O que Israel conseguiu em dois anos de guerra em Gaza?
Thomas Latschan
6 de outubro de 2025
Operações israelenses reduziram o enclave palestino a escombros, com mais de 66 mil mortos, 169 mil feridos e uma multidão de famintos e deslocados; embora enfraquecido, Hamas segue ativo, com reféns sob seu domínio.
Governo de Netanyahu lançou sua ofensiva militar com os objetivos declarados de "destruir" o Hamas e libertar os reféns israelenses
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
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O 7 de outubro de 2023 pegou Israel de surpresa. Combatentes do Hamas e outras milícias terroristas ultrapassaram a fronteira fortificada da Faixa de Gaza em um ataque-relâmpago contra Israel, matando quase 1,2 mil pessoas e sequestrando outras 251 para o pequeno território palestino.
No dia seguinte, Israel revidou a ofensiva – e o desenrolar da guerra mais sangrenta em décadas na região já dura dois anos.
As operações das Forças de Defesa de Israel (FDI) mataram pelo menos 66 mil pessoas — estima-se que cerca de 80% delas eram civis — e feriram cerca de 169 mil outras, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. Agências internacionais acreditam que o número real de mortos seja muito maior.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que 90% das casas em Gaza foram destruídas ou danificadas, deixando 1,9 milhão de pessoas, de uma população de 2,1 milhões, deslocadas internamente. Devido ao cerco que Israel impôs a Gaza, grandes áreas do território estão passando por uma grave fome que, até agora, matou pelo menos 450 pessoas — 150 delas crianças.
Metas não alcançadas
Após o ataque de 7 de outubro, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estabeleceu dois objetivos principais para a guerra em Gaza: recuperar todos os reféns sequestrados de Israel e "destruir" o Hamas. Dois anos depois, ele não alcançou nenhum dos dois.
Dos 251 reféns levados para Gaza, 148 foram devolvidos vivos a Israel. Oito foram resgatados pelas FDI, e os 140 restantes libertados pelo Hamas em troca de centenas de palestinos detidos por Israel. Os restos mortais de vários reféns mortos também foram devolvidos a Israel. De acordo com o governo israelense, 48 reféns ainda estão detidos. Destes, acredita-se que apenas 20 estejam vivos.
O Hamas — que Israel, a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros governos, consideram uma organização terrorista — ainda existe em Gaza, embora muitos de seus combatentes tenham sido mortos nos últimos dois anos. Israel também matou uma série de figuras-chave do Hamas, entre elas Ismail Haniyeh e Yahya Sinwar. Apesar disso, o grupo continua operando.
No fim de setembro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou um plano de paz de 20 pontos para Gaza que exige a libertação de todos os reféns restantes e o desarmamento do Hamas, com anistia para os combatentes que "se comprometerem a coexistir pacificamente" com Israel. Isso significaria efetivamente o fim do Hamas como milícia armada.
Inimigos de Israel enfraquecidos
Os combates não se limitaram a Gaza nos últimos dois anos. O Hezbollah, que atua no Líbano, e os houthis, no Iêmen, expressaram solidariedade ao Hamas quando a guerra em Gaza começou. Todas as três organizações — Hezbollah, Houthis e Hamas — recebem apoio financeiro e material do Irã.
Israel tomou medidas militares contra todas essas organizações. Uma explosão em Beirute matou o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e um ataque coordenado com dispositivos eletrônicos explosivos matou centenas de pessoas, incluindo vários combatentes do grupo, em setembro de 2024. Ataques aéreos no sul do Líbano enfraqueceram-o ainda mais.
Após esses episódios, a hegemonia militar israelense na região se fortaleceu – um duro golpe para os oponentes de Israel no Irã, na Síria, no Líbano e em Gaza.
Israel acusado de genocídio
A maneira como Israel trava sua guerra contra Gaza tem sido condenada por governos e entidades em todo o mundo.
Nos últimos dois anos, o exército de Israel bombardeou hospitais, campos de refugiados e escolas em Gaza, matando milhares de mulheres e crianças, assim como inúmeros jornalistas, equipes de resgate e trabalhadores humanitários.
Em várias ocasiões, Israel bloqueou deliberadamente a entrega de ajuda destinada a aliviar o sofrimento da população civil de Gaza, com autoridades alegando que o objetivo era impedir que os suprimentos de ajuda caíssem sob o controle do Hamas.
Netanyahu rejeitou os esforços internacionais para reconhecer a soberania do Estado palestinoFoto: Nathan Howard/AFP/Getty Images
Em dezembro de 2023, a África do Sul moveu uma ação contra Israel perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) por violar a Convenção das Nações Unidas sobre Genocídio. Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e seu então ministro da Defesa, Yoav Gallant, por suspeita de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. O governo israelense e seus apoiadores rejeitaram os mandados, e a Hungria chegou a anunciar sua saída do TPI. A corte também foi retaliada pelos EUA, principal aliado de Israel.
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Reconhecimento da soberania palestina
A crise humanitária cada vez mais dramática em Gaza impulsionou os esforços para o reconhecimento de um Estado palestino independente. Cerca de 140 países em todo o mundo já haviam feito isso antes de 7 de outubro de 2023. Dois anos depois, mais 20 países também reconheceram formalmente a Palestina — incluindo França, Reino Unido, Espanha, Austrália e Canadá.
Ao fazer isso, os governos expressaram seu apoio a uma solução de dois Estados: uma Palestina independente ao lado de Israel. Netanyahu afirma que a criação do Estado palestino seria uma "recompensa" para o Hamas. Mas os governos que ofereceram reconhecimento descartam a possibilidade de o Hamas desempenhar qualquer papel em um Estado palestino.
Vários países suspenderam suas exportações de armas para Israel em resposta à guerra em curso em Gaza. Alguns países — incluindo Colômbia, África do Sul e Malásia — impuseram sanções.
A União Europeia tem discutido medidas econômicas punitivas. Um número crescente de Estados-membros também apoia a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, restringindo as viagens sem visto à União Europeia para cidadãos israelenses e bloqueando as importações provenientes dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. A Alemanha e alguns outros Estados-membros da UE, no entanto, recusaram-se a aderir a essas medidas até o momento.
Fragmentação social em Israel
Em Israel, as opiniões divergem sobre se, ou como, o país deve continuar sua guerra em Gaza. Os ministros da Segurança Nacional e das Finanças, os ultradireitistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, respectivamente, defendem a continuidade da ação militar contra o Hamas. Eles promoveram publicamente a ideia de Israel anexar a Cisjordânia ocupada, o que efetivamente enterraria a quaisquer planos para uma solução de dois Estados.
Outros grupos da sociedade israelense passaram meses pedindo um cessar-fogo, sobretudo os familiares dos reféns que ainda estão em Gaza. Eles organizaram protestos semanais e exigiram uma solução negociada. Muitos dizem que se sentem abandonados por seu governo.
Árabes israelenses, veteranos do exército e parentes de recrutas das Forças de Defesa de Israel também foram às ruas em oposição à guerra. No total, mais de 60% da população israelense apoia um cessar-fogo, de acordo com uma pesquisa de opinião publicada em julho.
Se implementado, o plano de Trump para Gaza poderia silenciar as armas por um momento, mas as feridas infligidas provavelmente levariam décadas para cicatrizar.
O mês de outubro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Moradores do Complexo da Penha protestam contra violência policial
Moradores do Rio de Janeiro protestaram contra a megaoperação que deixou 121 mortos, na última terça-feira. Na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha, centenas de pessoas se reuniram em um campo de futebol. Um grupo de motociclistas vestido de branco também rodou pelas vias da região. (31/10)
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Palácio de Buckingham retira título de príncipe Andrew
O Palácio de Buckingham iniciou o processo formal para retirar os títulos restantes do príncipe Andrew e expulsá-lo da residência real, o Royal Lodge. Irmão mais novo do rei Charles III, ele se envolveu em escândalos sexuais ao manter laços com Jeffrey Epstein, acusado de manter uma rede de exploração de menores e morto em 2019. Andrew também renunciou ao seu título de Duque de York. (30/10)
Foto: Toby Melville/REUTERS
Furacão Melissa deixa rastro de destruição no Caribe
A passagem do furacão Melissa causou a morte dezenas de pessoas no Haiti e deixou um rastro de destruição em Cuba, após causar danos generalizados e cortes no fornecimento de energia na Jamaica no dia anterior. Ao longo do dia, o furacão acabou sendo rebaixado para a categoria 2 de um total de 5 na escala Saffir-Simpson. (29/10)
Rio é palco da ação policial mais letal da sua história
Uma megaoperação das polícias Civil e Militar contra a organização criminosa Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em mais de uma centena de mortes. Foi a operação mais letal da história do estado. A ONU condenou a onda de violência. (28/10)
Foto: Aline Massuca/REUTERS
Aos 92 anos, presidente de Camarões é reeleito pela 8ª vez
No poder há mais de quatro décadas, o presidente de Camarões, Paul Biya, de 92 anos, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 12 de outubro. Chefe de Estado mais velho do mundo, Biya poderá agora ocupar o cargo por mais sete anos – até os 99 anos. Esse será seu oitavo mandato na Presidência do país africano. (27/10)
Foto: Zohra Bensemra/REUTERS
Lula e Trump se reúnem para discutir tarifaço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo americano, Donald Trump, reuniram-se pela primeira vez desde o início do mandato do republicano para discutir as tarifas de 50% impostas pela Casa Branca contra o Brasil, além das sanções que afetam autoridades brasileiras. Lula classificou o encontro como "positivo", embora não tenha resultado em um acordo para suspensão das medidas. (26/10)
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Ataques russos deixam três mortos na Ucrânia
Pelo menos três pessoas morreram e 17 ficaram feridas em bombardeios russos na Ucrânia. De acordo com o governo ucraniano, um socorrista morreu após um ataque com mísseis na cidade de Petropavlivska, na região de Dnipropetrovsk. Na mesma região, uma mulher também morreu e sete pessoas ficaram feridas. A Rússia também atacou a capital, Kiev, onde uma pessoa morreu e dez ficaram feridas. (25/10)
Foto: Yan Dobronosov/REUTERS
Trump envia maior porta-aviões do mundo à América Latina para pressionar Maduro
Em uma escalada sem precedentes das tensões militares entre Estados Unidos e Venezuela desde que o governo de Donald Trump deflagrou sua guerra ao narcotráfico, o maior navio de guerra do mundo – o porta-aviões USS Gerald R. Ford – agora navega em direção ao Mar do Caribe. Ele se soma a oito navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35 já na região. (24/10)
Lula confirma que irá disputar quarto mandato em 2026
De passagem pela Indonésia, onde se reuniu com o seu homônimo Prabowo Subianto (foto), Lula confirmou que deve se candidatar à reeleição e disputar um quarto mandato presidencial no pleito de 2026. Prestes a completar 80 anos, ele disse ter "a mesma energia de quando tinha 30 anos de idade". (23/10)
Foto: Willy Kurniawan/REUTERS
CIJ insta Israel a abrir passagem para ajuda humanitária em Gaza
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, na Holanda, decidiu que Israel deve abrir passagem de ajuda humanitária em Gaza, enfatizando que é preciso fornecer aos palestinos "necessidades básicas" essenciais à sobrevivência. O chamado "parecer consultivo" da CIJ não é juridicamente vinculativo, mas o tribunal acredita que tem "grande peso jurídico e autoridade moral" para a decisão. (22/10)
Foto: Koen van Weel/ANP/AFP/Getty Images
Milhares protestam em Berlim contra fala de Merz sobre imigração
Milhares protestaram em frente à sede da CDU, partido do chanceler alemão Friedrich Merz, em Berlim, após ele associar imigrantes a um "problema da paisagem urbana". Mais tarde, ele rejeitou críticas de que sua fala teria teor racista. "Perguntem às suas filhas, vocês terão uma resposta clara", afirmou. Como forma de reação, o protesto foi convocado sob o nome "Nós Somos as Filhas". (21/10)
Foto: Lilli Förter/dpa/picture alliance
Ibama autoriza Petrobras a explorar a Foz do Amazonas
A Petrobras obteve licença para prospectar petróleo em um poço localizado na bacia da Foz do Rio Amazonas. De acordo com a empresa, a sonda exploratória já se encontra na região e a perfuração está prevista para começar "imediatamente". Para críticos, a exploração trará impactos diretos ao meio ambiente. Ibama afirma que exigências ambientais foram atendidas. (20/10)
Foto: Panthermedia/IMAGO
Ladrões roubam joias "inestimáveis" do Louvre à luz do dia
Em ação espetacular que durou menos de dez minutos, criminosos invadiram museu parisiense usando um elevador de carga para acessar a Galerie d'Apollon, um salão abobadado na ala Denon que exibe parte das joias da Coroa da França. Grupo levou nove peças e fugiu de motocicleta. Um dos itens, uma coroa cravejada de diamantes e esmeraldas, foi recuperada na rua. (19/10)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP/picture alliance
Milhares saem às ruas nos EUA em protesto contra Trump
Com mais de 2,6 mil atos convocados em todos os 50 estados do país, cerca de 200 organizações chamaram americanos para protestar contra o que veem como uma escalada autoritária do presidente Donald Trump, sob o mote "No Kings" ("Sem reis"). Foi a terceira mobilização em massa desde o início do governo dele, desta vez em meio a uma paralisação do governo por falta de orçamento. (18/10)
Foto: Seth Harrison/Imagn Images/IMAGO
Trump e Zelenski se encontram na Casa Branca sob impasse sobre mísseis
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que seria prematuro fornecer a Kiev os mísseis americanos Tomahawk, frustrando a principal demanda levada pelo líder ucraniano, Volodimir Zelenski, a um encontro na Casa Branca. Segundo o americano, a guerra na Ucrânia poderia ser encerrada sem o emprego do armamento de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. (17/10)
Foto: Win McNamee/Getty Images
Tumulto em velório do líder da oposição queniana deixa dois mortos
Duas pessoas morreram em Nairóbi depois que a polícia abriu fogo contra apoiadores que acompanhavam o velório do líder da oposição queniana, Raila Odinga, morto na quarta-feira. Agentes também lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que acompanhava a cerimônia. Centenas ainda tentaram invadir o parlamento, onde o governo havia inicialmente programado uma visitação pública. (16/10)
Foto: Andrew Kasuku/AP Photo/picture alliance
Trump concede medalha póstuma a Charlie Kirk
O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu postumamente ao ativista de direita Charlie Kirk a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil do país. Kirk foi morto a tiro em 10 de setembro passado durante um evento universitário no estado de Utah. A medalha foi entregue à viúva de Kirk, Erika, durante cerimônia nos jardins da Casa Branca. (15/10)
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images
Hamas devolve mais 4 corpos a Israel, que limita ajuda a Gaza
Na Faixa de Gaza, a fome aflige mais de meio milhão de palestinos, mas caminhões com mantimentos ainda não foram autorizados a entrar no território na quantidade máxima prevista. O Hamas entregou mais quatro corpos de reféns mortos após Israel anunciar que limitará o fluxo de ajuda humanitária, afirmando que o plano de paz não está sendo respeitado pela organização islamista. (14/10)
Foto: Eyad Baba/AFP/Getty Images
Trump e líderes árabes assinam acordo de paz para Gaza
Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia assinaram uma declaração como garantidores do acordo de paz em Gaza, dias após o início da trégua entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas. "Juntos, conseguimos o que todos diziam ser impossível. Finalmente, temos paz no Oriente Médio", disse Donald Trump em um discurso dirigido aos líderes internacionais reunidos no encontro, no Egito. (13/10)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Ajuda chega a Gaza após garantia de liberação de reféns
Grupos de ajuda humanitária intensificaram os esforços de socorro a Gaza, devastada por dois anos de guerra. Os envios foram autorizados após o Hamas confirmar que seguirá o cronograma de libertação de reféns. Diante do quadro de fome generalizada causado pelo bloqueio imposto por Israel, entidades se preparam para enviar cerca de 600 caminhões com alimentos e suprimentos médicos por dia. (12/10)
Foto: Stringer/REUTERS
Protestos pró-palestinos se espalham pela Europa
Manifestantes pró-palestinos marcharam por várias cidades da Europa no segundo dia de cessar-fogo entre Israel e Hamas em Gaza. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Londres, Berlim e Viena. Em Berna, na Suíça, houve confrontos com a polícia. Em Tel Aviv, israelenses comemoraram o acordo de paz com gritos pró-EUA. (11/10)
Foto: Jaimi Joy/REUTERS
Palestinos iniciam retorno ao norte de Gaza após cessar-fogo
Dezenas de milhares de palestinos caminham rumo ao norte de Gaza para retornar às suas casas, após o exército israelense recuar de suas posições como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que entrou em vigor ao meio-dia (horário local). Um intenso bombardeio ainda foi registrado no território durante a manhã. A expectativa é que os reféns sejam libertados até segunda-feira. (10/10)
Foto: Eyad Baba/AFP
Milhares se reúnem para comemorar cessar-fogo em Gaza
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Tel Aviv para comemorar o acordo que propõe colocar fim à guerra entre Israel e o grupo radical palestino Hamas. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ratificou o texto e deve recuar suas tropas. A expectativa é que 20 reféns israelenses sejam devolvidos até segunda-feira. (09/10)
Foto: Ilia Yefimovich/dpa/picture alliance
Israel e Hamas firmam 1ª fase do acordo de paz em Gaza
Representantes de Israel e do grupo islamista Hamas concordaram com a primeira fase do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê um cessar-fogo no conflito na Faixa de Gaza. A resolução prevê a libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos (08/10).
Foto: Hassan Jedi/Anadolu Agency/IMAGO
Guerra entre Israel e Hamas completa dois anos
Em 7 de outubro de 2023, combatentes do Hamas realizaram um ataque-relâmpago contra Israel, matando quase 1,2 mil pessoas e sequestrando outras 251. Reação israelense deu início à guerra na Faixa de Gaza, onde, depois de dois anos, mais de 66 mil palestinos morreram em meio ao conflito, segundo Ministério da Saúde local administrado pelo Hamas. (07/10)
Foto: Chris McGrath/Getty Images
Premiê da França renuncia após menos de um mês no cargo
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu apresentou sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron, que a aceitou, após a oposição ameaçar derrubar o novo governo. A renúncia inesperada e sem precedentes aprofunda ainda mais a crise política na França, causada pela falta de uma maioria para Macron na Assembleia Nacional. (06/10)
Foto: Eliot Blondet-Pool/SIPA/picture alliance
Síria realiza a primeira eleição pós-ditadura
Após mais de 50 anos de ditadura e uma década de guerra civil, a Síria realizou suas primeiras eleições parlamentares. Mas o processo de votação está longe de ser simples – e está repleto de controvérsias e polêmicas. Nem todos os sírios foram às urnas. Também não houve partidos políticos. Os votos foram emitidos por vários comitês, razão pela qual a eleição é descrita como "indireta". (05/10)
Foto: Mahmoud Hassano/REUTERS
Japão prestes a eleger a primeira mulher para comandar o país
O Partido Liberal Democrático (PLD), que governa atualmente o Japão, escolheu a conservadora linha-dura Sanae Takaichi como líder da legenda, abrindo caminho para ela se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do país. (04/10)
Foto: Kim Kyung-Hoon/POOL/AFP/Getty Images
Nos 35 anos da reunificação, Merz pede união frente a autocracias
No dia em que a reunificação da Alemanha completa 35 anos, o chanceler federal Friedrich Merz fez um apelo por união em meio a mudanças na ordem econômica mundial e à ascensão de autocracias. "Vamos fazer um esforço conjunto por uma nova união em nosso país", disse em Saarbrücken, falando a uma plateia que incluiu o presidente da França, Emmanuel Macron. (03/10)
Foto: Jean-Christophe Verhaegen/AFP
Ataque perto de sinagoga deixa 2 mortos no Reino Unido
Duas pessoas morreram e três ficaram feridas após um agressor dirigir contra um grupo de pedestres e esfaquear um segurança próximo a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra. O incidente ocorreu no Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer ordenou que a segurança de sinagogas em todo o Reino Unido seja reforçada. (02/09)
Foto: Peter Byrne/PA/AP Photo/picture alliance
Israel intercepta flotilha humanitária rumo a Gaza
A flotilha internacional que transportava ajuda humanitária e cerca de 500 ativistas de vários países rumo à Faixa de Gaza, incluindo a sueca Greta Thunberg e um grupo de brasileiros, foi interceptada por navios militares israelenses. O Ministério do Exterior de Israel disse que "Greta e seus amigos estão seguros e saudáveis" e foram levados para um porto em Israel. (01/10)