Prefeitos de Paris e Pittsburgh rebatem declaração de Trump
2 de junho de 2017
Cidades citadas pelo presidente americano ao anunciar a retirada de seu país do Acordo de Paris saem em defesa do pacto climático. Nos EUA, prefeitos e governadores se rebelam e prometem manter metas ambientais.
Anne Hidalgo, prefeita da capital francesa: "Paris e Pittsburgh estão unidas sobre o Acordo de Paris"Foto: picture-alliance/AP Photo/M. Euler
o presidente dos Estados unidos, Donald Trump, comentou que "foi eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não de Paris".
A declaração polêmica provocou reações dos líderes de ambas as cidades e de vários outros em diversas partes dos EUA.
O prefeito de Pittsburgh, Bill Peduto, rebateu através do Twitter que sua cidade, considerada coração da indústria do aço nos EUA, apoia o acordo: "Como prefeito de Pittsburgh, posso assegurar a vocês que seguiremos as diretrizes do Acordo de Paris por nosso povo, nossa economia e nosso futuro."
"Fui um dos prefeitos que foram à Paris lutar pelo acordo, e minha cidade, que finalmente conseguiu se recuperar de décadas de carnificina industrial, fará todo o possível para promover seus próprios padrões ambientais", frisou Peduto.
O democrata integra um grupo de 68 prefeitos americanos – inclusive os de Los Angeles, Boston, Nova York, Houston e Chicago – que divulgaram em conjunto um manifesto se comprometendo a "adotar, honrar e preservar" os compromissos relacionados aos objetivos do Acordo de Paris.
Assista: discurso de Trump sobre o Acordo de Paris
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"Vamos intensificar os esforços para atingir as metas climáticas atuais de cada uma de nossas cidades, pressionar por novas ações para chegar ao alvo de 1,5ºC [como limite máximo do aquecimento global] e trabalhar em conjunto para criar uma economia verde e limpa no século 21", postula o documento. "O mundo não pode esperar, tampouco nós."
Os governadores dos estados da Califórnia, Nova York e Washington anunciaram a criação da Aliança do Clima para "preservar o acordo do clima de Paris e adotar ações agressivas contra o aquecimento global".
Anne Hidalgo, prefeita de Paris, compartilhou a mensagem de Peduto na rede social, acrescentando: "Mais uma vez, Donald Trump está errado. Paris e Pittsburgh estão, sim, unidas em prol do Acordo de Paris."
A prefeita acrescentou que o aquecimento global "representa uma ameaça singular para o futuro de nosso planeta e põe em perigo a saúde, prosperidade, segurança e a própria sobrevivência de nossos filhos e netos".
RC/dpa/ap
Três quartos dos gases estufa são produzidos pela combustão de carvão, petróleo e gás natural; o resto, pela agricultura e desmatamento. Como se podem evitar gases poluentes? Veja dez dicas que qualquer um pode seguir.
Foto: picture-alliance/dpa
Usar menos carvão, petróleo e gás
A maioria dos gases estufa provém das usinas de energia, indústria e transportes. O aquecimento de edifícios é responsável por 6% das emissões globais de gases poluentes. Quem utiliza a energia de forma eficiente e economiza carvão, petróleo e gás também protege o clima.
Foto: picture-alliance/dpa
Produzir a própria energia limpa
Hoje, energia não só vem de usinas termelétricas a carvão, óleo combustível e gás natural. Há alternativas, que atualmente são até mesmo mais econômicas. É possível produzir a própria energia e, muitas vezes, mais do que se consome. Os telhados oferecem bastante espaço para painéis solares, uma tecnologia que já está estabelecida.
Foto: Mobisol
Apoiar boas ideias
Cada vez mais municípios, empresas e cooperativas investem em fontes energéticas renováveis e vendem energia limpa. Este parque solar está situado em Saerbeck, município alemão de 7,2 mil habitantes que produz mais energia do que consome. Na foto, a visita de uma delegação americana à cidade.
Foto: Gemeinde Saerbeck/Ulrich Gunka
Não apoiar empresas poluentes
Um número cada vez maior de cidadãos, companhias de seguro, universidades e cidades evita aplicar seu dinheiro em companhias de combustíveis fósseis. Na Alemanha, Münster é a primeira cidade a aderir ao chamado movimento de desinvestimento. Em nível mundial, essa iniciativa abrange dezenas de cidades. Esse movimento global é dinâmico – todos podem participar.
Foto: 350.org/Linda Choritz
Andar de bicicleta, ônibus e trem
Bicicletas, ônibus e trem economizam bastante CO2. Em comparação com o carro, um ônibus é cinco vezes mais ecológico, e um trem elétrico, até 15 vezes mais. Em Amsterdã, a maior parte da população usa a bicicleta. Por meio de largas ciclovias, a prefeitura da cidade garante o bom funcionamento desse sistema.
Foto: DW/G. Rueter
Melhor não voar
Viajar de avião é extremamente prejudicial ao clima. Os fatos demonstram o dilema: para atender às metas climáticas, cada habitante do planeta deveria produzir, em média, no máximo 5,9 toneladas de CO2 anualmente. No entanto, uma viagem de ida e volta entre Berlim e Nova York ocasiona, por passageiro, já 6,5 toneladas de CO2.
Foto: Getty Images/AFP/P. Huguen
Comer menos carne
Para o clima, também a agricultura é um problema. No plantio do arroz ou nos estômagos de bois, vacas, cabras e ovelhas é produzido o gás metano, que é muito prejudicial ao clima. A criação de gado e o aumento mundial de consumo de carne são críticos também devido à crescente demanda de soja para ração animal. Esse cultivo ocasiona o desmatamento de florestas tropicais.
Foto: Getty Images/J. Sullivan
Comprar alimentos orgânicos
O óxido nitroso é particularmente prejudicial ao clima. Sua contribuição para o efeito estufa global gira em torno de 6%. Ele é produzido em usinas de energia e motores, mas principalmente também através do uso de fertilizantes artificiais no agronegócio. Esse tipo de fertilizante é proibido na agricultura ecológica e, por isso, emite-se menos óxido nitroso, o que ajuda a proteger o clima.
Foto: imago/R. Lueger
Sustentabilidade na construção e no consumo
Na produção de aço e cimento emite-se muito CO2, em contrapartida, ele é retirado da atmosfera no processo de crescimento das plantas. A escolha consciente de materiais de construção ajuda o clima. O mesmo vale para o consumo em geral. Para uma massagem, não se precisa de combustível fóssil, mas para copos plásticos, que todo dia acabam no lixo, necessita-se uma grande quantidade dele.
Foto: Oliver Ristau
Assumir responsabilidades
Como evitar gases estufa, para que, em todo mundo, as crianças e os filhos que elas virão a ter possam viver bem sem uma catástrofe do clima? Esses estudantes estão fascinados com a energia mais limpa e veem uma chance para o seu futuro. Todos podem ajudar para que isso possa acontecer.