Publicado 9 de outubro de 2025Última atualização 10 de outubro de 2025
Primeira fase do plano apresentado por Donald Trump inclui libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos. Cessar-fogo deve começar até 24h após aprovação do pacto pelo governo de Israel.
Acordo que pode levar à paz foi alcançado dois anos após início do conflitoFoto: JACK GUEZ/AFP/Getty Images
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O governo de Israel ratificou nesta quinta-feira (09/10) o acordo celebrado no dia anterior com o grupo radical Hamas para encerrar o conflito na Faixa de Gaza . A primeira fase do plano proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e negociado com a mediação de Egito, Catar e Turquia, inclui a libertação de todos os reféns em troca de presos palestinos e o recuo parcial do exército israelense.
O pacto foi confirmado por Trump, que o anunciou como "um primeiro passo rumo a uma paz sólida, duradoura e eterna".
"O governo acaba de aprovar o plano para a libertação de todos os reféns – vivos e mortos", disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no X. A expectativa é que o cessar-fogo entre em vigor até a madrugada de sábado, no horário local.
Em um pronunciamento televisionado, o principal dirigente do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou que o grupo palestino considera a guerra encerrada, citando garantias que recebeu dos mediadores.
À imprensa, Trump indicou que pretende ir ao Oriente Médio no próximo domingo acompanhar a implementação do acordo. Ainda não há clareza sobre como os termos essenciais do plano de paz serão desdobrados, como a futura administração da Faixa de Gaza e o destino do Hamas.
O que se sabe sobre o acordo?
A primeira fase inclui a troca de todos os reféns israelenses mantidos em Gaza por prisioneiros palestinos que estão em Israel. Há 48 reféns mantidos em Gaza, dos quais acredita-se que 20 estejam vivos.
Em troca da libertação deles, Israel deverá libertar 250 prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua e 1.700 prisioneiros presos após 7 de outubro de 2023.
Um alto funcionário da Casa Branca afirmou que Israel terá que se retirar para a linha acordada dentro da Faixa de Gaza em menos de 24 horas a partir da ratificação. A linha acordada seria a chamada linha amarela em Gaza.
Israel afirmou que a libertação dos reféns pode começar já no sábado. Em entrevista à emissora Fox News, Trump disse acreditar que os reféns "regressarão para casa na segunda-feira".
Tanto o governo israelense quanto o Hamas afirmam que os reféns vivos serão entregues dentro de 72 horas após a aprovação do acordo. Autoridades do Hamas insistem que levará mais tempo para recuperar os corpos dos reféns mortos dos escombros de Gaza.
A lista final dos prisioneiros palestinos a serem libertados ainda não está definida. O Hamas comunicou na quarta-feira que entregou a lista dos prisioneiros palestinos mantidos por Israel que deseja que sejam trocados.
Palestinos em Khan Younis festejam anúncio de acordo entre Israel e HamasFoto: Ramadan Abed/REUTERS
Essa lista deve incluir alguns dos prisioneiros mais proeminentes já presos por Israel, cuja libertação estava fora de questão em acordos anteriores. De acordo com um palestino próximo às negociações, a lista inclui Marwan al-Barghouti, líder do movimento Fatah, e Ahmed Saadat, chefe da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Ambos cumprem múltiplas penas de prisão perpétua por envolvimento em ataques que mataram israelenses.
Uma pessoa envolvida nas negociações declarou ao jornal israelense Haaretz que Israel descarta libertar prisioneiros envolvidos no planejamento ou execução do ataque terrorista de 7 de outubro de 2023.
O que disseram as partes?
O acordo foi confirmado por Israel, pelo Hamas e pelo Catar, um importante mediador.
O Hamas anunciou ter chegado a um acordo com Israel para pôr fim à guerra em Gaza e acrescentou que o acordo estipula também a entrada de ajuda humanitária. O grupo disse que "agradece profundamente" os esforços de Catar, Egito e Turquia e que "valoriza" os esforços de Trump para pôr fim à guerra "de forma permanente".
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que convocará seu governo nesta quinta-feira para ratificar o plano de paz e agradeceu Trump pelo compromisso para libertar os reféns.
"Um grande dia para Israel. Amanhã convocarei o governo para ratificar o acordo e trazer para casa todos os nossos preciosos reféns. Agradeço aos heroicos soldados de Israel e a todas as forças de segurança. Graças à sua coragem e sacrifício, chegamos a este dia", declarou.
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O que ainda não está claro?
O anúncio de que Israel e Hamas chegaram a um acordo despertou grandes esperanças de que a guerra finalmente chegue ao fim, mas alguns pontos essenciais do plano de paz apresentado por Trump ainda não foram esclarecidos.
Um deles é administração pós-guerra para a Faixa de Gaza. O plano original de 20 pontos de Trump prevê um papel para a Autoridade Palestina (AP), mas somente após ela passar por grandes reformas, e descarta o envolvimento do Hamas, que governa Gaza desde que expulsou os rivais palestinos, em 2007.
Netanyahu se opõe a um papel para a Autoridade Palestina no governo da Faixa de Gaza. O plano de Trump o prevê, mas exige que a AP, que administra partes da Cisjordânia, passe por um amplo programa de reformas, o que pode levar anos para ser implementado.
O Hamas afirmou que entregaria o governo de Gaza apenas a um governo tecnocrata palestino supervisionado pela Autoridade Palestina e apoiado por países árabes e muçulmanos. O Hamas rejeita qualquer papel estrangeiro em Gaza, como o órgão internacional previsto no plano de Trump e que incluiria o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Outro ponto previsto no plano de paz e sobre o qual ainda não há clareza sobre sua implementação é o desarmamento e o destino do Hamas. O Hamas sempre rejeitou entregar suas armas e afirmou que só o faria se um Estado palestino fosse criado. A proposta de Trump é vaga sobre um futuro Estado palestino, algo que Netanyahu rejeita categoricamente.
Ao que tudo indica, esses dois pontos ainda não foram acertados. Diplomatas disseram que o acordo é apenas sobre a fase inicial. Apesar de ainda haver incertezas, o acordo foi recebido com alegria e alívio tanto por israelenses como palestinos e visto como um sinal de que a paz está mais próxima.
Onde o acordo foi alcançado?
O acordo sobre uma fase inicial do plano de 20 pontos de Trump é o resultado de negociações indiretas no Egito, mediadas pelo Catar, pelo Egito e pela Turquia. As negociações duraram três dias e foram apenas sobre essa fase inicial.
O enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner, participaram das negociações de quarta-feira no Egito, que também contaram com a presença do primeiro-ministro do Catar, xeique Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, e do principal conselheiro de Netanyahu, Ron Dermer.
O acordo sobre a primeira fase do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza deve ser assinado ao meio-dia (horário local) desta quinta-feira no Egito, disse uma pessoa familiarizada com os detalhes do acordo à agência de notícias Reuters e que acrescentou que um cessar-fogo deve entrar em vigor assim que o acordo for assinado.
O mês de outubro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Moradores do Complexo da Penha protestam contra violência policial
Moradores do Rio de Janeiro protestaram contra a megaoperação que deixou 121 mortos, na última terça-feira. Na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha, centenas de pessoas se reuniram em um campo de futebol. Um grupo de motociclistas vestido de branco também rodou pelas vias da região. (31/10)
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Palácio de Buckingham retira título de príncipe Andrew
O Palácio de Buckingham iniciou o processo formal para retirar os títulos restantes do príncipe Andrew e expulsá-lo da residência real, o Royal Lodge. Irmão mais novo do rei Charles III, ele se envolveu em escândalos sexuais ao manter laços com Jeffrey Epstein, acusado de manter uma rede de exploração de menores e morto em 2019. Andrew também renunciou ao seu título de Duque de York. (30/10)
Foto: Toby Melville/REUTERS
Furacão Melissa deixa rastro de destruição no Caribe
A passagem do furacão Melissa causou a morte dezenas de pessoas no Haiti e deixou um rastro de destruição em Cuba, após causar danos generalizados e cortes no fornecimento de energia na Jamaica no dia anterior. Ao longo do dia, o furacão acabou sendo rebaixado para a categoria 2 de um total de 5 na escala Saffir-Simpson. (29/10)
Rio é palco da ação policial mais letal da sua história
Uma megaoperação das polícias Civil e Militar contra a organização criminosa Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em mais de uma centena de mortes. Foi a operação mais letal da história do estado. A ONU condenou a onda de violência. (28/10)
Foto: Aline Massuca/REUTERS
Aos 92 anos, presidente de Camarões é reeleito pela 8ª vez
No poder há mais de quatro décadas, o presidente de Camarões, Paul Biya, de 92 anos, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 12 de outubro. Chefe de Estado mais velho do mundo, Biya poderá agora ocupar o cargo por mais sete anos – até os 99 anos. Esse será seu oitavo mandato na Presidência do país africano. (27/10)
Foto: Zohra Bensemra/REUTERS
Lula e Trump se reúnem para discutir tarifaço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo americano, Donald Trump, reuniram-se pela primeira vez desde o início do mandato do republicano para discutir as tarifas de 50% impostas pela Casa Branca contra o Brasil, além das sanções que afetam autoridades brasileiras. Lula classificou o encontro como "positivo", embora não tenha resultado em um acordo para suspensão das medidas. (26/10)
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Ataques russos deixam três mortos na Ucrânia
Pelo menos três pessoas morreram e 17 ficaram feridas em bombardeios russos na Ucrânia. De acordo com o governo ucraniano, um socorrista morreu após um ataque com mísseis na cidade de Petropavlivska, na região de Dnipropetrovsk. Na mesma região, uma mulher também morreu e sete pessoas ficaram feridas. A Rússia também atacou a capital, Kiev, onde uma pessoa morreu e dez ficaram feridas. (25/10)
Foto: Yan Dobronosov/REUTERS
Trump envia maior porta-aviões do mundo à América Latina para pressionar Maduro
Em uma escalada sem precedentes das tensões militares entre Estados Unidos e Venezuela desde que o governo de Donald Trump deflagrou sua guerra ao narcotráfico, o maior navio de guerra do mundo – o porta-aviões USS Gerald R. Ford – agora navega em direção ao Mar do Caribe. Ele se soma a oito navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35 já na região. (24/10)
Lula confirma que irá disputar quarto mandato em 2026
De passagem pela Indonésia, onde se reuniu com o seu homônimo Prabowo Subianto (foto), Lula confirmou que deve se candidatar à reeleição e disputar um quarto mandato presidencial no pleito de 2026. Prestes a completar 80 anos, ele disse ter "a mesma energia de quando tinha 30 anos de idade". (23/10)
Foto: Willy Kurniawan/REUTERS
CIJ insta Israel a abrir passagem para ajuda humanitária em Gaza
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, na Holanda, decidiu que Israel deve abrir passagem de ajuda humanitária em Gaza, enfatizando que é preciso fornecer aos palestinos "necessidades básicas" essenciais à sobrevivência. O chamado "parecer consultivo" da CIJ não é juridicamente vinculativo, mas o tribunal acredita que tem "grande peso jurídico e autoridade moral" para a decisão. (22/10)
Foto: Koen van Weel/ANP/AFP/Getty Images
Milhares protestam em Berlim contra fala de Merz sobre imigração
Milhares protestaram em frente à sede da CDU, partido do chanceler alemão Friedrich Merz, em Berlim, após ele associar imigrantes a um "problema da paisagem urbana". Mais tarde, ele rejeitou críticas de que sua fala teria teor racista. "Perguntem às suas filhas, vocês terão uma resposta clara", afirmou. Como forma de reação, o protesto foi convocado sob o nome "Nós Somos as Filhas". (21/10)
Foto: Lilli Förter/dpa/picture alliance
Ibama autoriza Petrobras a explorar a Foz do Amazonas
A Petrobras obteve licença para prospectar petróleo em um poço localizado na bacia da Foz do Rio Amazonas. De acordo com a empresa, a sonda exploratória já se encontra na região e a perfuração está prevista para começar "imediatamente". Para críticos, a exploração trará impactos diretos ao meio ambiente. Ibama afirma que exigências ambientais foram atendidas. (20/10)
Foto: Panthermedia/IMAGO
Ladrões roubam joias "inestimáveis" do Louvre à luz do dia
Em ação espetacular que durou menos de dez minutos, criminosos invadiram museu parisiense usando um elevador de carga para acessar a Galerie d'Apollon, um salão abobadado na ala Denon que exibe parte das joias da Coroa da França. Grupo levou nove peças e fugiu de motocicleta. Um dos itens, uma coroa cravejada de diamantes e esmeraldas, foi recuperada na rua. (19/10)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP/picture alliance
Milhares saem às ruas nos EUA em protesto contra Trump
Com mais de 2,6 mil atos convocados em todos os 50 estados do país, cerca de 200 organizações chamaram americanos para protestar contra o que veem como uma escalada autoritária do presidente Donald Trump, sob o mote "No Kings" ("Sem reis"). Foi a terceira mobilização em massa desde o início do governo dele, desta vez em meio a uma paralisação do governo por falta de orçamento. (18/10)
Foto: Seth Harrison/Imagn Images/IMAGO
Trump e Zelenski se encontram na Casa Branca sob impasse sobre mísseis
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que seria prematuro fornecer a Kiev os mísseis americanos Tomahawk, frustrando a principal demanda levada pelo líder ucraniano, Volodimir Zelenski, a um encontro na Casa Branca. Segundo o americano, a guerra na Ucrânia poderia ser encerrada sem o emprego do armamento de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. (17/10)
Foto: Win McNamee/Getty Images
Tumulto em velório do líder da oposição queniana deixa dois mortos
Duas pessoas morreram em Nairóbi depois que a polícia abriu fogo contra apoiadores que acompanhavam o velório do líder da oposição queniana, Raila Odinga, morto na quarta-feira. Agentes também lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que acompanhava a cerimônia. Centenas ainda tentaram invadir o parlamento, onde o governo havia inicialmente programado uma visitação pública. (16/10)
Foto: Andrew Kasuku/AP Photo/picture alliance
Trump concede medalha póstuma a Charlie Kirk
O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu postumamente ao ativista de direita Charlie Kirk a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil do país. Kirk foi morto a tiro em 10 de setembro passado durante um evento universitário no estado de Utah. A medalha foi entregue à viúva de Kirk, Erika, durante cerimônia nos jardins da Casa Branca. (15/10)
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images
Hamas devolve mais 4 corpos a Israel, que limita ajuda a Gaza
Na Faixa de Gaza, a fome aflige mais de meio milhão de palestinos, mas caminhões com mantimentos ainda não foram autorizados a entrar no território na quantidade máxima prevista. O Hamas entregou mais quatro corpos de reféns mortos após Israel anunciar que limitará o fluxo de ajuda humanitária, afirmando que o plano de paz não está sendo respeitado pela organização islamista. (14/10)
Foto: Eyad Baba/AFP/Getty Images
Trump e líderes árabes assinam acordo de paz para Gaza
Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia assinaram uma declaração como garantidores do acordo de paz em Gaza, dias após o início da trégua entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas. "Juntos, conseguimos o que todos diziam ser impossível. Finalmente, temos paz no Oriente Médio", disse Donald Trump em um discurso dirigido aos líderes internacionais reunidos no encontro, no Egito. (13/10)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Ajuda chega a Gaza após garantia de liberação de reféns
Grupos de ajuda humanitária intensificaram os esforços de socorro a Gaza, devastada por dois anos de guerra. Os envios foram autorizados após o Hamas confirmar que seguirá o cronograma de libertação de reféns. Diante do quadro de fome generalizada causado pelo bloqueio imposto por Israel, entidades se preparam para enviar cerca de 600 caminhões com alimentos e suprimentos médicos por dia. (12/10)
Foto: Stringer/REUTERS
Protestos pró-palestinos se espalham pela Europa
Manifestantes pró-palestinos marcharam por várias cidades da Europa no segundo dia de cessar-fogo entre Israel e Hamas em Gaza. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Londres, Berlim e Viena. Em Berna, na Suíça, houve confrontos com a polícia. Em Tel Aviv, israelenses comemoraram o acordo de paz com gritos pró-EUA. (11/10)
Foto: Jaimi Joy/REUTERS
Palestinos iniciam retorno ao norte de Gaza após cessar-fogo
Dezenas de milhares de palestinos caminham rumo ao norte de Gaza para retornar às suas casas, após o exército israelense recuar de suas posições como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que entrou em vigor ao meio-dia (horário local). Um intenso bombardeio ainda foi registrado no território durante a manhã. A expectativa é que os reféns sejam libertados até segunda-feira. (10/10)
Foto: Eyad Baba/AFP
Milhares se reúnem para comemorar cessar-fogo em Gaza
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Tel Aviv para comemorar o acordo que propõe colocar fim à guerra entre Israel e o grupo radical palestino Hamas. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ratificou o texto e deve recuar suas tropas. A expectativa é que 20 reféns israelenses sejam devolvidos até segunda-feira. (09/10)
Foto: Ilia Yefimovich/dpa/picture alliance
Israel e Hamas firmam 1ª fase do acordo de paz em Gaza
Representantes de Israel e do grupo islamista Hamas concordaram com a primeira fase do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê um cessar-fogo no conflito na Faixa de Gaza. A resolução prevê a libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos (08/10).
Foto: Hassan Jedi/Anadolu Agency/IMAGO
Guerra entre Israel e Hamas completa dois anos
Em 7 de outubro de 2023, combatentes do Hamas realizaram um ataque-relâmpago contra Israel, matando quase 1,2 mil pessoas e sequestrando outras 251. Reação israelense deu início à guerra na Faixa de Gaza, onde, depois de dois anos, mais de 66 mil palestinos morreram em meio ao conflito, segundo Ministério da Saúde local administrado pelo Hamas. (07/10)
Foto: Chris McGrath/Getty Images
Premiê da França renuncia após menos de um mês no cargo
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu apresentou sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron, que a aceitou, após a oposição ameaçar derrubar o novo governo. A renúncia inesperada e sem precedentes aprofunda ainda mais a crise política na França, causada pela falta de uma maioria para Macron na Assembleia Nacional. (06/10)
Foto: Eliot Blondet-Pool/SIPA/picture alliance
Síria realiza a primeira eleição pós-ditadura
Após mais de 50 anos de ditadura e uma década de guerra civil, a Síria realizou suas primeiras eleições parlamentares. Mas o processo de votação está longe de ser simples – e está repleto de controvérsias e polêmicas. Nem todos os sírios foram às urnas. Também não houve partidos políticos. Os votos foram emitidos por vários comitês, razão pela qual a eleição é descrita como "indireta". (05/10)
Foto: Mahmoud Hassano/REUTERS
Japão prestes a eleger a primeira mulher para comandar o país
O Partido Liberal Democrático (PLD), que governa atualmente o Japão, escolheu a conservadora linha-dura Sanae Takaichi como líder da legenda, abrindo caminho para ela se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do país. (04/10)
Foto: Kim Kyung-Hoon/POOL/AFP/Getty Images
Nos 35 anos da reunificação, Merz pede união frente a autocracias
No dia em que a reunificação da Alemanha completa 35 anos, o chanceler federal Friedrich Merz fez um apelo por união em meio a mudanças na ordem econômica mundial e à ascensão de autocracias. "Vamos fazer um esforço conjunto por uma nova união em nosso país", disse em Saarbrücken, falando a uma plateia que incluiu o presidente da França, Emmanuel Macron. (03/10)
Foto: Jean-Christophe Verhaegen/AFP
Ataque perto de sinagoga deixa 2 mortos no Reino Unido
Duas pessoas morreram e três ficaram feridas após um agressor dirigir contra um grupo de pedestres e esfaquear um segurança próximo a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra. O incidente ocorreu no Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer ordenou que a segurança de sinagogas em todo o Reino Unido seja reforçada. (02/09)
Foto: Peter Byrne/PA/AP Photo/picture alliance
Israel intercepta flotilha humanitária rumo a Gaza
A flotilha internacional que transportava ajuda humanitária e cerca de 500 ativistas de vários países rumo à Faixa de Gaza, incluindo a sueca Greta Thunberg e um grupo de brasileiros, foi interceptada por navios militares israelenses. O Ministério do Exterior de Israel disse que "Greta e seus amigos estão seguros e saudáveis" e foram levados para um porto em Israel. (01/10)