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Prisão perpétua para antigo ajudante de Bin Laden

15 de maio de 2015

Tribunal de Nova York condena saudita por participação indireta nos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, que deixaram mais de 220 mortos.

USA New York Prozess gegen Khalid al-Fawwaz
Foto: Reuters

O saudita Khalid al-Fawwaz, considerado um antigo aliado próximo de Osama bin Laden, foi condenado nesta sexta-feira (15/05) à prisão perpétua em Nova York. Ele foi considerado culpado de envolvimento indireto nos atentados terroristas de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos.

Fawwaz, de 52 anos, não foi sentenciado por participar dos ataques ou planejá-los, mas por ser um importante ajudante de Bin Laden em Londres quando os crimes ocorreram – fazendo propaganda terrorista e ajudando a munir jihadistas na África.

Ele era acusado também de comandar um campo da Al Qaeda no Afeganistão, em 1991, e de ter montado o grupo terrorista baseado em Nairóbi responsável por monitorar a embaixada antes do atentado.

A defesa legal de Fawwaz alegou que, embora compartilhasse do desejo de Bin Laden de mudanças políticas na Arábia Saudita, seu cliente se afastou do líder terrorista quando a Al Qaeda começou a defender a morte de cidadãos americanos.

"Meu objetivo era reforma, não rebelião", disse Fawwaz no tribunal, diante de sobreviventes dos atentados.

O juiz Lewis Kaplan, porém, rejeitou os argumentos e disse que as intenções de Fawwaz eram puramente terroristas.

RPR/rtr/ap