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Pequim volta a desvalorizar yuan, mas tenta acalmar mercado

13 de agosto de 2015

Banco central chinês reduz taxa de referência de sua moeda em relação ao dólar americano pelo terceiro dia consecutivo, mas sugere que depreciação foi a última. Bolsas e divisas asiáticas reagem com alta.

Foto: picture-alliance/dpa

O Banco Popular da China (PBoC) reduziu a taxa de referência do yuan para o dólar americano pelo terceiro dia consecutivo. No entanto, a autoridade monetária chinesa afirmou que não há razões para manter a rota de desvalorização da divisa, que estaria agora "próxima dos níveis de mercado". Com a notícia, as bolsas e moedas asiáticas se recuperaram nos mercados nesta quinta-feira (13/08).

O banco central chinês, que regula diariamente a estritamente controlada moeda chinesa, fixou em 6,4010 yuan para cada dólar americano a cotação – queda de 1,11%. Na quarta-feira, a paridade era de 6,3306, e na terça-feira, quando ocorreu a maior desvalorização desde 2005, a taxa de referência era de 6,2298 yuan para cada dólar americano.

Nesta quinta-feira, o yuan abriu um pouco mais fraco, mas o vice-chefe do banco central chinês, Zhang Xiaohui, reafirmou não ver "nenhuma base para uma persistente e substancial desvalorização" da moeda chinesa. Em entrevista coletiva em Pequim, ele disse também que o yuan estava perto de "níveis de mercado", após as consecutivas quedas nesta semana.

A notícia acalmou os mercados asiáticos. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em 1% e as moedas asiáticas também se recuperaram de dois dias seguidos de desvalorização. Na Europa, no entanto, as Bolsas em Londres, Frankfurt e Paris fecharam em baixa, na quarta-feira, ainda sob a preocupação de que a economia da China poderia estar em maiores dificuldades do que especulado previamente. Já nos EUA, apesar de uma queda inicial, o mercado encerrou em alta.

Alarmado pela queda no desempenho econômico, o Banco Popular da China desvalorizou inesperadamente o yuan em 1,9% na terça-feira, iniciando uma turbulência nos mercados de câmbios e ações.

O declínio da moeda chinesa, porém, foi pequeno se comparado com as flutuações de moedas negociadas livremente. Na China, o câmbio não é livre, mas fixado pelo BC. Mas depois de uma década de pouco ou nenhum movimento, a mudança atingiu os mercados financeiros, que temem que a China possa estar se preparando para entrar numa guerra de moedas com os EUA e a Europa.

Washington há muito tempo acusa a China de manter o yuan desvalorizado para impulsionar as exportações, afirmando que a prática é desleal e prejudica a sua balança comercial. O diretor-geral da Câmara do Comércio da Alemanha, Martin Wansleben, também alertou que "uma competição global pela 'menor moeda' seria prejudicial para todos os envolvidos".

Apesar dos comentários do banco central chinês, muitos observadores afirmam que Pequim tem a intenção de continuar com a desvalorização do yuan, uma vez que mudou a forma como é definida a taxa diária de referência. Isso marca "o começo de uma depreciação construída", de acordo com uma nota do Mizuho Bank – um dos três chamados "megabancos" japoneses, que possui ativos totais de aproximadamente 1,64 trilhão de dólares, segundo dados de 2014.

PV/afp/rtr

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