Protestos no Irã ganham força e regime intensifica repressão
8 de janeiro de 2026
ONGs relatam dezenas de mortos em todo o país. Manifestações ocorrem em todas as 31 províncias iranianas, em meio a "apagão nacional" da internet.
Protestos inicialmente voltados contra a crise econômica passaram questionar a legitimidade do governo islâmico do Irã Foto: UGC
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Organizações de direitos humanos acusaram nesta quinta-feira (08/01) as forças de segurança do Irã de atirar contra manifestantes, em meio a relatos de dezenas de mortes em várias regiões do país.
As manifestações começaram no mês passado com protestos na capital, Teerã, contra os graves problemas econômicos enfrentados pela população e a desvalorização acentuada da moeda nacional, o rial. A crise se agravou após anos de sanções internacionais, enquanto o país ainda se recupera da guerra contra Israel em junho.
O movimento, que teve origem com o fechamento de um popular mercado em Teerã em 28 de dezembro, após o rial despencar para mínimas históricas, se espalhou por todo o país e se tornaram manifestações em larga escala que questionam a legitimidade do governo islâmico do país.
Com os protestos se espalhando por todo o Irã, a agência de notícias independente Human Rights Activists News Agency (Hrana), sediada nos EUA, informou que foram registradas manifestações em 348 locais nas 31 províncias iranianas.
Imagens nas redes sociais verificadas pela agência de notícias AFP mostravam uma grande concentração de manifestantes no Boulevard Aiatolá Kashani, uma importante avenida no noroeste da capital iraniana.
Comércios e bazares foram fechados em Tabriz, no noroeste, e na cidade de Bandar Abbas, importante centro da indústria petrolífera no país, segundo vídeos compartilhados por ONGs e ativistas nas redes sociais.
Os protestos são os maiores no Irã desde as grandes manifestações no país ocorridas entre 2022 e 2023, desencadeadas pela morte a jovem Mahsa Amini sob custódia da polícia. Ela havia sido presa por supostamente violar o código de vestimenta para mulheres.
"Repressão se torna mais violenta a cada dia"
A ONG de direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, afirmou que as forças de segurança mataram pelo menos 45 manifestantes, incluindo oito menores. Segundo a entidade, esta quarta foi o dia mais sangrento desde o início dos protestos, com 13 mortes confirmadas.
"As evidências mostram que a repressão se torna mais violenta e mais abrangente a cada dia", disse o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, acrescentando que centenas de pessoas ficaram feridas e mais de 2.000 foram presas.
Desvalorização histórica da moeda nacional, o rial, incensou os protestos no Irã Foto: Atta Kenare/AFP
"A ONU e a comunidade internacional têm a responsabilidade de agir decisivamente, dentro da estrutura do direito internacional, para evitar o assassinato em massa de manifestantes", instou Amiry-Moghaddam.
A Hrana publicou imagens que, segundo a agência, mostram forças de segurança atirando contra manifestantes com armas de fogo em Kermanshah.
Grupos de direitos humanos também acusaram as autoridades de recorrer a táticas como invadir hospitais para deter manifestantes feridos.
"As forças de segurança do Irã feriram e mataram tanto manifestantes quanto civis", alertou a ONG Anistia Internacional, acusando as autoridades de usar "força ilegal".
Na quarta-feira, um policial iraniano foi morto a facadas a oeste de Teerã "durante esforços para controlar os distúrbios", informou a agência de notícias Fars, próxima à Guarda Revolucionária iraniana.
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Trump ameaça "atingir com força" o Irã
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, instou nesta quarta-feira as forças de segurança a diferenciarem os manifestantes legítimos, motivados pela situação econômica, dos "desordeiros" que agem contra a segurança nacional. Ele pediu o máximo de contenção e afirmou que "devem ser evitados quaisquer comportamentos violentos ou coercitivos"
A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, classificou os manifestantes como "nossos filhos" e defendeu o diálogo.
Menos conciliador, o chefe do Judiciário iraniano, Gholamhosein Mohseni Ejei, alertou que "não haverá clemência para quem ajuda o inimigo contra a República Islâmica" e acusou os Estados Unidos e Israel de tentarem desestabilizar o país.
Ônibus em chamas durante protesto contra o governo na província de IlamFoto: UGC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira tomar medidas drásticas contra o Irã se autoridades do país "começarem a matar pessoas", alertando que Washington "as atingirá com muita força".
O ministro do Exterior da Alemanha, Johann Wadephul, por sua vez, condenou o "uso excessivo da força" contra os manifestantes.
"Apagão nacional" da internet
A organização de monitoramento online Netblocks afirmou nesta quinta-feira que "os dados em tempo real mostram que o Irã está em meio a um apagão nacional da internet".
Dados da empresa de internet Cloudflare mostraram uma queda de cerca de 90% no tráfego da web durante a noite. Partes do governo e do aparato de segurança pareciam ter acesso limitado.
Com o serviço severamente restrito, pouca informação consegue sair do país. Apagões na internet iraniana também foram registrados durante os protestos de 2022 e 2023.
Reza Pahlavi, filho do xá deposto pela Revolução Islâmica de 1979 e importante figura da oposição no exílio, convocou protestos de grande porte para esta quinta-feira. Antes do apagão, ele alertou que as autoridades poderiam cortar o acesso à internet para impedir a disseminação de informações.
rc (AFP, DPA, DW)
O mês de janeiro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Adam Gray/REUTERS
Milhares protestam nos EUA contra ações do ICE
Mais de 300 atos tomaram as ruas dos EUA contra as operações anti-imigração do governo Trump que resultaram na morte de dois civis em Minnesota. Os atos aconteceram próximos a centros de detenção, escritórios federais, parlamentos locais e até aeroportos. Também há manifestações em Milão, onde ativistas criticam o envio de agentes do ICE para atuar na segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
África do Sul e Israel expulsam representantes diplomáticos
A África do Sul expulsou o encarregado de negócios de Israel, Ariel Seidman, do país por ações contra a soberania sul-africana. Israel também expulsou o representante sul-africano Shaun Byneveldt. As relações entre os dois países estão tensas desde 2023, quando Pretória acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza e apresentou uma ação no Tribunal de Haia. O Brasil também aderiu ao processo.(30/01)
Foto: Ihsaan Haffejee/Anadolu Agency/IMAGO
Trump reabre espaço aéreo venezuelano para aviões comerciais
Trump anunciou a reabertura do espaço aéreo da Venezuela para aeronaves comerciais americanas quase um mês após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. A medida revoga proibição imposta em 3 de janeiro, quando voos comerciais dos EUA e de várias companhias internacionais foram suspensos devido a bombardeios no país. (29/01)
Foto: Nicolas Economou/NurPhoto/picture alliance
Sobrevivente do Holocausto alerta contra antissemitismo na Alemanha
Em discurso no parlamento da Alemanha, a sobrevivente do Holocausto Tova Friedman, de 87 anos, apelou às autoridades do país para que mantenham a luta contra o antissemitismo. A cerimônia marcou o 81º aniversário de libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau. "Só posso fazer um apelo: não deixem o antissemitismo crescer novamente", disse Friedman. (28/01)
Foto: Tobias Schwarz/AFP
"O Agente Secreto" tem 2 indicações para o "Oscar" britânico
Filme recebeu duas indicações ao Bafta, o prêmio mais prestigioso do cinema britânico, nas categorias de melhor roteiro original e melhor filme em língua não inglesa, anunciou a Academia Britânica de Artes do Cinema e da Televisão. O longa já levou o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama e foi indicado ao Oscar em quatro categorias. (27/01)
Foto: Divulgação
Pelo menos 28 mortos em megatempestade congelante dos EUA
Pelo menos 28 pessoas morreram em decorrência das temperaturas baixas provocadas pela megatempestade que varre os Estados Unidos. Autoridades de Nova York disseram que oito pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana. Em várias partes do país, estradas ficaram congeladas, escorregadias ou soterradas pela neve. (26/01)
Foto: Charly Triballeau/AFP
Megatempestade coloca Estados Unidos em estado de emergência
Os americanos esvaziaram supermercados ao se prepararem para uma megatempestade que varreria os Estados Unidos. Cerca de 1 milhão de casas ou estabelecimentos ficaram sem eletricidade, enquanto 213 milhões de pessoas estavam sob algum tipo de alerta, o equivalente a mais de 60% da população do país. No total, 20 estados e a capital Washington declararam estado de emergência. (25/01)
Foto: Gene J. Puskar/AP Photo/dpa/picture alliance
Agentes anti-imigração de Trump matam segundo civil em Minnesota
Sob protestos contra as operações anti-imigração do governo dos Estados Unidos, a cidade de Minneapolis registrou o segundo assassinato de um civil em três semanas por agentes federais. O alvo desta vez foi Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos e nacionalidade norte-americana. A notícia acirrou ainda mais a tensão nas ruas, com renovada opressão policial contra manifestantes. (24/01)
Foto: Abbie Parr/AP Photo/dpa/picture alliance
Separatistas de extrema direita vão a julgamento na Alemanha
Começa julgamento de oito homens suspeitos de integrar o grupo extremista "Separatistas Saxões". Preso em novembro de 2024 durante operações conjuntas na Alemanha, Áustria e Polônia, o grupo defendia ideias racistas, antissemitas e apocalípticas, e se inspirava diretamente na SS nazista. Segundo a Procuradoria Federal alemã, eles planejavam derrubar o sistema democrático. (23/01)
Foto: Rene Priebe/dpa/picture alliance
"O Agente Secreto" leva 4 indicações ao Oscar
Produção de Kleber Mendonça Filho concorrerá ao Oscar nas categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e direção de elenco. Anúncio ocorre dias após filme vencer dois Globos de Ouro. O longa já ganhou várias outras premiações, como no Festival de Cannes, onde faturou os prêmios de melhor direção e melhor ator, também com Wagner Moura. (22/01)
Foto: Laura Castor
Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul
O Legislativo da UE acatou o pedido de um grupo de eurodeputados para que o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) avalie as bases jurídicas do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. A determinação de uma revisão pelo tribunal superior europeu deve atrasar em meses a ratificação do tratado, firmado pelas duas partes após mais de duas décadas de negociações. (21/01)
Foto: Frederick Florin/AFP/Getty Images
Israel derruba agência da ONU de assistência a refugiados palestinos em Jerusalém Oriental
A polícia israelense iniciou a demolição das instalações da agência das Nações Unidas de assistência a refugiados palestinos, a UNRWA, em Jerusalém Oriental. Enquanto Israel acusa a UNRWA de abrigar membros do Hamas entre seus funcionários, autoridades palestinas denunciaram a "ruptura de todas as regras e normas do direito internacional." (20/01)
Foto: Magda Gibelli/Agencia EFE/IMAGO
Espanha de luto após colisão de trens
A Espanha anunciou luto nacional por causa de uma colisão entre dois trens de alta velocidade que entrou na lista dos maiores acidentes ferroviários registrados na Europa neste século. A tragédia deixou pelo menos 40 mortos e mais de 150 feridos depois de um trem sair dos trilhos. Uma investigação foi anunciada para esclarecer as causas do ocorrido. (19/01)
Foto: La Voz de Galicia/Monica Ferreiros/AP Photo/picture alliance
Esquerda e ultradireita disputarão 2º turno presidencial em Portugal
O socialista António José Seguro saiu na frente no primeiro turno da eleição em Portugal, seguido pelo ultradireitista André Ventura, do Chega. O próximo pleito está previso para 8 de fevereiro. Em Portugal, a presidência é um cargo cerimonial, mas exerce poderes importantes, incluindo a dissolução do parlamento, a convocação de eleições legislativas antecipadas e o veto a leis. (18/01)
Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP
Acordo Mercosul-UE é assinado em cerimônia no Paraguai
Passados 26 anos, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi enfim assinado em Assunção, capital paraguaia. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e, no lado brasileiro, beneficia principalmente as exportações do agronegócio. Entrada em vigor, porém, ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu. (17/01)
Foto: Luis Robayo/AFP/Getty Images
Lula celebra acordo UE-Mercosul ao lado de Von der Leyen
Em coletiva de imprensa, Lula destacou longo processo de negociação do tratado e a importância do multilateralismo, enquanto Ursula Von Der Leyen elogiou papel do presidente brasileiro nas negociações. Texto será assinado em Assunção, Paraguai, no sábado. Apesar de seu papel central nas negociações, Lula será o único chefe de governo do Mercosul que não estará presente na cerimônia. (16/01)
Foto: Bruna Prado/AP Photo/picture alliance
STF determina transferência de Bolsonaro para a Papudinha
Ex-presidente ocupará sala de Estado-maior no 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, ao lado da Penitenciária da Papuda. A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro deverá ser mantido em uma sala de Estado-maior no batalhão, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. (15/01)
Foto: Diego Herculano/REUTERS
Ministros da Dinamarca e da Groenlândia vão a reunião na Casa Branca
A ministra do Exterior da Groenlândia, Vivian Motzfeldt (esq.), e o seu análogo dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, estiveram em Washington para uma reunião com membros do governo Trump. O presidente americano vem reiterando ameaças de anexar a ilha no Ártico, que pertence à Dinamarca. Em reação, o país escandinavo anunciou exercícios militares com aliados da Otan na região. (14/01)
Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/IMAGO
França julga recurso que define futuro político de Le Pen
A líder da ultradireita francesa Marine Le Pen iniciou a apelação de uma sentença da Justiça que, em 2025, a considerou culpada em primeira instância por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu enquanto eurodeputada. Caso a sentença seja mantida, a atual líder da bancada do Reunião Nacional (RN) na Assembleia Nacional será impedida de concorrer pela quarta vez à presidência em 2027. (13/01)
Foto: Thomas Samson/AFP/Getty Images
Chanceler alemão realiza primeira visita oficial à Índia
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu o chanceler alemão, Friedrich Merz, para uma visita oficial de dois dias. Merz viaja acompanhado de uma grande delegação empresarial, numa ocasião em que a Alemanha busca estreitar os laços econômicos e de segurança. (12/01)
Foto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance
Mortos em protesto já são mais de 500
A TV estatal mostrou familiares entre cadáveres do lado de fora do Instituto Médico Legal de Kahrizak, em Teerã. Ao menos 538 morreram em duas semanas de protestos no Irã, segundo ativistas. Número de prisões no país passa de 10,5 mil, incluindo menores. Autoridades americanas avaliam possibilidade de intervenção. Regime iraniano convocou manifestação pró-governo para o dia seguinte. (11/01)
Foto: Vahid online
Protestos no Irã somam mais de 50 mortos
Os protestos em massa no Irã também levaram manifestantes às ruas na Alemanha. Em Berlim (foto), cerca de 1.400 foram a uma passeata, enquanto outras 300 se reuniram em uma praça próxima. Em Frankfurt, cerca de 1.300 foram às ruas. Após quase 14 dias de protestos no Irã, o saldo de mortos no país ultrapassou 50. O filho do último xá, Reza Pahlavi, convocou os iranianos a uma greve geral. (10/01)
Foto: Ebrahim Noroozi/AP Photo/picture alliance
UE aprova acordo de livre comércio com Mercosul
Após mais de 25 anos de negociações, membros do bloco europeu aprovam pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. Tratado não entrará em vigor imediatamente, pois também requer a aprovação do Parlamento Europeu. (09/01)
Foto: Santiago Mazzarovich/dpa/picture alliance
ONGs relatam dezenas de mortes em protestos no Irã
Manifestações contra os graves problemas econômicos se espalharam pelo país e se tornaram protestos em larga escala que questionam a legitimidade do governo islâmico do Irã. Entidades revelam dezenas de mortes em várias regiões do país em meio a um "apagão nacional" da internet, (08/01)
Foto: Kamran/Middle East Images/picture alliance
Neve e gelo paralisam aeroportos e provocam caos na Europa
A Europa enfrenta uma intensa onda de frio que tem provocado fortes nevascas, gelo e ventos, resultando no cancelamento de centenas de voos, suspensão de serviços de transporte e mortes relacionadas ao clima. Nos Balcãs, neve e chuva torrencial causaram inundações, queda de árvores e cortes de energia. Na França, cinco pessoas morrerm e, na Holanda, 700 voos foram cancelados. (07/01)
Foto: Kiran Ridley/AFP
Coalizão pró-Ucrânia estabelece garantias de segurança pós-trégua
Coalizão pró-Ucrânia concordou com um arcabouço de garantias de segurança destinado a dissuadir futura agressão russa a Kiev caso um acordo de paz seja aprovado. Ele inclui: monitorar o cessar-fogo; apoiar as forças armadas da Ucrânia; implantar uma força multinacional em terra, mar e ar; definir resposta em caso de novo ataque; e estabelecer cooperação de defesa de longo prazo com Kiev. (06/01)
Foto: Christinne Muschi/AP Photo/picture alliance
EUA vira alvo de críticas no Conselho de Segurança da ONU
Em reunião do Conselho de Segurança, Rússia, China e aliados tradicionais dos EUA criticam ações americanas na Venezuela. Embaixador dos EUA, Mike Waltz, repetiu acusações feitas por Trump de que o líder venezuelano capturado, Nicolás Maduro, seria chefe narcoterrorista fugitivo, responsável pela morte de milhares de americanos. "Fins não justificam os meios", disse embaixador do Brasil. (05/01)
Foto: Eduardo Munoz/REUTERS
Tensão e incerteza em Caracas após captura de Maduro
As forças militares da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez, a vice-presidente de Nicolás Maduro, como presidente interina, na esteira da captura do líder venezuelano pelos EUA. Mesmo assim, a população ainda não sabia quem de fato comandava o país, e o clima de tensão se fazia presente na capital, com policiamento reforçado nos arredores do Palácio de Miraflores. (04/01)
Foto: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
EUA capturam presidente Nicolás Maduro na Venezuela
Os EUA lançaram ataques militares contra a Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. Houve explosões de madrugada, e o casal foi levado da sua residência em Caracas a Nova York, onde seriam julgados por suposta conexão com o narcotráfico internacional. Governistas e oposicionistas se dividiram, dentro e fora do país, entre celebrações e apreensão. (03/01)
Foto: X account of Rapid Response 47/AFP
Suíça decreta cinco dias de luto
A Suíça decretou luto oficial após uma tragédia com 40 mortos na estação de esqui Crans-Montana durante as celebrações do Ano Novo. O presidente suíço, Guy Parmelin, descreveu o incidente como um dos mais traumáticos da história do país. "Um drama de proporções desconhecidas", afirmou, ao homenagear as "vidas jovens que foram perdidas e interrompidas". (02/01)
Um incêndio em um bar no centro da estação de esqui Crans-Montana, na Suíça , provocou cerca de 40 mortes e deixou mais de cem feridos, a maioria com gravidade, segundo a polícia do cantão de Valais. Dezenas de pessoas comemoravam a chegada de 2026 no bar Le Constellation quando o fogo começou por volta de 1h30 (horário local). (01/01)