Países bálticos se desligam da eletricidade da Rússia
Timothy Rooks
8 de fevereiro de 2025
Em sinal de fortalecimento de laços com a UE, Estônia, Letônia e Lituânia vão se desconectar da matriz energética russa e se sincronizar com o sistema europeu. Assim se extingue uma herança da era soviética.
Para os países bálticos, o desligamento da rede elétrica russa reforça sua segurança energéticaFoto: Andreas Franke/dpa/picture alliance
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Uma nova era começa para as nações bálticas neste sábado (08/02), dia em que Estônia Letônia e Lituânia cortaram sua conexão com a rede elétrica russa, e isso 10 meses antes do previsto.
A medida é meramente simbólica, já que desde maio de 2022 as três não compram eletricidade russa ou belarussa. Os usuários, portanto, sequer vão notar alguma diferença ou sofrer qualquer interrupção.
Para fortalecer seus sistemas elétricos, os países bálticos vêm lentamente se conectando ao sistema compartilhado de Rede Síncrona da Europa Continental, a segunda maior do mundo atrás da da China.
Estônia, Letônia e Lituânia e se tornam assim os últimos países da União Europeia a aderir ao sistema, que também inclui a Turquia, Ucrânia e Moldávia, não pertencentes ao bloco internacional.
Fim de uma história soviética compartilhada
Por mais de cinco décadas, os países bálticos foram Estados satélites da antiga União Soviética. Uma anomalia histórica desses tempos é a rede de transmissão de energia compartilhada Brell. Ela conecta os sistemas elétricos da Rússia – incluindo seu exclave Caliningrado –, Belarus e os três países bálticos. "Brell" é um acrônimo com as iniciais desses países.
A União Soviética reconheceu a independência do Báltico em 1991. Para os países da região, uma abertura à Europa e à UE era uma meta estratégica, mas desconectar-se de toda uma rede de energia integrada leva tempo.
Todos os três se filiaram à UE e à Otan em 2004, e usam o euro como moeda oficial. Com uma população combinada de pouco mais de 6,1 milhões, são pequenos em comparação a gigantes europeus como a Alemanha, com 84,5 milhões de habitantes, ou a vizinha Polônia, com mais de 38 milhões.
Kaspars Melnis, ministro do Clima e Energia da Letônia, diz que os países bálticos são um "mercado pequeno" para a eletricidade, como um todo. O projeto de desconexão, portanto, tem muito mais a ver com "defesa, segurança energética, independência e economia". Nesse contexto, os acontecimentos recentes na Ucrânia mostraram que "a decisão de desligar foi a correta".
Melnis não espera que o abandono do sistema Brell afete os preços da eletricidade. O que pode, sim, acontecer é que as novas energias renováveis que entrarão em operação em breve impliquem uma redução dos preços até o fim de 2025, avalia.
Segundo Kaspars Melnis, os países bálticos estão unidos em seus esforços para se afastar da rede elétrica russaFoto: DW
Países bálticos e a segurança energética da UE
Ao apostar inteiramente na rede elétrica da UE, os três Estados fortalecem seus laços europeus, enquanto se distanciam ainda mais da Rússia e de seu passado soviético.
Desde a independência, têm sido cautelosos com a Rússia e com a influência do Kremlin sobre a região. Após a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, Moscou reteve o fluxo de seu gás natural e atacou a infraestrutura energética ucraniana, forçando também os países bálticos a investirem em alternativas não russas para se garantirem.
Conectar redes elétricas requer muita infraestrutura física, pois elas funcionam em diferentes frequências e níveis de voltagemFoto: Carsten Rehder/dpa/picture alliance
Kristine Berzina, diretora do projeto Geostrategy North do German Marshall Fund, explica que, antes da guerra, a dúvida era se a desconexão do sistema e da rede russos "valia a pena": "Os cidadãos não gostam de pagar mais por infraestrutura energética, e os políticos têm dificuldade em explicar por que mudanças são necessárias, se as coisas parecem estar funcionando."
Mas a beligerância russa forçou o trio de nações a adotar medidas para garantir um fluxo ininterrupto de eletricidade. "Estar conectado significa estar preso a um adversário que alega que os países bálticos não deveriam existir", disse Berzina, acrescentando que ficar conectado era "estar vulnerável".
Além disso, suspeitas de sabotagem de cabos submarinos cruciais no Mar Báltico têm deixado a Europa e a Otan em alerta, e provocado a intensificação da vigilância marítima.
Para os países bálticos, independência energética significa diversificar os fornecedores de energia e as matrizes energéticas, além da capacidade de integrar mais energias renováveis, como a solar e a eólica. Sem contar que também lhes permite participar do mercado comum europeu de eletricidade.
Até 2030, a UE estabeleceu uma meta para que todos os membros possam importar ou exportar pelo menos 15% da eletricidade produzida em seu território para outros países do bloco. Bruxelas apoiou os esforços dos países bálticos com 1,23 bilhão de euros (R$ 7,3 bilhões) em investimentos em conexões com a Europa, que darão à Estônia, Letônia e Lituânia mais opções para um fornecimento de energia confiável. Uma matriz energética maior garantirá um fluxo constante de eletricidade.
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Conexões existentes, ajuda da Polônia e sabotagem
A principal conexão do Báltico com a Rede Síncrona da Europa Continental da UE será por meio da linha de transmissão aérea LitPol Link, conectando a Polônia e a Lituânia, que têm fronteira comum.
Além disso, os três países estão conectados ao mercado de eletricidade escandinavo, que é um mercado próprio. A Lituânia tem uma ligação submarina com a Suécia, a NordBalt, enquanto a Estônia tem duas ligações submarinas diretas com a Finlândia — Estlink 1 e Estlink 2 — com uma terceira conexão prevista para ser concluída até 2035.
O cabo Estlink 2, no entanto, foi danificado em dezembro de 2024, reduzindo drasticamente as capacidades entre Estônia e Finlândia. Um dia após o incidente, a Comissão Europeia afirmou em comunicado que o navio envolvido fazia parte da "frota fantasma" de navios da Rússia.
Subestação transformadora de Alytus, entre Lituânia e PolôniaFoto: David Ehl/DW
O órgão executivo da UE se apressou em assegurar que o ataque à infraestrutura crítica não atrapalharia os planos de desconexão da rede russa, graças à capacidade extra que os países bálticos acumularam ao longo dos anos: "Não há risco à segurança do fornecimento de eletricidade na região", afirmou em comunicado.
Segundo Kristine Berzina, os três países bálticos "fizeram muito" nas últimas duas décadas para garantir seu fornecimento de energia, ao mesmo tempo em que permitiram "mais competição no setor elétrico". Devido à "desrussificação" das fontes e rotas de energia, "a política de concorrência no setor energético tem sido muito poderosa geopoliticamente", afirma.
O mês de fevereiro em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Jim LoScalzo/CNP/ZUMA Press/IMAGO
Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images
Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
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Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
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Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
Foto: Massimo Valicchia/NurPhoto/picture alliance
Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
Foto: Harold Filan/AP Photo/picture alliance
Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
Foto: Odd Andersen/AFP/Getty Images
"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
Foto: Jens Kalaene/dpa/picture alliance
Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
Foto: EVARISTO SA/AFP
Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
Foto: Stringer/REUTERS
Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
Foto: Ton Molina/NurPhoto/picture alliance
Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
Foto: Uncredited/CTV/AP/dpa/picture alliance
Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
Foto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
Foto: Uncredited/AP/dpa/picture alliance
Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
Foto: Leah Millis/REUTERS
Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
Foto: Michael Bihlmayer/Bihlmayerfotografie/IMAGO
Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
Foto: Matthias Balk/dpa/picture alliance
EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
Israel prepara plano para saída "voluntária" de Gaza
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)