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ConflitosIsrael

Nações ocidentais instam Israel a parar expansão de colônias

22 de maio de 2026

Declaração conjunta de nove países, incluindo Alemanha e França, acusa Israel de agravar tensões na Cisjordânia e exige fim de ataques de colonos contra palestinos. "Os assentamentos são ilegais", diz o texto.

Um soldado israelense remove um palestino à força enquanto outro vigia o local com fuzil nas mãos
Declaração acusa Israel de agravar tensões nos territórios ocupados e insta autoridades a conter a violência dos colonosFoto: Zain Jaafar/AFP

Em declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira (22/05), um grupo de nove nações ocidentais lançou duras críticas ao governo israelense e pediu o fim da expansão de colônias judaicas na Cisjordânia. O documento acusa Israel de agravar as tensões nos territórios palestinos ocupados e insta as autoridades a conter a crescente onda de violência dos colonos.

"O direito internacional é claro: os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais", afirmaram os líderes do grupo de países intitulado E4, que inclui Alemanha, França, Itália e Reino Unido, juntamente com os governos do Canadá, Noruega, Holanda, Austrália e Nova Zelândia.

"Nos últimos meses, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente", diz o documento. "A violência dos colonos atingiu níveis sem precedentes. As políticas e práticas do governo de Israel, incluindo uma maior consolidação do controle israelense, minam a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados."

O governo israelense não comentou imediatamente a declaração.

O texto ressalta a indignação em muitos países ocidentais em relação ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, devido à expansão dos assentamentos na Cisjordânia ocupada.

O comunicado alerta que a situação no território piorou consideravelmente nos últimos meses e pede à coalizão de Netanyahu que responsabilize os colonos pela violência contra os residentes palestinos e investigue as alegações de abuso por parte das forças israelenses.

Texto pede que Israel puna colonos por atos de violência e investigue alegações de abusos por parte de soldados israelensesFoto: Mussa Qawasma/REUTERS

As nações ocidentais também afirmaram que os acordos históricos de status quo que regem os locais sagrados em Jerusalém devem ser mantidos e as restrições financeiras à economia palestina devem ser suspensas.

Tensões ameaçam dividir a Cisjordânia

O documento intitulado "Sobre a situação na Cisjordânia" menciona especificamente a chamada área E1, localizada entre Jerusalém Oriental e o assentamento de Maale Adumim, considerada um dos pontos de maior tensão no conflito entre Israel e os palestinos.

As tensões nessa região ameaçam dividir a Cisjordânia em uma parte norte e uma parte sul, tornando mais difícil ou mesmo impossível a criação de um território contíguo para um futuro Estado palestino.

Na declaração, os países alertaram as empresas contra a participação em licitações para projetos de construção na área E1 ou outros projetos semelhantes.

"Elas devem estar cientes das consequências legais e de reputação da participação na construção de assentamentos, incluindo o risco de se envolverem em graves violações do direito internacional", afirma a declaração.

Eles também disseram se opor àqueles, incluindo alguns membros do governo israelense, que defendem a anexação e o deslocamento forçado da população palestina. As nove nações reiteraram seu apoio a uma solução "onde dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam lado a lado em paz e segurança dentro de fronteiras seguras e reconhecidas".

rc (DPA, Reuters)

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