Publicado 22 de junho de 2025Última atualização 22 de junho de 2025
Trump ordena bombardeio de instalações nucleares do Irã. Entenda como ocorreu a operação, as armas empregadas, as reações e a origem do conflito.
Um bombardeio B-2 sendo reabastecido no ar. Sete aeronaves desse modelo foram usadas no ataque contra o IrãFoto: US Department of Defense/AFP
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Os EUA realizaram neste fim de semana um ataque contra instalações nucleares do Irã, entrando diretamente na campanha militar que Israel vem executando contra o regime de Teerã desde a semana passada.
O ataque americano marcou uma nova escalada de tensão na região. O Irã confirmou que suas instalações foram atingidas, mas tentou minimizar os efeitos. Já o presidente Donald Trump afirmou que o ataque destruiu "completamente” três complexos nucleares e o Pentágono mostrou imagens de satélite que indicam danos.
O ataque também provocou reações internacionais, que variaram entre apoio, preocupação e condenação.
Veja o que se sabe sobre o ataque dos EUA:
Quais foram os alvos atacados?
A operação Midnight Hammer (Martelo da Meia-Noite) foi anunciada por Trump na noite de sábado (21/06) em Washington, quando já era madrugada de domingo no Irã. Segundo anunciou o presidente americano, as forças dos EUA agiram contra três instalações nucleares iranianas: Fordo, Natanz e Isfahan.
As duas últimas já haviam sido alvo de ataques israelenses nos últimos dias, mas Fordo seguia aparentemente intacta até a intervenção americana, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Os olhos de estrategistas militares se concentravam especialmente em Fordo por causa da complexidade que um ataque militar ao local demandaria.
Construído sob o solo numa remota região montanhosa do Irã, Fordo era considerado impenetrável pelo aparato militar de Israel e especialistas apontavam que apenas os EUA contavam com uma bomba capaz de atingir a instalação.
Foi em Fordo que, em 2023, a AIEA anunciou ter encontrado partículas de urânio enriquecido a um grau de 83,7% de pureza – próximo dos 90% necessários ao desenvolvimento de armas nucleares.
Ao contrário das demais instalações, acredita-se que Fordo tenha sido construída 100 metros abaixo do solo, a partir de uma estrutura de túneis usados pela elite da Guarda Revolucionária Islâmica, pilar de sustentação do regime.
Ao menos 3 mil centrífugas de enriquecimento de urânio teriam sido dispostas no subterrâneo, distribuídas em dois túneis principais. Imagens de satélite mostraram que acima da superfície havia apenas um edifício de apoio e seis entradas subterrâneas. Embora Fordo fosse considerado um complexo menor do que Natanz, ele teria sido projetado para produzir graus mais puros de urânio, o que o tornava militarmente mais significativo.
Imagem de satélite da área onde está instalado o complexo nuclear de FordoFoto: Planet Labs PBC/AP/picture alliance
Quais armas foram usadas?
No domingo, o comando das Forças Armadas dos EUA forneceu detalhes sobre o ataque, apontando que a operação ocorreu na madrugada de domingo no horário iraniano e empregou bombardeios estratégicos B-2 e dezenas de mísseis disparados a partir de submarinos. Trump disse que os americanos não sofreram nenhuma baixa durante a operação. Segundo o Pentágono, as defesas aéreas do Irã não parecem ter detectado a ofensiva.
No caso do ataque à instalação nuclear de Fordo, os EUA empregaram sete bombardeios B-2, que lançaram 14 bombas GBU-57, conhecida como "destruidora de bunkers". Segundo o governo dos EUA, essa foi a primeira vez que a bomba foi usada em combate.
Além disso, dezenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk foram lançados a partir de submarinos contra os complexos de Natanz e Isfahan.
As bombas GBU-57,, que existem apenas no arsenal dos EUA, pesam mais de 13 toneladas cada e só podem ser lançadas a partir dos bombardeios B-2, que tem capacidade stealth para diminuir a detecção por radar e podem percorrer 11 mil quilômetros sem reabastecimento – distância que pode ser aumentada ainda mais com reabastecimentos em pleno ar.
Ao longo da semana, especialistas apontaram que um eventual ataque poderia ser lançado a partir da base aérea de Diego Garcia, uma ilha remota do Oceano Índico, que faz parte da nação das Ilhas Maurício. No entanto, o Reino Unido, que administra a base em conjunto com os EUA, negou que os aviões tenham partido de lá.
Aparentemente, a operação americana também envolveu ações de distração, com o envio de alguns aviões B-2 para uma base no Pacífico, que tiveram sua trajetória vazada propositalmente para a imprensa, enquanto outra esquadrilha seguia no sentido oposto, para o Irã.
Neste domingo, o Pentágono detalhou que os sete B-2s que atacaram o Irã decolaram a partir de uma base no território continental dos EUA, percorrendo mais de dez mil quilômetros até o Irã e depois retornando.
Os EUA afirmam ter usado 14 superbombas GBU-57 no ataqueFoto: U.S. Air Force/AP Photo/picture alliance
Qual foi o resultado?
A mídia estatal do Irã tentou minimizar eventuais danos. O governo da Alemanha avaliou "que grande parte do programa nuclear iraniano foi afetada pelos ataques aéreos".
Ao anunciar que havia ordenado o ataque, Trump disse que suas forças haviam "totalmente e completamente obliterado" as três instalações nucleares. Ele destacou a ação contra Fordo. "Uma carga completa de bombas foi lançada no local principal, Fordo", disse Trump.
Já o comando das Forças Armadas dos EUA foi mais comedido nas afirmações. "Sei que os danos de batalha são de grande interesse. [A avaliação] dos danos finais de batalha levará algum tempo, mas as avaliações iniciais dos danos indicam que os três locais sofreram danos e destruição extremamente graves", disse o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.
Os americanos também exibiram imagens de satélite que mostram seis enormes crateras na área montanhosa do complexo nuclear de Fordo.
As autoridades iranianas minimizaram a alegação, afirmando que os danos não foram decisivos e dizendo que não havia perigo para os moradores que vivem perto das instalações nucleares atingidas pelos ataques. A rede catariana Al Jazeera informou que uma autoridade iraniana disse que Fordo havia sido "evacuada há muito tempo e não sofreu nenhum dano irreversível".
Após o ataque, analistas também levantaram a possiblidade de o Irã ter removido previamente urânio enriquecido e equipamentos das centrais, o que pode reduzir o efeito desejado da operação.
Nas horas seguintes ao ataque ao Irã, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU disse no que não detectou nenhum aumento nos níveis de radiação nas imediações das principais instalações nucleares.
O que Trump disse ao anunciar ataque?
"Nosso objetivo era destruir a capacidade de enriquecimento nuclear do Irã e deter a ameaça nuclear representada pelo principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo", disse Trump em um breve pronunciamento. "Esta noite, posso relatar ao mundo que os ataques foram um sucesso militar espetacular."
Além de afirmar que os EUA destruíram as instalações, Trump fez uma série de advertências ao Irã, exigindo que o regime se submeta a um acordo para encerrar seu programa nuclear.
"Dito isso, isso não pode continuar. Haverá paz, ou haverá uma tragédia para o Irã muito maior do que a que testemunhamos nos últimos oito dias", disse. "Lembrem-se, ainda há muitos alvos. O desta noite foi o mais difícil de todos, de longe, e talvez o mais letal. Mas se a paz não chegar logo, perseguiremos esses outros alvos com precisão, velocidade e habilidade. A maioria deles pode ser eliminada em questão de minutos", acrescentou Trump, que estava acompanhado no pronunciamento pelo vice-presidente J.D. Vance, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Trump e seu vice J.D. Vance acompanhando a operação contra o Irã na sala de operações da Casa BrancaFoto: The White House/AP/dpa/picture alliance
Como o Irã reagiu?
Horas após o anúncio do ataque, mísseis iranianos atingiram áreas no norte e no centro de Israel, deixando pelo menos 23 feridos, de acordo com a imprensa israelense.
Além de tentarem minimizar os efeitos dos bombardeios,o Irã lançou ameaças contra os EUA. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou em um post na rede X que os ataques dos EUA "terão consequências duradouras" e que Teerã "se reserva todas as opções" para retaliar.
"Os Estados Unidos, membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cometeram uma grave violação da Carta das Nações Unidas, da lei internacional e do (Tratado de Não Proliferação Nuclear) ao atacar as instalações nucleares pacíficas do Irã. Os eventos desta manhã são ultrajantes e terão consequências duradouras. Todo e qualquer membro da ONU deve estar alarmado com esse comportamento extremamente perigoso, ilegal e criminoso. Em conformidade com a Carta da ONU e suas disposições que permitem uma resposta legítima em autodefesa, o Irã se reserva todas as opções para defender sua soberania, seus interesses e seu povo."
Araghchi também apelou ao Conselho da AIEA para que condene os bombardeios. "Eles [americanos] traíram a diplomacia, traíram as negociações. É irrelevante pedir ao Irã que retorne à diplomacia", disse o ministro.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que pressionava Trump a se envolver diretamente no conflito, agradeceu e parabenizou o presidente americano neste domingo (22/06). "Sua decisão ousada de atacar as instalações nucleares do Irã com a força impressionante e virtuosa dos Estados Unidos mudará a história", disse Netanyahu em uma mensagem dirigida a Trump.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a entrada dos EUA representa uma "escalada perigosa em uma região que já está no limite". A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, conclamou todos os lados do conflito entre EUA, Israel e Irã a retomarem negociações, ao mesmo tempo em que insistiu que a segurança internacional estaria ameaçada se o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.
Adversários dos EUA, os regimes da Rússia, da China, de Cuba e da Venezuela criticaram a intervenção militar americana no Irã.
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Como o conflito começou?
Em 13 de junho, Israel lançou uma campanha aérea contra alvos no Irã, que incluíram bombardeios de instalações nucleares e assassinatos de altos-membros do regime fundamentalista, incluindo diversos generais.
O ataque israelense ocorreu pouco antes de uma nova rodada de negociações entre o Irã e os EUA para a elaboração de um novo acordo nuclear.
Especialistas apontam que o momento escolhido pelos israelenses para atacar ocorreu em uma janela de enfraquecimento estratégico para o Irã. Após a ofensiva terrorista executada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel começou a atacar e enfraquecer grupos apoiados pelo regime de Teerã, diminuindo a capacidade de retaliação dos iranianos.
O primeiro grupo atingido foi o Hamas. Depois, Israel decapitou boa parte da liderança do grupo libanês Hezbollah em bombardeios e uma sofisticada operação de sabotagem. Israel também lançou pesados bombardeios contra os rebeldes houthis do Iêmen. Além disso, o Irã perdeu seu antigo regime aliado na Síria após a queda de Bashar al-Assad.
Com menos aliados operacionais, o Irã se tornou mais vulnerável a um ataque israelense. Há debate sobre o quão próximo e determinado o Irã estava de obter armas atômicas, mas a iniciativa de lançar um ataque militar direto contra instalações nucleares do país era defendido há mais de duas décadas por Benjamin Netanyahu.
Ainda nos anos 2000, quando era ministro no governo Ariel Sharon, Netanyahu defendeu tal ação. Ao retornar ao cargo de primeiro-ministro em 2009, ele pressionou diferentes administrações dos EUA a participarem de uma ação militar. Nesses anos todos, Netanyahu falou em diferentes momentos que o Irã estava próximo de conseguir uma bomba. Em 1981 e 2007, Israel já havia lançado ataques militares unilaterais contra instalações nucleares no Iraque e na Síria, mas o Irã representava um desafio militarmente mais complexo.
No entanto, os EUA vinham evitando endossar que os israelenses adotassem esse curso contra o Irã e os "falcões” de Israel tiveram que se contentar nos anos 2010 com operações de sabotagem e assassinatos de cientistas iranianos.
Já a animosidade dos EUA com o Irã remonta há mais de quatro décadas. Antigos aliados, os dois países se tornaram inimigos a partir de 1979, quando o Irã se converteu em um regime fundamentalista islâmico. Nos anos 1980, os EUA chegaram a atacar navios de guerra e plataformas de petróleo iranianas, mas nunca haviam lançado diretamente uma ação militar contra alvos em solo.
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
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Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)