Quem é Jimmy Lai, condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong
9 de fevereiro de 2026
Empresário é um dos principais nomes condenados sob lei imposta pela China que silenciou a oposição e restringiu a liberdade de imprensa no território semiautônomo.
Jimmy Lai nega todas as acusações contra ele e afirma que é um prisioneiro político que enfrenta perseguição por parte de PequimFoto: Lui Siu Wai/Xinhua/IMAGO
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O empresário de comunicação Jimmy Lai, de 78 anos, foi sentenciado por um tribunal de Hong Kong nesta segunda-feira (09/02) a 20 anos de prisão após ser considerado culpado em dezembro de duas acusações de conspiração para conluio com forças estrangeiras e de um crime de sedição vinculado à difusão de material subversivo.
Seus co-réus, que se declararam culpados da acusação relacionada ao conluio, receberam penas de prisão que variam de 6 anos e 3 meses a 10 anos.
A sentença gerou preocupação entre governos estrangeiros e grupos de direitos humanos. O governo chinês afirmou que Lai merece um "castigo severo" por ter colocado "gravemente em perigo" a segurança nacional.
Alguns governos estrangeiros e grupos de direitos humanos pediram a libertação do cidadão britânico. Mas o Ministério do Exterior da China afirmou que Lai é um cidadão chinês e instou outros países a respeitarem sua soberania e o Estado de Direito em Hong Kong.
Nascido em 1947 em Cantão, Lai chegou a Hong Kong ainda criança e começou a trabalhar numa fábrica têxtil, onde ascendeu a gerente antes de iniciar o próprio negócio.
Em 1981 ele fundou a cadeia de roupas Giordano, que se expandiu pela Ásia e outros mercados, e no início dos anos 90 começou a se dedicar à comunicação social.
O primeiro passo foi dado em 1990, quando fundou uma empresa de comunicação social com a qual lançou a revista online Next Magazine, que desde o início criticou Pequim, combinando sensacionalismo com análises políticas e econômicas.
Cinco anos depois, à medida que se aproximava a devolução de Hong Kong à China, Lai criou o Apple Daily, um jornal que rapidamente se tornou o segundo mais lido no território.
O Apple Daily não só refletia as preocupações da sociedade de Hong Kong num momento de transição política como também desempenhou um papel crucial na promoção da agenda pró-democracia, consolidando-se como um bastião da imprensa livre numa região cada vez mais vigiada por Pequim.
As manifestações antigovernamentais de 2019 em Hong Kong, inicialmente convocadas contra um projeto de lei de extradição, colocaram Lai no centro do debate público.
O Apple Daily deu ampla cobertura às manifestações e adotou uma linha editorial crítica em relação às autoridades de Hong Kong e Pequim.
A entrada em vigor da lei de segurança nacional, em 2020, transformou o ambiente midiático e político da cidade, e Lai definiu a regulamentação, imposta por Pequim após os protestos em larga escala, como uma sentença de morte para Hong Kong.
Nos meses seguintes, Lai foi detido várias vezes e o seu grupo editorial ficou sob crescente escrutínio, até fechar as portas, em junho de 2021.
Lai permanece numa prisão de segurança máxima desde sua detenção em dezembro de 2020 e cumpre também uma pena de cinco anos e nove meses por fraude num outro caso.
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Qual a acusação?
A acusação atribuiu ao empresário uma campanha sustentada para promover sanções internacionais contra a China e a região administrativa especial de Hong Kong, por meio do Apple Daily e da sua rede de contatos, com o objetivo final de alcançar o "colapso" do Partido Comunista Chinês.
A acusação sustentou ainda que Lai atuou como apoio a iniciativas de pressão externa ligadas ao ativismo de Hong Kong.
A defesa argumentou que os conteúdos publicados se inseriam no debate público protegido pelo direito à liberdade de expressão e negou que eles tivesse constituído uma incitação à sedição ou tivessem sido coordenados com terceiros.
Lai negou todas as acusações contra ele, afirmando em tribunal que é um prisioneiro político que enfrenta perseguição por parte de Pequim.
Os amigos e apoiadores de Lai dizem que ele tem saúde frágil, sofre de diabetes e pressão alta, e que deveria ser libertado.
O julgamento tornou-se um dos processos judiciais mais emblemáticos e também o mais midiático desde a imposição da lei de segurança nacional pela China na região administrativa especial de Hong Kong, em 2020.
O que ocorreu no tribunal
O julgamento sem júri durou 156 dias e decorreu perante três juízes designados especificamente para casos relacionados com a lei de segurança nacional. A pena máxima era a prisão perpétua.
Dezenas de apoiadores de Lai fizeram fila durante vários dias para garantir um lugar no tribunal.
Lai, um dos católicos romanos mais conhecidos de Hong Kong, chegou ao tribunal vestindo um paletó branco, com as mãos juntas em gesto de oração, enquanto sorria e acenava para os apoiadores.
A sentença foi recebida com gritos do público na sala lotada do Tribunal de West Kowloon, onde estavam a esposa de Lai, Teresa Li Wan-kam, e o cardeal aposentado Joseph Zen, além de representantes consulares de países ocidentais e ex-funcionários do antigo jornal de Lai.
Antes de deixar o tribunal, Lai parecia sério, ainda segundo a AP, enquanto algumas pessoas na galeria pública choravam.
Representantes consulares do Reino Unido e da Áustria compareceram à audiência de sentença de Jimmy Lai em Hong KongFoto: Tyrone Siu/REUTERS
A pena é a mais pesada já proferida no âmbito da lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020, após os protestos pró-democracia – por vezes violentos – que abalaram o território em 2019.
Questionado sobre a possibilidade de apelação, seu advogado, Robert Pang, não fez comentários.
Dois dos 20 anos serão cumpridos simultaneamente com uma pena que Lai já cumpre. Com isso, ele cumprirá mais 18 anos, afirmaram os juízes.
Esta nova condenação estabelece a data mais próxima de libertação do magnata para o ano de 2044, a menos que seja beneficiado pela redução de um terço da pena por bom comportamento.
Seis executivos do Apple Daily estão entre os oito condenados a até dez anos de prisão após se declararem culpados.
Questionamentos sobre a independência de Hong Kong
O caso é histórico e gerou questionamento internacional sobre a independência judicial de Hong Kong após anos de repressão aos direitos e liberdades na província semiautônoma, agravada pelos protestos pró-democracia de 2019, que a China considerou um desafio ao seu domínio sobre o território.
Hong Kong é uma região semiautônoma da China, que permaneceu sob domínio britânico por 156 anos e foi devolvida pelo Reino Unido em 1997.
No acordo para a restituição do território, Pequim prometeu que ele manteria ampla autonomia, direitos individuais e independência judicial por pelo menos 50 anos, até 2047.
No entanto, desde que Pequim impôs uma lei de segurança nacional a Hong Kong, em 2020, após os intensos protestos pró-democracia registrados no ano anterior, a oposição foi praticamente anulada e a maioria das principais figuras que defendiam a democracia fugiram do país, perderam cargos ou foram presas.
Hong Kong caiu para a 140ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2025 da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que declarou nunca ter presenciado "uma deterioração tão acentuada e rápida no histórico de liberdade de imprensa de qualquer país ou território".
Críticas internacionais à sentença
A ministra do Exterior do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou que, dada a idade e o estado de saúde precário de Lai, a pena é "equivalente a uma sentença de prisão perpétua". "Continuo profundamente preocupada com a saúde do Sr. Lai e reitero meu apelo às autoridades de Hong Kong para que ponham fim ao seu terrível sofrimento e o libertem por razões humanitárias, para que ele possa se reunir com sua família", declarou.
Líderes globais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, assim como grupos de direitos humanos, também criticaram a condenação de Lai.
Starmer abordou o caso de Lai, que possui cidadania britânica, em detalhes durante uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, em janeiro. "Pedi sua libertação", disse Starmer ao Parlamento britânico após sua viagem.
A União Europeia afirmou que "deplora" a sentença de Lai e pediu sua libertação imediata e incondicional. "A UE apela às autoridades de Hong Kong para que restaurem a confiança na liberdade de imprensa em Hong Kong e para que parem de processar jornalistas", disse a porta-voz da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Anitta Hipper.
Jimmy Lai durante sua prisão em 2020Foto: Vincent Yu/AP Photo/picture alliance
Entidades de direitos humanos veem a condenação de Lai como um símbolo da redução da liberdade de imprensa na cidade.
"A dura sentença de 20 anos contra Jimmy Lai, de 78 anos, é efetivamente uma sentença de morte. Uma sentença dessa magnitude é cruel e profundamente injusta", disse Elaine Pearson, diretora para a Ásia da ONG Human Rights Watch.
A Anistia Internacional (AI) classificou o caso como "mais um marco sombrio na transformação de Hong Kong, de uma cidade governada pelo Estado de Direito para uma governada pelo medo".
A diretora executiva do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Jodie Ginsberg, afirmou que "o Estado de Direito foi completamente destruído em Hong Kong".
"A decisão flagrante de hoje é o golpe final para a liberdade de imprensa em Hong Kong", disse ela, apelando à comunidade internacional para que intensifique a pressão pela libertação de Jimmy Lai.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou que a sentença "terá repercussões muito além do próprio Jimmy Lai, enviando um sinal decisivo sobre o futuro da liberdade de imprensa no território".
O que dizem Hong Kong e China
O governo de Hong Kong rejeitou as alegações, afirmando que o caso não tem relação com a liberdade de imprensa e que visa unicamente a aplicação da lei.
O chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, disse que a "sentença severa" de Lai demonstra que o Estado de Direito está sendo respeitado e a justiça está sendo feita, o que é um "grande alívio" para todos
O Ministério do Exterior da China apoiou a decisão do tribunal de Hong Kong e enfatizou que Lai é um cidadão chinês. O porta-voz Lin Jian disse que as ações do empresário prejudicaram seriamente o princípio de "um país, dois sistemas" e colocaram em risco a segurança nacional.
O ministério também criticou outros países por interferirem no julgamento, afirmando que eles deveriam respeitar a soberania da China e o sistema jurídico de Hong Kong e se abster de fazer comentários descabidos sobre o processo.
md/as (DPA, AP, Reuters, AFP, Efe, Lusa)
O mês de fevereiro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Chris Pizzello/Invision/AP Photo/picture alliance
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Foto: Office of the Supreme Leader of Iran/Handout/Getty Images
Acidente com bonde em Milão deixa dois mortos
Um bonde descarrilou e atingiu um prédio em Milão, matando duas pessoas e ferindo ao menos 38. Uma das vítimas foi atingida pelo veículo no momento do descarrilamento. A outra era passageira, disse o prefeito da cidade. O acidente ocorreu poucos dias depois de Milão encerrar a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno. A cidade se prepara agora para sediar as Paralimpíadas. (27/02)
Foto: Enriquez/Fotogramma/ROPI/picture alliance
Dinamarca convoca eleições em meio à tensão com EUA
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Foto: Mads Claus Rasmussen/Reuters
STF condena mandantes da morte de Marielle a 76 anos de prisão
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Chuvas deixam mortos, desaparecidos e desabrigados em Minas Gerais
Fortes chuvas atingiram Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. No primeiro dia de resgates, a contagem era de ao menos 28 mortos e 440 desabrigados. Bombeiros procuravam outros mais de 40 desaparecidos, e as prefeituras dos dois municípios decretaram estado de calamidade pública. Houve ao menos 20 soterramentos de imóveis em Juiz de Fora, e o Rio Paraibuna transbordou. (24/02)
Foto: Pablo Porciuncula/AFP
Onda de violência no México após morte de chefe de cartel
O México viveu uma onda de violência após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, ou El Mencho, um dos narcotraficantes mais procurados pelos EUA. Pelo menos 73 morreram nos primeiros dois dias. Cartéis reagiram bloqueando vias e incendiando veículos em 20 estados do país. Escolas e o comércio fecharam, e a população foi instruída a ficar em casa. (23/02)
Foto: REUTERS
Jogos Olímpicos de Inverno chegam ao fim na Itália
A Itália se despediu dos Jogos Olímpicos de Inverno com uma cerimônia ao ar livre na antiga Arena de Verona. O encerramento contou com uma performance do bailarino Roberto Bolle e um tributo à ópera. O bastão agora passa aos Alpes Franceses, sede da edição de 2030. A participação brasileira terminou com Lucas Braathen conquistando o primeiro ouro do país na história dos Jogos de Inverno. (22/02)
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Brasil e Índia fecham acordo sobre terras raras
Durante uma visita de Estado à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou com o primeiro-ministro Narendra Modi um memorando de cooperação sobre elementos de terras raras e minerais críticos, o primeiro acordo desse tipo firmado pelo Brasil. O objetivo é assegurar o fornecimento de matérias-primas estratégicas, como lítio e nióbio. (21/02)
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Trump anuncia taxa global de 10% após Supremo vetar tarifaço
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Ex-príncipe Andrew é detido pela polícia britânica
O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten Windsor, irmão do rei Charles 3°, foi preso por algumas horas pela polícia em meio a uma investigação por suspeita de má conduta em cargo público. O ex-duque de York é acusado de compartilhar informações confidenciais com o magnata e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. (19/02)
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Unidos do Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio
Escola vence seu quarto título do Grupo Especial com o enredo Para cima, Ciça!, que celebra os 70 anos de Moacyr da Silva Pinto, o mais longevo mestre de bateria de uma escola de samba em atividade. O mestre homenageado participou da comissão de frente e do último carro alegórico, regendo os ritmistas. A Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, foi rebaixada para a Série de Ouro. (18/02)
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Congresso peruano destitui presidente interino, José Jerí
O Congresso peruano censurou e destituiu Jerí a dois meses das eleições gerais do país por "falta de idoneidade para exercer o cargo". Investigado por trafico de influência, ele ocupava o cargo há apenas quatro meses. Com isso, o Peru passará por sua oitava troca presidencial em quase uma década de crise política. Cinco desses presidentes foram afastados pelo Legislativo. (17/02)
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A homenagem a Lula no Carnaval do Rio em ano eleitoral foi contestada por seus adversários, que enxergam propaganda eleitoral antecipada. A meses de concorrer ao quarto mandato, o petista foi tema da escola de samba do Grupo Especial Acadêmicos de Niterói, que desfilou na noite de domingo para a madrugada de segunda. O samba-enredo contou a vida do presidente e a sua ascensão política. (16/02)
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Nova política fundiária aprovada por Israel deve facilitar ocupação ilegal da Cisjordânia
Plano polêmico deve tornar mais fácil a compra de terras por colonos israelenses. Propriedade de terras passará a ter que ser comprovada – apesar de títulos fundiários não serem comuns em boa parte do território palestino. Medida foi celebrada pela ultradireita e criticada por países árabes e europeus. Ocupação da Cisjordânia é considerada ilegal perante o direito internacional. (15/02)
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Com ouro, Lucas Pinheiro Braathen conquista a 1ª medalha do Brasil nas Olimpíadas de Inverno
Norueguês naturalizado brasileiro, atleta de 25 anos ficou em primeiro lugar na prova do slalom gigante, uma disciplina do esqui alpino. Ele foi também o primeiro sul-americano a subir ao pódio nos Jogos de Inverno. Braathen é filho de mãe brasileira e pai norueguês e compete pelo Brasil desde 2023. Ele ficou 0,58 segundo à frente do suíço Marco Odermatt. (14/02)
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Merz cita ordem mundial "sob destruição" e acena ao Brasil
Ao discursar na abertura da 62ª Conferência de Segurança de Munique, o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz (à dir.), afirmou que a ordem mundial baseada em regras está em processo de "destruição". Ele citou ainda a importância de parcerias com países como o Brasil em um contexto em que Estados Unidos, Rússia e China disputam a hegemonia global. (13/02)
Berlinale dá pontapé inicial para a edição de 2026
O diretor Wim Wenders, presidente do júri do Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2026, participou da coletiva de imprensa de abertura do evento. Este ano, 22 filmes competem pelos principais prêmios, os Ursos de Ouro e Prata. Entre os títulos mais comentados está "Rosebush Pruning" ("Poda de roseiras", em tradução livre), dirigido pelo brasileiro Karim Aïnouz. (12/02)
Foto: John Macdougall/AFP
Ciclone Gezani deixa rastro de destruição em Madagascar
A cidade de Tomasina, na ilha africana de Madagascar, foi arrasada pela passagem do ciclone Gezani. De acordo com as autoridades, ventos de até 250 km/h deixaram mais de 30 mortos e dezenas de feridos na cidade portuária de 400 mil habitantes. (11/02)
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Bad Bunny celebra diversidade da América em apresentação política no Super Bowl
Repercutiu no mundo o show do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, nos Estados Unidos. Num momento em que a comunidade latina se vê ameaçada pela cruzada anti-imigração de Donald Trump, o artista crítico do presidente fez uma festa latina, enviando um recado político e uma mensagem de união. O republicano não gostou, chamando a apresentação de "afronta à grandeza da América". (09/02)
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Premiê japonesa festeja vitória esmagadora
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Em Berlim, milhares participam de ato em apoio à oposição no Irã
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Começam os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina
Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina foram oficialmente abertos em uma cerimônia no Estádio San Siro. Quase 3 mil atletas de 93 países participam do evento na Itália. A delegação do Brasil marcou presença na abertura com Nicole Silveira, do skeleton, e Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino, como porta-bandeiras. Ao todo, o país será representado por 14 atletas, (06/02)
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Chuvas intensas atingem Espanha e Portugal
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