Muitas federações esportivas agora excluem mulheres transgêneros de competições femininas, o que tem gerado debate intenso. Pesquisadores analisam um tema emocional e pleno de contradições.
Americana Lia Thomas foi a primeira atleta trans a ganhar um título universitário, em 2022Foto: Chris Szagola/AP/Picture Alliance
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A controvérsia sobre atletas transgêneros em esportes competitivos já transcorre há anos. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou em fevereiro um decreto proibindo a participação trans em nível nacional.
Muitas federações endureceram suas regras de participação, e mudanças também podem estar à vista para os Jogos Olímpicos, com a recém-eleita presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, que se manifestou a favor de restrições mais rígidas para a categoria feminina.
Há diferenças no desempenho físico?
Homens e mulheres são avaliados separadamente na maioria dos esportes. Em 2023, cientistas fizeram uma declaração conjunta que consolidou esse entendimento: "Em eventos atléticos e esportes que dependem de resistência, força muscular, velocidade e potência, os homens normalmente superam as mulheres devido a diferenças sexuais fundamentais ditadas por seus cromossomos sexuais e hormônios sexuais na puberdade, em particular a testosterona".
Mulheres trans – designadas como do sexo masculino ao nascer, mas que se identificam como mulheres – também contam com essas vantagens. Se forem submetidas a terapia hormonal, as diferenças em relação às mulheres cisgênero são reduzidas. Mas mesmo assim ainda têm vantagens.
Além disso, a identidade trans é muito confundida no debate público com a intersexualidade. No caso das pessoas intersexuais, elas têm características sexuais masculinas e femininas desde o nascimento – que não é o caso das trans.
Num estudo de 2024, publicado na revista científica British Journal of Sports Medicine (BJSM), a força absoluta de preensão manual de 23 atletas trans analisados (que haviam passado por pelo menos um ano de terapia hormonal) foi menor do que a dos 19 homens cis participantes, mas maior do que a das 21 mulheres cis. A força de preensão manual é considerada um indicador da força muscular geral.
As mulheres trans que participaram também tiveram uma vantagem em parâmetros como o índice de massa magra e o consumo máximo absoluto de oxigênio (VO2 max), uma medida de condicionamento físico.
Em algumas modalidades, no entanto, tiveram desempenho pior do que as mulheres cis, por exemplo no salto vertical por estocada (chamado também de salto de contramovimento absoluto). De acordo com os autores do estudo, isso mostra a complexidade da fisiologia das atletas trans. Os pesquisadores alertam contra uma exclusão preventiva.
"As mulheres trans, como grupo populacional, são mais altas, maiores e, num sentido absoluto, mais fortes do que as mulheres cis", explica Joanna Harper, física médica da Universidade de Loughborough, no Reino Unido. "No entanto, depois de passar pela terapia hormonal, seus corpos se movem com capacidade aeróbica e massa muscular reduzidas."
Isso pode implicar desvantagens em termos de velocidade, recuperação e resistência. Pessoas trans enfrentam ainda uma carga de preconceito, violência e discriminação que pode afetar sua saúde mental e não deve ser subestimado como componente do desempenho atlético, destacam os pesquisadores.
Vantagens trans mesmo após terapia hormonal
Um estudo de 2020 realizado pelo médico Timothy Roberts e colegas da Universidade de Missouri-Kansas City examinou militares dos EUA que se submeteram a cirurgia de afirmação de gênero.
Após um ano de terapia hormonal, as trans tiveram melhor desempenho nos esportes do que as cis. Depois de dois anos, o desempenho praticamente se igualou. De acordo com os autores do estudo, isso seria uma indicação de que é breve demais o período de um ano de terapia hormonal, prescrito por algumas associações esportivas como pré-requisito para participação.
Em 2021, Alun Williams e outros pesquisadores da Associação Britânica de Ciências do Esporte e Exercícios concluíram, com base nos indícios científicos disponíveis, que a terapia hormonal só elimina uma parte da vantagem masculina, mesmo após dois anos. Não há, portanto, uma unanimidade sobre o tema entre pesquisadores.
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Cromossomos, diferenças sexuais e puberdade
Antes da puberdade, meninos e meninas são fisiologicamente muito mais parecidos em termos de desempenho atlético. As diferenças se tornam particularmente claras quando o nível de testosterona se multiplica nos meninos, por volta dos 11 anos de idade. Entretanto, algumas pesquisas sobre os primeiros anos de vida mostram que as diferenças antes da puberdade são maiores do que se supunha anteriormente.
Em estudo publicado em 2024, o cientista esportivo Gregory Brown, da Universidade de Nebraska, e pesquisadores da Universidade de Essex, no Reino Unido, analisaram o desempenho de crianças com 8 anos ou menos e entre 9 e 10 anos nas provas de corrida de 100, 200, 400, 800 e 1.500 metros, assim como no arremesso de peso, lançamento de dardo e salto em distância.
"Os meninos estavam correndo mais rápido do que as meninas, estavam arremessando mais rápido, saltando mais rápido", explica Brown. "E, é claro, calculamos a diferença percentual e chegamos à conclusão de que, na corrida, a diferença era de cerca de 3% a 6%, dependendo do evento. No salto em distância, cerca de 5%; para os eventos de arremesso, de 20% a 30%."
De acordo com Brown, as diferenças pré-pubertárias podem também estar relacionadas à assim chamada minipuberdade dos meninos nos primeiros meses de vida, bem como ao cromossomo Y ou ao gene SRY. O Y é um dos dois cromossomos sexuais. As mulheres geralmente têm dois cromossomos X (XX), e os homens, um X e um Y (XY).
O cromossomo Y carrega muitos genes associados ao desenvolvimento e à reprodução masculina. O gene SRY é particularmente importante para o desenvolvimento sexual masculino, responsável por acionar o desenvolvimento das características físicas masculinas.
Para Brown, a descoberta de uma vantagem contínua, mesmo antes da puberdade, lança ainda mais dúvidas sobre se a terapia hormonal poderia compensar as vantagens físicas de atletas trans e nivelar as condições de competição, pois a vantagem masculina iria além dos hormônios e da puberdade.
Os resultados também lançam dúvidas sobre se seria suficiente, para fins esportivos, não ter passado pela puberdade masculina. A Associação Mundial de Atletismo tem se baseado nesse requisito para a participação em competições femininas desde 2023. Na prática, a regra acaba por excluir atletas trans em geral, já que a grande maioria não toma medidas de redesignação de gênero antes da puberdade.
Em muitos países, bloqueadores de puberdade e cirurgia de mudança de sexo pré-pubertária são controversos, e o acesso a esses procedimentos é restrito.
Atleta trans holandesa Noa-Lynn van Leuven: nos dardos, gênero não é relevanteFoto: Steven Paston/PA Wire/dpa/Picture Alliance
Vantagem de mulheres trans sobre cis nos esportes é injusta?
As opiniões divergem sobre até que ponto é possível uma competição justa entre atletas trans e cisgêneros do sexo feminino. Mas os especialistas concordam que há grande necessidade de mais estudos sobre o desempenho atlético de pessoas trans em esportes de elite.
Joanna Harper discorda – em contraste com a avaliação de Brown e Williams – que a ciência sugira o banimento de mulheres trans das competições femininas: para ela, a terapia hormonal bastaria.
De qualquer forma, não existe justiça absoluta no esporte, defende a física médica: "Há atletas que são talentosos por natureza e, como se sabe, é justo que atletas menos talentosos tenham que enfrentá-los. Portanto, os esportes são inerentemente injustos."
"Contudo, o objetivo de subdividir os esportes em categorias é que as diferenças biológicas não suplante aquilo que a gente busca nos esportes. Assim, por exemplo, os boxeadores grandes têm uma vantagem tão enorme sobre os de menor porte, que segregamos esse esporte por categorias de peso, para que os boxeadores pequenos possam ganhar alguma coisa", argumenta Harper.
O exemplo do boxe mostra como pode ser complexa a busca por categorias de competição que não sejam demasiado, mas suficientemente diferenciadas. A vantagem masculina também tem efeitos distintos no esporte. Embora crie diferenças importantes em modalidades que envolvem força, como levantamento de peso, a situação é diferente em esportes de tiro ou dança.
Por último, mas não menos importante, a questão da equidade não deve tirar de cena a da inclusão. O próprio COI manifesta que "Toda pessoa tem o direito de praticar esportes sem discriminação e de uma forma que respeite sua saúde, segurança e dignidade. Ao mesmo tempo, a credibilidade do esporte competitivo – e particularmente das competições esportivas organizadas de alto nível – depende de uma igualdade de condições."
O mês de março em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
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Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
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França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
Foto: Ludovic Marin/AP Photo/picture alliance
Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)