O que pode ser feito contra alta dos alimentos no Brasil?
7 de fevereiro de 2025
Sugestão do presidente Lula para brasileiros evitarem produtos mais caros não funciona na prática, dizem economistas. Dólar e clima são alguns dos fatores para alta, que impacta popularidade do presidente.
Eventos climáticos extremos como secas e enchentes, dólar valorizado e guerra na Ucrânia são alguns dos fatores que explicam alta nos preços de alimentos no BrasilFoto: Joédson Alves/Agência Brasil
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No restaurante self-service da região hospitalar de Belo Horizonte, o cafezinho é servido aos clientes como cortesia na hora de pagar a conta. Apesar de o preço do produto ter subido 39,6% em 2024, de acordo com o IBGE, o proprietário do lugar, Valdênio Matos, não considera deixar de lado o agrado à clientela, muito menos trocar a marca por uma mais barata (e de pior qualidade).
O empresário tem outras preocupações. Em uma semana, o preço da peça de picanha vendida por um fornecedor passou de R$ 99 para R$ 120, um reajuste de 21%. "E ainda tem os 13% de imposto, já que o produto vem de São Paulo", reclama ele.
Como mantém um estoque, Valdênio prefere esperar uma eventual queda no preço da carne – o que parece pouco provável. No caso de outros ingredientes mais perecíveis, como laranja e quiabo, esse manejo é mais difícil. "Está pesando nas contas. Ainda não repassei os preços para os clientes, mas daqui a pouco vai ser impossível segurar", confessa.
É verdade que o índice oficial da inflação, o IPCA, fechou o ano passado em 4,83%, patamar próximo ao limite superior da meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. No entanto, o grupo alimentos e bebidas destoou, acumulando uma alta de 7,69% durante 2024.
A pressão sobre preços de itens essenciais, como café, carnes, ovos e óleo de cozinha, deve perdurar ao menos ao longo da primeira metade do ano, tornando-se a principal pedra no sapato do governo, que tem visto sua popularidade cair.
Levantamento da Genial/Quaest divulgado em 27 de janeiro mostrou que, pela primeira vez, o percentual de desaprovação de Lula (49%) ultrapassou a aprovação (47%). Dos entrevistados, 83% afirmaram ter percebido a alta nos supermercados.
Nesta quinta-feira (06/2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista a uma rádio da Bahia, que os brasileiros podem fazer a sua parte para conter a alta no preço dos alimentos, ao deixar de comprar produtos que estejam muito caros, por exemplo.
"Se você vai num supermercado aí em Salvador e desconfia que tal produto está caro, você não compra. Se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar, senão vai estragar", afirmou Lula.
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Inflação de oferta
Para especialistas consultados pela DW Brasil, porém, essa medida teria pouco ou nenhuma efetividade, já que o aumento atual no preço dos alimentos não está relacionado a uma alta procura por certos produtos – o que é chamado no jargão econômico de inflação de demanda.
O que está acontecendo seria justamente o contrário – o aumento das exportações, que reduzem a oferta de produtos para os consumidores brasileiros, tem puxado essa alta.
O câmbio desvalorizado, que torna o mercado externo atrativo para os produtores nacionais, e os impactos climáticos, que dificultaram os cultivos agrícolas e a engorda do gado, se juntam a esse cenário.
"Somos um país produtor de proteína animal e de alimentos em larga escala. Esses produtos da agricultura realizados com quantidade normalmente se destinam às exportações e não ao mercado doméstico. Então, preços do mercado internacional acabam definindo a oferta no mercado local", afirma Cristina Helena, professora de economia da PUC-SP.
Quando os preços das commodities agrícolas sobem e as exportações aumentam por causa da taxa de câmbio, há um desabastecimento do mercado local, que pressiona o preço, explica a economista. Em 2024, o dólar subiu 27,34% em relação ao real, impulsionando esse movimento.
Helena lembra também que os fertilizantes utilizados na agricultura já estão em níveis de preço elevados por causa da Guerra na Ucrânia encampada pela Rússia, maior produtora mundial do insumo. "Além disso, o dólar mais caro fez com que a gente produzisse de forma mais cara no Brasil, usando esses insumos importados", complementa a economista.
Os impactos climáticos do El Niño, por outro lado, também causaram problemas para os produtores, principalmente no Brasil. As inundações no Rio Grande do Sul, queimadas e seca foram fatores adicionais nessa equação. O café, por exemplo, teve redução de oferta por causa de incêndios não só no Brasil, onde houve redução na oferta do grão, mas também na Ásia, mais especificamente no Vietnã. O país é o principal fabricante de uma mistura chamada robusta, muito utilizada em espécies de cafés solúveis, e passou por uma seca recorde no ano passado.
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A estiagem em solo brasileiro também está por trás da inflação na carne de boi, que no ano passado ficou em 20,84% – mesmo percentual observado por Valdênio, o dono de restaurante em Belo Horizonte, com seu fornecedor.
"O El Niño secou os pastos por um tempo prolongado, o que demanda mais tempo para a engorda do boi. Desse jeito, há uma oferta de carne menor, com preços maiores. Não há nada que o Banco Central possa fazer para isso, como aumentar os juros", comenta o professor José Luis Oreiro, do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB).
O que pode ser feito?
Uma das medidas que está ao alcance do governo para amortecer o preço dos produtos agrícolas, mas que não teria efeito imediato, é a retomada dos estoques de alimentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estão zerados desde 2020, durante o governo Bolsonaro.
"A ideia é que, quando há uma quebra de safra, o governo coloca no mercado esses estoques para suavizar a alta no preço. Isso precisava ser retomado como política de estado em 2023, quando as condições climáticas estavam favoráveis, mas não foi feito", diz Oreiro, da UnB. Ele sugere, inclusive, que o governo pode utilizar essa estratégia não só com grãos, mas também com carnes, armazenando em frigoríficos quando o preço está favorável.
Há ainda remédios mais "amargos", cita Cristina Helena, como a importação de produtos para abastecer o mercado interno. Porém, como salienta a professora, essa medida geraria mais gastos, aumentando o déficit fiscal, além de um conflito doméstico.
"O governo tentou fazer isso no Sul durante as enchentes, importando produtos do Uruguai e do Paraguai para equilibrar os preços, mas foi visto como uma tentativa de tirar mercado dos produtores locais, que já estão sofrendo com a variação climática, dificuldade de ofertar, e ainda sofreriam com uma concorrência externa", pontua a economista.
Há um alívio à vista com a reforma tributária, sancionada por Lula em janeiro deste ano e prevista para começar a valer em 2026. A lei determina zerar impostos para 22 itens, o que incluiu alimentos como arroz, feijão, carne e leite. Cristina Helena explica que, além da tendência de baratear esses produtos, o novo sistema deve reduzir a regressividade nos impostos – quando a cobrança impacta mais as pessoas que recebem menos.
"Gás de cozinha e produtos alimentares atingem 100% da população, são formadores da opinião pública e definidores de processos eleitorais. É uma questão para se observar e tomar cuidado, seja na questão da segurança alimentar, da empatia, de entender que somos um país que tem uma população muito pobre e em condições de miserabilidade, mas também do ponto de vista político. Sucessões eleitorais no Brasil tradicionalmente não acontecem quando preços como do gás de cozinha e alimentos sobem, dificultando a vida dos brasileiros", conclui a professora da PUC-SP.
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
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Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
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Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
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Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
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Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
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Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
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Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
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"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
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Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
Foto: EVARISTO SA/AFP
Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
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Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
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Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
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Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
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Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
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Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
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Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
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Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
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EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
Israel prepara plano para saída "voluntária" de Gaza
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
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Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)