Publicado 5 de julho de 2025Última atualização 5 de julho de 2025
Ausência de Xi e Putin reduz chance de grandes decisões, mas pode criar oportunidade para países democráticos do bloco. Brasil bancou participação inédita da sociedade civil.
Brasil exerce a presidência rotativa do Brics até o final de 2025Foto: Mauro Pimentel/AFP
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Pouco mais de um ano após se expandir, o Brics realiza no Rio de Janeiro neste domingo e segunda-feira (06 e 07/07) uma cúpula de chefes de Estado para analisar o contexto geopolítico global, tentar aprofundar a cooperação entre seus membros e sinalizar em qual direção o bloco pretende caminhar no futuro.
Os desafios serão grandes. O Brics atravessa uma crise de identidade sobre qual é seu papel em uma ordem mundial em rápida transformação. O principal dilema: pressionar por reformas da governança global em diálogo com países do G7 ou contestar mais abertamente o Ocidente, como vêm fazendo Rússia e China?
Por outro lado, a falta desses dois líderes pode acabar oferecendo uma oportunidade para os países democráticos do grupo que precisam manter um contato amistoso com o G7, como Brasil, Índia e África do Sul, demonstrarem que o Brics não depende tanto de Pequim e tentarem fazer avançar sua agenda, avaliam especialistas à DW.
Neste sábado, negociadores conseguiram contornar resistências internas sobre assuntos mais sensíveis e chegaram a um consenso sobre a declaração conjunta. No rascunho do documento, os países criticam tarifas comerciais "indiscriminadas", defendem a solução de dois Estados no conflito entre Israel e palestinos, e se posicionam por uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. O texto final ainda pode ser modificado até ser oficialmente divulgado pelos líderes do bloco no domingo.
A expectativa de que algo importante e concreto saia da cúpula, no entanto, é baixa. Mesmo a proposta de fortalecer transações comerciais sem usar o dólar – lançada com entusiasmo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – entrou em banho-maria após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar retaliar.
Ausência de Xi e Putin: fraqueza ou oportunidade
A falta do presidente russo a uma cúpula do Brics não é novidade. Ele também esteve ausente da reunião de 2023, na África do Sul, que assim como o Brasil é signatária do tratado que cria o TPI e, em tese, seria obrigada a prendê-lo.
Mas é a primeira vez que Xi se ausenta de uma cúpula do Brics. O motivo real é alvo de especulação: falou-se em pressões domésticas ligadas à disputa tarifária com os Estados Unidos ou ao consumo em queda no país, ou ao fato de Xi ter se reunido com Lula duas vezes em menos de um ano, sendo a última em maio, durante a visita do líder brasileiro a Pequim.
O jornal South China Morning Post também questionou se o fato de o Brasil ter oferecido um jantar de Estado ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, poderia ter pesado na decisão de XI – para que o líder chinês não aparecesse como uma figura menor na cúpula.
Putin já não havia participado da cúpula de 2023, mas ausência de Xi é inéditaFoto: Yuri Kochetkov/REUTERS
Se por um lado a ausência de ambos os líderes reduz a chance de que "algo mais substantivo" seja decidido no Rio, por outro isso deixará Brasil, Índia e África do Sul "mais soltos" para defenderem suas posições, afirma Vinicius Guilherme Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FAAP e da FGV.
Além disso, é uma chance para que esses três países "de alguma forma reajam à interpretação tradicional de que o Brics seria apenas uma bola para a China jogar, e mostrem que eles são capazes de desenvolver uma proposta para um tipo diferente de Brics", diz Günther Maihold, non-resident senior fellow da Fundação de Ciência e Política (SWP) em Berlim.
Crise de identidade: como encarar o Ocidente
O debate sobre que "tipo diferente" de Brics poderia surgir está ligado a uma questão de fundo do grupo. Rússia e China têm feito uma contestação mais aberta ao Ocidente, enquanto África do Sul, Brasil e Índia atuam com "ambiguidade estratégica", buscando representar o Sul Global ao mesmo tempo em que tentam manter um entendimento com os Estados Unidos e a União Europeia, diz Maihold.
"Para esses países, o objetivo não é tanto reduzir o poder do Ocidente, mas somar esforços do Sul Global para prover bens públicos de governança global, ainda mais em um contexto no qual os Estados Unidos estão deixando um vazio que a Europa, sozinha, não conseguirá preencher", afirma Vieira.
Ele avalia que o mundo está retornando à "lógica das grandes potências", que podem preferir lidar diretamente entre si em vez de apostar em soluções multilaterais, além de priorizar uma agenda tradicional de segurança. E, em um ambiente geopolítico conflagrado como o atual, "potências médias e regionais têm muito a perder se se opuserem a um dos blocos que estão se formando, um euroatlântico e o outro com Rússia e China."
Apesar do esforço das potências médias, como o Brasil, buscarem esse equilíbrio, ele avalia que parte do Ocidente já "comprou a ideia de que o Brics é antiocidental", diz Vieira.
Brics cresceu: como funcionará
Formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics recebeu a adesão de Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos em 2024, e da Indonésia em 2025.
Somados, esses países respondem por mais de 40% da população mundial e mais de um terço do PIB global com base na paridade do poder de compra, superando os países do G7.
Há grande heterogeneidade entre os membros. A China sozinha responde por cerca de 60% do PIB do grupo, e sua economia é quase cinco vezes maior do que o segundo colocado do Brics, a Índia. China, Rússia e Índia têm armas nucleares, mas só as duas primeiras possuem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. E entre os membros originais, apenas Brasil, Índia e África do Sul são democracias.
Essas diferenças cresceram com a inclusão dos novos membros. Em abril, os ministros das Relações Exteriores dos países do grupo, reunidos no Rio, não conseguiram chegar a um consenso para um comunicado final. Em particular, Egito e Etiópia não concordaram com a linguagem usada para pedir a reforma do Conselho de Segurança da ONU, ao qual Brasil, Índia e África do Sul há muito pleiteiam um assento permanente.
Vieira considera que a cúpula do Rio poderá ser a primeira nas quais divergências entre velhos e novos membros podem surgir. Para Maihold, a regra de unanimidade para a tomada de decisões colocará empecilhos significativos no longo prazo ao Brics, e ele considera que seria importante o grupo rediscutir suas regras de governança.
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Alternativas ao dólar: ameaça de Trump pesou
A adoção de alternativas ao dólar para comércio entre os países do grupo, como a adoção das moedas locais ou de instrumentos de pagamento próprios, apareceu no comunicado final da cúpula de Joanesburgo, em 2023, e também foi discutida na reunião de 2024, em Kazan, na Rússia.
Lula não foi a Kazan, devido ao acidente doméstico que sofreu na semana anterior, mas fez um discurso por videoconferência no qual afirmou: "Agora é chegada a hora de avançar na criação de meios de pagamento alternativos para transações entre nossos países. Não se trata de substituir nossas moedas. Mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro internacional".
Um mês depois, no entanto, Trump ameaçou impor tarifas de importação de 100% aos países do Brics que tentassem substituir o dólar no comércio internacional, seja usando outra moeda ou criando uma nova moeda do Brics.
A ameaça teve impacto. Vieira avalia ser alta a chance de a declaração final da cúpula do Rio não mencionar meios de pagamento alternativos ao dólar, para reduzir o risco para países do bloco de enfrentarem novos anúncios de tarifas de Trump.
"Lula tem sido um protagonista sobre esse tema, mas isso está muito abaixo na lista de prioridades [desta cúpula]", afirma Maihold.
Toque brasileiro: participação da sociedade civil
Como atual sede da presidência do Brics, o Brasil abriu espaços de interação com a sociedade civil para debater o que ela considera que seja importante priorizar na atuação do bloco.
Lula na primeira reunião preparatória com os sherpas dos países do Brics, em fevereiro, em BrasíliaFoto: Ricardo Stuckert/PR
A Secretaria-Geral da Presidência da República selecionou dez grupos da sociedade civil, com critérios que "combinavam representatividade institucional e alinhamento com as prioridades da presidência brasileira". Eles puderam apresentar diretamente suas propostas aos negociadores dos países-membros, os chamados sherpas.
Houve pedidos, por exemplo, para uma maior participação feminina nos espaços de poder e pela inclusão dos sindicatos no monitoramento de políticas públicas. Foi a primeira vez que isso ocorreu numa cúpula do Brics, e emulou uma estratégia que já havia sido adotada pelo Brasil na cúpula do G20 no Rio, em novembro passado.
Vieira avalia que a iniciativa deve ter desagradado alguns membros do Brics. "Isso é algo que a China e a Rússia odeiam. Essa conversa sobre sociedade civil, direitos humanos, nesse formato, para a China é algo que não respeitaria o que ela chama de pluralidade de civilizações", diz.
Além disso, os especialistas esperam que Lula tentará usar a cúpula para obter prestígio internacional em um momento de relativo enfraquecimento no cenário doméstico, envolto em disputas com o Congresso sobre tributação, e projetar influência para a COP30, que será realizada em novembro em Belém.
O que mais?
A cúpula do Rio também poderá debater a eventual adesão da Tailândia e do Vietnã, com o potencial de deslocar a balança do grupo ainda mais para o Sudeste Asiático.
Por fim, se nas grandes questões políticas e econômicas a chance de resultados concretos nesta cúpula é baixa, Vieira avalia que as reuniões mantidas em nível técnico entre burocratas dos países sobre temas variados, como educação e saúde, têm potencial para produzir efeitos práticos, como em cooperações técnicas entre universidades e para a pesquisa científica.
"Ainda mais em um mundo em que o grande líder nas questões científicas de saúde e educação, os Estados Unidos, têm se retirado. Mas isso terá efeito mais no médio e longo prazo", afirma.
O mês de julho em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Thibaud Moritz/AFP/Getty Images
EUA sancionam autoridades palestinas e vão barrá-las de viajar ao país
Após anúncios recentes de França, Reino Unido e Canadá de que pretendem reconhecer um Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os EUA anunciaram o veto à concessão de vistos a representantes do governo palestino na Cisjordânia. A medida afeta a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina (PLO). (31/07)
Foto: Mark Schiefelbein/AP Photo/picture alliance
Trump assina decreto impondo tarifa de 50% sobre o Brasil
Presidente dos EUA assinou decreto impondo uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. Medida, no entanto, prevê isenções a quase 700 itens, como combustíveis, veículos, e produtos de ferro, aço, alumínio e cobre. Já o café e a carne bovina não foram poupados das sobretaxas. (30/07)
Foto: Igor Do Vale/picture alliance/ZUMA Press Wire
Carla Zambelli é presa em Roma
Deputada bolsonarista havia fugido para a Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do CNJ. A Justiça italiana terá ainda que analisar o pedido de extradição e avaliar se está de acordo com os pré-requisitos estabelecidos por tratados firmados entre a Itália e o Brasil. (30/07)
Foto: www.camara.leg.br
Líderes do Camboja e da Tailândia anunciam cessar-fogo
Trégua incondicional foi negociada após cinco dias de combates ao longo da fronteira entre os dois países que deixaram ao menos 36 mortos. O conflito foi o mais mortal desde a onda de violência de 2011 vivida no território reivindicado pelas duas nações devido a uma demarcação feita por colonos franceses em 1907. (28/07)
Foto: Mohd Rasfan/REUTERS
Trem descarrilha e deixa três mortos na Alemanha
O descarrilhamento de um trem regional no sudoeste da Alemanha deixou ao menos três pessoas mortas e 34 feridas por volta das 18h10 (no horário local), próximo à cidade de Riedlingen. Uma forte tempestade atingiu a região, mas a causa do acidente ainda não foi identificada. Cerca de 100 pessoas estavam no veículo. (27/07)
Foto: Thomas Warnack/dpa/picture alliance
Sob aparato policial, milhares participam da parada do orgulho LGBTQ+ em Berlim
Cerca de 80 carros alegóricos e aproximadamente 100 grupos a pé participaram do evento nas ruas da capital alemã, sob o lema "Nunca mais fique em silêncio". A polícia montou uma operação especial para evitar confrontos com uma contramanifestação organizada para o mesmo dia. A marcha acontece em meio à polêmica gerada pela proibição do hasteamento da bandeira LGBTQ+ no parlamento alemão. (26/07)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
Ex-deputado George Santos se entrega e é preso nos EUA
Filho de imigrantes brasileiros que se alçou à política nos Estados Unidos, Santos se apresentou a uma prisão federal para começar a cumprir uma sentença de sete anos pelas acusações que levaram à sua expulsão do Congresso americano. Ele foi condenado por enganar doadores e usar recursos de campanha para benefício próprio. (25/07)
Foto: Annabelle Gordon/CNP/abaca/picture alliance
França vai reconhecer Estado palestino, anuncia Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que reconhecimento será confirmado em reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro. Com isso, a causa palestina deve ganhar o apoio de uma das nações mais poderosas da Europa, eventualmente levando outras potências ocidentais a seguirem pelo mesmo caminho. (24/07)
Foto: dts-Agentur/picture alliance
ONGs alertam para "fome generalizada" em Gaza
Mais de 100 organizações de ajuda humanitária e grupos de direitos humanos alertaram que a situação de "fome generalizada" se espalha cada vez mais na Faixa de Gaza e atinge também seus funcionários. No comunicado, 111 entidades pedem por um cessar-fogo imediato, a abertura de todas as passagens terrestres e o livre fluxo de ajuda por meio dos mecanismos coordenados pela ONU. (23/07)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Ícone do rock, Ozzy Osbourne morre aos 76 anos
Cantor britânico era vocalista da banda Black Sabbath e morreu pouco mais de duas semanas após realizar show de despedida em Birmingham, na Inglaterra, sua cidade natal. A família não revelou a causa da morte. O artista havia sido diagnosticado com doença de Parkinson em 2019 e enfrentava outros problemas de saúde. (22/07)
Foto: Harry How/Getty Images
Lula e lideres progressistas selam aliança em defesa da democracia
Líderes do Chile, Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai se reuniram em Santiago, no Chile, em prol da democracia e do multilateralismo. Eles alertaram que a democracia está ameaçada por elementos como a desinformação, a disseminação do ódio e a corrupção. "Neste momento em que o extremismo tenta reavivar práticas intervencionistas, precisamos agir juntos", afirmou o presidente Lula. (21/07)
Foto: Pablo Sanhueza/REUTERS
Governo alemão homenageia autores de atentado contra Hitler
Membros da classe política alemã e das Forças Armadas do país participaram de uma cerimônia para assinalar o 81º aniversário da tentativa de assassinato de Adolf Hitler por oficiais do exército alemão. Num evento no memorial de Plötzensee, em Berlim, o prefeito da capital, Kai Wegner, mencionou a "grande coragem" dos membros da resistência contra a tirania nazista. (20/07)
Foto: Christophe Gateau/dpa/picture alliance
Motorista atropela dezenas pedestres em Los Angeles
Um carro invadiu a calçada da Santa Monica Boulevard, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e atropelou dezenas de pessoas que formavam uma fila para entrar em uma casa noturna. Segundo o Corpo de Bombeiros da cidade, ao menos 30 ficaram feridas. (19/07)
Foto: Damian Dovarganes/AP/picture alliance
STF manda Bolsonaro usar tornozeleira eletrônica
O Supremo determinou que o ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica e passará a ser monitorado 24 horas por dia. Ele não poderá acessar redes sociais ou deixar Brasília sem autorização. Bolsonaro também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h e está proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas e outros réus e investigados pelo STF. (18/07)
Foto: Eraldo Peres/AP/picture alliance
Ataque de Israel atinge única igreja católica de Gaza
Um míssil israelense atingiu o complexo da Igreja da Sagrada Família da Faixa de Gaza, a única igreja católica do território palestino, matando três pessoas e ferindo várias outras. Entre os feridos estava o padre Gabriele Romanelli, que se tornou amigo íntimo do papa Francisco nos últimos meses de vida do pontífice, e com quem ele telefonava quase diariamente.(18/07)
Foto: Omar Al-Qattaa/AFP/Getty Images
Tropas israelenses impedem drusos de cruzar fronteira com a Síria
Membros da comunidade drusa protestaram contra tropas israelenses ao serem impedidos de cruzar a fronteira em direção à Síria. Dezenas tentam chegar a Sweida em busca de familiares. No local, milícias drusas entraram em conflito com combatentes beduínos e forças do governo sírio, deixando centenas de mortos. Em retaliação, Israel lançou bombardeios contra alvos em Damasco. (16/07)
Foto: Jalaa Marey/AFP/Getty Images
Combates no sul da Síria deixam 203 mortos
Israel tem feito ataques contra as forças do governo sírio na região de Sweida, no sul da Síria, sob o argumento de proteger a minoria drusa e desmilitarizar a área próxima à fronteira. Nesta terça-feira, confrontos sectários deixaram ao menos 203 mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Após vários dias de conflito, forças do governo foram enviadas à região. (15/07)
Foto: Omar Sanadiki/AP Photo/picture alliance
EUA enviarão Patriots para a Ucrânia financiados pela UE
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos enviarão sistemas de defesa antiaérea Patriot para a Ucrânia para apoiar os combates contra a invasão da Rússia, marcando a retomada da ajuda dos Estados Unidos a Kiev. No entanto, ele afirmou que a União Europeia (UE) é quem "pagará por isso". (13/07)
Foto: U.S. Army/ABACAPRESS/picture alliance
Unesco declara Cânion do Peruaçu, em MG, Patrimônio Mundial
O Cânion do Peruaçu, localizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Com 38.003 hectares de extensão, ele abriga um complexo de cavernas, sítios arqueológicos milenares e uma rica biodiversidade. Um dos destaques do local é a Gruta do Janelão, cujas galerias ultrapassam 100 metros de altura (13/7).
Foto: Tony Waltham/robertharding/picture alliance
"Castelo da Cinderela" alemão é declarado Patrimônio Mundial
O castelo de Neuschwanstein, na Baviera, conhecido por ter inspirado filmes de Walt Disney, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, anunciou a agência da ONU. Três outros edifícios também construídos no final do século 19 sob o comando do rei Ludwig 2º da Baviera, que era obcecado por artes, também foram adicionadas à lista: Herrenchiemsee, Linderhof e Schachen. (12/07)
Foto: Lilly/imageBROKER/picture alliance
Trinta anos do genocídio de Srebrenica
Pessoas se reúnem em um memorial na vila de Potocari, próximo à cidade de Srebenica, onde há 30 anos tropas do general sérvio-bósnio Ratko Mladic promoveram um massacre contra bósnios muçulmanos que estavam em uma zona protegida pela ONU. No local, estão os restos mortais de cerca de 7 mil das 8.372 vítimas conhecidas do genocídio. (11/07)
Foto: Andrej ISAKOVIC/AFP
Lula ameaça retaliar tarifaço de Trump e chama carta de "afronta"
O presidente Lula disse que quer negociar com seu homólogo americano, Donald Trump, para evitar a taxação em 50% de exportações brasileiras, mas que retaliará na mesma medida se a estratégia não der certo. "Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele", afirmou à TV Record, chamando a carta de Trump com críticas ao Judiciário brasileiro e defesa de Jair Bolsonaro de "afronta". (10/07)
Foto: E. Blondet/W. Oliver/picture alliance
Trump pressiona Brasil e anuncia tarifa extra de 50%
O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu a uma troca de farpas com o governo brasileiro com a imposição de uma taxa extra de 50% sobre todas as exportações brasileiras, a partir de 1º de agosto. A tarifa se somaria aos 10% que o Brasil já paga desde 2 de abril. Ao justificar a medida, americano citou processo de Bolsonaro no STF e política comercial "injusta". (09/07)
Foto: Jacquelyn Martin/AP/picture alliance
Netanyahu indica Trump ao Nobel da Paz
Possível trégua em Gaza e novas conversas com o Irã foram temas na reunião de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Na terceira visita do líder israelense a Washington no segundo mandato de Trump, eles buscaram projetar alinhamento e admiração mútua. Netanyahu até disse ter indicado Trump ao Nobel da Paz e, durante jantar, deu ao americano uma cópia da sua carta ao Comitê do Nobel. (08/07)
Foto: Kevin Lamarque/REUTERS
Polônia reage à Alemanha e inicia controle de fronteiras
A Polônia começou a impor controles em 65 pontos das fronteiras terrestres com a Alemanha e a Lituânia como parte de uma ofensiva contra a migração irregular que gera pressão política tanto em Varsóvia quanto em Berlim. O governo polonês acusa a Alemanha de devolver sistematicamente imigrantes ao seu território, uma medida juridicamente controversa, e diz que há assimetria entre os países. (07/07)
Foto: Lisi Niesner/REUTERS
Brics condena ataques contra seus membros e critica protecionismo
Líderes do grupo de nações em desenvolvimento Brics condenaram os ataques ao Irã, à Faixa de Gaza, à Caxemira indiana e à infraestrutura russa durante a cúpula do bloco que acontece no Rio de Janeiro. Em uma declaração conjunta, os países ainda criticaram o "aumento indiscriminado de tarifas" no comércio internacional e voltaram a pedir uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. (06/07)
Foto: Pilar Olivares/REUTERS
Multidão protesta em Tel Aviv por acordo que liberte todos os reféns
Milhares foram às ruas para pressionar o governo a firmar um acordo "sem seleção" que garanta o retorno de todos os reféns mantidos em Gaza. Críticos acusam o premiê Benjamin Netanyahu de adiar as negociações para encerrar a guerra, com o objetivo de preservar sua posição política. Discussões atuais sobre um cessar-fogo entre Israel e Hamas não preveem a libertação de todos os sequestrados.(05/07)
Foto: Ohad Zwigenberg/AP/picture alliance
Enchentes no Texas deixam dezenas de mortos e desaparecidos
Chuvas torrenciais provocaram enchentes repentinas ao longo do rio Guadalupe, no estado americano do Texas, deixando ao menos 24 mortos. As autoridades seguem procurando um grupo de cerca de 20 meninas que participavam de um acampamento de verão próximo às margens do rio. Equipes de resgate estão usando 14 helicópteros e uma dúzia de drones nas buscas. (04/07)
Foto: Patrick Keely/UGC/REUTERS
Em prisão domiciliar, Cristina Kirchner recebe Lula
Após a cúpula do Mercosul em Buenos Aires, Lula visitou a ex-presidente argentina condenada por corrupção. "Lula também foi perseguido, usaram "lawfare contra ele", escreveu Cristina Kirchner no X após o encontro com o líder brasileiro. Ela descreveu a visita como um "ato político de solidariedade".(03/07)
Ondas de calor chegaram mais cedo este ano à Europa, no início do verão, aumentando as temperaturas em até 10°C em algumas regiões. Quatro pessoas morreram na Espanha, duas na França outras e duas na Itália devido às altas temperaturas. Os serviços meteorológicos nacionais emitiram alertas à população sobre o calor excessivo em muitas das maiores cidades do continente, como Roma e Paris (02/07)
Foto: Remo Casilli/REUTERS
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Uma multidão protestou em Istambul em apoio ao popular ex-prefeito da cidade, Ekrem Imamoglu, na data que marca os 100 dias de sua prisão. Principal rival político do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ele foi detido por acusações de corrupção em uma investigação considerada por seus apoiadores como politicamente motivada. (01/07)
Foto: Su Cassiano/Middle East Images/AFP/Getty Images