Indústria defende perfurações afirmando que criarão mais empregos para os americanos, mais independência energética e queda no preço dos combustíveis. Mas a realidade não é tão simples.
Texas produz muito petróleo, mas energias renováveis também estão ganhando terrenoFoto: picture alliance / ASSOCIATED PRESS
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Quem dirigir pelo empoeirado oeste do Texas percebe logo que a indústria petrolífera é parte da paisagem. O cenário é repleto de bombas de sucção que sobem e descem ritmicamente, à medida que puxam das profundezas do solo o ouro negro que alimenta a economia regional.
Todos os governos recentes dos EUA pressionaram por mais perfurações em todo o país, argumentando que uma extração em maior escala se traduziria em preços mais baixos nas bombas dos postos de gasolina, na criação de mais empregos bem-remunerados e em mais independência energética para o país. Com essas promessas em mente, o Texas está perfurando ainda mais.
Quase metade do petróleo extraído pelos EUA – maior produtor mundial do combustível fóssil – vem desse estado do sul. Somente em agosto de 2024, o Texas produziu cerca de 5 milhões de barris por dia, atendendo a quase 5% da demanda global.
Onde estão os empregos?
Entre as promessas feitas com relação à perfuração de poços de petróleo, talvez a que mais gera expectativas seja a do emprego. O petróleo é frequentemente retratado como uma tábua de salvação para muitos americanos, oferecendo altos salários.
Foi isso que motivou o engenheiro Hollis Eubanks a começar a trabalhar no setor: "A grande atração foi o dinheiro. É muito dinheiro. Conheço gente sem nem o ensino médio completo que ganha seis dígitos por ano."
Eubanks mora do outro lado do país, no estado do Mississippi, mas às vezes dirige 11 horas até Midland, no oeste do Texas, onde permanece algumas semanas esperando ser convocado para lidar com o mau funcionamento de equipamentos de perfuração ou para a manutenção de poços.
"Você se acostuma a ganhar esse dinheiro e é muito difícil se afastar dele. É difícil voltar a ter uma vida normal, porque é uma daquelas coisas que, uma vez no sangue, vicia."
Hollis Eubanks foi atraído para trabalhar no setor petrolífero do Texas pela promessa de altos rendimentosFoto: Ryan Downling/DW
Mesmo assim, depois de quase uma década atuando no setor, Eubanks viu como o trabalho pode ser volátil. Demissões em massa são comuns, muitas vezes provocadas por excesso de produção ou queda de valor no mercado. E avanços tecnológicos permitem às empresas manter altos níveis de produção com menos operários.
Além disso, os verões texanos chegam facilmente a 40°C ou mais, enquanto em outros estados, como na Dakota do Norte, os trabalhadores do setor de petróleo estão expostos ao frio glacial e nevascas. "Esses caras trabalham na chuva, na neve, no calor, no frio. Tudo. É muito sacrifício nisso", relata Eubanks. "Acho que muitos hesitam em fazer isso."
Os poços que podem poluir mais que milhares de carros
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Isso, combinado com a necessidade de ficar muito tempo longe de casa, é suficiente para afastar alguns do setor. Apesar de todas as promessas, o nível de emprego em petróleo e gás é o mais baixo desde o final da década de 1990. Eubanks conta que está testemunhando um êxodo cada vez maior no setor.
"Muitos voltaram para casa e passaram a trabalhar em qualquer coisa que pudessem encontrar. Muitos caras que conheço saíram e agora operam guindastes para turbinas eólicas e solares."
Eubanks também está pensando em mudar. E como o Texas agora também produz a maior parte da energia renovável dos EUA, o setor oferece muitas oportunidades de emprego. Na verdade, em todo o país, os empregos na área de energia renovável estão crescendo duas vezes mais rápido do que no restante do setor energético e na economia dos EUA como um todo.
Aumento da perfuração para a independência energética?
Outro argumento usado politicamente para justificar mais perfurações é que com a expansão os EUA não estarão mais à mercê dos produtores de petróleo estrangeiros. Mas a realidade é mais complexa – assim como o óleo bruto, que se apresenta nas variedades leve e pesada.
Energia eólica está se expandindo no Texas, e vários trabalhadores do setor petrolífero migram para o setor renovávelFoto: Ryan Downling/DW
Antes do boom do fracking, os EUA costumavam produzir mais petróleo pesado, e as refinarias foram projetadas para processar essa variedade. Porém, desde o advento do fracking generalizado, os EUA estão produzindo mais petróleo leve. Devido a esse descompasso, o país costuma vender seu petróleo leve no exterior e importar outros tipos para uso doméstico.
A maior parte do petróleo dos EUA vai para a China e a Europa, enquanto a maior parte das importações vem do Canadá. Portanto, embora o aumento da produção doméstica tenha reduzido a dependência do petróleo estrangeiro até certo ponto, os EUA não estão conseguindo se livrar totalmente das importações.
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E a promessa de gasolina barata?
À primeira vista, faz sentido pensar que o aumento da oferta implique preços mais baixos. Mas na prática, o mercado de petróleo não funciona dessa forma. "Quanto mais você exporta, mais você expõe os preços internos a esses preços internacionais também", aponta Baird Langenbrunner, da ONG Global Energy Monitor.
"Como não há muita mudança na demanda e como o petróleo ainda é muito desejado por outros países, o custo da energia dos EUA também não está mudando muito."
As empresas petroleiras também têm pouco incentivo para inundar o mercado com óleo barato, já que preços mais altos implicam lucros maiores. Para os cidadãos americanos, isso significa que, mesmo quando a produção aumenta, a economia no posto de gasolina é, na melhor das hipóteses, mínima.
Propriedade em que Hawk Dunlap vive está cheia de poços não vedadosFoto: Ryan Downling/DW
Custos ocultos para os contribuintes
Para os cidadãos comuns, há também custos ocultos na forma de poços desativados e vedados de forma inadequada. Depois que uma empresa encerra a extração num determinado local, o poço deve ser vedado para evitar que o metano – um potente gás de efeito estufa – vaze para a atmosfera, e que produtos químicos nocivos contaminem os lençóis freáticos.
Mas isso nem sempre acontece. O especialista em controle de poços de petróleo Hawk Dunlap e a advogada Sarah Stogner vivem em uma fazenda uma hora de Midland, onde o setor deixou sua marca. Há dois anos, eles começaram a inspecionar poços antigos que haviam sido supostamente vedados e enterrados, os chamados "poços órfãos".
"Os primeiros sete que inspecionamos estavam vazando", relata Dunlap, apontando para um cano serrado que borbulha óleo bruto. "Desde então, já escavamos 100 poços neste rancho, e eu diria que 95 deles estão vazando."
Poços de petróleo desativados não devidamente vedados podem ameaçar a saúde humanaFoto: Ryan Downling/DW
Descobriu-se que alguns poços abandonados emitem tanto metano por ano quanto 4 mil carros. E a única maneira de impedir isso, segundo Stogner, é "abandonar adequadamente" um poço desativado. Mas isso não está acontecendo.
Oficialmente, o Texas tem uma lista de 8.375 poços desativados, com outros 783 mil em todo o estado que se acredita estarem inativos. As pesquisas sugerem que pode haver até 2,6 milhões de poços abandonados em todo o país, e que uma obstrução adequada pode custar US$ 280 bilhões.
Isso sem contar os poços não documentados e indevidamente fechados, como os da propriedade onde Dunlap e Stogner moram. Embora existam alguns programas estaduais e federais de limpeza, menos de 1% de seu financiamento foi garantido, o que, segundo Stogner, coloca o ônus sobre outros cidadãos: "Estamos subsidiando a limpeza. O dinheiro que o setor paga em impostos é revertido e usado para limpar a sujeira deles."
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
Foto: Francisco Seco/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
Foto: STR/AFP
França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
Foto: Ludovic Marin/AP Photo/picture alliance
Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)