O presidente Trump mobilizou força militar de reserva para reprimir protestos na Califórnia, passando por cima do governador local. Saiba o que é e como funciona a Guarda Nacional dos EUA – e quando ela pode ser acionada
Membros da Guarda Nacional nas ruas de Los AngelesFoto: Jill Connelly/Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite do último sábado (07/06) que ordenou a mobilização de 2.000 militares da Guarda Nacional para conter protestos que eclodiram em Los Angeles na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares.
A decisão do presidente Trump de acionar os membros da Guarda Nacional marcou a primeira vez em seis décadas que um presidente mobilizou militares da reserva de um estado sem o consentimento do governador local.
Segundo o Brennan Center for Justice, a última vez que isso aconteceu foi em 1965, quando o então presidente Lyndon Johnson enviou tropas para garantir a proteção de uma marcha no estado do Alabama em defesa dos direitos civis da população negra, passando por cima da autoridade do segregacionista governador George Wallace.
O que é a Guarda Nacional?
A Guarda Nacional faz parte da reserva das Forças Armadas dos EUA e consiste em dois ramos: A Guarda Nacional do Exército e a Guarda Nacional Aérea.
Suas raízes remontam ao século 18, antes da independência dos Estados Unidos. Já o desenho atual foi formado em 1903 pela Lei Federal da Milícia e sua estrutura foi finalizada a partir de 1933.
De acordo com o Defense Manpower Data Center, órgão de coleta de dados do Departamento de Defesa dos EUA, a Guarda Nacional contava com 419 mil reservistas em 2023. A vasta maioria está no território continental dos EUA, enquanto outros 9.500 membros estão em territórios como Porto Rico, Guam e Ilhas Virgens.
Membros da Guarda Nacional no Arkansas em 1957. À época, Casa Branca federalizou a força no estado para garantir segurança de estudantes negrosFoto: ASSOCIATED PRESS/picture alliance
Quais as funções da Guarda Nacional?
A Guarda Nacional tem uma ampla gama de funções e é frequentemente mobilizada para prestar assistência em casos de desastre.
Mais recentemente, ela foi chamada para ajudar durante os devastadores incêndios florestais na Califórnia em janeiro de 2025. Também foi mobilizada após o furacão Katrina em 2005, quando mais de 50.000 membros da Guarda Nacional ajudaram nas evacuações e operações de resgate e de restauração da ordem na cidade de Nova Orleans.
Ela também pode ser mobilizada para garantir a segurança interna, mas essa função é mais rara.
Após a invasão do Capitólio, a sede do Congresso dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021, mais de 25.000 membros da Guarda Nacional foram posicionados em Washington D.C. para garantir a segurança da posse do presidente Joe Biden. Durante os protestos que eclodiram após a morte do afro-americano George Floyd em 2020, milhares de membros da Guarda Nacional foram mobilizados em vários estados para prestar apoio às forças policiais locais.
A Guarda Nacional também pode ser mobilizada para atuar em operações militares no exterior. Isso já aconteceu durante as guerras no Iraque e no Afeganistão.
Membros da Guarda Nacional ajudam nos esforços de resgate após o furacão Katrina em 2005Foto: Master Sgt. Shaun Withers/U.S. Air Force/Newscom/picture-alliance
Quem comanda a Guarda Nacional?
Cada estado dos EUA conta com uma Guarda Nacional, que cumpre uma missão dupla, estadual e federal.
É, antes de tudo, um órgão estadual, mas as unidades podem ser mobilizadas pelo presidente dos EUA para auxiliar as forças armadas do país. As unidades da guarda nacional dos estados geralmente recebem financiamento e treinamento federais.
Quando os reservistas são mobilizados para atuar dentro dos estados dos EUA, o governador do estado em questão geralmente assume o comando. Quando mobilizados em nível nacional, o presidente dos EUA é o comandante-chefe.
No entanto, o republicano Donald Trump decidiu passar por cima da autoridade do governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, ao mobilizar a Guarda Nacional em Los Angeles durante os protestos contra as ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (conhecido pela sigla ICE).
Trump citou preocupações com segurança nacional para passar por cima do governador.
O governador Newsom criticou a mobilização, acusando o governo Trump de tentar inflamar "deliberadamente" as tensões com sua intervenção. "[O governo federal] não está fazendo isso por causa da escassez de forças policiais, mas porque deseja um espetáculo", disse Newson.
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Quem pode se alistar na Guarda Nacional?
Em princípio, todos os cidadãos dos EUA são aptos para se alistar na Guarda Nacional. Entretanto, eles devem atender a determinados requisitos físicos, mentais e legais. A maioria dos membros da Guarda Nacional serve nas unidades em tempo parcial, mantendo outros empregos. Mas há também uma minoria que serve em tempo integral.
Os membros que concluíram o serviço militar no Exército também podem se candidatar para servir na Guarda Nacional. Em geral, eles não precisam de nenhum treinamento adicional.
Outra opção é o alistamento voluntário para serviço exclusivo na Guarda Nacional sem servir em unidades ativas. Nesse caso, o treinamento é concluído em uma instalação militar.
As tarefas típicas de um membro da Guarda Nacional incluem um fim de semana por mês e duas semanas ininterruptas por ano.
Os membros da Guarda Nacional recebem entre $200 e $600 (R$1.100 e R$ 3.300) por serviço de fim de semana, dependendo de sua patente. Eles também têm subsídios para acomodação e refeições, assistência educacional e seguro-saúde. Os direitos à pensão também podem ser solicitados para períodos de serviço mais longos.
Histórico
A Guarda Nacional foi acionada no passado para atuar em vários momentos de tensão da história dos EUA.
Em setembro de 1957, o segregacionista governador Orval Faubus, do Arkansas, acionou a Guarda Nacional do seu estado para a impedir a entrada de nove alunos negros na High School de Little Rock.
Diante disso, o então presidente Dwight Eisenhower ordenou uma intervenção na Guarda Nacional do Arkansas e utilizou a força para garantir a segurança dos estudantes.
Em 1965, foi a vez de o presidente Lyndon Johnson federalizar a Guarda Nacional do Alabama depois que o governo segregacionista local reprimir manifestantes pacíficos que marchavam de Selma a Montgomery.
Um manifestante baleado por membros da Guarda Nacional na Universidade de Kent em 1970Foto: picture-alliance/dpa
Em 1968, a Guarda Nacional também foi mobilizada durante os protestos que se espalharam pelo país após o assassinato do líder dos direitos civis, Martin Luther King.
Na década seguinte, a Guarda Nacional viveu seu período mais sombrio em 1970, quando seus membros mataram quatro estudantes desarmados na Universidade de Kent, no estado de Ohio, que protestavam contra a Guerra do Vietnã.
Em 1992, membros da Guarda Nacional da Califórnia também foram convocadas para ajudar no reestabelecimento a ordem em Los Angeles na esteira de protestos violentos que eclodiram após quatro policiais brancos serem absolvidos pelas agressões cometidas contra um homem negro, Rodney King.
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)