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Morre John Glenn, primeiro americano a orbitar a Terra

9 de dezembro de 2016

Glenn, que foi astronauta e senador, tinha 95 anos. Nasa lamenta morte do "verdadeiro herói americano", que se tornou o primeiro cidadão dos EUA a orbitar a Terra e, mais tarde, o astronauta mais velho a ir ao espaço.

John Glenn
Foto: Imago/StockTrek Images

John Glenn: pioneiro e herói americano

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O ex-astronauta e ex-senador John Glenn, o primeiro americano a orbitar a Terra, morreu nesta quinta-feira (08/12) aos 95 anos. Ele estava internado há mais de uma semana num hospital em Columbus, em seu estado natal de Ohio. A causa da morte não foi inicialmente informada.

"John Glenn é e sempre será o herói irrevogável de Ohio, e sua morte hoje é uma ocasião de tristeza para todos nós", disse o governador de Ohio, o republicano John Kasich, em mensagem no Twitter.

A Nasa, agência espacial americana, também expressou condolências na rede social, despedindo-se com "tristeza" do ex-astronauta, que classificou como "um verdadeiro herói americano".

Em nota, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que "a nação perde um ícone", enquanto ele e a primeira-dama, Michelle Obama, "perdem um amigo". "John nos lembrou que, com coragem e espírito de descobrimento, não há limite para o que podemos alcançar juntos", disse.

Nascido em 1921 na cidade de Cambridge, Glenn era um dos astronautas mais celebrados nos Estados Unidos, com uma carreira que incluiu dois voos espaciais, 24 anos como senador por Ohio e uma tentativa de concorrer pela presidência como candidato do Partido Democrata, em 1984.

Como astronauta, foi primeiro americano a orbitar ao redor da Terra, a bordo da cápsula Friendship 7, em 1962 – um ano depois do cosmonauta russo Yuri Gagarin. Voltou a fazer história em 1998, ao se tornar a pessoa mais velha a ir ao espaço, aos 77 anos, a bordo do ônibus espacial Discovery.

Como piloto, realizou 59 missões de combate durante a Segunda Guerra Mundial e também lutou na Guerra da Coreia. Na carreira como aviador, registrou cerca de 9 mil horas de voo.

Na política, representou seu estado como senador pelo Partido Democrata entre 1974 e 1998. Em 2012, Glenn recebeu de Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração a civis do país por ter se transformado, com sua histórica carreira, "num herói em todos os sentidos".

Glenn deixa sua mulher, Annie, de 95 anos, com quem se casou em 1943, o filho, John, a filha, Carolyn, e dois netos.

EK/afp/efe/lusa

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