderado pelo social-democrata Olaf Scholz, de ter fracassado, de ter sido cauteloso demais e hesitante em seu apoio à Ucrânia, muito pouco ambicioso em sua política europeia, muito prepotente com seus parceiros.
Merz declarou a política externa como prioridade, afirmando que a Alemanha quer assumir mais responsabilidades e que o país deve desempenhar um papel de liderança na União Europeia (UE). A Alemanha deve se tornar o país com as Forças Armadas mais fortes entre as nações europeias da Otan.
Ao mesmo tempo, a Europa deve "alcançar a independência dos EUA" em termos de política de defesa, como Merz disse imediatamente após sua vitória eleitoral em fevereiro, afirmando não ver mais os Estados Unidos sob Donald Trump como um parceiro confiável.
Merz faz o que Trump quer
Ele cumprirá essa promessa? Em sua primeira visita como chanceler federal a Washington, a maioria da imprensa alemã já considerava um sucesso o fato de a entrevista coletiva conjunta com Trump ter ocorrido sem maiores problemas. Merz quase não disse nada e parecia nervoso, enquanto Trump falava ainda mais.
O premiê alemão prometeu sobretudo mais gastos com defesa, e o presidente dos EUA pareceu satisfeito. "Trump não está interessado em parceria, mas em vassalagem", avalia o cientista político Johannes Varwick, da Universidade de Halle-Wittenberg.
Henning Hoff, do think tank Conselho Alemão de Relações Exteriores (DGAP, na sigla em alemão), destaca que, em vez de "independência", Merz "retornou aos caminhos transatlânticos tradicionais".
"Considerando a grande dependência da Europa em relação aos EUA em termos de política de segurança, afastar-se abertamente de Washington também seria imprudente e insensato", avalia Varwick. "Não pode haver nenhuma questão de independência, nem política nem militarmente."
Essa percepção também é apoiada pela reação muito cautelosa de Merz à iniciativa de política de segurança do líder do grupo parlamentar do bloco conservador CDU/CSU, Jens Spahn. Ele havia se manifestado a favor de um guarda-chuva nuclear europeu sob a liderança alemã. Em entrevista recente à emissora pública de televisão alemã ARD, Merz falou na sobre um projeto que só se tornará realidade "em prazo muito, muito longo".
Visita à Casa Branca: mídia alemã destacou alívio porque Merz não foi humilhado por TrumpFoto: Evan Vucci/AP/picture alliance
Alemanha pode e quer substituir os EUA na Ucrânia?
E de forma igualmente obsequiosa ocorreu a cúpula da Otan em Haia – como vários meios de comunicação disseram – com o secretário-geral da organização, Mark Rutte, se referindo jocosamente a Trump como "daddy" (papaizinho). Conforme exigido pelo presidente dos EUA, os europeus se comprometeram a gastar em defesa 5% de seus respectivos PIBs. A mensagem de Trump tem sido há muito tempo: se não pagar, não terá a proteção dos EUA. O principal objetivo da cúpula era manter os EUA como garantidor da segurança na Europa. Por enquanto, isso parece ter sido alcançado.
No entanto, um roteiro para a Ucrânia aderir à Otan, que também é de desejo da Alemanha, sequer foi discutido em Haia – os EUA sob o comando de Trump desistiram desse objetivo.
De modo geral, Trump parece estar perdendo lentamente o interesse em uma solução de paz na guerra da Ucrânia. A última entrega dos mísseis de defesa aérea Patriot, equipamento urgentemente necessário para Kiev, foi interrompida por Washington, supostamente porque o próprio país precisa deles.
Com isso, fica aberta a questão sobre se os europeus, e a Alemanha em particular, querem entrar nesta brecha deixada. Johannes Varwick acredita que, se os europeus quisessem compensar o papel dos EUA, a tarefa não seria "muito promissora, tanto financeiramente quanto em termos de alcance político". "Por isso, mais cedo ou mais tarde, Berlim e Bruxelas provavelmente acabarão tendo que seguir a reviravolta de 180 graus realizada pelos EUA."
Em meio a tudo isso, Merz permanece vago sobre a questão de fornecer ou não à Ucrânia mísseis de cruzeiro de longo alcance Taurus. "É e continua sendo uma opção", disse ele em um talk show da ARD. Seu antecessor, Scholz, sempre rejeitou o envio com o argumento de que a Alemanha poderia, com isso, ser arrastada para a guerra. "Uma coisa é certa. A Alemanha não participará da guerra", ressaltou Merz. Como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, vê isso, é outra questão.
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Controles fronteiriços prejudicam as laços com Polônia
O novo chanceler federal viajou para Paris e Varsóvia imediatamente após assumir o cargo, como um sinal de que ele atribui uma importância especial a esses dois parceiros europeus. Houve uma recepção cordial do presidente francês, Emmanuel Macron.
No entanto, Merz se desentendeu com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, quando mandou reforçar controles de fronteira pouco antes para evitar a entrada ilegal de migrantes. A Polônia não quer receber de volta esses migrantes e agora está controlando sua fronteira com a Alemanha. Henning Hoff chama isso de um "tropeço inicial" de Merz, "porque a política simbólica de migração parece para ele mais importante do que a coesão europeia e as relações de boa vizinhança com a Polônia".
Cúpula da Otan se tornou evento de louvor a Trump, apesar das discordâncias dos europeus com o líder americanoFoto: Christian Hartmann/REUTERS
Apenas espectador no Oriente Médio
Enquanto isso, a segunda maior crise ao lado da guerra na Ucrânia, o conflito no Oriente Médio, está ocorrendo praticamente sem os europeus. Israel e, alguns dias depois, os EUA, atacaram alvos no Irã para impedir que o país construísse uma bomba nuclear. Não houve consultas com os europeus. O papel da Alemanha se limitou, em grande parte, a pedir uma redução da escalada depois disso.
Merz já parece orgulhoso só por ter sido informado dos ataques após eles terem sido realizados. "Fui um dos primeiros, se não o primeiro, a ser informado", disse ele na ARD.
"Podemos ver a que nível baixo chegamos. A Europa e a Alemanha não desempenham nenhum papel nessa questão. E Merz não conseguirá mudar isso", lamenta Johannes Varwick.
O que as enormes dívidas rendem em política externa?
Uma visita bem-sucedida aos EUA, principalmente graças a um comprometimento de defesa significativamente maior, um futuro incerto para o apoio na Ucrânia, a esperança de uma reaproximação com a França, mas um relacionamento tenso com a Polônia e um mero espectador no conflito do Oriente Médio – um balanço inicial dos planos de política externa de Merz tem um resultado misto. Entretanto, o novo governo está no cargo há apenas dois meses.
"Continua sendo um mistério o que exatamente Merz quer dizer com 'a Alemanha voltou aos trilhos' em termos de política externa – ou sobre o que ele quer construir e em que 'trilhos' ele quer colocar o país de volta", avalia Hoff.
Ele ressalta que as ideias de Merz sobre um papel maior para a Alemanha "baseiam-se em uma política de gastos maciços financiados por dívidas para defesa e infraestrutura, possibilitada por sua própria reviravolta de 180 graus nessa questão e pelo apoio do Partido Social-Democrata (SPD) de Scholz e dos verdes. O governo anterior não teve essa opção".
Pelo menos entre a população alemã, o premiê parece estar marcando pontos depois de ter sido bastante impopular por um longo tempo. Nas últimas sondagens, seu índice de aprovação aumentou três pontos percentuais. . Apesar de estar em apenas 42%, esse é o patamar mais alto desde que Merz voltou à política, há quatro anos.
O mês de julho em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Thibaud Moritz/AFP/Getty Images
EUA sancionam autoridades palestinas e vão barrá-las de viajar ao país
Após anúncios recentes de França, Reino Unido e Canadá de que pretendem reconhecer um Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os EUA anunciaram o veto à concessão de vistos a representantes do governo palestino na Cisjordânia. A medida afeta a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina (PLO). (31/07)
Foto: Mark Schiefelbein/AP Photo/picture alliance
Trump assina decreto impondo tarifa de 50% sobre o Brasil
Presidente dos EUA assinou decreto impondo uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. Medida, no entanto, prevê isenções a quase 700 itens, como combustíveis, veículos, e produtos de ferro, aço, alumínio e cobre. Já o café e a carne bovina não foram poupados das sobretaxas. (30/07)
Foto: Igor Do Vale/picture alliance/ZUMA Press Wire
Carla Zambelli é presa em Roma
Deputada bolsonarista havia fugido para a Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do CNJ. A Justiça italiana terá ainda que analisar o pedido de extradição e avaliar se está de acordo com os pré-requisitos estabelecidos por tratados firmados entre a Itália e o Brasil. (30/07)
Foto: www.camara.leg.br
Líderes do Camboja e da Tailândia anunciam cessar-fogo
Trégua incondicional foi negociada após cinco dias de combates ao longo da fronteira entre os dois países que deixaram ao menos 36 mortos. O conflito foi o mais mortal desde a onda de violência de 2011 vivida no território reivindicado pelas duas nações devido a uma demarcação feita por colonos franceses em 1907. (28/07)
Foto: Mohd Rasfan/REUTERS
Trem descarrilha e deixa três mortos na Alemanha
O descarrilhamento de um trem regional no sudoeste da Alemanha deixou ao menos três pessoas mortas e 34 feridas por volta das 18h10 (no horário local), próximo à cidade de Riedlingen. Uma forte tempestade atingiu a região, mas a causa do acidente ainda não foi identificada. Cerca de 100 pessoas estavam no veículo. (27/07)
Foto: Thomas Warnack/dpa/picture alliance
Sob aparato policial, milhares participam da parada do orgulho LGBTQ+ em Berlim
Cerca de 80 carros alegóricos e aproximadamente 100 grupos a pé participaram do evento nas ruas da capital alemã, sob o lema "Nunca mais fique em silêncio". A polícia montou uma operação especial para evitar confrontos com uma contramanifestação organizada para o mesmo dia. A marcha acontece em meio à polêmica gerada pela proibição do hasteamento da bandeira LGBTQ+ no parlamento alemão. (26/07)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
Ex-deputado George Santos se entrega e é preso nos EUA
Filho de imigrantes brasileiros que se alçou à política nos Estados Unidos, Santos se apresentou a uma prisão federal para começar a cumprir uma sentença de sete anos pelas acusações que levaram à sua expulsão do Congresso americano. Ele foi condenado por enganar doadores e usar recursos de campanha para benefício próprio. (25/07)
Foto: Annabelle Gordon/CNP/abaca/picture alliance
França vai reconhecer Estado palestino, anuncia Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que reconhecimento será confirmado em reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro. Com isso, a causa palestina deve ganhar o apoio de uma das nações mais poderosas da Europa, eventualmente levando outras potências ocidentais a seguirem pelo mesmo caminho. (24/07)
Foto: dts-Agentur/picture alliance
ONGs alertam para "fome generalizada" em Gaza
Mais de 100 organizações de ajuda humanitária e grupos de direitos humanos alertaram que a situação de "fome generalizada" se espalha cada vez mais na Faixa de Gaza e atinge também seus funcionários. No comunicado, 111 entidades pedem por um cessar-fogo imediato, a abertura de todas as passagens terrestres e o livre fluxo de ajuda por meio dos mecanismos coordenados pela ONU. (23/07)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Ícone do rock, Ozzy Osbourne morre aos 76 anos
Cantor britânico era vocalista da banda Black Sabbath e morreu pouco mais de duas semanas após realizar show de despedida em Birmingham, na Inglaterra, sua cidade natal. A família não revelou a causa da morte. O artista havia sido diagnosticado com doença de Parkinson em 2019 e enfrentava outros problemas de saúde. (22/07)
Foto: Harry How/Getty Images
Lula e lideres progressistas selam aliança em defesa da democracia
Líderes do Chile, Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai se reuniram em Santiago, no Chile, em prol da democracia e do multilateralismo. Eles alertaram que a democracia está ameaçada por elementos como a desinformação, a disseminação do ódio e a corrupção. "Neste momento em que o extremismo tenta reavivar práticas intervencionistas, precisamos agir juntos", afirmou o presidente Lula. (21/07)
Foto: Pablo Sanhueza/REUTERS
Governo alemão homenageia autores de atentado contra Hitler
Membros da classe política alemã e das Forças Armadas do país participaram de uma cerimônia para assinalar o 81º aniversário da tentativa de assassinato de Adolf Hitler por oficiais do exército alemão. Num evento no memorial de Plötzensee, em Berlim, o prefeito da capital, Kai Wegner, mencionou a "grande coragem" dos membros da resistência contra a tirania nazista. (20/07)
Foto: Christophe Gateau/dpa/picture alliance
Motorista atropela dezenas pedestres em Los Angeles
Um carro invadiu a calçada da Santa Monica Boulevard, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e atropelou dezenas de pessoas que formavam uma fila para entrar em uma casa noturna. Segundo o Corpo de Bombeiros da cidade, ao menos 30 ficaram feridas. (19/07)
Foto: Damian Dovarganes/AP/picture alliance
STF manda Bolsonaro usar tornozeleira eletrônica
O Supremo determinou que o ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica e passará a ser monitorado 24 horas por dia. Ele não poderá acessar redes sociais ou deixar Brasília sem autorização. Bolsonaro também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h e está proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas e outros réus e investigados pelo STF. (18/07)
Foto: Eraldo Peres/AP/picture alliance
Ataque de Israel atinge única igreja católica de Gaza
Um míssil israelense atingiu o complexo da Igreja da Sagrada Família da Faixa de Gaza, a única igreja católica do território palestino, matando três pessoas e ferindo várias outras. Entre os feridos estava o padre Gabriele Romanelli, que se tornou amigo íntimo do papa Francisco nos últimos meses de vida do pontífice, e com quem ele telefonava quase diariamente.(18/07)
Foto: Omar Al-Qattaa/AFP/Getty Images
Tropas israelenses impedem drusos de cruzar fronteira com a Síria
Membros da comunidade drusa protestaram contra tropas israelenses ao serem impedidos de cruzar a fronteira em direção à Síria. Dezenas tentam chegar a Sweida em busca de familiares. No local, milícias drusas entraram em conflito com combatentes beduínos e forças do governo sírio, deixando centenas de mortos. Em retaliação, Israel lançou bombardeios contra alvos em Damasco. (16/07)
Foto: Jalaa Marey/AFP/Getty Images
Combates no sul da Síria deixam 203 mortos
Israel tem feito ataques contra as forças do governo sírio na região de Sweida, no sul da Síria, sob o argumento de proteger a minoria drusa e desmilitarizar a área próxima à fronteira. Nesta terça-feira, confrontos sectários deixaram ao menos 203 mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Após vários dias de conflito, forças do governo foram enviadas à região. (15/07)
Foto: Omar Sanadiki/AP Photo/picture alliance
EUA enviarão Patriots para a Ucrânia financiados pela UE
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos enviarão sistemas de defesa antiaérea Patriot para a Ucrânia para apoiar os combates contra a invasão da Rússia, marcando a retomada da ajuda dos Estados Unidos a Kiev. No entanto, ele afirmou que a União Europeia (UE) é quem "pagará por isso". (13/07)
Foto: U.S. Army/ABACAPRESS/picture alliance
Unesco declara Cânion do Peruaçu, em MG, Patrimônio Mundial
O Cânion do Peruaçu, localizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Com 38.003 hectares de extensão, ele abriga um complexo de cavernas, sítios arqueológicos milenares e uma rica biodiversidade. Um dos destaques do local é a Gruta do Janelão, cujas galerias ultrapassam 100 metros de altura (13/7).
Foto: Tony Waltham/robertharding/picture alliance
"Castelo da Cinderela" alemão é declarado Patrimônio Mundial
O castelo de Neuschwanstein, na Baviera, conhecido por ter inspirado filmes de Walt Disney, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, anunciou a agência da ONU. Três outros edifícios também construídos no final do século 19 sob o comando do rei Ludwig 2º da Baviera, que era obcecado por artes, também foram adicionadas à lista: Herrenchiemsee, Linderhof e Schachen. (12/07)
Foto: Lilly/imageBROKER/picture alliance
Trinta anos do genocídio de Srebrenica
Pessoas se reúnem em um memorial na vila de Potocari, próximo à cidade de Srebenica, onde há 30 anos tropas do general sérvio-bósnio Ratko Mladic promoveram um massacre contra bósnios muçulmanos que estavam em uma zona protegida pela ONU. No local, estão os restos mortais de cerca de 7 mil das 8.372 vítimas conhecidas do genocídio. (11/07)
Foto: Andrej ISAKOVIC/AFP
Lula ameaça retaliar tarifaço de Trump e chama carta de "afronta"
O presidente Lula disse que quer negociar com seu homólogo americano, Donald Trump, para evitar a taxação em 50% de exportações brasileiras, mas que retaliará na mesma medida se a estratégia não der certo. "Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele", afirmou à TV Record, chamando a carta de Trump com críticas ao Judiciário brasileiro e defesa de Jair Bolsonaro de "afronta". (10/07)
Foto: E. Blondet/W. Oliver/picture alliance
Trump pressiona Brasil e anuncia tarifa extra de 50%
O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu a uma troca de farpas com o governo brasileiro com a imposição de uma taxa extra de 50% sobre todas as exportações brasileiras, a partir de 1º de agosto. A tarifa se somaria aos 10% que o Brasil já paga desde 2 de abril. Ao justificar a medida, americano citou processo de Bolsonaro no STF e política comercial "injusta". (09/07)
Foto: Jacquelyn Martin/AP/picture alliance
Netanyahu indica Trump ao Nobel da Paz
Possível trégua em Gaza e novas conversas com o Irã foram temas na reunião de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Na terceira visita do líder israelense a Washington no segundo mandato de Trump, eles buscaram projetar alinhamento e admiração mútua. Netanyahu até disse ter indicado Trump ao Nobel da Paz e, durante jantar, deu ao americano uma cópia da sua carta ao Comitê do Nobel. (08/07)
Foto: Kevin Lamarque/REUTERS
Polônia reage à Alemanha e inicia controle de fronteiras
A Polônia começou a impor controles em 65 pontos das fronteiras terrestres com a Alemanha e a Lituânia como parte de uma ofensiva contra a migração irregular que gera pressão política tanto em Varsóvia quanto em Berlim. O governo polonês acusa a Alemanha de devolver sistematicamente imigrantes ao seu território, uma medida juridicamente controversa, e diz que há assimetria entre os países. (07/07)
Foto: Lisi Niesner/REUTERS
Brics condena ataques contra seus membros e critica protecionismo
Líderes do grupo de nações em desenvolvimento Brics condenaram os ataques ao Irã, à Faixa de Gaza, à Caxemira indiana e à infraestrutura russa durante a cúpula do bloco que acontece no Rio de Janeiro. Em uma declaração conjunta, os países ainda criticaram o "aumento indiscriminado de tarifas" no comércio internacional e voltaram a pedir uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. (06/07)
Foto: Pilar Olivares/REUTERS
Multidão protesta em Tel Aviv por acordo que liberte todos os reféns
Milhares foram às ruas para pressionar o governo a firmar um acordo "sem seleção" que garanta o retorno de todos os reféns mantidos em Gaza. Críticos acusam o premiê Benjamin Netanyahu de adiar as negociações para encerrar a guerra, com o objetivo de preservar sua posição política. Discussões atuais sobre um cessar-fogo entre Israel e Hamas não preveem a libertação de todos os sequestrados.(05/07)
Foto: Ohad Zwigenberg/AP/picture alliance
Enchentes no Texas deixam dezenas de mortos e desaparecidos
Chuvas torrenciais provocaram enchentes repentinas ao longo do rio Guadalupe, no estado americano do Texas, deixando ao menos 24 mortos. As autoridades seguem procurando um grupo de cerca de 20 meninas que participavam de um acampamento de verão próximo às margens do rio. Equipes de resgate estão usando 14 helicópteros e uma dúzia de drones nas buscas. (04/07)
Foto: Patrick Keely/UGC/REUTERS
Em prisão domiciliar, Cristina Kirchner recebe Lula
Após a cúpula do Mercosul em Buenos Aires, Lula visitou a ex-presidente argentina condenada por corrupção. "Lula também foi perseguido, usaram "lawfare contra ele", escreveu Cristina Kirchner no X após o encontro com o líder brasileiro. Ela descreveu a visita como um "ato político de solidariedade".(03/07)
Ondas de calor chegaram mais cedo este ano à Europa, no início do verão, aumentando as temperaturas em até 10°C em algumas regiões. Quatro pessoas morreram na Espanha, duas na França outras e duas na Itália devido às altas temperaturas. Os serviços meteorológicos nacionais emitiram alertas à população sobre o calor excessivo em muitas das maiores cidades do continente, como Roma e Paris (02/07)
Foto: Remo Casilli/REUTERS
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Uma multidão protestou em Istambul em apoio ao popular ex-prefeito da cidade, Ekrem Imamoglu, na data que marca os 100 dias de sua prisão. Principal rival político do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ele foi detido por acusações de corrupção em uma investigação considerada por seus apoiadores como politicamente motivada. (01/07)
Foto: Su Cassiano/Middle East Images/AFP/Getty Images