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Putin ordena retirada de tropas russas da fronteira com a Ucrânia

12 de outubro de 2014

Ordem partiu poucos dias antes de encontros entre autoridades da Rússia com representantes de governos americano e europeus. Cerca de 17 mil soldados estacionados na fronteira ucraniana devem voltar para suas bases.

Tropas russas estavam estacionadas em RostovFoto: picture-alliance/dpa/S. Yuri

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a retirada das tropas russas estacionadas próximo à fronteira com a Ucrânia. A medida foi anunciada pelo Kremlin na noite de sábado (11/10), poucos dias antes de um encontro para tratar das negociações de paz para acabar com o conflito que atinge o leste ucraniano desde abril.

De acordo com o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, Putin ordenou que os cerca de 17,6 mil soldados envolvidos em operações desde o meio do ano em Rostov, no sul do país, retornem para suas bases. Autoridades ucranianas e ocidentais viam a presença de tropas russas próximo ao leste da Ucrânia, controlado por separatistas pró-Rússia, como uma provocação.

O Kremlin, no entanto, sempre afirmou que as tropas estacionadas em Rostov estavam participando de treinos de verão. Mas a Ucrânia e países Ocidentais acusavam a Rússia de estar fornecendo armas, especialistas e combatentes para os rebeldes.

A presença de tropas russas nessa região foi uma das razões para a imposição de sanções pelos Estados Unidos e União Europeia a Moscou. Em retaliação, a Rússia baniu a importação de alimentos vindos dos países ocidentais envolvidos na medida.

Semana de reuniões

A ordem de Putin foi dada poucos dias antes de dois encontros importantes. Na terça-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, tem uma reunião com o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, em Paris.

Apesar do cessar-fogo, conflito continua em DonetskFoto: REUTERS/S. Zhumatov

Já sexta-feira é dia do encontro entre Putin, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e líderes europeus em Milão para negociar o fim do conflito na Ucrânia que já matou mais de 3,6 mil pessoas, segundo a ONU. Além da presença do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, também é esperada a participação do premiê britânico, David Cameron, e da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel.

"Eu não espero que essa negociação seja fácil. Mas estou otimista", afirmou Poroshenko no sábado. O último encontro entre o presidente ucraniano e Putin aconteceu em agosto e serviu de base para uma trégua que está em vigor desde o início de setembro.

A retirada das tropas pode ser vista com um sinal de boa vontade de Putin. Uma das condições ocidentais para não aplicar sanções ao país era esse recuo dos soldados russos que estavam na região fronteiriça próxima à zona de conflito na Ucrânia. No mês passado, Merkel declarou que ainda não considerava voltar atrás na medida devido ao rumo da situação.

Apesar de a trégua na região ter sido declarada no dia 5 de setembro, combates entre separatistas e tropas do governo continuam. Em Donetsk, leste ucraniano, explosões foram ouvidas durante o fim de semana na região do aeroporto.

CN/rtr/dpa/apf/ap/lusa

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