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Putin acusa EUA de tentar derrubar Blatter

28 de maio de 2015

Líder russo diz que as prisões de dirigentes da entidade são "tentativa óbvia" de tirar o suíço da presidência da Fifa. Segundo ele, Washington persegue ilegalmente cidadãos estrangeiros.

Foto: Imago/Itar-Tass/M. Metzel

O presidente russo, Vladimir Putin, criticou nesta quinta-feira (28/05) as detenções de sete dirigentes do futebol em Zurique, e as classificou como uma "tentativa óbvia" dos Estados Unidos de tirar o suíço Joseph Blatter da presidência da entidade.

"Essa é uma clara tentativa de bloquear a reeleição de Blatter como presidente da Fifa e uma transgressão muito séria dos princípios de como funcionam as organizações internacionais", disse o líder russo.

Putin acusou, ainda, os Estados Unidos de tentarem "impor a sua jurisdição em outros países". "Se algum deles violou alguma lei, não sei. Mas os Estados Unidos não têm nada a ver com isso. Estes dirigentes não são cidadãos americanos. E se algo aconteceu, não aconteceu no território dos Estados Unidos", criticou.

Citando o ex-colaborador dos serviços de inteligência dos EUA Edward Snowden e o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que fogem no exterior de processos nos EUA, o líder russo questionou o direito de Washington de pedir à Suíça a extradição dos dirigentes da Fifa.

"Infelizmente, nossos parceiros americanos usam tais métodos para obter seus objetivos egoístas e perseguir pessoas ilegalmente. Não descarto a possibilidade de que o caso da Fifa seja exatamente a mesma coisa", afirmou.

Segundo a agência Interfax, Putin pediu à Fifa que realize a votação presidencial na sexta-feira, como previsto. Na opinião do presidente russo, as eleições devem ser realizadas, e Blatter, que concorre a um quinto mandato, tem todas as possibilidades de ser reeleito.

"Também sabemos que foram feitas pressões [sobre Blatter] para proibir a realização do Mundial de 2018 na Rússia", acrescentou Putin.

A Rússia apoia oficialmente a reeleição de Blatter. O presidente da Federação de Futebol da Rússia, Nikolái Tolstij, reiterou nesta quinta-feira que seu país apoia a candidatura do atual presidente da Fifa na eleição prevista para sexta-feira.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou na quarta-feira nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da Fifa, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que serão investigados subornos no valor de 151 milhões de dólares.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação sobre a eleição das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022, previstos para serem realizados na Rússia e no Catar.

MD/lusa/rtr/dpa/afp

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