O que Trump pretende em seu primeiro dia na Casa Branca?
Timothy Rooks
20 de janeiro de 2025
Novo presidente assinará uma centena de ordens executivas em setores como imigração, energia e proteção do clima e importações. Perdão a condenados por invasão do Capitólio também está na agenda.
Trump fez muitas promessas para seu primeiro dia na Casa BrancaFoto: Matt Rourke/AP/picture alliance
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Os primeiros dias de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos terão peso simbólico. Provavelmente suas ações vão ser uma miscelânea de medidas domésticas e internacionais, com a finalidade de provar ao eleitorado que leva a coisa a sério e, ao mesmo tempo, demonstrar o poder americano para o exterior.
Ordens executivas – manual de uso e abuso
Para dar logo a partida, Trump dependerá de ordens executivas – diretrizes expedidas diretamente pelo presidente que não passam pelo Congresso. A expectativa é que uma centena delas esteja esperando por ele na Casa Branca já nesta segunda-feira (20/01), afetando setores que podem ir da segurança nacional à política externa e questões regulatórias.
Numa entrevista ao programa de TV Meet the Press, em 8 de dezembro de 2024, ele confirmou que no primeiro dia assinaria "um monte" de ordens, relativas à economia, energia, política externa e, acima de tudo, à fronteira com o México.
Trump deverá dedicar suas primeiras ordens executivas ao "fechamento" da fronteira com o México, à mobilização de militares e ao restabelecimento do controverso programa "Fique no México", segundo pessoas da sua equipe.
No entanto, tais diretrizes não constituem poder ilimitado, só podendo ser empregadas para guiar as ações do Executivo, ressalva o professor de política e administração pública Dan Mallinson. Esses poderes podem "ser amplos, incluindo a promessa dele de fechar a fronteira", porém outras ordens "só dão a partida para o lento processo de legislação federal, que pode levar anos".
Migrantes tentam atravessar para os EUA no Rio Grande em Eagle Pass, TexasFoto: Maria Alejandra Cardona/REUTERS
Imigração e deportações em massa
Trump planeja tomar uma série de ações executivas com o objetivo de reprimir a imigração legal e ilegal e aumentar as deportações depois de retornar à Casa Branca, disse um funcionário do novo governo.
Trump vai nesta segunda-feira declarar a imigração ilegal na fronteira entre os EUA e o México como uma emergência nacional para apoiar a construção de um muro na fronteira e enviar tropas adicionais para a fronteira, disse o funcionário.
Desde que chegou ao palco da política americana, o magnata nova-iorquino se mostra obcecado pela fronteira mexicana e os que a atravessam para entrar nos EUA. Em seu primeiro mandato, ele queria erguer um muro entre os dois países, forçando o México a pagar por ele.
Agora, a promessa de proteger as fronteiras nacionais lhe ajudou a garantir reeleição. Ele deverá reativar o programa "Fiquem no México", segundo a qual os solicitantes de refúgio devem permanecer no país vizinho até terem seus pedidos avaliados.
Para quem já está nos EUA irregularmente, o republicano anunciou a maior onda de deportação da história americana, focando primeiro nos imigrantes criminosos, para depois atingir os sem documentos. Independentemente de quaisquer ordens executivas visando acelerar as deportações, colocar esse plano em prática exigiria tempo e a colaboração das autoridades locais e estatais, além de estar sujeito a ações legais.
É provável que Trump tente ainda desencorajar a imigração legal, por exemplo tornando mais difícil e mais cara a obtenção de permissões de trabalho, green cards e vistos – o que poderá também afetar profissionais qualificados e candidatos ao ensino superior.
No Meet the Press, o presidente eleito igualmente confirmou ter como prioridade para o primeiro dia acabar com o princípio do jus solis, se possível através de ordem executiva: "A gente vai acabar com isso porque é ridículo", pontificou.
Um funcionário do novo governo detalhou que Trump emitirá uma ordem executiva para acabar com a cidadania inata para crianças nascidas nos EUA cujos pais não têm status de imigração legal.
O ato pode se provar difícil, pois o princípio de que todos que nascem em solo americano são cidadãos do país está consagrado na Constituição.
A 14ª Emenda da Constituição dos EUA prevê a concessão de cidadania a "todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos". Qualquer medida de Trump para acabar com isso enfrentaria uma batalha legal.
Sobretaxas sobre bens importados
O comércio é outra área em que Trump tem se fixado. Recentemente, ele defendeu uma tarifa de 10% para todo artigo que entre nos EUA. Para os principais parceiros comerciais do país – México, Canadá e China –, a taxação seria ainda mais pesada.
O novo presidente prometeu tarifas de 10% sobre as importações globais, 60% sobre os produtos chineses e uma sobretaxa de importação de 25% sobre os produtos canadenses e mexicanos, tarifas que podem alterar os fluxos comerciais, aumentar os custos e provocar retaliações.
"Ainda não está claro até que ponto isso vai ser posto em prática, ou se a ameaça de sobretaxas visa forçar certos países a propor negociações", comenta Mallinson. Baseado no comportamento usual do novo mandatário, porém, ele acredita que Trump introduzirá pelo menos algumas novas tarifas.
O presidente dispõe de autoridade para impor taxas alfandegárias sobre categorias específicas de bens, mas aplicar tarifas globais seria mais complexo, podendo provocar caos e ser combatido judicialmente.
Sobretaxas aduaneiras podem ainda causar problemas internos: "A revolta com a inflação ajudou Trump a vencer a presidência, mas ele pode perder rapidamente a simpatia pública se a sua política econômica elevar os preços ou desestabilizar a economia", avalia o professor Mallinson.
Trump emitirá um amplo memorando comercial nesta segunda-feira que não chegará a impor novas tarifas em seu primeiro dia no cargo, mas que orientará as agências federais a reavaliar as relações comerciais com a China, o Canadá e o México, disse uma autoridade do novo governo.
Trump acredita que as tarifas ajudariam a impulsionar o crescimento econômico nos Estados Unidos, embora os oponentes alertem que os custos provavelmente seriam repassados aos consumidores.
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Adeus ao Acordo do Clima de Paris – de novo
Uma das ordens executivas de Trump nesta segunda-feira declarará uma emergência energética nacional com o objetivo de "liberar a energia americana acessível e confiável", disse uma autoridade do novo governo.
Trump também assinará uma ordem executiva com foco no Alasca, disse a autoridade, acrescentando que o estado é fundamental para a segurança nacional dos EUA e poderia permitir a exportação de GNL para outras partes dos Estados Unidos e aliados.
Pessoas familiarizadas com os planos dos membros da equipe de transição de Trump disseram que ele estava considerando a possibilidade de emitir ordens executivas para veículos elétricos e uma nova retirada do acordo climático de Paris.
Embora o meio ambiente seja menos importante para o eleitorado dos EUA do que economia ou migração, ele está na mira da nova presidência. Durante seu primeiro mandato, Trump retirou o país do Acordo do Clima de Paris de 2015, que prescreve a redução das emissões carbônicas a fim de combater a mudança climática. Joe Biden reverteu a decisão em seu primeiro dia na Casa Branca.
Repetindo o slogan "Perfure, baby, perfure!", Trump prometeu ampliar a produção de petróleo bruto através de fraturamento hidráulico (fracking). Portanto não será nenhuma surpresa se ele abandonar mais uma vez o acordo do clima.
Tendo mostrado ceticismo pelas fontes renováveis de energia e carros elétricos, é ainda provável ele anular medidas de proteção ambiental e reduzir o ritmo dos projetos de energia renovável.
Membros de sua equipe de transição estão recomendando mudanças radicais para cortar o apoio a veículos elétricos e estações de recarga e para fortalecer as medidas que bloqueiam a importação de carros, componentes e materiais de bateria da China, de acordo com um documento visto pela agência de notícias Reuters.
A equipe de transição também recomenda a imposição de tarifas sobre todos os componentes de baterias, numa tentativa de impulsionar a produção nos EUA e, em seguida, negociar isenções individuais com aliados, mostra o documento.
As ordens executivas de Trump provavelmente também buscarão reverter as regulamentações climáticas de Biden sobre usinas de energia, encerrar sua pausa nas exportações de gás natural liquefeito e revogar as isenções que permitem que a Califórnia e outros estados tenham regras de poluição mais rígidas.
Trumpistas convictos aguardam ansiosamente a volta do bilionário à Casa BrancaFoto: Go Nakamura/REUTERS
Perdão para os insurretos do Capitólio
É também possível que o perdão presidencial, que permite isentar condenados de crimes federais ou anular penas de prisão, saia já no primeiro dia. Trump já antecipou que poderá perdoar a maioria das centenas de condenados pela invasão violenta do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
"É bem provável que eu faça isso bem rápido", anunciou no programa Meet the Press. Seria uma prioridade do primeiro dia no cargo, mesmo para os que se declararam culpados de crimes como atacar agentes policiais, pois esses réus "não tinham outra escolha", justificou. Está em aberto se o republicano também concederá perdão a si mesmo pelos crimes federais por que foi julgado.
No fim das contas, só a equipe de Trump sabe o que está na pauta do primeiro dia. Mas ele terá que agir rápido, pois dentro de dois anos as eleições de meio de mandato poderão dar fim à maioria republicana no Senado ou na Câmara dos Representantes.
"Os presidentes assumem o cargo com um poder conferido pelo eleitorado e um capital político, mas que decaem rapidamente", conclui Mallinson. "Ele não pode concorrer de novo em 2028, então tudo o que pretenda alcançar vai ter que acontecer em um mandato."
Diversidade
Trump também emitirá uma ordem executiva para acabar com os programas de diversidade, equidade e inclusão "radicais e perdulários" dentro do governo federal, disse uma autoridade do novo governo.
Durante seu primeiro mandato, Trump assinou uma ordem executiva para reduzir os esforços para lidar com as disparidades raciais no local de trabalho, por meio de programas que incluíam treinamento em diversidade dentro das empresas.
Biden reverteu essa ordem executiva em seu primeiro dia de mandato em janeiro de 2021, e Trump provavelmente restabelecerá sua ordem original, talvez já em seu primeiro dia de mandato.
Trump disse num vídeo de campanha em 2023 que, em seu primeiro dia no cargo, revogaria as políticas do governo Biden que fornecem informações e recursos para aqueles que procuram atendimento médico para que possam alinhar seus corpos com o gênero com o qual se identificam. Esses cuidados podem incluir terapia hormonal e cirurgia.
Trump emitirá uma ordem executiva proclamando que o governo federal dos EUA reconhecerá apenas dois sexos, masculino e feminino, disse a autoridade do novo governo. Trump prometeu assinar uma ordem executiva acabando com os direitos dos transgêneros nas forças armadas dos EUA e nas escolas americanas.
Quanto aos atletas transgêneros, ele disse no comício deste domingo que agiria em seu primeiro dia para impedir a participação de atletas trans em esportes femininos.
O mês de janeiro em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Kenny Holston/The New York Times/AP/picture alliance
Milhares protestam na Alemanha contra votos anti-imigração
Alemães tomaram as ruas de cidades como Hamburgo, onde 20 mil se reuniram em protesto contra o voto conjunto da sigla conservadora CDU com a AfD, rompendo um isolamento histórico da ultradireita no parlamento. Após obter sucesso em uma moção anti-imigração, as duas legendas tentaram aprovar um projeto de lei no parlamento, mas não obtiveram maioria. (31/01)
Foto: Achim Duwentäster/teamwork/IMAGO
Ícone pop Marianne Faithfull morre aos 78 anos
Figura marcante na cultura pop britânica nos anos 1960 e 1970, Marianne Faithfull lançou 21 discos em sua longa carreira e participou de vários filmes com diretores como Francis Ford Copolla, Jean-Luc Godard e Gus van Sant. Ela compôs e colaborou com vários artistas, como Rolling Stones, Lou Reed, Nick Cave e Metallica. (30/01)
Foto: Imago/United Archives International
Tumulto deixa dezenas de mortos em festival religioso na Índia
Ao menos 30 pessoas morreram e 90 ficaram feridas em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. A confusão ocorreu quando dezenas de milhões de pessoas se reuniram para um banho de rio. O tumulto começou depois que pessoas tentaram atravessar uma das milhares de barricadas montadas pela polícia para controlar o fluxo maciço de peregrinos. (29/01)
Foto: AFP via Getty Images
Premiê da Sérvia renuncia após meses de protestos
Milos Vucevic renunciou depois de três meses de manifestações que eclodiram após o colapso de uma estação de trem que deixou 15 mortos. Os manifestantes atribuem o acidente à corrupção generalizada, nepotismo e obras de construção de má qualidade. Eles exigem maior transparência e aumento dos gastos do governo com educação. (28/01)
Foto: Andrej Isakovic/AFP
Políticos e sobreviventes homenageiam vítimas do Holocausto
Oitenta anos após a libertação do campo de extermínio nazista Auschwitz-Birkenau, sobreviventes e políticos de todo o mundo celebraram a memória de mais de um milhão de vítimas do campo de extermínio construído em uma Polônia ocupada. Ex-prisioneiros do campo pedem que memória seja preservada e alertam para uma normalização de ideais nazistas nos tempos atuais. (27/01)
Foto: SERGEI GAPON / AFP
Tropas israelenses matam 22 no Líbano em data prevista de sua retirada do país
O ministério da Saúde libanês afirmou que tropas israelenses mataram 22 pessoas que tentavam retornar às suas casas no sul do Líbano, no dia que estava previsto para Israel retirar suas tropas do local. O prazo para a saída foi acordado em um cessar-fogo instaurado entre Israel e o Hezbollah. No entanto, Israel acusa o país vizinho de não cumprir o acordo e adiou retirada de suas tropas. (26/01)
Foto: Karamallah Daher/REUTERS
Milhares protestam na Alemanha contra ultradireita
Dezenas de milhares de pessoas protestaram contra a crescente influência legislativa da ultradireita alemã em Berlim e Colônia. Os manifestantes exigiram que os partidos alemães mantenham um "cordão sanitário" contra a ultradireitista AfD. O acordo, que isola a sigla no Parlamento, pode rachar após interesse da oposição conservadora em passar medidas contra a imigração. (25/01)
Foto: Christoph Reichwein/dpa/picture alliance
Governo Trump anuncia "maior deportação da história"
Quatro dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomar posse, autoridades anunciaram ter prendido 538 "criminosos" que entraram irregularmente no país e deportado "centenas" em aviões do Exército. Na foto, cidadãos guatemaltecos aguardam em ônibus após serem deportados dos EUA e chegarem no Aeroporto Internacional La Aurora, na Cidade da Guatemala. (24/01)
Foto: Instituto Guatemalteco de Migracion/Handout/REUTERS
"Ainda estou aqui" indicado a três categorias do Oscar
"Ainda estou aqui", filme de Walter Salles, surpreendeu e foi indicado à categoria de melhor filme do Oscar, feito inédito para uma produção totalmente brasileira. A Academia anunciou ainda as indicações a melhor filme internacional e a melhor atriz, para Fernanda Torres. Em 1999, sua mãe, Fernanda Montenegro, também disputou o prêmio de melhor atriz. (23/01)
Foto: Capital Pictures/IMAGO
Ataque a faca deixa dois mortos no sul da Alemanha
Um homem de 41 anos e um menino de dois anos foram mortos e duas outras pessoas ficaram feridas em um ataque a faca em um parque na cidade de Aschaffenburg, no estado da Baviera, no sul da Alemanha. Um afegão de 28 anos, requerente de asilo, foi detido ao tentar escapar por trilhos de trem. A indignação com o crime pode impactar a campanha eleitoral, a um mês das eleições antecipadas. (22/01)
Foto: Ralf Hettler/dpa/picture alliance
Incêndio mata dezenas em resort de esqui na Turquia
Mais de 70 pessoas morreram e ao menos 51 outras ficaram feridas no incêndio num hotel localizado em uma popular área de esqui nas montanhas de Bolu, no noroeste na Turquia. O incêndio começou durante a madrugada no Grand Kartal, um hotel de 12 andares construído de madeira na estação de esqui de Kartalkaya, a uma altitude de 2.200 metros. (21/01)
Foto: IHA/AP/picture alliance
Trump de volta à Casa Branca
O republicano Donald Trump tomou posse em seu segundo mandato como presidente dos EUA. Em seu primeiro dia de governo, o republicano anunciou um pacote de medidas conservadoras, reverteu dezenas de decisões de seu antecessor, Joe Biden, concedeu perdão a 1.500 condenados pelo 6 de janeiro de 2021 e prometeu dar início a uma nova "era de ouro" no país. (20/01)
Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP/dpa/picture alliance
Alívio e emoção dos primeiros reféns liberados
Doron Steinbrecher, uma das três reféns israelenses libertadas no primeiro dia de cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista Hamas, reencontra sua mãe após 15 meses de cativeiro. Hamas também libertou Romi Gonen e Emily Damaria, dando início ao processo previsto no acordo. Em troca, cerca de 95 prisioneiros palestinos deverão ser libertados, a maioria mulheres e adolescentes. (19/01)
Foto: Israeli Army/AP/picture alliance
Milhares vão às ruas de Washington contra Trump
Dois dias antes da volta de Donald Trump à Casa Branca, milhares protestaram contra políticas anunciadas pela próxima gestão. Chamada "Marcha do Povo", a manifestação foi organizada por movimentos de defesa dos direitos civis em defesa de pautas como o acesso ao aborto, proteção climática e direitos dos imigrantes. Mais de 350 marchas semelhantes aconteceram em todo o país. (18/01)
Foto: Amanda Perobelli/REUTERS
Gabinete israelense aprova cessar-fogo em Gaza
O governo israelense aprovou o acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza, após horas de consultas que se estenderam até a madrugada de sábado (18/01)."O governo aprovou o plano de devolução dos reféns", disse o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em comunicado. As armas deverão ser silenciadas inicialmente por seis semanas a partir do próximo domingo. (17/01)
Foto: Koby Gideon/AFP
David Lynch, diretor de "Cidade dos sonhos", morre aos 78 anos
Conhecido por produções como "Cidade dos Sonhos", "Twin Peaks" e obras surrealistas, o renomado diretor americano acumulou quatro indicações ao Oscar durante sua carreira. Causa da morte não foi divulgada. Em 2024, ele afirmou que foi diagnosticado com enfisema pulmonar. (16/01)
Hamas e Israel chegam a acordo para encerrar conflito em Gaza
Israel e Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo para encerrar o conflito na Faixa de Gaza após 15 meses de combates, segundo informaram mediadores nesta quarta-feira. O texto prevê troca de reféns por prisioneiros e a retirada de militares israelenses. População foi às ruas em Gaza e em Israel para comemorar a decisão. (15/01)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Procurador diz que havia evidências para condenar Trump
Em relatório tornado público, o procurador especial Jack Smith afirma que havia evidências suficientes para condenação do presidente eleito dos EUA por tentar anular o resultado da eleição de 2020. Parte do documento foi enviado ao Congresso pelo Departamento de Justiça – não sem que antes Trump tentasse impedir que isso acontecesse. Republicano reagiu tachando Smith de "perturbado". (14/01)
Foto: Jacquelyn Martin/AP Photo/picture alliance
Lula sanciona lei que proíbe uso de celular nas escolas
Lei restringe uso de aparelhos eletrônicos portáteis, sobretudo telefones celulares, nas salas de aula de escolas públicas e privadas em todo o país. Há exceções para uso pedagógico, sob supervisão dos professores, ou em casos excepcionais de acessibilidade ou necessidade de saúde. Medida ainda será regulamentada por decreto a tempo de entrar em vigor no início do ano letivo, em fevereiro. (13/01)
Sobe para 16 número de mortos em incêndios em Los Angeles
O número de mortos nos incêndios florestais que atingem a região de Los Angeles aumentou para 16, enquanto as equipes lutam para conter as chamas antes da chegada prevista de novas rajadas de ventos fortes capazes, potencialmente, de empurrar o fogo em direção a outras regiões da cidade. (12/01)
Foto: Jae C. Hong/AP Photo/picture alliance
Milhares protestam contra convenção da ultradireita na Alemanha
Mais de 10 mil pessoas participam de uma manifestação em uma pequena cidade do leste alemão contra a convenção nacional do partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD). A convenção é parte da campanha do partido para as eleições federais de 23 de fevereiro, convocada após o colapso do governo de coalizão do chanceler federal, Olaf Scholz. (11/01)
Foto: EHL Media/IMAGO
Trump é sentenciado e será 1º presidente condenado dos EUA
O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, foi sentenciado por sua condenação criminal decorrente do pagamento em dinheiro para silenciar uma atriz pornô. A penalidade, porém, não inclui multa, prisão ou liberdade condicional. O juiz aplicou ao republicano uma sentença de "dispensa incondicional", que reconhece a culpa do réu, mas não impõe uma pena específica. (10/01)
Foto: Brendan McDermid-Pool/Getty Images
"Sinceramente, estou morrendo", diz ex-presidente do Uruguai José Mujica
Mujica, de 89 anos, revelou que o câncer em seu esôfago se espalhou para o fígado e que a progressão da doença não pode mais ser interrompida. "Não posso fazer nem um tratamento bioquímico nem uma cirurgia porque meu corpo não aguenta", disse. "O que eu peço é que me deixem em paz. O guerreiro tem direito ao descanso." (09/01)
Foto: Santiago Mazzarovich/AFP
Incêndios deixam rastro de destruição na Califórnia
Incêndios florestais de enormes proporções atingiram a Califórnia e deixaram ao menos cinco mortos e dezenas de feridos. No condado de Los Angeles, cerca de 180 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por ordem das autoridades, com as chamas consumindo uma área de 117 quilômetros quadrados. (08/01)
Foto: Ringo Chiu/REUTERS
Morre o extremista francês Jean-Marie Le Pen
Líder histórico da extrema direita francesa e pai da ultradireitista Marine Le Pen morreu aos 96 anos. Ele foi um dos fundadores do partido Frente Nacional, renomeado em 2018 para Reunião Nacional. Figura polarizadora na política francesa, Le Pen era conhecido por sua retórica inflamada contra a imigração e o multiculturalismo. (07/01)
Congresso dos EUA certifica vitória eleitoral de Trump
O Congresso dos EUA certificou Donald Trump como vencedor da eleição de 2024. A cerimônia aconteceu sem interrupções – em contraste à violência de 6 de janeiro de 2021, quando, com pelo menos aquiescência de Trump, uma multidão invadiu o Capitólio para impedir certificação de Joe Biden. Os legisladores se reuniram sob forte segurança para cumprir a data exigida pela lei eleitoral. (06/01)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP
Neve traz caos à Europa e aos Estados Unidos
Após um fim de ano com temperaturas relativamente amenas, nevou no Reino Unido e em outras partes da Europa. Pistas congeladas geraram transtorno nas estradas e levaram ao cancelamento de voos e fechamento de aeroportos, inclusive na Alemanha. Nos Estados Unidos, algumas áreas devem ter a pior nevasca da década. (05/01)
Foto: Danny Lawson/PA Wire/dpa/picture alliance
Trens de longa distância operados pela alemã Deutsche Bahn batem recorde de atraso
Em 2024, 37,5% dos trens de longa distância registraram atraso superior a seis minutos – a maior taxa em 21 anos. Empresa atribuiu piora no desempenho à "infraestrutura ultrapassada e sobrecarregada", obras na rede ferroviária, aumento do tráfego, falta de mão de obra e eventos climáticos extremos, mas disse trabalhar em um plano de ação para melhorar sua pontualidade. (04/01)
Foto: Sebastian Gollnow/dpa/picture alliance
Milhares de alemães assinam petição contra uso de fogos de artifício
Mais de 270 mil alemães assinaram uma petição online pedindo a proibição de fogos de artifício particulares em todo o país, após um Ano Novo marcado por cinco mortes e dezenas de feridos pelo uso incorreto dos fogos. Em várias cidades, equipes de emergência foram atingidas pelos explosivos. Em Berlim, um policial ficou gravemente ferido e precisou ser operado. (03/01)
Foto: Christian Mang/REUTERS
Multidão protesta contra prisão de presidente afastado da Coreia do Sul
Uma centena de pessoas se reuniram em Seul para protestar contra o mandado de prisão imposto ao presidente deposto da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, acusado de insurreição. Apoiadores se posicionaram em frente à residência de Yoon, que se propôs a "lutar até o fim". Agentes já se posicionam no local para cumprir a ordem judicial. (02/01)
Foto: Philip Fong/AFP
Homem atropela multidão em Nova Orleans e deixa 10 mortos
Ataque ocorreu na Bourbon Street, uma rua turística com bares e clubes noturnos. Condutor do veículo morreu em confronto com policiais e FBI investiga "ato de terrorismo". Suspeito, um cidadão americano do Texas, carregava bandeira do Estado Islâmico. (01/01)