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Cúpula do G20

2 de abril de 2009

A busca de saídas para a recessão econômica mundial, tema do encontro do G20 em Londres, é marcada por divergências internas e protestos populares.

Dezenas de presos em protestos contra o G20 em LondresFoto: AP

Representantes das vinte maiores potências econômicas do mundo se reúnem nesta quinta-feira (02/04) para discutir saídas para a crise econômica. A meta é viabilizar uma reforma abrangente do sistema financeiro mundial, a fim de impedir colapsos de bancos no futuro e permitir que se reconheça a tempo possíveis riscos para a economia global.

O encontro do G20 também abordará estratégias contra os paraísos fiscais e contra a remuneração excessiva de executivos. Alguns países, como o Japão, exigem novos programas para reaquecimento da conjuntura, proposta que a Alemanha e a França rejeitam.

26 presos em protestos em Londres

Um dia antes do início do encontro, a política do G20 foi alvo de protestos em massa nas ruas de Londres. Na quarta-feira à noite, um homem morreu durante as manifestações. Segundo uma testemunha, ele desmaiou na rua, sem agressão de terceiros. As passeatas na capital britânica culminaram com a prisão de 26 pessoas.

Segundo diplomatas, as negociações preliminares entre representantes dos vinte países foram difíceis. Acertos concretos ficarão, portanto, a cargo dos chefes de Estado e de governo durante o encontro.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, fizeram um apelo para que os países do G20 evitem defender apenas interesses nacionais e concluir o encontro com resoluções pouco significativas. Merkel e Sarkozy defendem a divulgação de uma lista negra de todos os paraísos fiscais.

O presidente norte-americano, Barack Obama, que participa pela primeira vez de um encontro do G20, conclamou os países a um consenso.

Resolução pouco concreta

De acordo com informações da agência de notícias dpa, os esboços de declaração final elaborados pelo Reino Unido, país que sedia o encontro, foram rejeitados pela Alemanha e pela França. A Alemanha considera insuficiente a menção de projetos concretos de reforma apenas como anexo do documento final. Sarkozy insinuou que haveria dificuldades com o premiê britânico, Gordon Brown.

Segundo a agência de notícias Reuters, o documento final do encontro do G20 em Londres inclui os fundamentos de uma nova ordem financeira mundial. Ao mesmo tempo, os países do grupo se propõem a acertar um plano para fortalecer a economia mundial. Apesar de mencionar medidas abrangentes de política financeira que poderiam tirar o mundo da recessão, a declaração não requer novos programas de conjuntura concretos, um ponto de grande divergência dentro do grupo.

SM/RR/dpa/rtrd

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