Em discurso, presidente voltou a mentir e a recorrer a teorias conspiratórias como havia feito em outros encontros na ONU. Mas especialistas apontam que desta vez falas pelo menos evitaram tom de confronto com potências.
Presidente usou discurso para se comunicar com sua base e "vender" país a investidoresFoto: Timothy A. Clary/AP Photo/picture alliance
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O Jair Bolsonaro que discursou na abertura da 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (21/09), foi o mesmo de sempre, com referências a teorias de conspiração, informações falsas e ultraconservadorismo. Mas sua fala teve um "leve toque de Itamaraty" na forma, um tom abaixo dos discursos dos dois anos anteriores e com um verniz de "Fórum de Davos" para tentar vender o país a investidores.
Esta é a avaliação de três especialistas em relações internacionais ouvidos pela DW Brasil. Eles ressaltam que o conteúdo do discurso de Bolsonaro manteve a espinha dorsal que guiou a campanha eleitoral do presidente e de seus dois anos e nove meses de governo, com pequenas adaptações para o contexto atual.
Moderado? Longe disso
Felipe Loureiro, professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) avalia que, em comparação com os discursos de Bolsonaro na ONU em 2019 e em 2020, o deste ano teve uma "leve moderação no tom", mas não foi uma fala moderada.
"Logo no início, Bolsonaro fez referência à questão de ter salvado o país do socialismo, aos empréstimos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] ao que ele chamou de países comunistas. Você percebe uma estrutura de salvacionismo emoldurada em teorias de conspiração, meio implícitas, mas que estão presentes ali", afirma.
Para ele, a fala do presidente deste ano dirigiu-se mais à sua base do que fez uma tentativa de "recuperar o que é muito difícil de ser recuperado da imagem internacional do Brasil". "Considero um discurso claramente radical, que fala para a sua base, em tratamento precoce, em livrar o país do socialismo, governar de acordo com a família tradicional, salvar o Brasil de algo que agora supostamente estaria a salvo em razão do governo Bolsonaro", disse.
Dawisson Lopes, professor de relações internacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem avaliação semelhante: "Bolsonaro voltou a insistir nos seus principais cavalos de batalha, tratamento precoce para covid, culpar governadores e prefeitos, os indígenas querem se aculturar e explorar o espaço agrícola, a base da civilização é a família. Isso não é o nosso discurso diplomático."
Ele avalia que o discurso do presidente foi "bifronte" e buscou, além de sua base de apoio, incluindo setores religiosos e militares, a atenção de investidores internacionais.
Dedo no Itamaraty na "forma"
O discurso deste ano foi o primeiro de Bolsonaro com o novo chefe do Itamaraty, Carlos França, que substituiu no final de março o ex-chanceler Ernesto Araújo, figura próxima ao ideólogo do presidente e radical Olavo de Carvalho.
Em 2019, Bolsonaro adotou na ONU um tom de confronto similar ao da sua campanha no ano anterior, denunciou a ameaça de um suposto "globalismo" e adotou forte tom religioso, afirmando que "a ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus". No ano seguinte, o presidente culpou os indígenas e caboclos por incêndios na Amazônia e disse que era necessário combater a "cristofobia".
Havia expectativa sobre se França iria moderar a apresentação de Bolsonaro neste ano. Na avaliação de Lopes, da UFMG, o novo chanceler não teve qualquer impacto na "substância e no conteúdo" do discurso. O que foi um pouco diferente, diz, foi a maneira como algumas questões, especialmente sobre negócios e investimentos, foram formatadas. "Aí acho que tem digitais do Itamaraty e uma contribuição da nossa máquina diplomática, mas é um discurso muito para Fórum de Davos", que tenta "vender" o Brasil para o investidor internacional, diz, diferente do tom usual na ONU.
Pedro Brites, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), observa que a referência feita por Bolsonaro à pretensão do Brasil a assumir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU reflete também um elemento tradicional da política externa brasileira e pode indicar "um maior respeito ao Itamaraty." Ele descarta, porém, grandes mudanças sob o novo chanceler, e menciona que França foi gravado nesta segunda-feira em Nova York fazendo o gesto de arma com a mão, sinal claro de alinhamento a Bolsonaro.
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Menos confronto com Europa e Estados Unidos
Brites avalia que, na questão ambiental, Bolsonaro deixou de lado o confronto aberto com outros países e buscou apresentar dados – errados – que supostamente justificariam a imagem de um país que protege seu meio ambiente.
Na Assembleia-Geral de 2019, Bolsonaro vinha de uma troca de farpas com o presidente francês, Emmanuel Macron, em meio ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, e disse que "um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista". Naquele ano, Bolsonaro também mencionou que Alemanha e França usavam 50% de sua área para agricultura, enquanto o Brasil somente 8%.
"Neste ano não teve uma confrontação tão direta com a França e a Alemanha. Embora a gente saiba que ele trouxe dados imprecisos, ou fazendo recortes que favoreciam a comparação que o governo queria construir", diz Brites.
Bolsonaro disse nesta terça que o desmatamento na Amazônia em agosto havia sido 32% menor que o de um ano anterior, quando os dados mostram um cenário diverso. Em agosto, a Amazônia perdeu área equivalente a cinco vezes o tamanho de Belo Horizonte, o maior índice para o mês em dez anos, e o desmatamento acumulado desde janeiro de 2021 é o pior em uma década, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
Brites também observa que a ausência no discurso de críticas ao "globalismo", que foi forte em 2019, é um reflexo da derrota do presidente americano Donald Trump nas eleições do ano passado, que forçou o Brasil a adotar uma postura menos agressiva com a agenda do atual presidente Joe Biden.
"Há uma nova conjuntura com a chegada de Biden, o Brasil está bastante isolado hoje, e tem que se adequar no discurso. Não foi tão confrontacionista com as perspectivas do governo americano", diz.
De novo, defesa do tratamento precoce
O discurso deste ano também repetiu teses de Bolsonaro sobre a pandemia, e a defesa do chamado "tratamento precoce", que não tem eficácia contra a covid-19 e pode agravar o estado de saúde dos pacientes.
O presidente também fez, segundo Loureiro, da USP, uma "distorção evidente" do papel dos governos estaduais e municipais na pandemia e da decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a autonomia desses entes governamentais de também definir regras sobre distanciamento social.
"O fato de ele ter trazido de novo o tratamento precoce repercutiu muito mal. É o Bolsonaro tentando conversar com a sua base", diz Brites, da FGV. "Há uma mudança muito sutil, e não me parece indicação de moderação do governo."
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Alan Santos/PR
Brasil tem recorde de geração de energia térmica
O Brasil teve recorde na geração de eletricidade em centrais termelétricas em agosto deste ano. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que 14.143 gigawatts-hora (GWh) foram produzidos no período, 12% a mais que o total registrado em 2015. País tem atualmente em operação 3.099 centrais térmicas, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (30/09)
Foto: Alan Santos/PR
À CPI, Hang confirma que mãe tomou "kit covid" e que morreu da doença.
Empresário bolsonarista é suspeito de financiar notícias falsas sobre "tratamento precoce" e de integrar "gabinete paralelo" do presidente Jair Bolsonaro. Hang não conseguiu explicar porque a causa da morte da sua mãe em hospital da Prevent Senior, que receitava “kit covid”, não consta no atestado de óbito. (29/09)
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
Advogada revela à CPI práticas ilegais da Prevent Senior
Advogada Bruna Morato, que representa médicos da rede Prevent Senior que denunciaram práticas ilegais da empresa envolvendo aplicação de "tratamento precoce" contra covid-19, disse à CPI da Pandemia que rede maquiou estudos sobre cloroquina para adequá-los a declarações do presidente Jair Bolsonaro. Senadores veem elo com "gabinete paralelo". (29/09)
Foto: Roque de Sá/Agência Senado Federal do Brasil
Scholz vence eleições, mas pode não suceder Merkel
Social-democrata Olaf Scholz leva o SPD de volta ao topo. Mas, disputa pelo cargo de chanceler ainda está em aberto e dependerá das negociações para formar uma coalizão de governo, que podem levar meses. Não apenas o SPD, mas também os conservadores das uniões Democrata Cristã e Social Cristã (CDU/CSU) poderiam formar uma aliança com o Partido Verde e o Partido Liberal Democrático (FDP). (27/09)
Foto: Lisa Leutner/AP/picture alliance
Alemães vão às urnas escolher sucessor de Merkel
Eleitores alemães foram às urnas escolher quem vai suceder a chanceler federal Angela Merkel após 16 anos de governo. Os primeiros resultados apontaram uma ligeira vantagem de social-democrata Olaf Scholz sobre o conservador Armin Laschet, mas a escolha do próximo chefe de governo vai depender da formação de coalizões. Paralelamente, os verdes obtiveram o melhor resultado de sua história. (26/09)
Foto: UWE LEIN/AFP/Getty Images
Homenagem aos mortos por covid-19 nos EUA
A instalação artística "In America: Remember",em Washington DC, homenageia os centenas de milhares de americanos mortos devido à covid-19. Parentes e amigos podem escrever em bandeirinhas brancas os nomes das vítimas e pequenas mensagens para os falecidos. Já são mais de 660 mil bandeiras - e o número aumenta a cada dia (25/09).
Foto: Yasin Ozturk/AA/picture alliance
EUA esvaziam acampamento de imigrantes haitianos no Texas
Um acampamento precário na cidade de Del Rio, no Texas, onde viviam milhares de imigrantes, a maioria do Haiti, foi completamente esvaziado. Cerca de 15 mil pessoas haviam se dirigido à pequena cidade texana na esperança de obter asilo nos EUA. De acordo com a Casa Branca, alguns foram enviados de volta ao Haiti. Outros foram levados a instalações de processamento ao longo da fronteira. (24/09)
Foto: Julio Cortez/AP/picture alliance
Ato contra fome ocupa sede da Bolsa
Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e de outros movimentos sociais ocuparam a sede da Bolsa de Valores brasileira, a B3, em São Paulo, em um protesto pacífico contra o desemprego, a inflação e a fome. O local da manifestação foi escolhido por ser "o maior símbolo da desigualdade social" no país, afirmou o MTST. "Enquanto as empresas lucram, o povo passa fome." (23/09)
Foto: Amanda Perobelli/REUTERS
Alemanha cortará auxílio para os não vacinados em quarentena
Os alemães que não se vacinarem contra a covid-19 perderão o direito de receber indenização por perdas salariais se precisarem ficar em quarentena devido às medidas sanitárias da pandemia. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Jens Spahn, e é a mais recente tentativa do governo de apertar o cerco aos não imunizados e encorajar mais alemães a tomarem a vacina. (22/09)
Foto: MICHELE TANTUSSI/REUTERS
Bolsonaro defente "kit covid" em Assembleia da ONU
O presidente Jair Bolsonaro discursou na abertura da 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Ele defendeu o comprovadamente ineficaz "tratamento precoce" contra a covid-19, atacou o passaporte sanitário, disse que o Brasil estava "à beira do socialismo" antes de seu governo e descreveu os atos de seus apoiadores em 7 de Setembro como a "maior manifestação de nossa história". (21/09)
Nos últimos dias, milhares de haitianos tentaram atravessar a fronteira entre o México e os Estados Unidos, mas centenas foram detidos e deportados de volta ao Haiti, que enfrentou um terremoto e o assassinato de seu presidente recentemente. O governo americano justifica as deportações com base na manutenção da saúde pública na pandemia, sem permitir que eles peçam asilo. (20/09)
Foto: John Moore/Getty Images
Vulcão em erupção nas Ilhas Canárias
Um vulcão na ilha espanhola de La Palma, no arquipélago atlântico das Ilhas Canárias, entrou em erupção após a ocorrência de uma série de pequenos terremotos na área do complexo vulcânico de Cumbre Vieja há mais de uma semana. O vulcão surgiu em uma área montanhosa desabitada enquanto a população com mobilidade reduzida nas cidades vizinhas estava sendo retirada. (19/09)
Foto: Miguel Calero/Agencia EFE/imago images
Francês percorre 670 metros em fita de slackline
O slackliner francês Nathan Paulin arrancou aplausos ao percorrer 670 metros sobre uma fita de slackline entre a Torre Eiffel e a praça Trocadero, em Paris, a 70 metros de altura. A performance de meia hora se seguiu a quatro anos de prática, contou Paulin, além da superação de seu medo de altura durante a infância. "Durante a apresentação, não senti medo", disse o francês de 27 anos. (18/09)
Foto: Benoit Tessier/REUTERS
Maior árvore do mundo é embrulhada
A sequoia "General Sherman", que fica na Califórnia, tem idade estimada entre 2.300 e 2.700 anos, um tronco com circunferência de 31 metros e é considerada a árvore mais volumosa do mundo, foi embrulhada nesta sexta-feira por bombeiros com cobertores especiais resistentes ao fogo. O objetivo é protegê-la das chamas de um incêndio florestal que tem avançado na reserva onde ela fica. (17/09)
Foto: National Park Service/AFP
EUA vencem torneio equestre na Alemanha
A equipe dos Estados Unidos foi a grande vencedora da CHIO Aachen deste ano, realizada na Alemanha e considerada a competição equestre mais importante do mundo. Um dos destaques foi Jessica Springsteen (foto), filha da estrela do rock Bruce Springsteen, que competiu com seu cavalo Don Juan. Foi a primeira vitória dos americanos no torneio desde 2005. (16/09)
Foto: Uwe Anspach/dpa/picture alliance
Greve de fome pelo clima
Jovens ativistas do grupo "a última geração" acampados próximo ao Reichstag, o Parlamento alemão, afirmaram que seguirão em greve de fome até que consigam falar sobre a emergência climática com os três principais candidatos a chanceler federal da Alemanha, que realiza eleições no dia 26. O grupo está em jejum desde 30 de agosto, e nesta terça um deles desmaiou e foi levado ao hospital. (15/09)
Foto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance
Nova Zelândia ou Aotearoa?
O partido maori da Nova Zelândia lançou uma petição para alterar o nome do país para Aotearoa, uma demanda histórica do povo nativo. A palavra significa "a terra da longa nuvem branca" no idioma Te Reo Maori e com frequência é usada como um segundo nome para a nação insular do Pacífico, inclusive pela primeira-ministra Jacinda Ardern. O povo maori representa 16,5% da população do país. (14/09)
Foto: Getty Images/F. Goodall
Arco do Triunfo é "embrulhado"
O Arco do Triunfo, em Paris, começou a ser coberto com tecido em obra póstuma do artista Christo. No total, serão 25 mil m² de tecido, amarrados por 3 mil metros de corda vermelha. A instalação ficará pronta em 18 de setembro e permanecerá assim por duas semanas. Morto em 2020, Christo foi autor de diversas obras de arte contemporânea e também "embrulhou" o Reichstag, em Berlim, em 1995. (13/09)
Foto: Rafael Yaghobzadeh/AP/picture alliance
Candidatos à sucessão de Merkel travam segundo debate da campanha
Os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas à sucessão da chanceler federal Angela Merkel participaram do segundo debate televisivo da campanha. Em desvantagem nas pesquisas, o conservador Armin Laschet usou a oportunidade para lançar ataques contra o social-democrata Olaf Scholz. A verde Annalena Baerbock criticou os rivais e disse que falta empenho na proteção climática. (12/09)
Foto: Michael Kappeler/AFP/Getty Images
EUA relembram 20 anos dos ataques de 11 de Setembro
Os Estados Unidos relembram neste sábado o vigésimo aniversário dos ataques de 11 de Setembro, com cerimônias para homenagear os cerca de 3.000 mortos nos ataques executados pela rede terrorista Al-Qaeda. Cerimônias foram organizadas nos antigos palcos dos ataques, o Marco Zero, em Nova York, o Pentágono e um campo da Pensilvânia. (11/09)
Foto: Craig Ruttle/REUTERS
Dinamarca suspende todas as restrições anticovid
A Dinamarca se tornou o primeiro país da União Europeia livre de quaisquer restrições relacionadas à pandemia do novo coronavírus. Após 548 dias com restrições e graças a alta taxa de vacinação, os dinamarqueses voltam gradativamente à normalidade. Mais de 80% da população acima de 12 anos está totalmente imunizada, ou seja, 73% da população de 5,8 milhões de habitantes. (10/09)
Foto: picture-alliance/Scanpix Denmark/I. M. Odgaard
Bolsonaro recua e diz que não teve "intenção de agredir" STF
Depois de ameaçar o Supremo Tribunal Federal (STF) e pregar desobediência a decisões da Corte durante os atos de 7 de Setembro, presidente Jair Bolsonaro divulgou "Declaração à Nação" em tom de recuo tático. Ele diz que suas palavras, "por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum" (09/09)
Foto: picture-alliance/AP Photo/E. Peres
Fux rebate ameaças de Bolsonaro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, respondeu as declarações feitas pelo presidente nos atos pró-governo de 7 de setembro e advertiu que desrespeito a decisões da Corte "configura crime de responsabilidade". Ele também alertou contra "falsos profetas do patriotismo" e disse que o Tribunal não aceitará ameaças. “Ninguém fechará esta Corte”, sublinhou. (08/09)
Foto: SCO/STF /C. Moura
Atos pró-governo marcados por ameaças golpistas de Bolsonaro
Presidente insufla sua base em protestos em Brasília e São Paulo com ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal e ao novamente lançar dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral, preparando o terreno para questionar o resultado da eleição de 2022. Ele também voltou a dizer que só sai de Brasília "morto, preso ou com vitória". (07/09)
Foto: AMANDA PEROBELLI/REUTERS
Morre Jean-Paul Belmondo, ícone da Nouvelle Vague
Jean-Paul Belmondo, um dos principais nomes do cinema europeu, morreu aos 88 anos. Sua carreira se estendeu por meio século, incluindo mais de 80 longas-metragens. Ele foi a personificação do estereótipo masculino nos anos 1960, caracterizado pela virilidade e o carisma. Belmondo trabalhou com muitos dos mais importantes diretores franceses, em especial, Jean-Luc Godard. (06/09)
Foto: picture alliance/KPA
Brasil tem melhor campanha da história em Jogos Paralímpicos
O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio com sua melhor campanha da história no evento. Foram 72 medalhas, sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, o que garantiu o sétimo lugar no quadro de medalhas. É o maior número de medalhas douradas do país, superando os 21 ouros de Londres 2012. Daniel Dias foi o porta-bandeira brasileiro na cerimônia de encerramento. (05/09)
Foto: Carmen Mandato/Getty Images
Talibã interrompe protesto de mulheres em Cabul
O Talibã dispersou com gás lacrimogêneo e tiros para o ar uma marcha pacífica de mulheres afegãs em Cabul. Dezenas de mulheres saíram as ruas pelo segundo dia consecutivo para protestar por seus direitos e por participação no governo. As manifestantes gritavam frases como "Vocês não têm legitimidade sem os direitos das mulheres" e "Não somos as mulheres de 20 anos atrás". (04/09)
Foto: Bilal Guler/AA/picture alliance
Morre ator Sérgio Mamberti, aos 82 anos
Morreu o ator e diretor Sérgio Mamberti, aos 82 anos, após uma infecção pulmonar. Mamberti fez dezenas de trabalhos na televisão, sendo um dos de maior destaque o Dr. Victor, do Castelo Rá-tim-bum. Mamberti também era um dos maiores articuladores culturais do país e ocupou diversos cargos no Ministério da Cultura durante o governo Lula e no primeiro mandato de Dilma. (03/09)
Foto: Jales Valquer/imago/Fotoarena
ABBA anuncia novo álbum após 40 anos
O lendário grupo sueco ABBA anunciou que lançará um novo álbum após 40 anos e fará shows no próximo ano, em Londres, com o uso de avatares, apelidados de "Abbatars". Intitulado Voyage, o disco contará com 10 músicas e será lançado em novembro. Os quatro integrantes cantaram todas as canções durante cinco semanas perante 160 câmaras para que cada movimento pudesse ser registado. (02/09)
Fogo afetou 85% das espécies em extinção na Bacia Amazônica
Um estudo internacional com a participação de cientistas brasileiros revelou que 85% das espécies consideradas ameaçadas de extinção na região amazônica foram impactadas pelas queimadas de 2001 a 2019. Os resultados foram publicados na renomada revista científica Nature e levam em consideração 11.514 espécies de plantas e 3.079 espécies de vertebrados em toda a extensão da Bacia Amazônica. (01/09)