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Piratas juram vingança

13 de abril de 2009

Após sangrenta ação dos EUA, violência na costa da Somália pode aumentar e colocar em risco a vida de cerca de 220 reféns sequestrados por piratas. Presença de soldados alemães na região triplicou nas últimas semanas.

Fotos da Marinha francesa mostram piratas a bordo do veleiro francês TanitFoto: AP

Os piratas que atuam na costa da Somália falaram em vingança após a ação de libertação de reféns comandada pelos Estados Unidos que resultou na morte de três sequestradores neste domingo (12/04). Na missão na qual participaram soldados de elite da Marinha dos EUA foi libertado o capitão Richard Phillips.

Por telefone, o líder pirata Abdi Garad declarou à agência de notícias AFP que a morte de três de seus homens será vingada e que os piratas atacarão principalmente cidadãos norte-americanos.

"Da próxima vez que capturarmos cidadãos americanos, espero que eles não aguardem piedade de nós", afirmou. Há mais de uma dúzia de navios com ao menos 220 pessoas a bordo em poder de piratas na costa da Somália, entre eles a fragata alemã Hansa Stavanger, com cinco alemães a bordo.

"Os americanos mentirosos mataram nossos amigos depois que eles concordaram em libertar os reféns sem resgate, mas devo dizer que este assunto vai levar a retaliações e vamos caçar particularmente cidadãos americanos que viajarem em nossas águas", declarou Garad.

Temor de mais violência

O capitão Richard Phillips (d)Foto: AP

Para o chefe do Comando Central Naval dos EUA, William Gortney, a violência nessa parte do planeta pode dar um salto. "Não há a menor dúvida disso", afirmou à emissora britânica BBC. Ele lembrou que, apesar do número crescente de ataques, a maioria terminou sem mortes.

Numa outra ação de resgate na Sexta-feira Santa, dois raptores e um refém morreram durante uma troca de tiros entre piratas e soldados que tentavam libertar a tripulação do veleiro francês Tanit. Os outros quatro reféns, entre eles uma criança de três anos, foram libertados.

Presença alemã aumentou

Na Somália, vários grupos radicais islâmicos saudaram as recentes ações piratas como parte de uma batalha contra o Ocidente. "Forças estrangeiras querem dividir o país e os piratas estão protegendo a costa dos inimigos de Alá", disse Abu Mansur, porta-voz da milícia islâmica Al Shabab, classificada como uma organização terrorista pelos EUA.

Segundo números do Escritório Marítimo Internacional (IMB), houve 74 ataques em 2009 na região do Golfo de Áden, que inclui a costa da Somália. Em 15 deles, os piratas foram bem-sucedidos. Durante todo o ano de 2008 foram registrados 111 ataques, o que mostra que a presença cada vez maior de forças internacionais não trouxe mais segurança à costa somali.

A marinha alemã está presente no Golfo de Áden com quatro navios, quatro helicópteros e um avião, totalizando cerca de 700 soldados. No início, os alemães haviam previsto apenas o envio de uma fragata e 220 soldados, mas os ataques crescentes levaram a um reforço da presença militar.

AS/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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