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Otan expulsa sete diplomatas russos

27 de março de 2018

Aliança se junta a grupo de mais de 20 países que responderam, de forma coordenada, a ataque a ex-espião russo no Reino Unido. Moscou fala em pressão dos EUA e promete retaliação.

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg: "Há consequências para o padrão inaceitável de comportamento da Rússia"Foto: Getty Images/AFP/E. Dunand

Após uma série de reações ao envenenamento no Reino Unido do ex-espião russo Serguei Skripal, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta terça-feira (27/03) a expulsão de sete diplomatas russos da entidade em resposta ao ocorrido.

"Hoje, retirei o credenciamento de sete funcionários da missão russa à Otan. Também negarei o pedido de credenciamento pendente para outros três", disse o secretário-geral da entidade, Jens Stoltenberg, na sede da organização, em Bruxelas.

"Isso enviará uma mensagem clara à Rússia de que há custos e consequências para seu padrão inaceitável de comportamento", acrescentou sobre a decisão, que reduzirá a 20 pessoas o tamanho da missão russa na Aliança.

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Também nesta terça-feira, Irlanda e Bélgica se juntaram aos mais de 20 países que, de forma coordenada, anunciaram a expulsão de diplomatas russos, sem contar o Reino Unido.

Há quase duas semanas, Londres ordenou a expulsão de 23 diplomatas russos em resposta ao incidente. A Rússia respondeu com a mesma medida contra 23 diplomatas britânicos.

A maioria dos países que anunciaram a medida contra diplomatas russos pertence à União Europeia (UE), incluindo Alemanha, Itália e Espanha. Canadá, Ucrânia, Austrália e Noruega também estão no grupo. Os EUA determinaram que 60 funcionários russos deixem o país. No total, mais de 130 diplomatas russos estão sendo expulsos de duas dúzias de países.

Falando em uma conferência no Uzbequistão, o ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, disse a repórteres que uma reação se seguirá porque a Rússia "não tolerará esse comportamento rude".

Lavrov também afirmou que os Estados Unidos podem ter coagido alguns dos países europeus a expulsarem diplomatas russos. Mais cedo na terça-feira, o vice-chanceler Sergei Ryabkov disse que Moscou está trabalhando em uma "resposta dura" para as expulsões.

O caso Skripal provocou uma severa crise diplomática entre Rússia e Reino Unido. O ex-espião russo, de 66 anos, e sua filha Yulia, de 33, permanecem internados em estado crítico, mas estável, desde que foram encontrados inconscientes, em 4 de março passado, num banco próximo a um parque na cidade de Salisbury. Moscou nega envolvimento no caso.

MD/efe/ap/afp/dpa

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