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OMS pede monitoramento após novo caso de hantavírus

22 de maio de 2026

Holandês é o primeiro tripulante do cruzeiro MV Hondius a testar positivo para a cepa Andes, elevando a 12 total de infectados. Ele foi internado em hospital por precaução e segue em isolamento.

Pessoas em trajes de proteção durante desembarque de tripulação do navio de cruzeiro MV Hondius
Primeira morte a bordo de cruzeiro foi registrada em 11 de abrilFoto: Yves Herman/REUTERS

A Holanda confirmou um novo caso de infecção por hantavírus em um trabalhador do navio de cruzeiro MV Hondius, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (22/05). Com isso, sobe para 12 o número de infectados que estiveram a bordo da embarcação. Destes, três morreram.

"A Holanda confirmou hoje um novo caso em um membro da tripulação que desembarcou em Tenerife [na Espanha], foi repatriado [...] e encontra-se desde então em quarentena", declarou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O holandês foi o primeiro tripulante a testar positivo para a cepa Andes – a única variante conhecida do hantavírus que pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

Por precaução, a pessoa foi internada no hospital e segue em isolamento, informaram as autoridades holandesas.

"Continuamos a pedir aos países afetados que monitorem todos os passageiros e ajam com cautela durante o restante do período de quarentena", disse Ghebreyesus durante entrevista coletiva em Genebra.

A nova infecção foi notificada 12 dias depois do desembarque dos passageiros do cruzeiro, iniciado em 10 de maio, e quase seis semanas depois da primeira morte a bordo do navio, em 11 de abril.

Tripulantes desembarcaram do MV Hondius em 18 de maioFoto: Yves Herman/REUTERS

Os 25 membros da tripulação, contudo, só foram desembarcados na última segunda-feira (18/05) em Roterdã, na Holanda. Todos estão em quarentena, junto com outros dois profissionais de saúde que supervisavam a situação sanitária no navio.

Surto de hantavírus no MV Hondius

O cruzeiro MV Hondius partiu da Argentina em 1º de abril. A bordo, levava cerca de 150 pessoas de 23 países. 

Com a ocorrência das primeiras mortes, o navio ficou vários dias à deriva no Atlântico, até atracar nas Ilhas Canárias. Os passageiros – de países como Alemanha, França, Bélgica, Irlanda, Holanda, Turquia, Grécia, Argentina e Estados Unidos – foram transferidos para seus países de residência.

Um casal holandês, que foi o primeiro a adoecer e posteriormente faleceu, estava visitando a América do Sul antes de embarcar no navio em Ushuaia, a cidade mais ao sul da Argentina, no final de março. 

O Ministério da Saúde da Argentina está investigando se o casal foi infectado pela exposição a fezes de roedores durante um passeio de observação de pássaros em um aterro sanitário na cidade.

O que é o hantavírus?

O hantavírus é um patógeno transmitido principalmente pelo contato com roedores ou com sua urina, saliva ou fezes. Casos de transmissão direta entre humanos são raros, segundo a OMS. 

As pessoas geralmente são expostas ao hantavírus em casas, cabanas ou galpões, sobretudo ao limpar espaços fechados com pouca ventilação ou explorar áreas onde há fezes de camundongos. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer.

O longo tempo de incubação do vírus dificulta o diagnóstico, uma vez que pode demorar até oito semanas para a doença se manifestar.

Os primeiros sintomas da infecção são geralmente semelhantes aos da gripe – febre, dores de cabeça e dores musculares. As duas doenças mais comuns causadas pelo vírus são a "síndrome pulmonar por hantavírus" (SPH), presente no continente americano, e a "febre hemorrágica com síndrome renal" (FHSR), mais frequente na Europa e na Ásia.

No caso da SPH, a OMS diz que a taxa de mortalidade pode chegar a 40-50% dos casos. 

Ainda não há tratamento específico e nem cura para a doença, mas o atendimento médico precoce pode aumentar as chances de sobrevivência.

ra (Reuters, AFP, DW)

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