Entrada direta dos EUA em campanha aérea israelense levanta temores sobre possível reação iraniana e se Trump pretende expandir participação. Ainda há dúvidas sobre eficácia do ataque e sobre a força do regime de Teerã.
Soldados iranianos em um desfile militar em 2024. Regime de Teerã está enfraquecido, mas ainda pode retaliarFoto: Vahid Salemi/AP/dpa/picture alliance
Os EUA afirmaram que se tratou de uma operação pontual, mas ao mesmo tempo deixaram a porta aberta para novas ações. O ataque imediatamente provocou temor de uma escalada ainda maior nas tensões na região e especulações sobre quais vão ser os próximos passos da teocracia iraniana e sobre a estabilidade do regime. Também permanece em aberto qual será o efeito da ação sobre o futuro do programa nuclear iraniano.
Veja a seguir quatro questões-chave que permaneciam em aberto nas horas seguintes à operação dos EUA.
Como o Irã pode reagir?
Horas após o anúncio do ataque, mísseis iranianos atingiram Israel, deixando pelo menos 23 feridos, de acordo com a imprensa israelense.
O Irã também ameaçou uma retaliação contra os EUA. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou em um post na rede X que os ataques dos EUA "terão consequências duradouras" e que Teerã "se reserva todas as opções" para retaliar.
Apesar das ameaças verbais, ainda não está claro que curso de ação o Irã pode tomar. Na última semana, diante da ofensiva israelense, o Irã também lançou ataques retaliatórios contra Israel, mas eles tiveram alcance limitado em comparação com as amplas ações aéreas israelenses, provocando danos localizados. Já os ataques israelenses decapitaram parte do alto comando iraniano e atingiram dezenas de instalações militares.
O presidente Donald Trump anunciando ataque ao Irã ao lado do vice JD Vance, e os secretários Marco Rubio e Pete HegsethFoto: Carlos Barria/Pool/REUTERS
Nos últimos 21 meses, desde a ofensiva terrorista de 7 de Outubro de 2023 do Hamas contra Israel, que foi o pontapé para a atual fase de crise no Oriente Médio, o regime de Teerã também perdeu parte da sua capacidade de retaliação. Israel começou a atacar e enfraquecer grupos apoiados pelo regime de Teerã. O primeiro atingido foi o Hamas, que hoje parece limitado a uma pequena guerrilha e que só mantém algum poder com a manutenção de dezenas de reféns israelenses.
Israel ainda decapitou boa parte da liderança do grupo libanês Hezbollah em bombardeios e uma sofisticada operação de sabotagem que contou com pagers explosivos. Israel também lançou pesados bombardeios contra os rebeldes houthis do Iêmen, embora esse último grupo tenha sofrido menos danos que o Hamas e o Hezbollah. Além disso, o Irã perdeu seu antigo regime aliado na Síria após a queda do ditador Bashar al-Assad.
Especialistas ainda especulam sobre qual pode ser a reação do Irã. Mesmo enfraquecido, o Irã pode adotar ações amplas. Uma das grandes preocupações seja que o país use suas forças navais para bloquear o Estreito de Ormuz, o canal de saída do Golfo Pérsico, por onde circula 20% do petróleo mundial. O Irã ainda poderia lançar ataques, com mísseis ou mílicias aliadas, contra navios bases americanas no Oriente Médio, que no momento são ocupadas por 40 mil soldados dos EUA. Um ataque também poderia ser feito contra aliados dos EUA, como os estados árabes do Golfo.
Ou o Irã pode escolher não fazer nada. Ou se limitar a lançar um ataque simbólico para tentar salvar as aparências. Essa última opção já ocorreu antes. Em 2020, após Trump, em seu primeiro mandato, ordenar um ataque aéreo a um aeroporto do Iraque para matar o general iraniano Qasem Soleimani, o regime de Teerã se limitou a lançar 16 mísseis contra bases americanas no Iraque. O ataque não causou prejuízos significativos e os iranianos avisaram o governo Iraquiano, deixando tempo para que os militares americanos se preparassem. Diante do impacto limitado, os EUA não retaliaram.
Navio no estreito de Ormuz, por onde trafega 20% do petróleo mundialFoto: Hamad I Mohammed/REUTERS
Até onde vai o envolvimento dos EUA?
Horas após os ataques, membros do governo americano argumentaram que a operação não representa uma guerra contra o Irã e que se tratou de uma ação militar pontual para frear a capacidade nuclear com o Irã. "Não estamos em guerra com o Irã. Estamos em guerra contra o programa nuclear do Irã", disse o secretário americano da Defesa, Pete Hegseth.
No entanto, no seu primeiro pronunciamento sobre o ataque, Trump deixou a porta aberta para novos ataques caso o Irã não aceite a imposição de um acordo para encerrar seu programa nuclear. "Haverá paz, ou haverá uma tragédia para o Irã muito maior do que a que testemunhamos nos últimos dias", disse. "Lembrem-se, ainda há muitos alvos."
Mas na própria base de apoio de Trump existem temores sobre até onde pode ir a participação dos EUA. Falando em um podcast neste domingo, o ideólogo Steve Bannon, da ala republicana isolacionista, manifestou preocupação que os EUA possam gradualmente entrar em uma guerra generalizada. "Isso é incrementalismo", disse Bannon. "Se eles revidarem contra as tropas americanas, nós voltaremos e revidaremos? Quando nos dermos conta, estaremos em uma guerra eterna."
Pontual ou não, a entrada dos EUA na campanha aérea israelense já marcou a quebra de um tabu. Por mais de uma década, diferentes administrações dos EUA - incluindo o primeiro governo Trump - resistiram à pressão israelense e hesitaram em lançar ataques diretos contra alvos nucleares iranianos. O segundo governo Trump mudou isso, apesar das promessas de campanha de adotar uma política mais isolacionista e não voltar a envolver diretamente os EUA em guerras.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os EUA 'não estão em guerra com o Irã", mas sim "com o programa nuclear".Foto: Alex Brandon/AP Photo/picture alliance
Qual foi efeito do ataque sobre o programa nuclear iraniano?
Ao anunciar o ataque, Trump disse que suas forças haviam "totalmente e completamente obliterado" as três instalações nucleares. Já o comando das Forças Armadas dos EUA foi mais comedido nas afirmações. "Sei que os danos de batalha são de grande interesse. [A avaliação] dos danos finais de batalha levará algum tempo, mas as avaliações iniciais dos danos indicam que os três locais sofreram danos e destruição extremamente graves", disse o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.]
O regime iraniano tentou minimizar o impacto do ataque e disse que seu conhecimento na área nuclear "não pode ser destruído". "Eles devem saber que essa indústria tem raízes em nosso país e as raízes dessa indústria nacional não podem ser destruídas”, disse o porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã, Behrouz Kamalvandi. "É claro que sofremos danos, mas essa não é a primeira vez que o setor sofre danos."
No sábado, após conduzirem uma série de ataques contra outras instalações, os israelenses já haviam dito que acreditavam que haviam atrasado em "pelo menos dois ou três anos" o desenvolvimento de uma bomba atômica pelo Irã. Nos últimos anos, o governo israelense ofereceu diferentes estimativas sobre quão perto os iranianos estariam de produzir uma bomba. No entanto, elas não eram compartilhadas por outros países aliados. Até mesmo a inteligência dos EUA chegou a apontar em março que não havia evidências de que o Irã estivesse perto de fabricar uma arma nuclear.
Após o ataque, analistas também levantaram a possiblidade de o Irã ter removido previamente urânio enriquecido e equipamentos das centrais, o que pode reduzir o efeito desejado da operação.Com os ataques americanos e israelenses ainda frescos, uma avaliação sobre o impacto não deve ser imediata. Israel já executou ações militares similares no passado contra países hostis da região suspeitos de estar desenvolvendo armas nucleares. A primeira ação desse tipo ocorreu contra um reator no Iraque em 1981. No entanto, alguns especialistas apontam que a ação, longe de atrasar o esforço iraquiano, teve o efeito oposto: levando o regime do então ditador Saddam Hussein a direcionar na próxima década bilhões de dólares para o desenvolvimento das armas.
Antes do ataque ao Irã, países que favoreciam uma saída diplomática afirmavam que a única garantia de longo prazo para que o regime de Teerã não desenvolva armas nucleares é um amplo acordo internacional que inclua inspeções e salvaguardas.
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O regime iraniano pode cair?
Impopular entre grandes fatias do povo iraniano, o regime teocrático já sobreviveu a grandes ondas de protestos populares entre 2017 e 2023, sempre reagindo com sangrenta repressão. Nos anos 1980, o regime também conseguiu sobreviver a uma guerra iniciada pelo Iraque de Saddam Hussein.
Mas a campanha aérea israelense representa o maior desafio militar imposto à liderança iraniana em mais de três décadas. Três dias após o início da guerra contra o Irã, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou em entrevista à emissora americana Fox News que uma "mudança de regime" em Teerã "certamente pode ser um desdobramento" da ação das forças de Tel Aviv ali, já que o governo iraniano estava "muito fraco". Tanto os EUA quanto Israel especularam ainda que poderiam assassinar o "líder supremo" do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos.
No exterior, muitos exilados iranianos manifestaram esperança que o odiado regime fundamentalista chegue ao fim após 45 anos. No entanto, especialistas em política externa expressam dúvidas se a oposição interna iraniana, enfraquecida após tantas ondas de repressão, possa excercer um papel decisivo numa mudança de governo. Para piorar, alguns especialistas advertem que existe até o mesmo o risco de algum setor ainda mais linha-dura do regime, como a Guarda Revolucionária, assumir completamente o poder em meio à crise.
O "líder supremo" do Irã, Ali KhameneiFoto: Office of the Iranian Supreme Leader/AP Photo/picture alliance
Na manhã seguinte aos ataques ao Irã, membros do governo dos EUA tentaram afastar a hipótese que a operação e o envolvimento dos EUA marquem o início de uma ação para "mudança de regime" em Teerã. Mas não está claro se os iranianos vão entender dessa forma ou se até mesmo a Casa Branca está unida nessa visão.
Mesmo as afirmações do governo sobre uma operação áerea podem não resistir ao teste do tempo, ainda que tropas terrestres nunca sejam enviadas. Em 2011, uma coalizão de países ocidentais anunciou a criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia para impedir que o regime de Gaddafi continuasse a massacrar a população do país. No entanto, dias depois os países da coalizão, incluindo a França e EUA, começaram a falar abertamente em forçar a derrubada de Gaddafi A "mudança de regime" se revelaria um fracasso e o Estado líbio se desintegrou. O país continua até hoje dividido em facções rivais.
Na tarde de domingo, Trump publicou na sua rede social uma mensagem que parecia "trollar" seus apoiadores que não querem nem ouvir falar de mudança de regime.
"Não é politicamente correto usar o termo 'mudança de regime', mas se o atual regime iraniano não consegue TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!"
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
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"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
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Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
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Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
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Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
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EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)