Os principais pontos do discurso de Trump no Congresso
25 de fevereiro de 2026
Republicano diz que gerou um boom econômico no país e impôs uma nova ordem no exterior. Veja os destaque de uma fala que visa conter queda nos índices de aprovação do governo a poucos meses de eleição.
"Estamos vencendo tanto que realmente não sabemos o que fazer com isso", disse TrumpFoto: Kenny Holston/The New York Times/REUTERS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça‑feira (25/02), em uma sessão conjunta do Congresso, seu discurso anual sobre o Estado da União, destacando o aumento da produção econômica, a redução nos números da imigração e a equipe masculina de hóquei no gelo dos EUA.
Ao todo, Trump falou por 108minutos, um recorde – superando em oito minutos a marca anterior, registrada em seu discurso diante da sessão conjunta do Congresso no ano passado –, em um pronunciamento amplamente focado em temas domésticos, Trump afirmou que "a nossa nação está de volta", com uma economia "rugindo como nunca antes". Ele insistiu que teria impulsionado um boom econômico no país e imposto uma nova ordem mundial no exterior, na esperança de conter a queda em seus índices de aprovação.
O pronunciamento foi feito em um momento potencialmente decisivo, quando a Casa Branca busca consolidar apoio entre eleitores republicanos antes das eleições legislativas de novembro, em meio ao aumento das tensões com o Irã e à frustração dos eleitores com o alto custo de vida.
Trump afirmou que "a produção de petróleo americano aumentou em mais de 600 mil barris por dia" e que "a produção de gás natural está no nível mais alto da história porque eu cumpri minha promessa de perfurar, baby, perfurar", declaração que foi aplaudida repetidamente por parlamentares republicanos.
Sobre imigração, o presidente declarou que os Estados Unidos agora têm "a fronteira mais forte e mais segura da história americana", alegando que, no passado recente, "milhões e milhões de imigrantes ilegais" entraram no país sem qualquer controle.
A seguir, os principais destaques do discurso:
Economia
Trump dedicou uma ampla parte de seu pronunciamento à economia, abordando uma gama de questões econômicas do cotidiano – moradia, saúde, contas de serviços, criminalidade, aposentadoria — mas novamente evitou reconhecer explicitamente que muitos americanos ainda sofrem com o alto custo de vida, incluindo alimentos e habitação.
O presidente prometeu que suas propostas de saúde para reduzir preços de medicamentos e realizar pagamentos federais diretos à população gerarão benefícios ao bolso do cidadão. Afirmou também que as tarifas derrubadas pela Suprema Corte estavam produzindo receita e que vão ser restabelecidas sob outra base legal.
Estrategistas republicanos alertam que, sem uma mensagem mais enfática sobre inflação, o partido corre risco de perder o controle do Congresso nas eleições de novembro.
Segundo Trump, inflação, juros hipotecários e preços de combustíveis estão caindo, enquanto o mercado de ações, a produção de petróleo, o investimento estrangeiro e os empregos industriais estariam em alta.
Mas dados oficiais mostram que a inflação subiu no ano passado, enquanto o país perdeu empregos industriais e a criação de vagas desacelerou. E embora alguns itens – como ovos – tenham ficado mais baratos desde o retorno de Trump à Casa Branca, alimentos e outros preços continuam a subir.
Pesquisas mostram que os eleitores seguem ansiosos com a economia e insatisfeitos com a atuação presidencial no tema. Levantamento Reuters/Ipsos aponta que 56% desaprovam a condução da economia, enquanto 36% aprovam.
Show político para as câmeras
O presidente evitou em grande parte seu estilo habitual de fanfarronice, saindo do roteiro apenas ocasionalmente. Trump temperou o discurso com momentos televisivos planejados para reforçar sua mensagem junto ao público. Ele distribuiu medalhas, apresentou convidados-surpresa e trocou farpas com democratas.
Foram homenageados o piloto naval da Guerra da Coreia E. Royce Williams e o goleiro da seleção de hóquei dos EUA, Connor Hellebuyck. Também foram mencionados convidados como Erika Kirk, viúva do ativista conservador Charlie Kirk.
Trump concedeu a Medalha de Honra ao suboficial do Exército Eric Slover, piloto ferido durante a operação para capturar o então presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Cada gesto reforçou como o discurso anual se transformou em espetáculo político ao longo dos anos, tanto visual quanto programático.
Showman habitual, Trump tem usado demonstrações patrióticas para impulsionar sua agenda. Ele organizou um desfile militar em seu aniversário de 79 anos e tem feito pronunciamentos fortemente partidários diante de militares.
Para reforçar sua narrativa de que o país está "vencendo" sob sua liderança, Trump recebeu no plenário a equipe masculina de hóquei no gelo dos EUA, recém‑campeã olímpica nos Jogos de Inverno de Milão‑Cortina, na Itália.
"Nosso país está vencendo novamente. Na verdade, estamos vencendo tanto que realmente não sabemos o que fazer com isso. As pessoas vêm me pedir: 'Por favor, por favor, por favor, senhor presidente, estamos vencendo demais. Não aguentamos mais'", disse Trump antes de apresentar a equipe. O presidente concedeu ao goleiro Connor Hellebuyck a Medalha Presidencial da Liberdade.
Outros convidados foram usados como alerta: Dalilah Coleman, de sete anos, ferida em um acidente de carro, citada como exemplo dos perigos que Trump atribui à imigração; e Sage Blair, estudante da Liberty University, apresentado como símbolo de suas críticas às políticas escolares e de gênero.
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Argumento para a guerra
Entre as questões mais esperadas estava se Trump faria finalmente um detalhamento sobre um possível conflito contra o Irã, explicando o motivo do reforço militar no Oriente Médio.
Mas o presidente só mencionou o Irã após mais de uma hora de discurso – e repetiu seus pontos habituais: impedir que Teerã obtenha uma bomba atômica, denunciar o apoio iraniano a grupos regionais e afirmar que o regime matou dezenas de milhares durante protestos recentes.
Trump não explicou por que uma ação militar seria urgente agora, nem o que pretende alcançar. Também não deixou claro qual caminho considera para o uso da força – ponto de forte interesse interno e internacional.
"Eles já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e trabalham para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos. Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia", disse. "Mas uma coisa é certa: eu nunca permitirei que o maior patrocinador de terrorismo do mundo – o que eles são, de longe – tenha uma arma nuclear", acrescentou.
O presidente também relembrou os ataques aéreos realizados pelos EUA no verão passado, que atingiram capacidades nucleares de Teerã, e elogiou a operação que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela — além de mencionar o papel de seu governo na negociação de um cessar‑fogo na guerra de Israel contra o Hamas em Gaza.
Ele mencionou rapidamente a Venezuela, comentando sobre a recente mudança de governo no país, celebrando o desfecho como um triunfo para a segurança nacional. "Esta foi uma vitória absolutamente colossal para a segurança dos Estados Unidos e também abre um novo e brilhante começo para o povo da Venezuela."
Trump disse estar trabalhando "de forma estreita" com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, para gerar benefícios econômicos bilaterais. "Acabamos de receber de nosso novo amigo e parceiro, a Venezuela, mais de 80 milhões de barris de petróleo", disse.
Rússia e Ucrânia quase não foram citadas. Sua controvérsia sobre a aquisição da Groenlândia também não foi abordada.
Mesmo dedicando algum tempo a conflitos em que seus assessores têm atuado intensamente, a falta de temas de segurança nacional no início da fala foi perceptível.
A administração tem enviado emissários a capitais estrangeiras para tentar resolver a guerra na Ucrânia e negociar com o Irã. No mês passado, derrubou o líder da Venezuela e vem concentrando grande parte da energia diplomática nas relações com o país sul-americano.
Agenda migratória
Trump usou o discurso para recuperar a narrativa sobre imigração – tema que antes era um trunfo político, mas que se mostrou um tiro no pé após a repercussão de duas mortes de cidadãos americanos atribuídas a agentes migratórios e de uma ampla operação de deportação que, na prática, se mostrou impopular.
Destacou, porém, crimes cometidos por imigrantes, descrevendo-os em termos contundentes, e disse que os democratas não são confiáveis para proteger as fronteiras e garantir a segurança pública.
Foi um retorno às origens. Em 2024, o então candidato passou boa parte da campanha enfatizando os riscos da imigração – mensagem que ressoou entre eleitores.De modo geral, buscou desviar a atenção dos aspectos mais controversos de sua política migratória enquanto reforçava mensagens de impacto comprovado.
Ataques aos democratas
Trump argumentou que os republicanos merecem mais dois anos de controle do Congresso por sua atuação em economia, imigração e segurança pública. Mas foi além das políticas: fez um apelo visceral para que os eleitores rejeitem os democratas.
"Essas pessoas são loucas", disse, referindo-se a parlamentares democratas que votaram contra a maior parte de suas propostas e que consideram seu governo prejudicial às instituições democráticas. "Os democratas estão destruindo este país, mas nós impedimos isso bem a tempo."
Ao longo do discurso, acusou democratas de agir contra o interesse nacional, refletindo o tom cada vez mais partidário da cerimônia.
Democratas permaneceram sentados, irritando o presidente, enquanto republicanos se levantavam para aplaudi-lo em temas como política de gênero, imigração irregular e crime.
Alguns, como os deputados democratas Al Green, Ilhan Omar e Rashida Tlaib, protestaram em voz alta. Para eles, as posições do presidente são divisivas e prejudiciais – e preocupam suas bases eleitorais.
md/cn (Reuters, AP, DPA)
O mês de fevereiro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Chris Pizzello/Invision/AP Photo/picture alliance
Ofensiva dos EUA e Israel mata Ali Khamenei, líder supremo do Irã
Forças miliForças militares dos Estados Unidos e de Israel lançaram uma ampla campanha aérea contra o Irã. Após o início da ofensiva, os dois países afirmaram que o líder do regime teocrático do Irã, Ali Khamenei, tinha sido morto. Horas depois, a mídia do regime confirmou a informação. A ação marcou o fim da linha para Khamenei, que estava no poder desde 1989. (28/02)
Foto: Office of the Supreme Leader of Iran/Handout/Getty Images
Acidente com bonde em Milão deixa dois mortos
Um bonde descarrilou e atingiu um prédio em Milão, matando duas pessoas e ferindo ao menos 38. Uma das vítimas foi atingida pelo veículo no momento do descarrilamento. A outra era passageira, disse o prefeito da cidade. O acidente ocorreu poucos dias depois de Milão encerrar a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno. A cidade se prepara agora para sediar as Paralimpíadas. (27/02)
Foto: Enriquez/Fotogramma/ROPI/picture alliance
Dinamarca convoca eleições em meio à tensão com EUA
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou que o país escandinavo realizará eleições parlamentares meses antes do prazo máximo para convocação do pleito. O anúncio ocorre em um momento em que os dinamarqueses estão sob tensão em meio à pressão do presidente Donald Trump, para que o país ceda o território da Groenlândia aos Estados Unidos. (26/02)
Foto: Mads Claus Rasmussen/Reuters
STF condena mandantes da morte de Marielle a 76 anos de prisão
Irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo por planejar e ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. "Quantas 'Marielles' o Brasil permitirá que sejam assassinadas até que se ressuscite a ideia de justiça nesta pátria de tantas indignidades", afirmou a ministra Cármen Lucia em seu voto. (25/02)
Foto: Mario Vasconcellos/Rio de Janeiro Municipal Chamber/AFP
Chuvas deixam mortos, desaparecidos e desabrigados em Minas Gerais
Fortes chuvas atingiram Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. No primeiro dia de resgates, a contagem era de ao menos 28 mortos e 440 desabrigados. Bombeiros procuravam outros mais de 40 desaparecidos, e as prefeituras dos dois municípios decretaram estado de calamidade pública. Houve ao menos 20 soterramentos de imóveis em Juiz de Fora, e o Rio Paraibuna transbordou. (24/02)
Foto: Pablo Porciuncula/AFP
Onda de violência no México após morte de chefe de cartel
O México viveu uma onda de violência após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, ou El Mencho, um dos narcotraficantes mais procurados pelos EUA. Pelo menos 73 morreram nos primeiros dois dias. Cartéis reagiram bloqueando vias e incendiando veículos em 20 estados do país. Escolas e o comércio fecharam, e a população foi instruída a ficar em casa. (23/02)
Foto: REUTERS
Jogos Olímpicos de Inverno chegam ao fim na Itália
A Itália se despediu dos Jogos Olímpicos de Inverno com uma cerimônia ao ar livre na antiga Arena de Verona. O encerramento contou com uma performance do bailarino Roberto Bolle e um tributo à ópera. O bastão agora passa aos Alpes Franceses, sede da edição de 2030. A participação brasileira terminou com Lucas Braathen conquistando o primeiro ouro do país na história dos Jogos de Inverno. (22/02)
Foto: Claudia Greco/REUTERS
Brasil e Índia fecham acordo sobre terras raras
Durante uma visita de Estado à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou com o primeiro-ministro Narendra Modi um memorando de cooperação sobre elementos de terras raras e minerais críticos, o primeiro acordo desse tipo firmado pelo Brasil. O objetivo é assegurar o fornecimento de matérias-primas estratégicas, como lítio e nióbio. (21/02)
Foto: Adnan Abidi/REUTERS
Trump anuncia taxa global de 10% após Supremo vetar tarifaço
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que irá impor uma tarifa global de 10% "além" das sobretaxas aduaneiras já existentes, após a Suprema Corte invalidar a maior parte das tarifas de importação criadas pelo seu governo em 2025. "A decisão da Suprema Corte sobre as tarifas é profundamente decepcionante, e tenho vergonha de certos membros da corte", disse o republicano. (20/02)
Foto: Kevin Lamarque/REUTERS
Ex-príncipe Andrew é detido pela polícia britânica
O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten Windsor, irmão do rei Charles 3°, foi preso por algumas horas pela polícia em meio a uma investigação por suspeita de má conduta em cargo público. O ex-duque de York é acusado de compartilhar informações confidenciais com o magnata e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. (19/02)
Foto: Phil Noble/REUTERS
Unidos do Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio
Escola vence seu quarto título do Grupo Especial com o enredo Para cima, Ciça!, que celebra os 70 anos de Moacyr da Silva Pinto, o mais longevo mestre de bateria de uma escola de samba em atividade. O mestre homenageado participou da comissão de frente e do último carro alegórico, regendo os ritmistas. A Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, foi rebaixada para a Série de Ouro. (18/02)
Foto: Mauro Pimentel/AFP
Congresso peruano destitui presidente interino, José Jerí
O Congresso peruano censurou e destituiu Jerí a dois meses das eleições gerais do país por "falta de idoneidade para exercer o cargo". Investigado por trafico de influência, ele ocupava o cargo há apenas quatro meses. Com isso, o Peru passará por sua oitava troca presidencial em quase uma década de crise política. Cinco desses presidentes foram afastados pelo Legislativo. (17/02)
Foto: John Reyes/Anadolu/picture alliance
Críticas à homenagem a Lula marcam 1º dia de desfiles na Sapucaí
A homenagem a Lula no Carnaval do Rio em ano eleitoral foi contestada por seus adversários, que enxergam propaganda eleitoral antecipada. A meses de concorrer ao quarto mandato, o petista foi tema da escola de samba do Grupo Especial Acadêmicos de Niterói, que desfilou na noite de domingo para a madrugada de segunda. O samba-enredo contou a vida do presidente e a sua ascensão política. (16/02)
Foto: Bruna Prado/AP Photo/picture alliance
Nova política fundiária aprovada por Israel deve facilitar ocupação ilegal da Cisjordânia
Plano polêmico deve tornar mais fácil a compra de terras por colonos israelenses. Propriedade de terras passará a ter que ser comprovada – apesar de títulos fundiários não serem comuns em boa parte do território palestino. Medida foi celebrada pela ultradireita e criticada por países árabes e europeus. Ocupação da Cisjordânia é considerada ilegal perante o direito internacional. (15/02)
Foto: Jaafar Ashtiyeh/AFP
Com ouro, Lucas Pinheiro Braathen conquista a 1ª medalha do Brasil nas Olimpíadas de Inverno
Norueguês naturalizado brasileiro, atleta de 25 anos ficou em primeiro lugar na prova do slalom gigante, uma disciplina do esqui alpino. Ele foi também o primeiro sul-americano a subir ao pódio nos Jogos de Inverno. Braathen é filho de mãe brasileira e pai norueguês e compete pelo Brasil desde 2023. Ele ficou 0,58 segundo à frente do suíço Marco Odermatt. (14/02)
Foto: Fabrice Coffrini/AFP/Getty Images
Merz cita ordem mundial "sob destruição" e acena ao Brasil
Ao discursar na abertura da 62ª Conferência de Segurança de Munique, o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz (à dir.), afirmou que a ordem mundial baseada em regras está em processo de "destruição". Ele citou ainda a importância de parcerias com países como o Brasil em um contexto em que Estados Unidos, Rússia e China disputam a hegemonia global. (13/02)
Berlinale dá pontapé inicial para a edição de 2026
O diretor Wim Wenders, presidente do júri do Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2026, participou da coletiva de imprensa de abertura do evento. Este ano, 22 filmes competem pelos principais prêmios, os Ursos de Ouro e Prata. Entre os títulos mais comentados está "Rosebush Pruning" ("Poda de roseiras", em tradução livre), dirigido pelo brasileiro Karim Aïnouz. (12/02)
Foto: John Macdougall/AFP
Ciclone Gezani deixa rastro de destruição em Madagascar
A cidade de Tomasina, na ilha africana de Madagascar, foi arrasada pela passagem do ciclone Gezani. De acordo com as autoridades, ventos de até 250 km/h deixaram mais de 30 mortos e dezenas de feridos na cidade portuária de 400 mil habitantes. (11/02)
Foto: Zo Andrianjafy/REUTERS
Países ocidentais têm piora no Índice de Corrupção de 2025
Até as democracias mais consolidadas do mundo estão cada vez mais mergulhadas na corrupção, revelou o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, da ONG Transparência Internacional. O estudo destaca uma preocupante erosão das lideranças contra a corrupção no Ocidente. O Brasil manteve a posição registrada em 2024, a 107ª de 182 nações – a sua pior colocação do ranking. (10/02)
Foto: Ute Grabowsky/photothek/picture alliance
Bad Bunny celebra diversidade da América em apresentação política no Super Bowl
Repercutiu no mundo o show do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, nos Estados Unidos. Num momento em que a comunidade latina se vê ameaçada pela cruzada anti-imigração de Donald Trump, o artista crítico do presidente fez uma festa latina, enviando um recado político e uma mensagem de união. O republicano não gostou, chamando a apresentação de "afronta à grandeza da América". (09/02)
Foto: Mark J. Terrill/AP Photo/picture alliance
Premiê japonesa festeja vitória esmagadora
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, despontou como grande vencedora nas eleições gerais antecipadas para a câmara baixa do Parlamento. Projeções indicaram que ela teria conseguido no pleito não só ampliar significativamente a maioria de sua coalizão mas até recuperar a maioria absoluta perdida pelo seu partido em 2024. (08/02)
Foto: Kim Kyung-Hoon/REUTERS
Em Berlim, milhares participam de ato em apoio à oposição no Irã
O Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI) reuniu milhares de pessoas em Berlim em um evento de solidariedade aos protestos no país do Oriente Médio. Segundo a entidade, cerca de 100 mil pessoas compareceram ao evento, cujo lema era "Chegou a hora". A manifestação foi um ato de apoio à recente onda de protestos brutalmente reprimidos pelo regime iraniano. (07/02)
Começam os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina
Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina foram oficialmente abertos em uma cerimônia no Estádio San Siro. Quase 3 mil atletas de 93 países participam do evento na Itália. A delegação do Brasil marcou presença na abertura com Nicole Silveira, do skeleton, e Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino, como porta-bandeiras. Ao todo, o país será representado por 14 atletas, (06/02)
Foto: Alessandro Garofalo/REUTERS
Chuvas intensas atingem Espanha e Portugal
Península Ibérica sofre com sequência de temporais de inverno. Um idoso morreu em Portugal após ter seu carro arrastado pela enchente, e uma jovem desapareceu na Espanha. Em Andalusia, cerca de 4 mil pessoas foram evacuadas de suas casas. Dezenas de estradas foram fechadas devido a inundação e deslizamentos. Ao menos 14 rios e dez represas estavam corriam risco "extremo" de transbordar. (05/02)
Foto: Francisco J. Olmo/Europa Press/IMAGO
Assassinato de fiscal de trem por passageiro choca Alemanha
O ministro alemão dos Transportes, Patrick Schnieder (2º à direita), o diretor da Deutsche Bahn Martin Seiler (1º à direita) e ferroviários fazem, na Estação Central de Berlim, um minuto de silêncio em memória do fiscal de trem assassinado por um passageiro. O comissário de bordo foi agredido ao checar bilhetes próximo a Kaiserslautern e morreu em decorrência das lesões. (04/02)
Foto: Sebastian Gollnow/dpa/picture alliance
Gustavo Petro visita Trump em Washington
O presidente colombiano, Gustavo Petro, se reuniu com o seu par americano, Donald Trump, em um encontro a portas fechadas na Casa Branca. A conversa marcou uma mudança na relação entre os dois líderes. O colombiano se tornou um dos maiores críticos da operação americana que capturou Maduro na Venezuela. Já o americano chegou a dizer que "faria o mesmo" na Colômbia. (03/02)
Foto: Colombia Presidency/Handout/REUTERS
Passagem de Rafah, em Gaza, é reaberta após um ano
Reabertura parcial de posto fronteiriço que liga Gaza ao Egito põe fim a isolamento de palestinos e inaugura a segunda fase do cessar-fogo. Trânsito inicla de pessoas é limitado, com prioridade para a saída de feridos e sob monitoramento israelense, egípcio e europeu. Em Gaza, milhares de palestinos aguardam autorização para tratar da saúde no exterior. (02/02)
Foto: Ahmed Sayed/Anadolu/picture alliance
Cerimônia do Grammy é marcada por críticas ao ICE
Artistas vencedores do Grammy se manifestaram contra a agência de imigração dos EUA durante a celebração. Músicos usaram broches de protesto e levaram o tema para seus discursos no palco. Bad Bunny, primeiro artista hispânico a vencer álbum do ano, celebrou as comunidades migrantes. Já Billie Eilish, dona da melhor música do ano, afirmou que "ninguém é ilegal em terras roubadas". (01/02)
Foto: Chris Pizzello/Invision/AP Photo/picture alliance