Em entrevista à DW Brasil, professor da Universidade de Oklahoma alerta para a escalada de pressões antidemocráticas nos próximos anos no Brasil – independente do resultado da eleição.
Anúncio
Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a diplomacia brasileira se empenhou para inserir o Brasil em uma aliança global de extrema direita, com um viés cristão ultraconservador.
Os movimentos feitos nesse sentido chamaram pouca atenção no Brasil, mas foram acompanhados com muita preocupação pelo teólogo Ronilso Pacheco, professor assistente do Departamento de Filosofia na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.
"Enquanto a gente brincava com o Eduardo Bolsonaro falando inglês e fritando hambúrguer nos EUA, almejando ser embaixador em Washington, ele já tinha construído relações com o submundo da extrema direita internacional", comenta Pacheco, que é pastor licenciado de uma comunidade batista em São Gonçalo (RJ).
O pesquisador chegou aos EUA interessado em estudar a Teologia Negra. Ao se debruçar sobre o funcionamento da supremacia branca no país, chegou ao tema do nacionalismo cristão, que se fortaleceu em diferentes países nos últimos anos. Trata-se de um movimento internacional que atua politicamente para defender que as sociedades sejam orientadas pelos valores cristãos.
"Essa ideia de que o Cristianismo deve orientar a vida social está completamente presente no Brasil, assimilada com um projeto de poder, um projeto político no qual Bolsonaro se tornou um rosto importante", afirma Pacheco.
A eleição de Donald Trump nos EUA, em 2016, foi decisiva para o fortalecimento de uma rede internacional do conservadorismo cristão. Com o governo de Viktor Orbán na Hungria, o movimento ganhou tentáculos na Europa. E, nos últimos anos, passou a ter o Brasil como protagonista.
Em entrevista à DW Brasil, Pacheco acredita que, caso o projeto de Bolsonaro seja derrotado nas urnas, as cenas vistas em Washington após a derrota de Trump não deverão se repetir, em um primeiro momento. No entanto, o pesquisador alerta para a escalada de pressões antidemocráticas nos próximos anos.
"Se o Bolsonaro perde, nossos olhos se voltam para o Parlamento. A base bolsonarista continua muito forte. Ele teve mais de 50 milhões de votos, e vamos ter que lidar com esse fato durante muito tempo. Para 50 milhões de brasileiros, esse projeto de país está bom e deve continuar como está", constata.
DW: Como o fenômeno evangélico brasileiro se insere na teia global do nacionalismo cristão?
Ronilso Pacheco: No histórico da igreja evangélica no Brasil, essa conexão internacional, mais especificamente com os EUA, sempre existiu. Ela está um pouco no DNA da formação evangélica brasileira e mais especificamente no DNA da formação conservadora, desde que a igreja chegou no Brasil. Há uma ligação muito forte com o conservadorismo evangélico americano, a direita religiosa, que surge no final dos anos 1970, nos EUA, e tem uma influência muito forte no Brasil.
A extrema direita evangélica no Brasil não mantém conexões só com os EUA. Ela está ligada a esse conservadorismo também em alguns países da América Latina e, em especial, da Europa. Esse bloco do nacionalismo cristão tem uma nova fase a partir da eleição de Donald Trump, em 2016. As conexões das articulações dessa extrema direita configuraram muito mais do que uma perspectiva teológica de interpretação bíblica. Tornou-se, de fato, uma ideologia política.
Como esse movimento político e religioso internacional se manifesta no Brasil?
Em uma definição geral, o nacionalismo cristão é definido, sobretudo aqui nos EUA, como um conjunto de símbolos, mitos, tradições, culturas, um conjunto de sistemas de valores que, no final, exerce um advocacy de que a sociedade deve ser orientada pelos valores cristãos, ou que deve haver uma fusão entre a vida social e os valores cristãos. Essa ideia de que o Cristianismo deve orientar a vida social está completamente presente no Brasil, assimilada com um projeto de poder, um projeto político no qual Bolsonaro se tornou um rosto importante.
Como ele assumiu esse papel, sendo católico de origem?
Ele é o primeiro candidato, o primeiro homem público que assume abertamente um compromisso com uma maioria do país, cristã. A despeito do Estado laico, ele é um cristão conservador, que vai governar sob essa perspectiva, e que defende uma supremacia cristã em todos os aspectos. O ex-chanceler Ernesto Araújo dizia em alto e bom tom, no Brasil e fora, que uma das suas missões era recuperar os valores do Cristianismo ocidental, tanto no Brasil quanto nas suas relações internacionais.
É essa perspectiva religiosa, cristã, conservadora, de domínio, que traça diversas gramáticas e narrativas para fazer o enfrentamento político no Brasil, como a ideia de uma ameaça de uma guerra cultural, que envolveria a usurpação e a eliminação dos valores cristãos da sociedade. Nisso está o nacionalismo cristão: é uma compreensão de país e de sociedade que só se entende razoável se ela se submete ao reconhecimento da orientação social dos valores cristãos conservadores.
Como se deu a construção internacional dessa rede de países alinhados ao nacionalismo cristão?
Uma vez que Trump chega na Casa Branca, torna-se o grande fiador desse movimento, nos EUA e internacionalmente. Como presidente dos EUA, ele traz esse movimento da direita religiosa junto com ele, inclusive recuperando movimentos de supremacia branca que estavam significativamente mais silenciados ao longo de alguns governos republicanos e durante o governo Obama.
Em outro polo, o Viktor Orbán conseguiu dar um rosto simpático para a extrema direita na Hungria. Sobretudo com a Katalin Novak, que dá uma nova narrativa para a extrema direita. Ela tira o foco dos embates diretos com pautas principais, como a questão da comunidade LGBTQIA+, ou da imigração, e foca na pauta da família. Tudo gira em torno da preservação da família, tida como fundamental para preservar o país e manter sua identidade. Essa nova forma abordagem da extrema direita, que a Novak conduz muito bem com a gestão do Orbán, vai gradativamente se tornando um farol para muitos governos e projetos de extrema direita.
É um trabalho muito bem-sucedido. Eles montaram, a partir da Hungria, a Rede Política por Valores, que era presidida por Novak. Ela saiu do cargo para se tornar presidente da Hungria. O atual presidente dessa rede é o ex-candidato derrotado na eleição presidencial do Chile, José Antonio Kast. É uma rede muito forte, articulada em um discurso de defesa da democracia, dos valores da família e dos direitos humanos – sem aparência autoritária. É uma nova gramática dessa extrema direita.
Como o Brasil e sua diplomacia se inseriram nessa rede?
O Brasil é reconhecido como um país que se tornou protagonista. Nós fizemos tantas caricaturas de Bolsonaro e sua família, assim como da ex-ministra Damares, que a gente não levou a sério como eles conseguiram construir essa rede. Enquanto brincávamos com o Eduardo Bolsonaro falando inglês e fritando hambúrguer nos EUA, almejando ser embaixador em Washington, ele já tinha construído relações com o submundo da extrema direita internacional – politicamente, de forma oficial, e em um mundo subterrâneo, virtual, que a gente não fazia ideia.
Ele estava vindo quase todos os meses aos EUA para fazer conexões com ideólogos políticos da ultradireita virtual, que hoje tem um papel importante de suporte a Bolsonaro dentro e fora do Brasil. Isso passou sempre despercebido. Em 2019, a Damares participou da Cúpula de Demografia em Budapeste, e isso não foi citado em lugar nenhum. O Brasil entrou na Aliança Internacional pela Liberdade Religiosa, o que não gerou nenhum debate significativo sobre as implicações disso.
Essa articulação foi sendo construída gradativamente, desde que Bolsonaro chegou. Em seu governo, a política externa foi caótica, sem nenhum avanço significativo. Mas, todos os esforços para inserir o Brasil dentro de uma aliança global de extrema direita, sob uma perspectiva cristã ultraconservadora, foram tranquilamente feitos.
Como essa articulação pode ser impactada pela eleição deste domingo?
Se o Bolsonaro perde, nossos olhos se voltam para o Parlamento. A base bolsonarista continua muito forte. Ele teve mais de 50 milhões de votos, e vamos ter que lidar com esse fato durante muito tempo. Para 50 milhões de brasileiros, esse projeto de país está bom e deve continuar como está. Eu não acredito em uma reação do nível do Capitólio, até porque as instituições estão levando isso cada vez mais a sério. Acredito em um ou outro movimento de negação, de questionamento em relação a resultados, mas não acredito que aconteça algo dessa dimensão. O que não significa que nós vamos ter menos trabalho com relação a ataques sistemáticos à democracia e às instituições democráticas. Eles podem ser até piores no caso brasileiro.
Em uma eventual vitória, eu acho que só Deus sabe, honestamente. Há uma tendência global: um governo autocrático nesse nível, quando reeleito, está muito mais legitimado a ser muito mais autocrático do que no primeiro mandato. Ele teria um Parlamento muito mais forte, vai buscar colocar em prática tudo que dissimulou quando foi tensionado – seja suas relações com as instituições, como o STF, mas também a imposição de políticas e programas orientados por esse Cristianismo ultraconservador.
É possível reverter a influência que esses grupos conquistaram na política brasileira?
De 2018 para cá, foi construído um nível de narrativa, de mentalidade, difícil de desconstruir agora. Nós estamos vivenciando o efeito de algo que foi sutilmente construído desde o governo Lula, que vem se arrastando, que tem uma contribuição muito forte da classe média e da mídia. Eles mesmos estão tentando reverter em um ano o nível de espaço que eles deram a esses grupos em mais de uma década. É muito difícil.
Eu falei que não adianta conversar com os evangélicos no início do segundo turno para criticar uma estratégia falha dos movimentos de esquerda e progressistas de dialogar com os evangélicos sempre com a corda no pescoço: na última hora das eleições, em uma necessidade de virada de jogo. Não adianta imaginar que esse convencimento de última hora vai acontecer e nós vamos salvar a democracia brasileira.
O mês de outubro em imagens
O mês de outubro em imagens
Foto: CARL DE SOUZA/AFP/Getty Images
Caminhoneiros bolsonaristas bloqueiam estradas
Após a derrota de Bolsonaro na eleição presidencial, caminhoneiros bolsonaristas bloquearam estradas em ao menos 18 estados e no Distrito Federal para contestar o resultado. Ao menos 140 bloqueios foram registrados. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram os motoristas usando os caminhões para bloquear o trânsito ou fazendo barricadas com pneus queimados. (31/10)
Foto: Mateus Bonomi/AA/picture alliance
Lula é eleito presidente do Brasil
O social-democrata Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial e impôs a primeira grande derrota para a extrema direita brasileira em quatro anos. O petista obteve 50,9% dos votos, contra 49,1% do atual presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (PL). A margem de Lula sobre Bolsonaro foi de pouco mais de dois milhões de votos. (30/10)
Foto: Lincon Zarbietti/dpa/picture alliance
Halloween trágico em Seul
Mais de 140 pessoas morreram durante um tumulto em uma festa popular de Halloween no distrito de Itaewon, em Seul. A maioria das vítimas era de jovens na casa dos vinte anos, entre estes, muitas mulheres. Pessoas eram pisoteadas enquanto a polícia enfrentava dificuldades para controlar a multidão. Calcula-se que 100 mil pessoas tenham comparecido ao bairro boêmio de Itaewon. (29/10)
Foto: Jung Yeon-je/AFP
Lenda do rock Jerry Lee Lewis morre aos 87 anos
Autor de "Great Balls of Fire" e "Whole Lotta Shakin' Goin' On" era o último sobrevivente da geração de Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard. Ele era conhecido por performances energéticas e pela rebeldia, e teve sua vida retratada do filme "A fera do rock", de 1989. Jerry morreu de causas naturais em sua casa no Mississipi, ao lado de sua sétima esposa. (28/10)
Foto: Francois Durand/Getty Images
UE firma acordo para banir motores a combustão até 2035
Os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia chegaram a um acordo para a redução de 100% das emissões de CO2 geradas por motores a combustão até 2035. A medida, prevista no pacote de ações de combate às mudanças climáticas da UE, o chamado Fit for 55, eliminará a comercialização de automóveis e vans a gasolina ou diesel. (27/10)
Foto: Philippe Desmazes/AFP/Getty Images
40 dias da morte de Mahsa Amini
Forças de segurança iranianas abriram fogo contra manifestantes reunidos na cidade natal da jovem curda Jina Mahsa Amini para marcar os 40 dias de sua morte sob custódia policial, de acordo com um grupo de direitos humanos e vídeos verificados. Milhares se reuniram em Saqez, na província ocidental do Curdistão, para homenagear Amini ao fim do tradicional período de luto de 40 dias. (26/10)
Foto: UGC/AFP
Meloni faz primeiro discurso
A nova primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, conseguiu obter o voto de confiança da Câmara dos Deputados. Pouco antes, em seu primeiro discurso à Casa, ela tentou se distanciar do fascismo, disse que seu governo – o primeiro de extrema direita na Itália desde a Segunda Guerra Mundial – não se desviará dos valores democráticos e não pretende sabotar a União Europeia. (25/10)
Foto: Remo Casilli/REUTERS
O novo primeiro-ministro britânico
Rishi Sunak foi anunciado novo premiê britânico, depois que seu rival Boris Johnson desistiu da disputa. O filho de imigrantes indianos de 42 anos será o primeiro chefe de governo britânico a pertencer a uma minoria étnica. Ele é casado com Akshata Murty, filha de uma família bilionária da Índia. Sunak foi ministro das Finanças durante o governo Johnson. (24/10)
Foto: Kirsty Wigglesworth/AP/dpa
A hora e a vez do (outro) jacarandá
Enquanto a Europa treme antecipando um inverno de carência de combustível e altas contas de energia, no Hemisfério Sul o frio se despede. Em Joanesburgo, África do Sul, os arautos da primavera são as árvores de jacarandá em flor. Essa planta provém da América do Sul, mas não se deve confundi-la com o jacarandá-da-bahia, fonte de madeira de lei, que atualmente conta como espécie ameaçada. (23/10)
Foto: Michele Spatari/AFP
O retorno de Boris Johnson
Ex-premiê, que renunciou ao cargo há três meses, antecipou sua volta das férias na República Dominicana, dois dias depois de sua sucessora, Liz Truss, anunciar sua própria saída do governo. Aliados garantem que ele possui apoio suficiente para concorrer novamente ao posto de chefe do Executivo. (22/10)
Foto: Gareth Fuller/AP/picture alliance
Um conselho para o Conselho
Quando o Conselho da União Europeia reúne-se para a cúpula em Bruxelas, lá estão não apenas os 27 chefes de estado e de governo dos países do bloco, mas também muitos profissionais da mídia. Um bom momento para ativistas apresentarem as suas pautas. Como estes representantes de povos indígenas brasileiros, que demandaram que o ecocídio seja reconhecido como um delito criminal. (21/10)
Foto: Kenzo Tribouillard/AFP/Getty Images
Manhattan acorrentada
O artista americano Charles Gaines gosta de intervenções grandes: recentemente, ele colocou árvores inteiras de cabeça para baixo na Times Square, em Nova York. Agora, instalou correntes enferrujadas que rangem na Governors Island, com vista para Manhattan. O porto da metrópole americana já foi o centro do comércio de escravos, e a obra de arte tem o objetivo de nos lembrar disso. (20/10)
Foto: Shannon Stapleton/REUTERS
Uvas passas, vinho e muita espuma
No Raisin Weekend em Saint Andrews, na Escócia, os estudantes mais jovens querem agradecer os veterenos pela ajuda e aprendizagem com uma luta de espuma. Além da espuma, há presentes: no passado, um saco de uvas passas; hoje, geralmente uma garrafa de vinho. Seja com uvas passas ou vinho, todos se divertem. (19/10)
Foto: Russell Cheyne/REUTERS
Greve geral na França paralisa transportes e outros serviços
Uma greve nacional convocada por vários sindicatos na França causou paralisações nos transportes, suspensão de aulas e atingiu também os hospitais públicos. O ato visou pressionar o governo francês por aumentos salariais que acompanhem a inflação.
O tráfego regional de trens foi reduzido pela metade, e cerca de 10% dos professores do ensino médio não compareceram às salas de aulas. (18/10)
Foto: Alain Pitton/NurPhoto/picture alliance
Concordar e beber chá
Cerca de 2300 delegados estão participando do Congresso do Partido Comunista Chinês, em Pequim. Eles não têm nada a dizer, pois todas as decisões são tomadas com antecedência. Essa pequena multidão é usada principalmente como claque para a demonstração de poder do presidente Xi Jinping. Para passar o tempo, há chá para todos no Grande Salão do Povo. (17/10)
Foto: Thomas Peter/REUTERS
Armênia vista dos céus
Cerca de 20 balões de diversos países enfeitam no momento o céu da capital armênia, Erevan, e da cidade de Garni. Lá, se realiza o festival de balões de ar quente Discover Armenia from the Sky. Porém, não se trata simplesmente de flutuar colorido e elegante, há também uma competição: cada tripulação deve cumprir uma série de tarefas. A equipe vencedora é revelada no fim do festival. (16/10)
Foto: Karen Minasyan/AFP/Getty Images
Incêndio em prisão no Irã
Um grande incêndio ocorreu em uma prisão na capital iraniana, Teerã, após cinco semanas de protestos pela morte de Mahsa Amini sob custódia policial. Vídeos postados nas redes sociais mostram fumaça saindo da prisão de Evin, que abriga presos políticos e cidadãos com dupla nacionalidade. Tiros e gritos podem ser ouvidos ao fundo. Não ficou imediatamente claro como o incêndio começou. (15/10)
Foto: NNSRoj
Ativistas jogam sopa em pintura de Van Gogh
Duas ativistas do grupo climático Just Stop Oil jogaram sopa de tomate no quadro Girassóis, de Vincent Van Gogh, em um museu de Londres. A pintura não sofreu danos por estar protegida por um vidro. A polícia informou que as duas foram detidas, Em junho, outros ativistas do grupo colaram suas mãos na moldura de outra pintura de Van Gogh exposta em Londres. (14/10)
Foto: Just Stop Oil/PA/dpa/picture alliance
Autor do massacre de Parkland é condenado à prisão perpétua
Um júri da Flórida decidiu poupar o autor do massacre de Parkland da pena de morte. Nikolas Cruz, de 23 anos, deve ser sentenciado à prisão perpetua. Em 2018, ele matou 17 pessoas na escola Marjory Stoneman Douglas, na cidade de Parkland. O julgamento, que durou três meses, atraiu atenção da mídia americana, já que é raro que atiradores como Cruz sejam capturados com vida e julgados. (13/10)
Foto: picture alliance / ASSOCIATED PRESS
Assembleia-Geral da ONU condena anexações pela Rússia
A Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução condenando "a anexação ilegal" pela Rússia de quatro territórios da Ucrânia. A resolução foi aprovada por 143 votos a cinco. Apenas Rússia, Belarus, Coreia do Norte, Nicarágua e Síria votaram contra. Houve ainda 35 abstenções. O Brasil, que vinha optando por se abster nas votações sobre a guerra na Ucrânia, desta vez votou a favor (12/10)
Foto: Bebeto Matthews/AP/dpa/picture alliance
Alemanha entrega moderno sistema antiaéreo à Ucrânia
A Alemanha entregou à Ucrânia o primeiro de quatro sistemas de defesa antiaérea Iris-T SLM. O sistema, considerado por alguns especialistas como um dos mais modernos do mundo, foi desenvolvido pela empresa alemã de armamentos Diehl Defense. Segundo a revista alemã "Der Spiegel", a entrega da primeira unidade à Ucrânia ocorreu na fronteira do país com a Polônia. (11/10)
Foto: Jens Krick/Flashpic/picture alliance
Ataques russos atingem Kiev e outras cidades ucranianas
A Rússia disparou mísseis contra cidades da Ucrânia matando civis. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que os disparos foram uma resposta ao ataque dois dias antes contra a ponte que liga a Crimeia ocupada à Rússia. Pelo menos 11 pessoas morreram e 60 ficaram feridas nos ataques russos contra Kiev, Lviv, Dnipro e Kharkiv. A UE classificou as ações como "ataques bárbaros e covardes". (10/10)
Foto: Gleb Garanich/REUTERS
Partido de Olaf Scholz vence eleição na Baixa Saxônia
Eleitores do estado alemão da Baixa Saxônia foram às urnas para escolher o novo Parlamento local. O pleito era visto como um teste de confiança para o Partido Social-Democrata (SPD) do chanceler federal, Olaf Scholz. De acordo com os prognósticos, o SPD foi o vitorioso, com 33,5% dos votos. Em seguida, vem a CDU, com 27,5%. Assim, o atual governador, Stephan Weil, deve seguir no poder. (09/10)
Foto: Bernd von Jutrczenka/dpa/picture alliance
Explosões destroem parte da ponte entre Rússia e Crimeia
Um grande incêndio afetou a ponte que liga a Rússia à península ucraniana da Crimeia, anexada ilegalmente por Moscou em 2014. O fogo começou após várias explosões violentas. A ponte rodoviária e ferroviária, construída por ordem de Vladimir Putin e inaugurada em 2018, é a única via ligando a Crimeia à Rússia, sendo usada para transportar equipamentos para as forças russas na Ucrânia. (08/10)
Foto: AFP/Getty Images
Ativistas de Belarus, Rússia e Ucrânia ganham o Nobel da Paz
O ativista de direitos humanos de Belarus Ales Bialiatski (foto), o grupo russo de direitos humanos Memorial e a organização ucraniana Centro para Liberdades Civis ganharam o Prêmio Nobel de Paz deste ano. O trio foi escolhido "pelo direito de criticar o poder" e por "denunciar crimes contra a humanidade. Atualmente, Bialiatski está preso em Belarus e pode nem saber que recebeu a honraria. (07/10)
Foto: Tatyana Zenkovich/EPA/dpa/picture alliance
Líderes da Europa se reúnem para demonstrar apoio à Ucrânia
Os chefes de Estado e de governo de 44 países da Europa que apoiam a Ucrânia se encontraram na República Tcheca, para transmitir ao mundo uma imagem de união em meio à reunião inaugural da Comunidade Política Europeia. Participam do encontro todos os estados-membros da União Europeia (UE), bem como Ucrânia, Reino Unido, Turquia, Armênia e Azerbaijão, entre outros. (06/10)
Foto: Leonhard Foeger/REUTERS
Simone Tebet declara voto em Lula no segundo turno
A senadora Simone Tebet (MDB) declarou apoio no segundo turno ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em contrapartida, o petista teria concordado em incorporar ao seu plano de governo propostas apresentadas por Tebet, em temas como educação, saúde e mulheres. A emedebista ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 4,2% dos votos. (05/10)
Foto: SERGIO LIMA/AFP
Com aval de Ciro, PDT anuncia apoio a Lula
O PDT anunciou apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Logo após o anúncio, o candidato pedetista derrotado ao Planalto, Ciro Gomes, divulgou um vídeo confirmando seu apoio à decisão do partido. "Frente às circunstâncias, é a única saída", afirmou o ex-ministro no vídeo. (04/10)
Foto: Carla Carniel/REUTERS
Nobel de Medicina premia descoberta sobre a evolução humana
O biólogo sueco Svante Pääbo, de 67 anos, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina de 2022. De acordo com o anúncio feito pelos organizadores da premiação, o cientista foi agraciado por suas descobertas sobre o genoma de ancestrais humanos extintos e sobre a evolução humana. As descobertas de Pääbo foram fundamentais para o desenvolvimento da paleogenética. (03/10)
Foto: Christian Charisius/dpa/picture alliance
Bolsonaro e Lula disputarão segundo turno
Após uma campanha eleitoral tensa, o petista Luiz Inácio Lula da Silva obtém mais de 48% dos votos, contra 43% do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Em discurso após a apuração dos resultados, Lula diz que o 2º turno será bom para debate direto com Bolsonaro. O presidente por sua vez, afirma que tentará convencer eleitores de que "a mudança que alguns querem pode ser pior". (02/10)
Datafolha e Ipec indicam que Lula tem vantagem de 14 pontos
As últimas pesquisas antes da eleição presidencial de 2022 apontam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode vencer em primeiro turno. O petista aparece com 50% dos votos válidos no Datafolha e 51% no Ipec. O presidente Jair Bolsonaro registra entre 36% e 37%. No dia que antecede o pleito, ambos participaram de eventos com apoiadores em São Paulo. (01/10)