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História

Morre último sobrevivente de Sobibor

4 de junho de 2019

Semion Rosenfeld fugiu do campo de extermínio nazista onde mais de 250 mil judeus foram assassinados em pouco mais de um ano. Ele faleceu em Israel aos 96 anos.

Placa do antigo campo de campo de extermínio de Sobibor
Nazistas demoliram Sobibor antes do fim da guerraFoto: Reuters/Kacper Pempel

O último sobrevivente conhecido do campo de extermínio nazista de Sobibor, Semion Rosenfeld, morreu aos 96 anos nesta segunda-feira (03/06) em Israel. Ele deixa dois filhos e cinco netos.

Nascido na Ucrânia em 1922, Rosenfeld se juntou ao Exército Vermelho em 1940. Sua família inteira foi morta pelos nazistas na vila onde viviam. Em julho de 1941, ele foi ferido e feito prisioneiro pelos alemães. Primeiro, foi levado a um campo de concentração em Minsk, em Belarus, e, em setembro de 1943, transferido para Sobibor, na Polônia.

Em 14 de outubro de 1943, Rosenfeld participou da mais famosa revolta num campo de concentração nazista. Os participantes do levante mataram 11 guardas, e cerca de 300 prisioneiros fugiram. Apenas 50, no entanto, sobreviveram. Os nazistas recapturaram e mataram a maioria dos fugitivos.

Rosenfeld sobreviveu ao se esconder na floresta por meses até a primavera de 1944, quando se juntou novamente ao Exército Vermelho. Ele participou da queda de Berlim. "Não estava com medo. Não tive tempo para pensar sobre isso, só queria sobreviver", afirmou Rosenfeld depois da fuga.

Em março, numa entrevista a uma emissora de televisão israelense, Rosenfeld disse que o destino fez dele um herói. Após a guerra, Rosenfeld voltou a viver na Ucrânia. Em 1990, ele emigrou para Israel com a esposa e os filhos.

Antes do fim da guerra, os nazistas demoliram Sobibor para destruir os vestígios do campo de extermínio. Ao menos 250 mil judeus, a maioria do leste da Polônia, mas também da Holanda, República Tcheca e Eslováquia, foram mortos no local entre 1942 e 1943.

Rosenfeld foi um dos cerca de 50 prisioneiros de Sobibor que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial, segundo Yad Vashem, centro de memória do Holocausto em Jerusalém. "Com as últimas testemunhas desaparecendo, é nossa responsabilidade contar seus feitos heroicos", afirmou o presidente da instituição, Avner Shalev, em comunicado.

CN/afp/dpa

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