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SaúdeÁfrica do Sul

Primeiras análises indicam que ômicron pode ser menos severa

7 de dezembro de 2021

Cientistas na África do Sul dizem perceber gravidade menos intensa nas infecções com a nova variante do coronavírus, mas alertam que se trata de observações iniciais.

Ômicron
A ômicron tem apresentado um poder de transmissão maior do que outras variantesFoto: Pavlo Gonchar/Zumapress/picture alliance

A mais recente variante do novo coronavírus, a ômicron, descoberta em novembro no sul da África, pode levar a sintomas menos severos em comparação a variantes anteriores, indicaram nesta segunda-feira (06/12) médicos e pesquisadores da África do Sul.

Os cientistas alertaram, no entanto, que mesmo que a gravidade causada pela ômicron pareça, até agora, menos intensa nos pacientes considerados, a nova variante ainda pode levar à superlotação de hospitais em todo o mundo. Isso porque, ao mesmo tempo em que aparenta ser menos grave, a ômicron tem apresentado um poder de transmissão maior do que outras variantes.

Conforme dados do Complexo Hospitalar de Tshwane, em Pretória, apenas nove de 42 pacientes com covid-19 – nenhum deles vacinado – necessitaram de tratamento devido à infecção pelo vírus e precisaram de oxigênio no dia 2 de dezembro.

Esse estudo, entretanto, é apenas preliminar, sem validação pela comunidade científica. Por isso, os especialistas pedem cautela e insistem que essas informações não devem ser encaradas com total otimismo. Como a descoberta da nova variante ocorreu no mês passado, é possível que a ômicron ainda leve a sérios problemas em sistemas de saúde apenas com sua elevada capacidade de transmissão.

No entanto, conforme esses dados preliminares, mesmo com o aumento de casos na África do Sul nas últimas semanas, não houve aumento no número de mortes. Em uma breve comparação, de 166 pacientes com coronavírus que foram internados entre os dias 14 e 29 de novembro no Complexo Hospitalar de Tshwane, a permanência média foi de menos de três dias, e 7% deles morreram. No último um ano e meio anterior a novembro de 2021, os pacientes costumavam ficar mais de oito dias, e 17% morreram.

No domingo, o conselheiro da Casa Branca para a crise sanitária, Anthony Fauci, afirmou que os primeiros sinais vindos da África do Sul sobre a gravidade dos casos associados à variante ômicron são "algo encorajadores", mas também sublinhou que são dados preliminares. 

"Claramente, na África do Sul, a ômicron está se propagando mais", disse o epidemiologista em entrevista à emissora CNN. "Mas, até agora, mesmo sendo muito cedo para tirar conclusões definitivas, não se pode dizer que apresente um alto grau de gravidade", declarou. "Os sinais sobre a gravidade são algo encorajadores", repetiu.

Nesta segunda-feira, a notícia de que a ômicron pode resultar em quadros mais leves de covid-19 derrubou ações de fabricantes de vacinas, como a Moderna e a Biontech.

gb/as (Lusa, OTS)

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