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SociedadeFrança

França: Mordomo do palácio presidencial é preso por furto

22 de dezembro de 2025

Empregado do Palácio do Eliseu foi acusado de revender centenas de objetos na internet. Entre as pecas, estavam taças de champanhe Baccarat e pratos de porcelana de Sèvres.

Mesa preparada em formato de "U" para jantar oficial no Palácio do Eliseu com talheres e pratos finos
Cerca de 100 objetos haviam sido dados como desaparecidos da coleção presidencialFoto: Christophe Ena/AP Photo/picture alliance

Um mordomo do Palácio do Eliseu, a residência oficial da Presidência da França , foi preso nesta semana pelo furto de peças de prataria e utensílios de mesa avaliados em milhares de euros, informou a promotoria de Paris nesta segunda-feira (22/12).

Cerca de 100 objetos, incluindo taças de champanhe Baccarat e pratos de porcelana de Sèvres que haviam sido dados como desaparecidos da coleção presidencial, teriam sido encontrados posteriormente no armário pessoal, no carro e residência de Thomas M. Ele irá a julgamento com outras duas pessoas.

Os investigadores disseram ter encontrado alguns dos itens, avaliados entre 15 mil e 40 mil euros (R$ 98 e R$ 262 mil), em sua conta no portal de venda de objetos usados Vinted.

A Sèvres, que forneceu a maior parte das peças ao Palácio, identificou vários dos itens desaparecidos em sites de leilão online. O interrogatório da equipe do Eliseu levou os investigadores a suspeitar do mordomo, cujos registros de inventário davam a impressão de que ele estava planejando futuros roubos.

Os investigadores descobriram que o homem tinha um relacionamento com a gerente de uma empresa especializada na venda online de objetos, principalmente utensílios de mesa.

Os objetos recuperados foram devolvidos ao Palácio do EliseuFoto: Stephanie Lecocq/REUTERS

Os investigadores descobriram em sua conta no Vinted um prato com a inscrição "Força Aérea Francesa" e cinzeiros nos quais estava grafado "Manufatura de Sèvres", que não estão disponíveis para o público em geral.

Também foram recuperadas panelas de cobre e uma estatueta de René Lalique, um famoso vitralista, ourives e joalheiro francês.

Julgamento em fevereiro

Dois dos suspeitos foram presos na última terça-feira. Os investigadores também identificaram um único receptador dos bens roubados. Os itens recuperados foram devolvidos ao Palácio do Eliseu.

Os três suspeitos compareceram ao tribunal na quinta-feira, acusados de roubo conjunto de bens móveis listados como patrimônio nacional – crime punível com até 10 anos de prisão e multa de 150 mil euros – além de receptação agravada.

O julgamento foi marcado para 26 de fevereiro. Os réus foram colocados sob supervisão judicial, estão proibidos de se contatarem, comparecer a leilões e exercer suas atividades profissionais.

O caso foi desvendado poucos meses após o roubo no Museu do Louvre, também na capital francesa, que resultou no furto de joias avaliadas em 88 milhões de euros.

rc/ht (AP, ots)

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