Nova York derrota Trump em noite de vitórias dos democratas
5 de novembro de 2025
Rival do presidente americano, Zohran Mamdani é eleito prefeito de Nova York. Democratas venceram ainda outras duas disputas importantes.
"Nova York continuará sendo uma cidade de imigrantes", disse Mamdani em seu discurso da vitóriaFoto: Selcuk Acar/Anadolu/picture alliance
Anúncio
Com promessas de campanha ambiciosas focadas em aliviar o custo de vida da população, como congelamento de alugueis, catraca livre nos ônibus e creche gratuita para todas as crianças, Zohran Mamdani, 34 anos, foi eleito na terça-feira (04/10) o primeiro prefeito muçulmano de Nova York e o mais jovem em mais de um século.
Em uma vitória para a ala progressista do Partido Democrata, Mamdani, que se declara um democrata socialista, derrotou o ex-governador Andrew Cuomo e o republicano Curtis Sliwa, obtendo mais da metade dos votos. Enfrentou ainda uma campanha de oposição do presidente Donald Trump, que chegou a chamar o então candidato de "comunista lunático".
Há um ano, Mamdani era um desconhecido deputado estadual de Nova York, eleito em 2020 para representar o condado do Queens. Seu carisma, a identidade visual cativante de sua campanha, a linguagem clara e direta, além das propostas econômicas populistas, contribuíram para sua impressionante ascensão e animaram os eleitores de uma das cidades mais caras do mundo.
Mais de 2 milhões de nova-iorquinos votaram na disputa – quase o dobro dos eleitores que votaram para prefeito há quatro anos. Com cerca de 90% dos votos contados, Mamdani mantinha uma vantagem de aproximadamente 9 pontos percentuais sobre Cuomo.
"O senso comum diria que estou longe de ser o candidato perfeito. Sou jovem, apesar dos meus melhores esforços para envelhecer. Sou muçulmano. Sou um socialista democrático. E o mais condenável de tudo, recuso-me a pedir desculpas por qualquer uma dessas coisas", declarou Mamdani para uma multidão entusiasmada em sua festa de vitória.
"Nova York, esta noite vocês entregaram um mandato para a mudança", disse ele, prometendo "acordar todas as manhãs com um único objetivo: tornar esta cidade melhor para vocês do que era no dia anterior".
Eleitores comemoram vitória de Zohran Mamdani para prefeito de Nova York em festa no BrooklynFoto: Shannon Stapleton/REUTERS
Disputas dentro e fora do partido
Mamdani venceu em julho as primárias do Partido Democrata contra Cuomo, que tinha o apoio da corrente mais moderada da legenda. O ex-governador tentava um retorno à política após ter se demitido há quatro anos, na esteira de acusações de assédio sexual – que ele continua a negar.
O agora prefeito eleito teve o apoio de líderes da ala mais à esquerda do partido, como Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez.
Cuomo teve um bom desempenho nos distritos eleitorais judaicos ortodoxos, onde obteve cerca de 80% dos votos, segundo o jornal The New York Times. Ele conquistou um grande número de eleitores judeus mais liberais que historicamente apoiavam candidatos democratas.
Em compensação, Mamdani cativou dois grupos que a maioria dos democratas ignorou: jovens de bairros em processo de gentrificação, e categorias como motoristas de táxi, donos de bodegas e outros imigrantes sul-asiáticos da classe trabalhadora.
Ameaças de Trump
Mamdani agora deve lidar com as demandas intermináveis da maior cidade dos Estados Unidos e cumprir suas promessas de campanha, que ele chama de "a agenda mais ambiciosa para enfrentar a crise do custo de vida que esta cidade já viu" desde a década de 1940.
Os céticos consideram o plano irrealista, e a oposição planeja bater forte na nova administração. Durante a campanha, Mamdani foi criticado por seu fraco currículo na política, com menos de cinco anos de experiência na Assembleia Legislativa do estado. O presidente Trump, por sua vez, tem pintado o democrata como a face mais radical do Partido Democrata.
"Se você tem um comunista governando Nova York, tudo o que você está fazendo é desperdiçando o dinheiro que está enviando para lá", disse Trump à emissora CBS, no domingo.
O presidente ameaçou diversas vezes cortar o financiamento federal à cidade – e até mesmo assumir o controle da prefeitura – se Mamdani vencesse. Trump sugeriu ainda que poderia tentar prender e deportar Mamdani, que nasceu em Uganda, onde passou a infância, mas foi criado na cidade de Nova York desde os 7 anos, e se tornou cidadão americano em 2018.
Mamdani não perdeu tempo em confrontar o presidente, dando início formalmente à batalha que provavelmente definirá a relação entre o jovem prefeito e Trump, cuja fama está ligada à cidade.
Em seu discurso da vitória, Mamdani mandou um recado direto a Trump. "Nova York continuará sendo uma cidade de imigrantes, uma cidade construída por imigrantes, impulsionada por imigrantes e, a partir desta noite, liderada por um imigrante", disse ele, acrescentando que "se alguém pode mostrar a uma nação traída por Donald Trump como derrotá-lo, é a cidade que o lançou".
Anúncio
Alerta para republicanos
Com Nova York, os democratas venceram três disputas importantes nesta terça-feira, nas primeiras grandes eleições desde que Trump voltou ao poder há nove meses, elevando uma nova geração de líderes e injetando novo ânimo no partido, que vinha enfrentando dificuldades, antes das eleições legislativas do próximo ano.
Os democratas também conquistaram os governos da Virgínia e de Nova Jersey, um resultado que sugere uma mudança no clima político do país, que em 2026 irá às urnas com o controle do Congresso em jogo, e acende um alerta para Trump. A ex-deputada Abigail Spanberger foi eleita governadora da Virgínia, e a deputada Mikie Sherrill, governadora de Nova Jersey.
"Se alguém pode mostrar a uma nação traída por Donald Trump como derrotá-lo, é a cidade que o viu nascer", disse Mamdani aos apoiadores. "E se há uma forma de assustar um déspota, é desmontando as condições que permitiram que ele acumulasse poder. Não é apenas assim que paramos Trump, é assim que paramos o próximo."
Trump já usou repetidamente os vastos poderes da presidência contra rivais políticos e, antes mesmo da eleição, ameaçou cortar bilhões de dólares em financiamento federal para Nova York caso Mamdani fosse eleito. Isso seguiria cortes anteriores feitos pela administração Trump em movimentos políticos que também miraram líderes democratas do Congresso oriundos da cidade.
A vitória mais crítica para as esperanças democratas nas próximas eleições ocorreu, porém, na Califórnia, onde os eleitores aprovaram uma proposta que permite aos legisladores estaduais adotar um novo mapa distrital que pode render ao partido até cinco novas cadeiras na Câmara dos Representantes. A medida compensa uma iniciativa semelhante no Texas que favorece os republicanos na disputa nacional pela redistribuição dos distritos eleitorais.
Na preparação para 2026, Trump tem incentivado legisladores estaduais em estados liderados por republicanos a redesenhar seus mapas distritais para maximizar a capacidade dos republicanos de manter o controle da Câmara. Os estados normalmente criam novos mapas a cada década com base nos dados do censo.
Quem é o que pretende fazer o prefeito eleito?
A mãe de Mamdani, Mira Nair, é uma reconhecida cineasta e crítica literária indiana radicada nos Estados Unidos. Graduou-se na Universidade Harvard, ganhou prêmios em Cannes, no Festival de Veneza e já foi indicada ao Oscar. O pai, Mahmood Mamdani, tem doutorado em Harvard e é professor de antropologia na Universidade Columbia. O casal se conheceu em Uganda.
Mamdani casou-se neste ano com Rama Duwaji, 28 anos, artista gráfica nascida na Síria e radicada nos Estados Unidos.
Zohran Mamdani e sua esposa, Rama Duwaji, votaram no condado do QueensFoto: Selcuk Acar/Anadolu Agency/IMAGO
O prefeito eleito se graduou em estudos africanos pela Bowdoin College, em 2014. Na universidade, ele criou um grupo de defesa dos palestinos, tema presente em sua campanha a prefeito. Mamdani acusou Israel de cometer genocídio e disse que honraria um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O interesse de Mamdani em se candidatar a um cargo público surgiu quando ele trabalhou como consultor habitacional para prevenção de execuções hipotecárias, ajudando proprietários de baixa renda de minorias étnicas a lutar contra o despejo e permanecer em suas casas, como aparece em sua biografia na Assembleia de Nova York.
Moradia foi, de fato, um dos temas centrais da campanha eleitoral de Mamdani. Numa metrópole que, segundo um relatório de 2025 do banco alemão Deutsche Bank, tinha os aluguéis mais caros do mundo no centro da cidade (um apartamento médio de três quartos custava 8.500 dólares por mês, cerca de R$ 46 mil), os apelos dele pelo congelamento dos aluguéis, aumento da oferta de moradias populares e maior regulamentação sobre proprietários privados encontraram eco em muitos eleitores.
Mamdani também defende a criação de um imposto fixo de 2% para quem ganha mais de 1 milhão de dólares por ano, o aumento do imposto corporativo, ônibus gratuitos, um salário mínimo de 30 dólares por hora (bem superior aos atuais 16,50) e a expansão da oferta de creches públicas.
Não está claro como Mamdani pagará por tais iniciativas, dada a oposição firme da governadora democrata Kathy Hochul aos seus apelos para aumentar os impostos sobre pessoas ricas.
sf/cn (AP, EFE, ots)
O mês de novembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Mauro Pimentel/AFP
Ciclone deixa rastro de destruição no Sri Lanka
O país sofreu o maior desastre natural desde o histórico tsunami de 2004. Enquanto a magnitude dos danos provocados pelo ciclone Ditwah vinha à tona, a contagem de afetados chegava a 1,3 milhão ao redor da ilha. Dezenas de milhares procuraram abrigos temporários, e pelo menos 334 pessoas morreram. Outras 400 permaneciam desaparecidas. (30/11)
Foto: Ishara S. Kodikara/AFP
Inundações deixam centenas de mortos no Sudeste Asiático
Fortes chuvas acertaram Indonésia, Tailândia e Malásia, deixando centenas de mortos. A contagem total de vítimas permanecia incerta enquanto socorristas tinham dificuldade de alcançar áreas afetadas. As mudanças climáticas afetaram os padrões de tempestades, incluindo a duração das monções, levando a chuvas mais intensas, inundações repentinas e rajadas de vento mais fortes. (29/11)
Foto: Stringer/REUTERS
Escândalo de corrupção derruba "braço direito" de Zelenski
Chefe de gabinete e principal negociador do país junto aos EUA, Andriy Yermak renunciou após ser alvo de operação de órgãos anticorrupção. Episódio abalou reputação do governo de Volodimir Zelenski em meio a um escândalo de corrupção de grandes proporções no país e no momento em que Kiev negocia um acordo para pôr fim à guerra com a Rússia. (28/11)
Foto: Violeta Santos Moura/REUTERS
Busca por centenas de desaparecidos após incêndio histórico
Mais de 24 horas após início do maior incêndio em três décadas em Hong Kong, bombeiros continuavam a procurar centenas de moradores de um complexo habitacional ainda em chamas. Materiais inflamáveis de trabalhos de manutenção e reformas fizeram com que o fogo saísse de controle. O registro de mortos ultrapassou 80 pessoas. Três foram presos sob suspeita de homicídio culposo. (27/11)
Foto: Dale De La Rey/AFP
Incêndio em complexo residencial mata dezenas em Hong Kong
Um incêndio de grandes proporções atingiu um complexo de edifícios residenciais em Hong Kong. Horas depois, o governo local estimava que pelo menos 36 pessoas haviam morrido. O número de desaparecidos somava mais de 200. O fogo eclodiu em meio a obras de renovação nos prédios. (26/11)
Foto: Yan Zhao/AFP/Getty Images
Bolsonaro começa a cumprir pena por crimes contra a democracia
Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro comece a cumprir, em regime fechado, sua pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia. Bolsonaro vai permanecer detido na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já está preso preventivamente desde o último sábado. (25/11)
Foto: Sergio Lima/AFP
Morre ator Udo Kier, de "Bacurau" e "O Agente Secreto"
Alemão faleceu aos 81 anos num hospital de Palms Springs, na Califórnia. A causa da morte não foi divulgada. Kier fez mais de 250 filmes e trabalhou com diretores como Rainer Werner Fassbinder, Dario Argento e Lars von Trier, entre inúmeros outros. No Brasil, atuou em "Bacurau" (2019) e "O agente secreto" (2025), de Kleber Mendonça Filho, ambos exibidos no Festival de Cannes. (24/11)
Foto: Manuel Romano/NurPhoto/picture alliance
Avenida Paulista tem ato por prisão de Bolsonaro
Uma mobilização favorável à prisão de Jair Bolsonaro tomou parte da Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (23/11). O ex-presidente passou o dia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde prestou depoimento em audiência de custódia e alegou que uma "paranoia" o fez queimar sua tornozeleira eletrônica. (23/11)
O ex-presidente foi preso preventivamente e levado à sede da PF, em Brasília, por ordem do juiz do STF Alexandre de Moraes. O magistrado viu "risco de fuga" após o senador Flávio Bolsonaro convocar uma vigília de orações na frente do condomínio de seu pai. A PF ainda detectou a intenção de Bolsonaro de romper sua tornozeleira eletrônica. Ele admitiu que aplicou solda no dispositivo. (22/11)
Foto: Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal/Divulgação
Em tom conciliador, Trump se reúne com Mamdani pela primeira vez
Donald Trump afirmou que irá "ajudar" o prefeito eleito de Nova York a implementar suas políticas no município. Os dois se reuniram pela primeira vez após trocarem ataques durante a campanha eleitoral vencida pelo democrata, em que Trump chegou a chamá-lo de "lunático comunista". Após o encontro, o republicano assumiu tom conciliador e Mamdani retribuiu chamando a reunião de produtiva. (21/11)
Foto: Jonathan Ernst/REUTERS
Incêndio atinge pavilhão da COP30
Um incêndio atingiu o Pavilhãos dos Países na Conferência do Clima (COP30), em Belém. Treze pessoas tiveram que ser atendidas por inalação de fumaça. De acordo com a organização do evento, o fogo foi controlado em seis minutos. As causas e a origem do incêndio estão sendo investigadas, assim como a extensão dos danos. (20/11)
Foto: Douglas Pingituro/REUTERS
Ataque russo em larga escala atinge cidade no oeste da Ucrânia
O ataque russo à cidade de Ternopil, no oeste da Ucrânia, foi um dos mais mortais na Ucrânia Ocidental desde o início da guerra. Ao menos 25 pessoas morreram, incluindo três crianças, informou o Ministério do Interior da Ucrânia. Cerca de 73 pessoas ficaram feridas, incluindo 15 crianças. A Força Aérea Ucraniana afirmou que a Rússia disparou um total de 476 drones e 48 mísseis. (19/11)
Foto: State Emergency Service of Ukraine/Handout via REUTERS
Lula rebate fala de Merz: "Berlim não oferece 10% da qualidade do Pará"
O presidente Lula rebateu a fala do chanceler alemão, Friedrich Merz, que gerou polêmica ao afirmar que jornalistas alemães "ficaram contentes" em deixar Belém e retornar à Alemanha. Lula disse que Merz deveria ter aproveitado a cultura paraense durante sua visita ao Brasil e que "Berlim não oferece 10% da qualidade" do Pará e de Belém. (18/11)
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Equador rejeita reabertura de base dos EUA no país
Com 96% dos votos computados, a população do Equador decidiu por referendo contra a abertura do país a bases militares estrangeiras. O resultado representa uma derrota para o presidente equatoriano, Daniel Noboa, que defendia a presença americana no país e também uma nova Constituição para combater o narcotráfico. (17/11)
Foto: Santiago Arcos/REUTERS
Netanyahu reitera que é contra criação de Estado palestino
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu reiterou sua oposição ao estabelecimento de um Estado palestino. A declaração foi feita um dia antes de uma votação no Conselho de Segurança da ONU que aborda um projeto de resolução dos EUA sobre o plano de paz para Gaza. "Nossa oposição a um Estado palestino em qualquer território a oeste do rio Jordão é firme e inalterável", disse Netanyahu. (16/11)
Foto: Menahem Kahana/AFP
STF decide por unanimidade tornar Eduardo Bolsonaro réu
A 1ª Turma STF decidiu, por unanimidade, receber a denúncia contra o deputado Eduardo Bolsonaro e torná-lo réu pelo de crime de coação. O último voto para formar unanimidade foi proferido por Cármen Lúcia. No dia anterior, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin já haviam votado a favor da denúncia, que acusou Eduardo de tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. (15/11)
Foto: Lev Radin/Pacific Press/picture alliance
Justiça britânica condena BHP por tragédia de Mariana
Decisão emitida por um tribunal de primeira instância responsabiliza a BHP Group pelo pior desastre ambiental da história do Brasil, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, que matou 19 pessoas em 2015, devastou municípios e liberou toneladas de rejeitos tóxicos no rio Doce. Mineradora diz que vai recorrer. (14/11)
Foto: Christoph Simon/AFP
França lembra os 10 anos do ataque terrorista mais letal em Paris
A França rememorou os atentados terroristas que, há exatos dez anos, deixaram 130 mortos em Paris. Naquela noite, membros do Estado Islâmico (EI) atacaram seis locais movimentados da capital francesa. Outras três centenas de pessoas ficaram feridas, e o episódio deixou uma marca indelével na vida francesa. (13/11)
Foto: Ludovic Marin/AFP
COP30 entra em seu terceiro dia
Indígenas fizeram manifestação em Belém no terceiro dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Outro destaque do dia foi a entrega de um manifesto contra desinformação climática. No texto, cerca de 400 personalidades e organizações científicas, políticas e sociais instaram os negociadores da COP30 a deter a onda de desinformação sobre o aquecimento global. (12/11)
Foto: Anderson Coelho/REUTERS
Abertura oficial do carnaval alemão em Colônia
Milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades do oeste alemão, como Colônia, Düsseldorf, Mainz e Koblenz, para celebrar o início da temporada de carnaval na região, que vai até fevereiro. Pessoas se reúnem nas praças, em geral em frente às prefeituras, já de manhã cedo e esperam até as 11h11 para começar a folia. (11/11)
Foto: Martin Meissner/AP Photo/picture alliance
Lula discursa na abertura da COP30 em Belém
Presidente Lula criticou "obscurantistas" e pediu que o evento imponha "nova derrota aos negacionistas". "Se os homens que fazem guerra estivessem aqui nessa COP iam perceber que é muito mais barato colocar 1,3 trilhão de dólares para acabar com um problema que mata, do que 2,7 trilhões para fazer guerra, como fizeram no ano passado", disse o brasileiro. (10/11)
Foto: Fernando Llano/AP Photo
Presidente alemão alerta contra "forças de extrema direita"
Em um momento que o partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) desponta nas pesquisas, Frank-Walter Steinmeier diz que não pode haver cooperação política com extremistas e defende discutir proibição de legendas. Segundo ele, que discursou em evento comemorativo da queda do Muro de Berlim, a democracia enfrenta seu maior teste desde a Reunificação Alemã. (09/11)
Foto: Maryam Majd/POOL/AFP/Getty Images
Paz assume na Bolívia e promete "capitalismo para todos"
Rodrigo Paz assume após quase duas décadas de governos de esquerda no país. O mandatário prometeu cortar subsídios estatais e encaminhar a Bolívia gradualmente para uma economia de mercado, estreitando relações com os EUA e outros parceiros comerciais. Entre os desafios que enfrentará estão uma grave crise econômica e o estabelecimento de alianças no Legislativo. (08/11)
Foto: Claudia Morales/REUTERS
Tornado destrói 90% de cidade no Paraná e deixa 6 mortos
Ao menos seis pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas com a passagem de um tornado pelo Centro-Sul do Paraná. O município mais atingido foi Rio Bonito do Iguaçu, que tem 14 mil habitantes e fica a 380 quilômetros de Curitiba, com cinco mortos.. Segundo o governo paranaense, 90% da cidade foi destruída e há mais de mil desabrigados. (07/11)
Foto: Jonathan Campos/AEN
Lula abre cúpula de líderes da COP30 com apelo por fundo climático
O Brasil deu início à cúpula de líderes que precede a COP30 e reúne mais de 50 chefes de governo. As discussões dão o tom das negociações que acontecerão a partir do dia 10, em Belém. Lula lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que remunera países que protegem suas florestas tropicais. Até o momento, 5 nações confirmaram US$ 5,5 bi em investimentos, metade do previsto para o ano. (06/11)
Foto: Ricardo Stuckert/Brazilian Presidency/AFP
Sob protestos, Shein inaugura primeira loja física em Paris
Ícone da ultra fast fashion, a varejista chinesa enfrenta críticas por modelo de baixo custo, que concorrentes chamam de "vantagem injusta". Enquanto isso, o governo francês iniciou procedimentos para suspender o site da loja por vender bonecas sexuais de aparência infantil. A Shein têm uma média de 27,3 milhões de consumidores virtuais por mês. (05/11)
Foto: Sarah Meyssonnier/REUTERS
Morre Dick Cheney, arquiteto da "guerra ao terror"
Considerado um dos vice-presidentes mais poderosos dos EUA, Dick Cheney morreu aos 84 anos de complicações de uma pneumonia e doenças cardíacas. Discreto, porém incisivo, Cheney serviu a dois presidentes, George H.W. Bush e George W. Bush, pai e filho. No poder, foi o estrategista da invasão desastrosa do Iraque e autorizou uso de técnicas de tortura em suspeitos de terrorismo. (04/11)
Morre o músico Lô Borges, cofundador do Clube da Esquina
Morre o compositor Lô Borges, um dos principais nomes da MPB e coautor do icônico álbum Clube da Esquina (1972) com Milton Nascimento. Ele estava internado desde 17 de outubro devido a uma intoxicação medicamentosa. Borges tinha 73 anos. De acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda-feira, ele sofreu falência múltipla de órgãos. (03/11)
Foto: Joao Diniz/Wikimedia Commons
Rússia mira rede de energia e deixa milhares sem eletricidade na Ucrânia
A Rússia lançou uma onda de drones e mísseis contra a Ucrânia durante a madrugada, matando ao menos seis pessoas e cortando a energia de 58 mil residências da região de Donetsk. Impactos também foram registrados em Odessa. A Ucrânia respondeu com ofensivas de retaliação contra a infraestrutura de petróleo e gás russos, atingindo um navio petroleiro no Mar Negro. (02/11)
Foto: State Emergency Service of Ukraine/REUTERS
Milhares protestam na Sérvia em atos contra o governo
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram em Novi Sad para homenagear as 16 vítimas de um desabamento na estação de trem da cidade ocorrido há um ano. A tragédia desencadeou o movimento de protesto mais intenso da história recente do país, majoritariamente liderado por estudantes. Os participantes acusam o governo do presidente Aleksandar Vucic de negligência e pedem eleições antecipadas.(1º/11)